Quando tinha 9 anos, ganhei um gravador portátil Phillips holandês do meu pai que foi a sensação da minha turma. Tinha acabado de descobrir MJ e já cantava de cor "Happy" e "Ben" (também seguia a série de TV americana do amigo urso do garotinho). Eu era uma criança ( e a Motown também) e foi quando começamos, meu irmão e eu, a descobrir o universo incrível da black music americana...inocentemente comecei com MJ e depois, com os anos, mergulhei desde Nina Simone até Marvin Gaye, passando por Jimi Hendrix e tantos outros (vê-se por aí a fabulosa extensão possível).Tínhamos discos de Soul, Gospel, Blues e o verdadeiro Funk...Mais do que reconhecer que MJ era um grande cara, um talento absoluto, a sensação ruim que a morte dele traz é a de sacar que os heróis da infância e adolescência ( vide a morte recente de David Carradine, o Gafanhoto de Kung Fu) estão morrendo...Por esses dias, essa impressão de que finalmente minha infância chegou ao fim, me abalou.. Assim como Charles Ryder em Brideshead, a novela inglesa, penso que quando se tem uma infância muito boa, corre-se o risco de ter uma vida adulta meio blasé, por causa das inevitáveis comparações...Ok, me aprofundei um pouco, mas talvez, para mostrar que nem tudo é tão comercial assim. Existem sentidos particulares e valiosos em coisas que parecem massificadas e banais. Por várias razões, lamento muito essa morte. Muito mesmo.
Último update: Posts de 2003: todo o mês de junho, que estava no Gardenal.org. Um post solitário de agosto: Contra burguês baixe MP3. E todo o mês de março.
Updates anteriores: Reconstituição de todos os posts perdidos dos anos de 2004 e 2005. Agora o blog está completo e ininterrupto a partir de 2004. "Remasterização" de fotos postadas em 2002, com o tamanho atualizado para o padrão atual do blog e cores melhores. Restaurados todos os posts de dezembro de 2002 e alguns favoritos do mesmo ano. Também voltaram alguns posts de ficção e poesia de 2003, que estavam num blog separado no Gardenal.org, chamado "Melhor que o Silêncio?".
O que falta: Quase tudo do blog pessoal entre março de 2001 e novembro de 2002 e quase todo o ano de 2003. Integrar os posts que estavam no extinto blog separado de tecnologia e no blog Zen.
3 comentários:
Foi triste mesmo o que aconteceu. :(
Quando tinha 9 anos, ganhei um gravador portátil Phillips holandês do meu pai que foi a sensação da minha turma. Tinha acabado de descobrir MJ e já cantava de cor "Happy" e "Ben" (também seguia a série de TV americana do amigo urso do garotinho). Eu era uma criança ( e a Motown também) e foi quando começamos, meu irmão e eu, a descobrir o universo incrível da black music americana...inocentemente comecei com MJ e depois, com os anos, mergulhei desde Nina Simone até Marvin Gaye, passando por Jimi Hendrix e tantos outros (vê-se por aí a fabulosa extensão possível).Tínhamos discos de Soul, Gospel, Blues e o verdadeiro Funk...Mais do que reconhecer que MJ era um grande cara, um talento absoluto, a sensação ruim que a morte dele traz é a de sacar que os heróis da infância e adolescência ( vide a morte recente de David Carradine, o Gafanhoto de Kung Fu) estão morrendo...Por esses dias, essa impressão de que finalmente minha infância chegou ao fim, me abalou.. Assim como Charles Ryder em Brideshead, a novela inglesa, penso que quando se tem uma infância muito boa, corre-se o risco de ter uma vida adulta meio blasé, por causa das inevitáveis comparações...Ok, me aprofundei um pouco, mas talvez, para mostrar que nem tudo é tão comercial assim. Existem sentidos particulares e valiosos em coisas que parecem massificadas e banais. Por várias razões, lamento muito essa morte. Muito mesmo.
Estes "scans" ficaram bem legais!
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