2010-04-22

A dura verdade

Esta é minha versão traduzida de um gráfico satírico, de autor desconhecido, que bombou no blog do fotógrafo norte-americano Robert Benson:



O gráfico é autoexplicativo, mas se quisermos elaborar sobre as sacanagens incluídas nele, cabe ressaltar alguns pontos:

"Tudo o que eu clico é lindo" (flores e gatos) - Comum especialmente no Flickr. Outras fotos-clichê: caixas de lápis de cor, graffiti na parede, caixa de presente que chegou, detalhe de prédio antigo, pôr do sol na praia... Cada um desses temas pode gerar uma foto ganhadora de concurso, mas também gera um milhão de imagens esquecíveis.

Celular com "câmera de 7 gigapixels" - Equívoco comum no mundo tecnonerd, incluindo infelizmente vários amigos meus. O sujeito insiste que vai resolver sua vida e iniciar uma carreira de glória, fama e fortuna na fotografia - usando uma câmera de telefone ou uma compacta de bolso "com 14 megapixels". Como se os megapixels fossem um indicador preciso de qualidade de imagem. A realidade não é assim. Somente a Cora e a Natacha conseguiram fazer livros de arte com imagens digitais tecnicamente capengas sobre temas interessantes. Outro equívoco típico de nerd acontece quando, na hora em que a pessoa está com o olhar maduro para evoluir para uma DSLR, insiste em pensar que uma compacta com zoom mais longo basta, por ser "mais simples de usar". Não é mais simples. E vai perder muitas fotos boas por causa da teimosia. O que nos leva à...

Frescura com equipamento - Claro que existe a tendência oposta a permanecer tirando leite de pedra com equipamento fraco. É quando o nerd-não-fotógrafo vira um fotógrafo-nerd, isto é: alguém obcecado com o equipamento a ponto de esquecer-se de fazer boas fotos. Você gasta o que não pode numa Leica especificamente para ter acesso à grife, visando o status que isso pode proporcionar no fotoclube, não para tirar fotos melhores que as da sua Canon. Ou então, vira uma tiete raivosa da Canon e acaba sendo expulso de um fórum de discussão por defender a marca como se ela fosse a Apple. A mente fanática é exemplarmente simbolizada pelo autorretrato feito em espelho com a máquina bem à sua frente, deixando entrever somente aquele sorriso palerma de "eu tenho minha própria DSLR". A foto traz uma mensagem: sua câmera substituiu o seu rosto. Tornou-se mais importante que você. Como contraponto, repetimos o ditado: "Possuir uma Nikon não o torna fotógrafo, torna-o um proprietário de Nikon". (Adapte a frase substituindo Nikon pela marca de sua preferência e sacaneie seus amigos.) O que nos leva aos...

Photoshop, DeviantArt, Flickr - A abundância de recursos dos programas e websites ajuda a pessoa impressionável (e ansiosa por impressionar) a perder o paradigma de qualidade visual, antes mesmo de ter o seu olhar fotográfico definido. Daí vem o festival de imagens ruins e pretensiosas: galerias imensas de tentativas e erros fotográficos. O que nos leva à...

Vala do HDR - O HDR violentamente forçado no Photomatix de um tema banal é um dos mais recentes modismos que engolem tempo e talento na Internet. Mas existem muitos outros modismos, e certamente você acompanha o trabalho de alguma vítima da moda na fotografia. Por exemplo: fotos supersaturadas, dessaturadas ou com cutouts de cor sem motivo plausível; aplicação gratuita de vinhetas nos cantos; efeitos de cor simulando filme estragado ou lentes com aberração intensa; clicar bokeh pelo bokeh, sem um tema verdadeiro; enquadramentos diagonais; etc. O que nos leva ao...

/p/ - É a seção de fotografia do site 4chan. É um fórum de imagens extremamente competitivo, capaz de colocar no lugar o ego dos que "se acham" no Flickr. O que seria mais próximo de equivalente direto no Brasil é o Fotoglobo, para onde as pessoas mandam suas fotos e são espinafradas em apenas uma linha de texto por fotógrafos profissionais autocolocados em pedestais de juízes.

Apenas uma foto por assunto - No gráfico original não foi mencionado o Picasa, que é um concorrente do Flickr com uma característica peculiar: as pessoas tendem a descarregar nele cartões de memória inteiros em vez de selecionar as fotos, gerando galerias inavegáveis. Na real, quem acha lindo folhear 264 fotos tiradas em sequência e idênticas de um bebê... é somente o pai ou mãe da vítima. O que nos leva a...

Descobrindo uma câmera antiga de filme - Como, por uma razão prática de custo, a câmera de filme não deixa fazer fotos na escala de metralhadora giratória que é permitido pelas câmeras digitais, o fotógrafo pode recuperar a reverência pelo ato da captura e a atenção ao instante decisivo. Não pode ter a certeza de que suas imagens ficaram boas até elas voltarem do laboratório no dia seguinte, o que o obriga a ter mais atenção aos ajustes da máquina. Mas não é grande a satisfação de proceder assim também com a câmera digital?

2010-04-09

Chegou! Digital Photographer Brasil

Novidade no mundo fotográfico! Na semana que vem chega às bancas a nova revista de fotografia publicada pela editora Digerati:



É a edição nacional da Digital Photographer, a conceituada revista britânica voltada para amadores, entusiastas e profissionais. Não é simplesmente uma revista traduzida: é uma revista reinventada no Brasil, com material local exclusivo.

Algumas amostras de páginas internas, para mostrar que a coisa vai ser boa:

















São 100 páginas com portfólios inspiradores, notícias, tutoriais de Photoshop, dicas de fotografia, aulas completas e testes de câmeras!

A revista chega às bancas até o final da semana que vem, quando também entrará no ar o respectivo website, onde qualquer visitante poderá postar suas fotos candidatas a entrarem na seção Suas Imagens da revista.

Nesta terça-feira tem a festinha de lançamento:



Leve a sua câmera!

2010-04-05

50 dias com a Nikon D5000



Autorretrato da D5000 em espelho de maquiagem. 34mm, f/11, 1/6s na mão com VR, ISO 1000.


Um review mais formal da minha nova câmera vai sair na revista Mac+ em breve e também via outro veículo, mas vale a pena colocar aqui algumas impressões com enfoque mais pessoal.
Um pouco de reminiscências. Minha SLR anterior era uma Canon EOS 300, comprada no ano 2000. Também chamada Rebel 2000, ela foi a base para a Digital Rebel, que inaugurou o mercado das DSLRs amadoras em 2003. Vivi anos felizes com essa EOS de filme, simples e leve e que nunca errava exposição nem foco.
Então, esqueci que era feliz e mergulhei voluntariamente no mundo das compactas digitais, testando dezenas de modelos e marcas diferentes e nunca fazendo com elas o que realmente pretendia em termos de imagem. Olhando em retrospecto, a maioria delas – Pentax Optio, Casio Exilim, Sony Cyber-shot T e várias outras – produzia pinturas miúdas plastificadas e lamacentas, meras caricaturas do que a fotografia digital deveria ser, distantes ainda da qualidade do negativo colorido. A rara exceção era a brilhante Canon PowerShot série S (já comentada aqui, em outro artigo), mas na época ela estava fora do alcance do meu bolso. Tirando breves períodos com três DSLRs da Sony e uma da Canon, só fiz fotos com compactas, culminando na Lumix FX100, uma câmera de bolso bela e robusta, porém com sérias limitações relacionadas ao ruído do sensor – ela só podia ser usada a sério em ISO 200. Testei também a revolucionária Lumix G1, mas não me convenci totalmente.
Como nos últimos quatro anos sempre dispus de câmeras de teste ou emprestadas para filar, adiei a compra da minha própria DSLR o quanto pude, até que a coisa começou a ficar ridícula. Então, resolvi que devia parar tudo e começar um sistema do zero a partir de uma DSLR moderna, que não fosse muito cara nem desprovida dos recursos que necessito.
Ao escolher Nikon, não pensei nos fatores óbvios que estão na mente de todo canonzeiro na hora de defender sua marca favorita: preço, preço e preço... O preço da D5000 é, de fato, ligeiramente superior ao da Canon mais similar (Rebel T1i), mas esse não foi um fator importante. O fator fundamental foi a óptica.

Explico.
Uma câmera barata com lente cara faz imagens melhores que uma câmera cara com lente barata.
Repita e assimile esta grande verdade.

A qualidade óptica é mais decisiva que os megapixels para a qualidade do resultado. Infelizmente, não é o que o público mal informado acha. A geração atual, contaminada pela maneira de pensar do mundo informático – gigahertz, terabytes, tudo inexoravelmente aumentando –, tem feito a opção em massa pelos megapixels, para só depois se perguntar o que há de errado ou faltando em suas imagens; ou pior que isso, achar que é "desse jeito mesmo" e nem questionar nada.
Dez a doze megapixels é bem mais do que as pessoas normais precisam; isso enche um pôster de tamanho A3 com nitidez de gráfica offset. Mas a nitidez na saída só acontece se houver uma lente capaz de entregar toda essa nitidez para o sensor. Aí é que a coisa pega.
Conforme as pessoas se informam mais sobre equipamento fotográfico, prevejo que voltem a ter a preocupação com as lentes que os aficionados e profissionais munidos de SLRs tinham até o começo dos anos 1980, quando a pirotecnia eletrônica começou a virar o centro de todas as atenções.
Cansei de ouvir meus amigos que, ao me pedir dicas para comprar novas câmeras, deixavam claro pela explanação de suas necessidades que eles seriam perfeitamente atendidos por uma DSLR, mas não contemplavam essa possibilidade por conta de preconceitos acerca de essas câmeras serem "caras" e "complicadas". O paradoxo é que as mesmas pessoas estavam dispostas a ter uma câmera amadora "bridge" ou "superzoom" – com aparência de DSLR, grande como uma DSLR, cara como uma DSLR, mas com uma lente embutida, um minúsculo e ineficiente sensor típico das compactas, e nem um pouco menos complicada.

A razão principal de você querer ter uma SLR é controle. É a possibilidade de transformar completamente a personalidade da imagem através de uma simples e rápida troca de lentes.
As câmeras da categoria da Nikon D5000 e Canon Rebel T1i são voltadas ao público amador lá fora, mas a qualidade de imagem e os recursos oferecidos são tão bons que o fotógrafo aspirante, antes de pensar em entrar nesse mundo com um corpo mais "pro" como a Nikon D90 ou a Canon EOS 50D, deve adquirir uma dessas máquinas mais leves e simples, andar com ela grudada ao corpo durante alguns meses, conhecê-la do avesso, explorar ao máximo as opções de objetivas para a marca que escolheu, juntar algumas lentes bacanas e só então desembolsar o Big Money por um corpo "pro".
Qual escolher, pois? Com Canon ou Nikon não dá para se dar mal. Cada uma delas detém 38% do mercado de SLRs do mundo, alternando-se na liderança. Sony, Pentax, Olympus e Panasonic acompanham o duopólio de longe. As duas marcas líderes têm acessórios e suporte à vontade. Durante a maior parte desta década, a Nikon cochilou nas SLRs e permitiu que a Canon ficasse na frente, mas atualmente a marca da alça de listra amarela retornou ao empate técnico com produtos de sucesso como a D40 e a D3. E, no cerne de tudo, graças também às poderosas lentes Nikkor, que funcionam em todas as suas câmeras, da mais barata à mais cara, sem discriminação.
Sem a competição entre as duas marcas, nosso equipamento não seria nem de longe tão sofisticado como é hoje, abarrotado de truques e recursos que você pode nem saber que existem, nem precisa saber, mas que fazem uma diferença na qualidade das suas fotos e até anteontem era domínio exclusivo dos profissionais.
Uma das coisas mais espetaculares destas câmeras novas é o desempenho em ISO alto, que não só deixa as máquinas de filme muito distantes no passado como possibilita exercitar estilos de captura novos. Além disso, as SLRs começaram também a gravar vídeo. Sistemas concorrentes da Panasonic, Olympus e Samsung até começaram a abandonar o pentaprisma em prol do visor eletrônico. Tudo isso reaproximará as disciplinas da imagem parada e da imagem em movimento.

Mas, repetindo, o fator decisivo é a óptica. Com a Nikon, posso usar praticamente qualquer lente da marca fabricada desde 1959. A variedade disponível para Canon é boa, mas não tão ridiculamente extensa. E há a questão da lente do kit. A lente 18-55mm que vem com a Nikon é de nível óptico surpreendente, apesar da construção baratinha. A da Canon, com exatamente a mesma gama de distâncias focais, é decente mas não empolga; está lá para preencher um espaço temporário até o consumidor começar a gastar, em lentes adicionais, muito mais do que seu investimento inicial na câmera.
Escolher a D5000 também depende do uso pretendido. As novidades são importantes? O LCD articulado, por enquanto inédito em DSLRs da Nikon, é um complemento bem-vindo para a função Live View; mas a articulação na base cria um ponto de atrito e desgaste na pintura, e a articulação pode atrapalhar quando a máquina é montada em tripé. Por sua vez, o Live View tem um sistema de foco desesperadoramente lento (e, assim como o da Canon, inferior ao Live View com sensor dedicado das Sony Alphas), restringindo-o a aplicações de estúdio ou outras que não exijam muita agilidade. A função de vídeo grava um tosco áudio mono, sem entrada de microfone externo e sem autofoco; também fica devendo. Assim, os verdadeiros pontos fortes da máquina não são os recursos mais novos que a propagada apregoa. O crucial na D5000 é que o sensor e a qualidade de imagem resultante são exatamente os mesmos da D90, que é muito mais cara.
Fora isso, a velocidade de operação da D5000 é fantástica, trazendo de volta boa parte daquela sensação perdida de instantaneidade das antigas câmeras de filme. O obturador é bem silencioso, comparado por um crítico gringo ao de uma Leica. E tem um modo especial que espera um instante entre a subida do espelho e o clique, tornando a operação ainda mais discreta. Por fim, ela consegue capturar quatro fotos por segundo, marca que até o ano passado era coisa exclusiva de DSLR profissional.
Aliado ao novo poderoso algoritmo de redução de ruído do Adobe Lightroom 3 Beta (que acho preferível ao software original da Nikon), a captura em RAW com ISO alto é algo sem comparação no mundo das compactas. Toda pessoa que luta com uma câmera de bolso sob baixa luz precisa experimentar uma DSLR atual por dez minutos para sentir o que está perdendo. Para aprender até onde dá para ir, basta acionar a opção de ISO automático, na qual você especifica o ISO limite e a velocidade mais lenta aceitável. Acostumado a anos intermináveis de sofrimento com câmeras pouco sensíveis e a fazer tudo em modo manual nas SLRs, demorei algumas semanas a me acostumar à ideia de que ISOs de quatro dígitos podem ser usados sem medo nenhum. Imagine fotografar com a clássica lente 50mm f/1.4 em ISO 3200. Dá para fazer um retrato à luz de uma única vela, sem nenhuma luz adicional, com a máquina na mão, sem borrar nada e com um lindo fundo desfocado de brinde. É um sonho realizado.
A D5000, assim como sua ancestral D60, não faz autofoco com lentes que não sejam AF-S, isto é, com motor interno. (Todas as lentes Canon EOS são motorizadas.) Mas fiquei bem satisfeito usando em foco manual a Nikkor 28-105mm f/3.5-5.6 macro (que foi feita para câmeras de filme há uma década). O pulo do gato é função Rangefinder – que, estranhamente, não vem ativada nas preferências –; ela mostra dentro do visor óptico se o ponto de foco está mesmo em foco. Outra coisa deliciosa é a opção de foco 3D Tracking, na qual o ponto de foco ativo muda de forma a seguir o objeto caso ele se mova. A medição de luz tende a subexpor, mas se você trabalha em RAW, pode ficar sossegado.
Recursos de retoque de imagem na câmera, controle de alcance dinâmico para JPEG e modos de cena criativos abundam, mas a minha interação com a câmera resulta bem simples, pois simplesmente não uso nenhum desses truques; não adianta, tenho sempre o preconceito de que eles foram feitos só para impressionar amadores. Em caso de dúvida, porém, eles estão lá. E em caso de mais dúvida, a câmera tem uma função de Help que explica literalmente todas as opções do menu por escrito, um verdadeiro manual embutido.

Imagens tiradas com a Nikon D5000 você tem na coluna do Flickr, à sua esquerda. Veja e comente.

2010-04-01

Canon, Nikon e Sony apresentam sensor sem pixels

TÓQUIO – Canon, Nikon e Sony, as três empresas japonesas que lideram o mercado mundial de câmeras fotográficas, convocaram uma coletiva de imprensa para fazer o anúncio de uma nova tecnologia de sensor de imagem. Denominado PixelFree, o novo sensor funciona por um princípio completamente diferente do atualmente usado nos sensores digitais, prometendo fotografias com "resolução ilimitada".
O princípio do PixelFree é uma superfície de captação de luz uniformemente granulada, sem a habitual divisão em pixels. Ele produz resultados naturais sob qualquer ampliação e a nitidez da imagem só é limitada pela qualidade do conjunto óptico da câmera. A imagem retida nos grãos do sensor é interpretada para dados digitais através de um sistema eletrônico de varredura e conversão dentro da câmera.
O novo tipo de sensor será lançado em três graus crescentes de granulação, devendo ganhar no futuro variações para fotografia profissional infravermelha, P/B e astronômica, e por fim será adaptado também para câmeras de vídeo, celulares e TV.

Parceria histórica
Yasuyuki Okamoto, CEO da Nikon, explicou as circunstâncias que levaram à inovação conjunta: "A competição tecnológica entre nossas empresas tem sido muito saudável e benéfica, trazendo inovações constantes para o público. Mas a tecnologia de sensores pixelados que usamos até agora chegou ao seu esgotamento lógico. Um efeito colateral desses sensores foi a chamada guerra dos megapixels, provocada pelas características técnicas dos sensores e não por questões físicas referentes à luz. Francamente, até mesmo os melhores sensores pixelados CCD e CMOS são, na nossa opinião, muito ineficientes. Surgiu a necessidade de reinventar completamente o conceito."
Hiroshi Yoshioka, executivo chefe da divisão de produtos de consumo da Sony, acrescenta: "Achamos que o fotógrafo digital não deve ficar preso a limitações artificiais derivadas de uma característica fixa do equipamento. Por isso, nós nos aliamos para criar em parceria o novo padrão unificado de sensores, aplicando tecnologias compartilhadas entre as três empresas."
Kenichi Nagasawa, gerente de propriedade intelectual da Canon, revelou: "O desenvolvimento do novo sensor foi feito sob segredo, ao longo de três anos. Nikon e Sony já tinham parceria; muitas câmeras da Nikon usam sensores Sony. Cientistas da Canon criaram o conceito inicial, mas constataram que não poderiam fazer o desenvolvimento sozinhos. As outras companhias investiram na forma de projetos, testes e tecnologia de fabricação, de forma similar à sociedade entre Sony e Philips nos anos 70, que deu origem ao CD."

Revolução no mercado
O sensor PixelFree pode ser facilmente empregado em projetos de câmeras existentes, permitindo sua implantação rápida. Ele estará disponível também para as demais companhias, mediante um contrato de licenciamento.
Inicialmente a nova tecnologia aparecerá apenas em produtos profissionais, sendo gradualmente introduzida também nos produtos de consumo. A transição é necessária para reequipar as fábricas sem interromper o fornecimento de peças.
A Nikon apresentou protótipos de quatro câmeras DLSR profissionais, por ordem decrescente de preço: DP3, DP30, DP300 e DP3000. Em aparência e recursos, elas são similares às câmeras existentes em sua linha, mas todas têm em comum não revelarem a quantidade de megapixels do sensor, e sim a sua granulação: "fina" para o modelo de topo, "média" para o intermediário e "grossa" para os dois modelos de base.
A Canon, por sua vez, pretende colocar no mercado os modelos EOS 7DP, 70DP e 700DP, seguindo a mesma lógica de preço e de qualidade de imagem.
A Sony só deverá apresentar suas câmeras no segundo semestre, mas deverá lançar ao mesmo tempo dois modelos profissionais – denominados Beta, para se distinguirem da atual linha Alpha –, e duas linhas amadoras, chamadas Beta-shot.