
Autorretrato da D5000 em espelho de maquiagem. 34mm, f/11, 1/6s na mão com VR, ISO 1000.
Um review mais formal da minha nova câmera vai sair na revista Mac+ em breve e também via outro veículo, mas vale a pena colocar aqui algumas impressões com enfoque mais pessoal.
Um pouco de reminiscências. Minha SLR anterior era uma Canon EOS 300, comprada no ano 2000. Também chamada Rebel 2000, ela foi a base para a Digital Rebel, que inaugurou o mercado das DSLRs amadoras em 2003. Vivi anos felizes com essa EOS de filme, simples e leve e que nunca errava exposição nem foco.
Então, esqueci que era feliz e mergulhei voluntariamente no mundo das compactas digitais, testando dezenas de modelos e marcas diferentes e nunca fazendo com elas o que realmente pretendia em termos de imagem. Olhando em retrospecto, a maioria delas – Pentax Optio, Casio Exilim, Sony Cyber-shot T e várias outras – produzia pinturas miúdas plastificadas e lamacentas, meras caricaturas do que a fotografia digital deveria ser, distantes ainda da qualidade do negativo colorido. A rara exceção era a brilhante Canon PowerShot série S (já comentada aqui, em outro artigo), mas na época ela estava fora do alcance do meu bolso. Tirando breves períodos com três DSLRs da Sony e uma da Canon, só fiz fotos com compactas, culminando na Lumix FX100, uma câmera de bolso bela e robusta, porém com sérias limitações relacionadas ao ruído do sensor – ela só podia ser usada a sério em ISO 200. Testei também a revolucionária Lumix G1, mas não me convenci totalmente.
Como nos últimos quatro anos sempre dispus de câmeras de teste ou emprestadas para filar, adiei a compra da minha própria DSLR o quanto pude, até que a coisa começou a ficar ridícula. Então, resolvi que devia parar tudo e começar um sistema do zero a partir de uma DSLR moderna, que não fosse muito cara nem desprovida dos recursos que necessito.
Ao escolher Nikon, não pensei nos fatores óbvios que estão na mente de todo canonzeiro na hora de defender sua marca favorita: preço, preço e preço... O preço da D5000 é, de fato, ligeiramente superior ao da Canon mais similar (Rebel T1i), mas esse não foi um fator importante. O fator fundamental foi a óptica.
Explico.
Uma câmera barata com lente cara faz imagens melhores que uma câmera cara com lente barata.
Repita e assimile esta grande verdade.
A qualidade óptica é mais decisiva que os megapixels para a qualidade do resultado. Infelizmente, não é o que o público mal informado acha. A geração atual, contaminada pela maneira de pensar do mundo informático – gigahertz, terabytes, tudo inexoravelmente aumentando –, tem feito a opção em massa pelos megapixels, para só depois se perguntar o que há de errado ou faltando em suas imagens; ou pior que isso, achar que é "desse jeito mesmo" e nem questionar nada.
Dez a doze megapixels é bem mais do que as pessoas normais precisam; isso enche um pôster de tamanho A3 com nitidez de gráfica offset. Mas a nitidez na saída só acontece se houver uma lente capaz de entregar toda essa nitidez para o sensor. Aí é que a coisa pega.
Conforme as pessoas se informam mais sobre equipamento fotográfico, prevejo que voltem a ter a preocupação com as lentes que os aficionados e profissionais munidos de SLRs tinham até o começo dos anos 1980, quando a pirotecnia eletrônica começou a virar o centro de todas as atenções.
Cansei de ouvir meus amigos que, ao me pedir dicas para comprar novas câmeras, deixavam claro pela explanação de suas necessidades que eles seriam perfeitamente atendidos por uma DSLR, mas não contemplavam essa possibilidade por conta de preconceitos acerca de essas câmeras serem "caras" e "complicadas". O paradoxo é que as mesmas pessoas estavam dispostas a ter uma câmera amadora "bridge" ou "superzoom" – com aparência de DSLR, grande como uma DSLR, cara como uma DSLR, mas com uma lente embutida, um minúsculo e ineficiente sensor típico das compactas, e nem um pouco menos complicada.
A razão principal de você querer ter uma SLR é controle. É a possibilidade de transformar completamente a personalidade da imagem através de uma simples e rápida troca de lentes.
As câmeras da categoria da Nikon D5000 e Canon Rebel T1i são voltadas ao público amador lá fora, mas a qualidade de imagem e os recursos oferecidos são tão bons que o fotógrafo aspirante, antes de pensar em entrar nesse mundo com um corpo mais "pro" como a Nikon D90 ou a Canon EOS 50D, deve adquirir uma dessas máquinas mais leves e simples, andar com ela grudada ao corpo durante alguns meses, conhecê-la do avesso, explorar ao máximo as opções de objetivas para a marca que escolheu, juntar algumas lentes bacanas e só então desembolsar o Big Money por um corpo "pro".
Qual escolher, pois? Com Canon ou Nikon não dá para se dar mal. Cada uma delas detém 38% do mercado de SLRs do mundo, alternando-se na liderança. Sony, Pentax, Olympus e Panasonic acompanham o duopólio de longe. As duas marcas líderes têm acessórios e suporte à vontade. Durante a maior parte desta década, a Nikon cochilou nas SLRs e permitiu que a Canon ficasse na frente, mas atualmente a marca da alça de listra amarela retornou ao empate técnico com produtos de sucesso como a D40 e a D3. E, no cerne de tudo, graças também às poderosas lentes Nikkor, que funcionam em todas as suas câmeras, da mais barata à mais cara, sem discriminação.
Sem a competição entre as duas marcas, nosso equipamento não seria nem de longe tão sofisticado como é hoje, abarrotado de truques e recursos que você pode nem saber que existem, nem precisa saber, mas que fazem uma diferença na qualidade das suas fotos e até anteontem era domínio exclusivo dos profissionais.
Uma das coisas mais espetaculares destas câmeras novas é o desempenho em ISO alto, que não só deixa as máquinas de filme muito distantes no passado como possibilita exercitar estilos de captura novos. Além disso, as SLRs começaram também a gravar vídeo. Sistemas concorrentes da Panasonic, Olympus e Samsung até começaram a abandonar o pentaprisma em prol do visor eletrônico. Tudo isso reaproximará as disciplinas da imagem parada e da imagem em movimento.
Mas, repetindo, o fator decisivo é a óptica. Com a Nikon, posso usar praticamente qualquer lente da marca fabricada desde 1959. A variedade disponível para Canon é boa, mas não tão ridiculamente extensa. E há a questão da lente do kit. A lente 18-55mm que vem com a Nikon é de nível óptico surpreendente, apesar da construção baratinha. A da Canon, com exatamente a mesma gama de distâncias focais, é decente mas não empolga; está lá para preencher um espaço temporário até o consumidor começar a gastar, em lentes adicionais, muito mais do que seu investimento inicial na câmera.
Escolher a D5000 também depende do uso pretendido. As novidades são importantes? O LCD articulado, por enquanto inédito em DSLRs da Nikon, é um complemento bem-vindo para a função Live View; mas a articulação na base cria um ponto de atrito e desgaste na pintura, e a articulação pode atrapalhar quando a máquina é montada em tripé. Por sua vez, o Live View tem um sistema de foco desesperadoramente lento (e, assim como o da Canon, inferior ao Live View com sensor dedicado das Sony Alphas), restringindo-o a aplicações de estúdio ou outras que não exijam muita agilidade. A função de vídeo grava um tosco áudio mono, sem entrada de microfone externo e sem autofoco; também fica devendo. Assim, os verdadeiros pontos fortes da máquina não são os recursos mais novos que a propagada apregoa. O crucial na D5000 é que o sensor e a qualidade de imagem resultante são exatamente os mesmos da D90, que é muito mais cara.
Fora isso, a velocidade de operação da D5000 é fantástica, trazendo de volta boa parte daquela sensação perdida de instantaneidade das antigas câmeras de filme. O obturador é bem silencioso, comparado por um crítico gringo ao de uma Leica. E tem um modo especial que espera um instante entre a subida do espelho e o clique, tornando a operação ainda mais discreta. Por fim, ela consegue capturar quatro fotos por segundo, marca que até o ano passado era coisa exclusiva de DSLR profissional.
Aliado ao novo poderoso algoritmo de redução de ruído do Adobe Lightroom 3 Beta (que acho preferível ao software original da Nikon), a captura em RAW com ISO alto é algo sem comparação no mundo das compactas. Toda pessoa que luta com uma câmera de bolso sob baixa luz precisa experimentar uma DSLR atual por dez minutos para sentir o que está perdendo. Para aprender até onde dá para ir, basta acionar a opção de ISO automático, na qual você especifica o ISO limite e a velocidade mais lenta aceitável. Acostumado a anos intermináveis de sofrimento com câmeras pouco sensíveis e a fazer tudo em modo manual nas SLRs, demorei algumas semanas a me acostumar à ideia de que ISOs de quatro dígitos podem ser usados sem medo nenhum. Imagine fotografar com a clássica lente 50mm f/1.4 em ISO 3200. Dá para fazer um retrato à luz de uma única vela, sem nenhuma luz adicional, com a máquina na mão, sem borrar nada e com um lindo fundo desfocado de brinde. É um sonho realizado.
A D5000, assim como sua ancestral D60, não faz autofoco com lentes que não sejam AF-S, isto é, com motor interno. (Todas as lentes Canon EOS são motorizadas.) Mas fiquei bem satisfeito usando em foco manual a Nikkor 28-105mm f/3.5-5.6 macro (que foi feita para câmeras de filme há uma década). O pulo do gato é função Rangefinder – que, estranhamente, não vem ativada nas preferências –; ela mostra dentro do visor óptico se o ponto de foco está mesmo em foco. Outra coisa deliciosa é a opção de foco 3D Tracking, na qual o ponto de foco ativo muda de forma a seguir o objeto caso ele se mova. A medição de luz tende a subexpor, mas se você trabalha em RAW, pode ficar sossegado.
Recursos de retoque de imagem na câmera, controle de alcance dinâmico para JPEG e modos de cena criativos abundam, mas a minha interação com a câmera resulta bem simples, pois simplesmente não uso nenhum desses truques; não adianta, tenho sempre o preconceito de que eles foram feitos só para impressionar amadores. Em caso de dúvida, porém, eles estão lá. E em caso de mais dúvida, a câmera tem uma função de Help que explica literalmente todas as opções do menu por escrito, um verdadeiro manual embutido.
Imagens tiradas com a Nikon D5000 você tem na coluna do Flickr, à sua esquerda. Veja e comente.


Mario, dá uma lida no review do Ken Rockwell sobre a D5000: http://www.kenrockwell.com/nikon/d5000.htm
ResponderExcluirBTW, tenho uma D40 há quase 2 anos e minha primeira aquisição, depois da camera, foi uma lente 35mm f/1.8, a próxima será uma 17-55mm f/2.8, guardando grana e sonhando. (=
abrá!
Eu não gosto completamente do Ken. Enquanto ele desdenha e maldiz outros sites de testes, dizendo que são sites de nerds de eletrônica e não de fotografia, ele é também um tipo de nerd :-D
ResponderExcluirMas o review dele da D5000 é totalmente de acordo com o que acho, o que deve significar alguma coisa a favor do meu julgamento. Destaque para esta frase:
"The D5000 is the smallest, lightest Nikon that has technical image quality indistinguishable from Nikon's best D3 and D700 in good light."
É fato. Eu ficaria feliz com a D3000, que tem uma diferença de preço suficiente para obter a lente 50mm fixa de troco. Mas o sensor da D5000 é o mesmo da D90, e nas condições certas as fotos dela podem ser indistinguíveis das tiradas pelas irmãs maiores, exatamente como o Ken disse. Basta ter lente.
Ele reclama da falta de botões, mas eu resolvi isso programando o botão Fn para seleção de ISO, que nem sequer uso muito, já que o ISO automático da Nikon é mágico. A D5000 não tem botão de bracketing, mas tem intervalômetro, que me interessa mais. Não preciso de botão Qual nem de botão WB, pois fotografo apenas em RAW e processo a imagem no Mac, em vez de me preocupar com WB e JPEGs em campo. O botão de lixo está perfeito na sua localização nova (os de zoom nem tanto, a Canon ganha). O controlador redondo permite navegar em diagonal na pós-visualização da foto, como o joystick da Canon 50D; muito bom!
Minha preferência de lente é mais longa que a sua - acho que minha favorita em câmeras deste formato é a 50mm, não a 35mm. Com a 18-55 do kit, vivo batendo no fim do curso do zoom. E acho a clássica 28-105mm macro uma delícia. Foco só manual dá mais trabalho, mas vale o esforço, ao menos para quem aprendeu a clicar com filme como eu.
Mario, li seu texto, depois de alguns reviews sobre cameras DLSR "para iniciantes" ... estava certo que queria uma D3000, visto que nunca toquei numa DLSR. Tive a vontade ed comprar uma justamente por já estar muito insatisfeito com minha velha point and shoot, uma coolpix da nikon. Fotos com pouca luz, lentidão, falta de nitidez (em alguns casos especificos), sem falar que fico babando quando vejo fotos com "lindo fundo desfocado", como você mesmo disse. Tenho interesse em aprender e ficar muito tempo com a minha 1a camera, é para uso pessoal, mas também espero que me seja útil na minha profissão, já que sou desenvolvedor web e estou guinando para ser um webdesigner. Talvez as informações não tenham sido suficientes... mas que câmera, da nikon ou canon você aconselharia pra mim?
ResponderExcluirUé, eu já dei a dica... Dentro deste segmento, a Canon Ti1 situa-se entre a Nikon D3000 e a D5000, e a nova Canon T2i fica acima delas. Todos os quatro modelos mencionados são ótimos e não tem como errar. A verdadeira escolha é entre Canon e Nikon.
ResponderExcluirNo caso da Nikon, se você não precisa do visor articulado nem do vídeo, pode pegar a D3000 em vez da D5000. De resto a diferença é bem pouca.
A Canon T2i tem tantos recursos avançados - chega a superar a EOS 50D em várias coisas - que irá prestar serviço por mais tempo. Mas o preço acompanha a qualidade.
Valeu Mario!vc foi muito esclarecedor,eu estava por comprar uma D90,mas como o sensor e a qualidade das fotos da D5000 são as mesmas que a D90,vou optar pela D5000 q está mais ao meu alcance rsrsrs
ResponderExcluirMario, veja se pode me ajudar. Achei interessantíssimo seu review sobre a câmera, vê-se que preza a coisa mesmo. Estou também próximo de comprar minha primeira DSLR Digital, e estou na velha oscilação entre Canon e Nikon.... Você acha que em termos de foto mesmo a nova T2i supera a D5000? Pois não tenho orçamento pra comprar nenhuma acima das duas... E a diferença das lentes, da ótica da Nikon que todo mundo "entendido" fala, acha que isso já é coisa do passado? Tem gente que diz que a Canon "sobrecarrega" nos megapixels pra compensar o problema na ótica, não sei até onde isso é verdade...
ResponderExcluirEm termos de vídeo sei que a Canon sai na frente e entendo isso como ponto a favor, mas como é uma câmera de fotografia, obviamente, esse serio o exercício que mais iria exercer...
No mais, sou grato!
um abraçø,
Pedro
A proposito, parabéns pelas fotos, tem umas fantásticas!
ResponderExcluirA T2i tem especificações consideravelmente superiores à D5000. Resta conferir se você se dá bem com a ergonomia de cada uma e com que de objetivas vai trabalhar, já que a personalidade da câmera é vinculada a elas.
ResponderExcluirA lente do kit da Nikon é melhor que a do kit da Canon. Mas nenhuma das duas faz a câmera render tudo o que pode.
O seu orçamento ideal deveria acomodar uma segunda objetiva com óptica diferente. Além da 18-55mm, eu uso uma 28-105mm e estou contando os minutos para ter uma 50mm f/1.4, útil para mim porque faço muitos retratos e fotos noturnas com luz ambiente.
Uma coisa que raramente alguém comenta é que a qualidade das imagens em câmeras com sensores deste tamanho (APS-C, com metade da área do full frame) é limitada pelo efeito de difração, que impede que a imagem seja mais nítida com diafragmas muito fechados. Nem perco tempo fechando minhas atuais lentes além de f/16.
Prezado Mário,
ResponderExcluirPelo pouco que conheço de fotografia e câmeras, na tua opinião, estarei bem servido com uma D5000 ? Para quem está acostumado com uma point-and-shot da Canon, acreditas que a transição será muito difícil ?
Abraço,
Fábio
Não há dificuldade em usar Nikon para quem está acostumado com Canon, se não se importar com o fato de que na Nikon o sentido da compensação de exposição e da rodinha de controle do polegar são invertidos (mas isso pode ser mudado nas preferências da máquina). Os parâmetros da imagem são os mesmos, e se não quiser ajustar nada, há dois modos automáticos, um com flash e outro sem, mais um monte de modos de cena prontos. O menu de acesso rápido é muito ergonômico e compensa um pouco a escassez de botões. Assinale o botão programável (Fn) como controle de ISO e está pronta para brincar. Você vai ficar chocado com a velocidade instantânea da câmera para fazer tudo (exceto autofoco pelo Live View, que é lento). Fotografar com um visor óptico e uma objetiva de zoom manual é um tesão que todos os usuários de compactas deveriam experimentar para quebrar o preconceito.
ResponderExcluirOlá, sou novato no clube, já li varios itens a respeito de qual maquina comprar: a D90 ou T2I, mas continuo com duvidas.
ResponderExcluirQuero saber realmente qual melhor investimento. O meu objetivo para fotos é um hobby.
A maior diferença é que a T2i tem mais capacidade de filmagem. Se o seu negócio inclui vídeo, vá nela. A Nikon vem com uma lente melhor e é mais indicada para foto still.
ResponderExcluirObrigada pelas dicas. Estou querendo comprar uma Nikon e acho que vou fazer uma bela escolha!
ResponderExcluirOi Mário, seu texto sobre a D500 me deixou mais tranquila, tenho que confessar!
ResponderExcluirHá dias venho na maior dúvida entre um D90 e uma D5000. Pretendo ingressar no ramo das fotografias de aniversários e casamentos, visto que já trabalho na area de festas com alugueis de alguns intens, bom, enfim, estou entrando no ramos da fotografia, do qual, sei muito pouco... mas amoooooooo fotografar e acho que isso é um bom começo!!!
Adiquiri uma D5000 com a lente 18-55 que vem no kit + 1 lente fixa 50mm 1,4 + 1 flash SB-900. Depois da aquisição comecei lendo um monte de opiniões sobre a comparação entre a D90 e ela, e sinceramente: já cheguei até a me arrepender, quase me conveceram de que fiz um "mal" negócio!
O que vc acha?
Até onde eu posso chegar com essa minha compra?
Vc acha que consigo ingressar no ramo com esse meu equipamento...
Tô meio "desesperada!!" rsrsrs
Bgadão
Não deve ficar desesperada, pois o que realmente importa é a sua experiência direta com o equipamento e não o que os outros acham, especialmente sem terem a experiência em primeira mão.
ResponderExcluirDuas diferenças em qualidade separam a D5000 da D90: construção e ergonomia. Eu poderia teorizar que os trancos e barrancos a que o equipamento está sujeito na fotografia social poderá desgastá-lo rapidamente, ponto em que a D90 com seu corpo de metal leva vantagem. Além disso, a D90 deixa os controles mais à mão. Só que as lentes são as mesmas e a unidade de flash também. Mais importante ainda, o sensor dos dois modelos é o mesmo. Ao atingir os limites da câmera, troca-se o corpo mantendo as lentes; isso é natural. A amortização desse investimento periódico deve estar na sua planilha de formação de preços para os clientes.
A D90 é um caminho natural para o upgrade, mas talvez só depois de adquirir uma lente grande-angular e uma zoom longa, por exemplo para complementar o kit. Também tem rebatedor, controle remoto, tripé... investimento adicional é o que não falta. Muitos fotógrafos sociais mantêm a câmera mais velha como segundo corpo, para usar como reserva ou para usar as duas câmeras com objetivas diferentes, alternando entre elas conforme pedir a ocasião, sem parar para trocar lentes. Boa sorte e volte para contar como está sendo sua experiência!
Boa tarde Mário, venho há dias pesquisando sobre máquinas fotográficas, verificando as configurações, mas sem entender do assunto. Peço a sua ajuda quanto a compra de uma, estava entre uma Canon EOS 450D ou uma Sony Alpha DSRL-A330L, mas depois que li seu artigo da Nikon D5000 fiquei mais ainda na dúvida. Não tenho experiência com máquinas e nem fotografias, estou pretendendo fazer um curso. Aguardo sua resposta e desde já lhe agradeço.
ResponderExcluirParabéns pelo texto Mário.
ResponderExcluirRealmente a D5000 é um excelente equipamento. Estou com a minha a alguns meses e muito satisfeito.
Tenho ainda dificuldade em usar os modos de processamento da imagem, como o VIVID, PORTRAIT, etc.
As vezes acho que as fotos acabam ficando muito "lavadas", ou então com verdes muito vibrantes (no modo vivid). Mesmo usando WB manual.
Minhas fotos estão no www.flickr.com/chequim
Achei as suas fotos mais coloridas, ou mais nítidas...
Estou ainda me acostumando com os recursos da D5000.
Abs
Alexandre M. Chequim
Estou com a D5000 há uns 50 mil cliques, não saio de casa sem ela na bolsa, e minha única queixa é que a pintura do corpo ficou totalmente lisa nos locais de mais atrito devido ao uso constante. Tecnicamente ela continua perfeita. Nem sequer acumulou sujeira no sensor, e eu vivo andando em locais empoeirados. Já levou até tombo na calçada e não arranhou.
ResponderExcluirDescobri um macete dela. A câmera não tem preview de profundidade de campo no visor óptico. Mas no modo Live View, ela mostra a imagem com o diafragma no ajuste indicado, servindo portanto como preview. Mude a abertura e acione de volta o Live View e veja como a imagem na tela muda de acordo.
Estou fotografando basicamente com duas lentes de foco manual (50mm f/1.8 e 28-105mm f/3.5-5.6 macro), e embora não seja tão fácil acertar o foco no telêmetro eletrônico quanto num visor prismático clássico com tela bipartida, acabei preferindo o foco manual como padrão em minhas fotos de still, e a 50mm é a única opção de qualidade para fotos de encontros sociais noturnos, por exemplo...
Nas fotos de still que faço profissionalmente, é preciso reajustar a altura do tripé inúmeras veze. O LCD articulado é uma maravilha para isso, pois, poupa muita torção de pescoço e dor nas costas.
Enquanto isso, a lente do kit (18-55mm) desenvolveu um defeito: não consegue fazer autofoco em objetos muito distantes ou no infinito quando está entre 18 e 22mm. Ainda vou ter que ver isso.
Falhas de projeto? A falta de um botão ISO dedicado me incomoda. A irmã mais nova D3100 já resolveu isso.
Observação sobre o que postei acima. Duas lentes uso em foco manual porque a câmera só suporta autofoco com lentes AF-S (motorizadas). As lentes são Nikkor AF, mas do tipo antigo.
ResponderExcluirDesligue a função de mostrar a imagem recém-capturada. Senão, você pode usar a rodinha horizontal para pular de foto e em vez disso mudar o parâmetro (abertura, velocidade etc.), como se a máquina estivesse em modo de captura. É um bug de firmware que ainda não foi consertado, um ano e meio após o lançamento. Além disso, a câmera vem de fábrica com a contagem permanente das fotos desativada, zerando a cada vez que se descarrega o cartão. É preciso ativar a contagem ao usar pela primeira vez.
Opa Mário, seu blog já está nos meus favoritos. Adorei mesmo esse seu post sobre a D5000.
ResponderExcluirSou iniciante na área da fotografia, e estava em dúvida em relação a comprar uma sony alpha, canon ou nikon, mas esse post foi bastante esclarecedor sobre a qualidade da D5000.
Estou com um orçamento de 1800,00 para comprar alguma câmera, mas andei vendo também esses dias sobre as Sony NEX 3, compactas mas dizem que qualidade profissional. O que acha delas, já viu algo a respeito?
O que acha?
Desde já obrigado.
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ResponderExcluirAs atuais Sony NEX-3 e NEX-5 não são câmeras para quem está se profissionalizando em fotografia, são câmeras para hobby. Leia um artigo de primeiras impressões no site da Digital Photographer: http://www.fotografodigital.com.br/novidades/aq0-122-37-1-lancada+no+brasil+a+sony+nex3.html
ResponderExcluirboas
ResponderExcluirestou a iniciar na fotografia e queria um conselho
vou comprar uma slr nikon tenho 2 en vista o que me aconselha
Nikon D3100 + objectiva AF-S DX 18-55 VR
ou
Nikon D5000 + objectiva AF-S DX VR 18-55 mm + objectiva AF-S DX VR 55-200 mm
obrigado
Mário gostei do seus esclarecimento,as pessoas,agora minha duvida é sobre qual maquina comprar vi a dx 100 e a nikon p 500,minha fotos e só para robby , só que quero comprar uma boa com zoom e qualidade,qual que voce me indica.
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