@AndersonZ1: Ah sim? E o que vamos fazer para mudar a cultura do carro individual? Cada um quer ter seu próprio carro para dirigir completamente sozinho. Casas de classe média e alta têm garagens enormes contendo exatamente um carro por habitante, cada qual seguindo horários e itinerários completamente diferentes. Pense um pouco.
@Interaubis: o governador, deputados e muitos empresários têm helicóptero. Sobre estes últimos eu posso falar algo. Eu morei perto da sede do Grupo Pão de Açúcar, na Av. Brigadeiro Luiz Antônio. Era diário o som do helicóptero dos Diniz indo e voltando, não dava sossego nem aos domingos. Sinal de que o carro tornou-se um transporte inviável para os chefes da empresa. Assim sendo, por que insistir em manter ali o escritório, não é?
Mario, eu moro a 100 metros de um heliporto (heliponto? nunca sei ao certo) e de manhã tem filas de BMWs, Jaguares, SUVs e afins, pra deixar os empresários, políticos e sei lá mais qual classe trabalhadora (?). Não consigo mais tirar meu carro da garagem durante a semana, só em caso de emergência mesmo (e, ainda assim, quando o faço, muitas vezes me arrependo). Me viro a pé, de ônibus e de bike. Tudo isso pra não perder minha sanidade mental, que já não andava nada bem por conta do estresse que morar numa cidade como essa acarreta. Mas o que eu vejo é que a graaaaaaande maioria da população, ainda prefere ficar presa em congestionamentos, reclamando do trânsito, a enfrentar transporte público ou mesmo caminhar dois quilômetros, que fosse. Nosso transporte público NÃO É uma maravilha, há pontos da cidade onde a coisa é mais do que precária. Mas enquanto não houver interesse geral, uma mobilização maior, a cidade vai continuar como está. E eu continuarei rindo, cada vez que deixo pra trás filas de centenas de carros, na Eliseu, com a minha bike. Acho que é um dos poucos momentos do meu dia onde posso rir de algo e de outrém.
Patrícia Carvoeiro
http://www.interney.net/blogs/carvoeiro (não consigo deixar o link pra esse meu novo-velho blog pelo seu sistema de comentários. Sorry pela forma um tanto amadora de fazer isso).
Mario e todos, adotei a seguinte estratégia no meu site: oferecer um serviço inovador para o usuário do carro, e lá, mostrar quanto custa ter o SEU carro e convocar as pessoas a adotar carona, taxi partilhado, transporte público etc. Isto porque acredito que devemos arrebanhar o gado primeiro para depois seduzí-lo. E pressioná-lo. Por exemplo, vamos lançar em breve uma ferramenta para avaliar se e como as empresas atuar em favor da mobilidade.
Não. Que cada um dirigindo sozinho um carro para ir a qualquer lugar causa um enorme problema de espaço. Muitos poderiam ir de ônibus ou bike, economizariam muito dinheiro e não causariam nem sofreriam tanto stress.
Isso, porque vocês não residem em Belo Horizonte,onde o município instituiu o Táxi Lotação (viajam com 2 a 4 pessoas), que passa um pouco antes do ônibos, retirando seus passageiros.
Mário... postei algo assim em um dos meus blogs, inclusive usando a mesma foto sua...http://andandoeolhando.blogspot.com/2009/03/carro-onibus-ou-bicicleta.html Acho que primeiro os políticos precisam descobrir que PODERIAM COBRAR MAIS UMA CONTRIBUIÇÃO das classes mais abastadas! A CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL PELA CIRCULAÇÃO EM VEÍCULO AUTOMOTOR, uma contribuição cuja arrecadação seria dedicada a melhoria dos transportes públicos, criação e manutenção de ciclovias e programas de apoio aos ciclistas, e finalmente, em programas ambientais destinados a combater a poluição que cada veículo deixa ao ser usado. Quando os políticos pensarem nisto, e cercarem os grandes centros com anéis de sensores e usarem chips em cada carro, como em Londres, pex, isto será o primeiro passo. O segundo, vai ser aumentar esta taxa a tal valor que no final do mês realmente pese no bolso do proprietário. Isto por si só seria o paraíso! O governo ia reduzir as emissões de carbono da população na marra, e ainda teria recursos para modificar todo o sistema viário adaptando-o aos novos tempos. Quem sabe ainda consigamos ver esta contribuição implantada!!! heheheheh
Último update: Posts de 2003: todo o mês de junho, que estava no Gardenal.org. Um post solitário de agosto: Contra burguês baixe MP3. E todo o mês de março.
Updates anteriores: Reconstituição de todos os posts perdidos dos anos de 2004 e 2005. Agora o blog está completo e ininterrupto a partir de 2004. "Remasterização" de fotos postadas em 2002, com o tamanho atualizado para o padrão atual do blog e cores melhores. Restaurados todos os posts de dezembro de 2002 e alguns favoritos do mesmo ano. Também voltaram alguns posts de ficção e poesia de 2003, que estavam num blog separado no Gardenal.org, chamado "Melhor que o Silêncio?".
O que falta: Quase tudo do blog pessoal entre março de 2001 e novembro de 2002 e quase todo o ano de 2003. Integrar os posts que estavam no extinto blog separado de tecnologia e no blog Zen.
Muito bom!
ResponderExcluirChegeei a conclusão que é a falta de caronas quem atrapalha...
ResponderExcluirO prefeito, o governador, os vereadores, deputados e a maioria dos empresários usam que tipo de veículo para ir ao trabalho, mesmo?
ResponderExcluir@AndersonZ1: Ah sim? E o que vamos fazer para mudar a cultura do carro individual? Cada um quer ter seu próprio carro para dirigir completamente sozinho. Casas de classe média e alta têm garagens enormes contendo exatamente um carro por habitante, cada qual seguindo horários e itinerários completamente diferentes. Pense um pouco.
ResponderExcluir@Interaubis: o governador, deputados e muitos empresários têm helicóptero. Sobre estes últimos eu posso falar algo. Eu morei perto da sede do Grupo Pão de Açúcar, na Av. Brigadeiro Luiz Antônio. Era diário o som do helicóptero dos Diniz indo e voltando, não dava sossego nem aos domingos. Sinal de que o carro tornou-se um transporte inviável para os chefes da empresa. Assim sendo, por que insistir em manter ali o escritório, não é?
ResponderExcluirMario, eu moro a 100 metros de um heliporto (heliponto? nunca sei ao certo) e de manhã tem filas de BMWs, Jaguares, SUVs e afins, pra deixar os empresários, políticos e sei lá mais qual classe trabalhadora (?).
ResponderExcluirNão consigo mais tirar meu carro da garagem durante a semana, só em caso de emergência mesmo (e, ainda assim, quando o faço, muitas vezes me arrependo).
Me viro a pé, de ônibus e de bike. Tudo isso pra não perder minha sanidade mental, que já não andava nada bem por conta do estresse que morar numa cidade como essa acarreta.
Mas o que eu vejo é que a graaaaaaande maioria da população, ainda prefere ficar presa em congestionamentos, reclamando do trânsito, a enfrentar transporte público ou mesmo caminhar dois quilômetros, que fosse.
Nosso transporte público NÃO É uma maravilha, há pontos da cidade onde a coisa é mais do que precária. Mas enquanto não houver interesse geral, uma mobilização maior, a cidade vai continuar como está. E eu continuarei rindo, cada vez que deixo pra trás filas de centenas de carros, na Eliseu, com a minha bike. Acho que é um dos poucos momentos do meu dia onde posso rir de algo e de outrém.
Patrícia Carvoeiro
http://www.interney.net/blogs/carvoeiro (não consigo deixar o link pra esse meu novo-velho blog pelo seu sistema de comentários. Sorry pela forma um tanto amadora de fazer isso).
Mario e todos, adotei a seguinte estratégia no meu site: oferecer um serviço inovador para o usuário do carro, e lá, mostrar quanto custa ter o SEU carro e convocar as pessoas a adotar carona, taxi partilhado, transporte público etc. Isto porque acredito que devemos arrebanhar o gado primeiro para depois seduzí-lo. E pressioná-lo. Por exemplo, vamos lançar em breve uma ferramenta para avaliar se e como as empresas atuar em favor da mobilidade.
ResponderExcluirAbraços,
Ricardo Joseph
urbanias.com.br
Maravilhoso... necessário. É sempre bom lembrar disso.
ResponderExcluirhmm
ResponderExcluirque ônibus são a solução?
Não. Que cada um dirigindo sozinho um carro para ir a qualquer lugar causa um enorme problema de espaço. Muitos poderiam ir de ônibus ou bike, economizariam muito dinheiro e não causariam nem sofreriam tanto stress.
ResponderExcluirIsso, porque vocês não residem em Belo Horizonte,onde o município instituiu o Táxi Lotação (viajam com 2 a 4 pessoas), que passa um pouco antes do ônibos, retirando seus passageiros.
ResponderExcluirAbraços
Italino
Mário... postei algo assim em um dos meus blogs, inclusive usando a mesma foto sua...http://andandoeolhando.blogspot.com/2009/03/carro-onibus-ou-bicicleta.html
ResponderExcluirAcho que primeiro os políticos precisam descobrir que PODERIAM COBRAR MAIS UMA CONTRIBUIÇÃO das classes mais abastadas! A CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL PELA CIRCULAÇÃO EM VEÍCULO AUTOMOTOR, uma contribuição cuja arrecadação seria dedicada a melhoria dos transportes públicos, criação e manutenção de ciclovias e programas de apoio aos ciclistas, e finalmente, em programas ambientais destinados a combater a poluição que cada veículo deixa ao ser usado. Quando os políticos pensarem nisto, e cercarem os grandes centros com anéis de sensores e usarem chips em cada carro, como em Londres, pex, isto será o primeiro passo. O segundo, vai ser aumentar esta taxa a tal valor que no final do mês realmente pese no bolso do proprietário. Isto por si só seria o paraíso! O governo ia reduzir as emissões de carbono da população na marra, e ainda teria recursos para modificar todo o sistema viário adaptando-o aos novos tempos. Quem sabe ainda consigamos ver esta contribuição implantada!!! heheheheh