A minha maneira de homenagear o cartunista é publicar os originais de desenhos dele que ganhei (ou ficaram comigo por esquecimento).

O que você vê acima, uma charge para a página 2, tem um tema atual até hoje e por isso é meu favorito. É esse que será enquadrado e irá para a parede de casa...
As demais charges referem-se aos governos Itamar Franco e FHC. Note que a de Itamar é uma peça nunca publicada, na qual não se chegou a um texto definitivo.






Os scans incluem algumas marcações feitas na redação sobre o original - posteriormente, cópia xerox ou fax - para determinar a dimensão final impressa da tira. Nenhuma destas é colorida, porque a cor ainda não era usada nas páginas internas da Folha. Mas numa delas você vê o Glauco pedir ao Paulão (chefe da arte na época) que aplicasse uma retícula cinza.
Fui responsável pela colorização da primeira charge em cores da página 2 do Glauco, quando o jornal implantou a cor total em 1995. A ideia era que todos os ilustradores se virassem para entregar as artes já coloridas, mas alguns deles ainda não tinham computador ou scanner próprio. Era o caso de Glauco, que pediu para que eu colorisse o seu material na redação até ele aprender como fazer, e também de Fernando Gonsales, do qual colorizei uma semana inteira de "Niquel Náusea" (e só depois descobri que a paleta de cores preferida dele era totalmente diferente da que usei). Glauco estava do lado para assinalar as cores na charge e ver como eu fazia a colorização. Infelizmente não guardei cópia do resultado, mas lembro que era uma peça na qual ele satirizava as viagens internacionais de avião do presidente FHC. A técnica foi criar uma camada de shapes vetoriais de FreeHand sob o scan da arte original. Ficou bom e contornava o fato de o desenho do Glauco ter áreas abertas por todo lado, impedindo o uso do baldinho de tinta do Photoshop. Mas o processo era muito trabalhoso. Sugeri então que em desenhos futuros ele fechasse as formas para poder preencher as áreas de cor com o baldinho, apagando depois as linhas adicionais traçadas para fechar as áreas. Quando Glauco viu que essa seria a única maneira de manter a produtividade, sem hesitar ele aproveitou e também mudou o estilo do seu desenho para algo mais "clean" e formal.
Abaixo, duas colaborações do Glauco, uma com Angeli e Laerte - Los Tres Amigos - e outra com o veterano ilustrador Emilio Damiani.


Tiras do Geraldão de 1993:


Tiras do Casal Neuras:


Maravilhoso, Mario. Belíssimo presente. Bjs
ResponderExcluirMari-Jô Zilveti
Mario, dessa vocês você ganhou vários Achievements de respeito comigo! Sou teu fã duplamente agora...
ResponderExcluirAbração,
Ricardo Farah
Que demais isso! preciosidade mesmo!
ResponderExcluirTem mais não ??
ResponderExcluirEngraçado dizer isso, mas bateu uma saudade agora, do Glauco, claro, mas também da época em que para dar um charme a mais aos desenhos nos virávamos com as famosas Letraset e retículas adesiva, e de todo o processo de arte como era feito nas redações naquele tempo. Nostalgia...
ResponderExcluirRealmente. Belo presente para os leitores.
ResponderExcluirMuito bom, inclusive pelo depoimento pessoal, pra ilustrar (sic).
ResponderExcluirEi Mario AV! Só hoje li esse post!
ResponderExcluirQuando entrei na Folha eu era Aux. de Redação. C lembra? Muitas vezes eu ia de kombi no estúdio do Angeli para buscar a charge do Los 3 Amigos. Dai voltava correndo pra redação e passava a charge pro Paulão, pra Didiana, pro Jair. Era massa. Eu adorava ficar do lado do Alex, da Joana, da Renata, da arte, para aprender. Saudade. Beijos
muito bom
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