2009-06-06

Remember D-Day





Faz 65 anos hoje o começo da última grande batalha travada por motivos decentes na História.

LIFE Gallery: WWII D-Day and Operation Overlord

Wikipedia: Normandy Landings

CNN: After 65 years, hero talks about D-Day assault

5 comentários:

Bernardo disse...

Te dou o benefício da dúvida na Guerra do Vietnã e na recente Guerra do Iraque e Afeganistão. Essa discussão é mais longa.

Mas dizer que a Guerra da Coréia e a Guerra do Golfo não foram batalhas travadas por motivos decentes?

Partindo para conflitos menores, acho que também tem mais conflitos foram travados pro motivos decentes - Malvinas, Os bombardeios pela OTAN nos conflitos do Kosovo e Bósnia... se procurar tem mais.

Mario disse...

Pra não parecer uma discordância radical, eu diria que a invasão da Normandia foi a última batalha inequivocamente justa. A própria, aham, civilização ocidental estava em jogo ali.
Uma guerra só um pouco maior que aquela traria a aniquilação da humanidade como a conhecemos, como os bombardeios atômicos dos EUA no Japão deram a vislumbrar.
A bomba desequilibrou tanto o conceito de supremacia militar que tão logo EUA e URSS demonstraram que a tinham e sabiam usar, ficaram cozinhando uma rixa por 45 anos até desistirem. Se não houvesse a bomba como fator de equilíbrio perverso, teriam se engalfinhado diretamente num prolongamento catastrófico da 2ª Guerra, em vez de testar forças em conflitos periféricos - todos eles, aliás, sujos.
Guerra da Coreia deu início à lamentável divisão permanente da península entre um país moderno e um país medieval portador de armas nucleares. Não deu certo, enfim.
Guerra do Golfo serviu para tirar o poder que os próprios EUA deram a um déspota local e, não necessariamente nesta ordem, assegurar o controle sobre o petróleo. Classifico isso solidamente na categoria suja.
Guerra do Vietnã foi como a atual Guerra do Iraque: chegaram lá sem saber no que estavam se enfiando, deu tudo errado, o arrependimento veio tarde.
Malvinas foi ridículo. Valeu por apressar o fim da ditadura na Argentina.
Kosovo e Bósnia foram puramente deprimentes. 15 anos antes daquilo, eu e um amigo de infância tínhamos bolado uma peça de ficção na qual a entidade equivalente à ONU funcionava como um poder militar paralelo, louca para bombardear insurgentes. A realidade superou a ficção.

Greg disse...

Essas coisas flutuando na primeira foto são balões dirigíveis?

Mario disse...

Cada um dos balões é preso a uma embarcação e a sua função aparentemente é ajudar a estabelecer a mira para a artilharia.

MaGioZal disse...

Mario, a Coreia já estava dividida *antes* da Guerra da Coreia (devido aos acordos de Potsdam que definiram as zonas de ocupação militar dos aliados), que começou quando o Norte invadiu militarmente o Sul com o objetivo de unificar a Coreia toda sob um regime comunista atrelado à União Soviética.

Estado coreano independente e unificado, do início do século 20 até hoje, jamais existiu. Antes da divisão, a Coreia era uma colônia japonesa.

Nas Malvinas, mais uma vez, quem tomou a iniciativa da violência foi a ditadura argentina que sob o pretexto de que a Malvinas era “historicamente argentina” (nunca foi) invadiu as ilhas de surpresa, sem agressão anterior e sem querer saber de negociações.

Quanto à Guerra do Golfo em 1991, ela começou não por causa de George Bush I, mas por causa de Saddam Hussein que invadiu militarmente o Kuwait em 1990 sob o pretexto de que o território era “historicamente iraquiano” e que recebeu vários avisos de sair daquele país antes da guerra, avisos esses que foram ignorados.

Enfim, eu sou um true believer da Teoria da Paz Democrática: democracias não entram em guerra nem tem problemas graves com outras democracias. E entre regimes democráticos e autoritários, eu prefiro os democráticos, sob qualquer circunstância.

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