Cara, nós só estamos, como sempre, seguindo a cultura que nos é vendida e, como sempre, atrasados. Só deu pra termos SUVS agora, depois de décadas vendo isso nas telas de cinema e tvs.
SUV é um invento recente, tem apenas uma década. E a atual geração deles inclui muitos carros que são simplesmente grandes e não possuem nenhuma capacidade off-road, já que os seus compradores nunca vão sair da cidade com eles.
Chegou a hora do basta. A crise financeira mundial e uma nova consciência ambiental e social que está surgindo nas cidades começaram a implodir as vendas de SUVs no mundo todo. Esse tipo de carro, que era queridinho da mídia, virou o vilão do momento. Olhem este site feito no Reino Unido:
http://www.stopurban4x4s.org.uk
É necessária uma coalizão do mesmo tipo aqui no Brasil, porque com as vendas dos SUVs estagnando, prevejo que as montadoras nos bombardearão com muito mais propagandas mentirosas para desencalhar seus produtos. Não precisamos suportar isso calados.
é complicado e até utópico pensar que no brasil um indivíduo vai deixar de comprar um carro podendo comprá-lo. =/ comprar essas coisas enormes, pouco ecologicas [mais de 1200kg pra levar os meus 60kg pela cidade. proporção 20/1 pelo menos e no minimo ridiculo] é caipiragem, questão de [falta de] cultura pra mim, mas também é uma questão de uma série de valores construidos e pregados ao longo dos anos. Americanos com seus carros enormes, europeus de bicicleta e seus carros urbaninhos há quase 70 anos.
essa foto resume tudo: http://sponibus.files.wordpress.com/2008/06/comparacao-carro-onibus.jpg
a mesma quantidade de pessoas nas duas situações.
Uma hora vai passar, espero, mas meu sonho de uma frota só de smarts, vespas e bicicletas é impossível ;D
Eu ABOMINO SUVs. Moro na região da Vila Sônia/Morumbi e aqui é o (um dos) "habitat natural", digamos assim, desses trambolhos. Dá pra fazer uma tese sobre os donos de SUVs também, de sua prepotência ao estacionarem de qualquer jeito, geralmente ocupando duas vagas e também nos cruzamentos, quase sempre tendo certeza de que a preferencial é deles. Na verdade, por conviver com o trânsito diário de Sampa há mais de 15 anos, hoje em dia eu abomino automóveis em geral. Mas como dona de 9 gatos e 3 cachorros de rua que não escolhem dia e hora pra terem um piripaque qualquer, não me imagino sem carro. Até pra comprar a comida deles, sacos de areia e etc. Ou pra pegar estrada, coisa que adoro e faço sempre que possível, mesmo com pouca grana (geralmente é como eu estou mesmo).
Durante a semana, eu me locomovo de bike, de busão/metrô e a pé. Só por alguma emergência mesmo que tiro o carro da garagem.
Nos finais de semana, tiro o carro geralmente à noite, quando sei que voltarei tarde e bandeira 2 de táxi não dá pra encarar. Ou, como disse acima, pra pegar alguma estrada qualquer.
Mas enfim, voltando aos SUVs, eu queria que todos eles sumissem do asfalto e voltassem pras competições de 4 x 4, pros ralis da vida. É de uma imbecilidade sem tamanho esses trambolhos estarem espalhados por Sampa, só piorando o que parecia não ter como ficar pior. :/
@Lucas: você percebe que ao dizer que seu sonho é impossível, está abrindo mão dele? Eu sonhava poder pedalar para fazer minhas pequenas andanças na cidade e realizei isso. Sonhei congregar-me com mais gente com minhas ideias fora do convencional, e realizei também. Sonhei trabalhar em casa e nunca mais patrão, e até o momento deu certo, apesar do aperto financeiro eu me divirto muito mais. Quer ver mais Vespas na rua? Compre uma e ande com ela. Gandhi disse: nós temos de SER a mudança que queremos no mundo. Eu sei que não é fácil mudar nossa atitude. Aprendi esse ensinamento da Monja Coen e demorei nada menos do que sete anos para assimilá-lo.
@Patrícia: Os SUVs que você odeia não podem ir para as competições de 4x4, porque quebrariam e atolariam na primeira curva. Inclusive muitos deles nem têm a transmissão 4x4. SUV é um conceito totalmente falso, além de ser inseguro, ambientalmente irresponsável e de mau gosto. Sempre achei isso, mas agora acabou qualquer receio de dizê-lo em voz alta. Se gostou do desenho, pode espalhá-lo como quiser. Em breve terei a oferecer produtos com essa e outras imagens fortes de contestação à mediocridade dominante.
Agora, SUV é um conceito novo em uma carroceria velha: lembra das saudosas (e úteis) rurais? Aqui no PR ficou conhecida como carro de polaco, pois eles a usavam para transporte de produtos agrícolas. Polacada não se ofenda: sou um genuíno polaco ;-)
Adorei a charge. Os comentários identificam apenas os SUV como seu alvo, enquanto para mim são todos os carros. Uma forma de calcular a velocidade dos meios de transportes é dividir a distância total recorrida pelo tempo total gasto (na viagem, para ganhar o dinheiro para pagar carro, seguro, gasolina, etc., em reparos...) Um estudo americano de 1973 (por Ivan Illich) calculou uma média de 6 km/h para todos os motoristas americanos daquela época. O dinossauro enlatado da charge dão deve desviar muito disso.
A escolha desse SUV como alvo primário é questão de escala. Contestar a cultura dependente do carro na sua totalidade é tarefa grande demais. Vamos começar pelos veículos mais escrotos.
Enquanto houver a crença de que homem com carro maior consegue mais e mais belas mulheres, e de que família que tem SUV conseguiu seu espaço de sucesso na sociedade paulistana, acho difícil a situação mercadológica mudar muito.
Fico aqui imaginando o menino de 12 anos sentado no banco de trás da SUV vendo um clipe de gangsta-rap-padrão-MTV-americana mostrando o suposto cantor justamente mostrando SUVs e mulheres rebolando ao redor dele. Ou então sua mãe, que quando chega em casa assiste na novela o galã ou a mocinha fazendo merchandising do tal tipo de carro. É a cultura de massa que se engole pelo próprio rabo.
Mas não custa tentar, claro. Um dos motivos pelo quais troquei a Raposo Tavares pela Bela Vista foi o fato de não querer me tornar carrodependente, o que teria de acontecer de qualquer jeito caso eu me dispusesse a morar mais tempo na Zona Oeste.
Último update: Posts de 2003: todo o mês de junho, que estava no Gardenal.org. Um post solitário de agosto: Contra burguês baixe MP3. E todo o mês de março.
Updates anteriores: Reconstituição de todos os posts perdidos dos anos de 2004 e 2005. Agora o blog está completo e ininterrupto a partir de 2004. "Remasterização" de fotos postadas em 2002, com o tamanho atualizado para o padrão atual do blog e cores melhores. Restaurados todos os posts de dezembro de 2002 e alguns favoritos do mesmo ano. Também voltaram alguns posts de ficção e poesia de 2003, que estavam num blog separado no Gardenal.org, chamado "Melhor que o Silêncio?".
O que falta: Quase tudo do blog pessoal entre março de 2001 e novembro de 2002 e quase todo o ano de 2003. Integrar os posts que estavam no extinto blog separado de tecnologia e no blog Zen.
12 comentários:
Cara, nós só estamos, como sempre, seguindo a cultura que nos é vendida e, como sempre, atrasados.
Só deu pra termos SUVS agora, depois de décadas vendo isso nas telas de cinema e tvs.
Triste, mas é assim.
@m_rodriguez
Demorei pra notar a palavra "obsoleto" embaixo do dino.
Mas é exatamente isso: não faz sentido utilizar um off road no asfalto. Quem compra SUV geralmente não precisa de um.
SUV é um invento recente, tem apenas uma década. E a atual geração deles inclui muitos carros que são simplesmente grandes e não possuem nenhuma capacidade off-road, já que os seus compradores nunca vão sair da cidade com eles.
Chegou a hora do basta. A crise financeira mundial e uma nova consciência ambiental e social que está surgindo nas cidades começaram a implodir as vendas de SUVs no mundo todo. Esse tipo de carro, que era queridinho da mídia, virou o vilão do momento. Olhem este site feito no Reino Unido:
http://www.stopurban4x4s.org.uk
É necessária uma coalizão do mesmo tipo aqui no Brasil, porque com as vendas dos SUVs estagnando, prevejo que as montadoras nos bombardearão com muito mais propagandas mentirosas para desencalhar seus produtos. Não precisamos suportar isso calados.
é complicado e até utópico pensar que no brasil um indivíduo vai deixar de comprar um carro podendo comprá-lo. =/ comprar essas coisas enormes, pouco ecologicas [mais de 1200kg pra levar os meus 60kg pela cidade. proporção 20/1 pelo menos e no minimo ridiculo] é caipiragem, questão de [falta de] cultura pra mim, mas também é uma questão de uma série de valores construidos e pregados ao longo dos anos. Americanos com seus carros enormes, europeus de bicicleta e seus carros urbaninhos há quase 70 anos.
essa foto resume tudo: http://sponibus.files.wordpress.com/2008/06/comparacao-carro-onibus.jpg
a mesma quantidade de pessoas nas duas situações.
Uma hora vai passar, espero, mas meu sonho de uma frota só de smarts, vespas e bicicletas é impossível ;D
@lucaspetes
Eu ABOMINO SUVs. Moro na região da Vila Sônia/Morumbi e aqui é o (um dos) "habitat natural", digamos assim, desses trambolhos.
Dá pra fazer uma tese sobre os donos de SUVs também, de sua prepotência ao estacionarem de qualquer jeito, geralmente ocupando duas vagas e também nos cruzamentos, quase sempre tendo certeza de que a preferencial é deles.
Na verdade, por conviver com o trânsito diário de Sampa há mais de 15 anos, hoje em dia eu abomino automóveis em geral. Mas como dona de 9 gatos e 3 cachorros de rua que não escolhem dia e hora pra terem um piripaque qualquer, não me imagino sem carro. Até pra comprar a comida deles, sacos de areia e etc. Ou pra pegar estrada, coisa que adoro e faço sempre que possível, mesmo com pouca grana (geralmente é como eu estou mesmo).
Durante a semana, eu me locomovo de bike, de busão/metrô e a pé. Só por alguma emergência mesmo que tiro o carro da garagem.
Nos finais de semana, tiro o carro geralmente à noite, quando sei que voltarei tarde e bandeira 2 de táxi não dá pra encarar. Ou, como disse acima, pra pegar alguma estrada qualquer.
Mas enfim, voltando aos SUVs, eu queria que todos eles sumissem do asfalto e voltassem pras competições de 4 x 4, pros ralis da vida. É de uma imbecilidade sem tamanho esses trambolhos estarem espalhados por Sampa, só piorando o que parecia não ter como ficar pior. :/
Em tempo, adorei seu desenho! :)
@Lucas: você percebe que ao dizer que seu sonho é impossível, está abrindo mão dele? Eu sonhava poder pedalar para fazer minhas pequenas andanças na cidade e realizei isso. Sonhei congregar-me com mais gente com minhas ideias fora do convencional, e realizei também. Sonhei trabalhar em casa e nunca mais patrão, e até o momento deu certo, apesar do aperto financeiro eu me divirto muito mais. Quer ver mais Vespas na rua? Compre uma e ande com ela. Gandhi disse: nós temos de SER a mudança que queremos no mundo. Eu sei que não é fácil mudar nossa atitude. Aprendi esse ensinamento da Monja Coen e demorei nada menos do que sete anos para assimilá-lo.
@Patrícia: Os SUVs que você odeia não podem ir para as competições de 4x4, porque quebrariam e atolariam na primeira curva. Inclusive muitos deles nem têm a transmissão 4x4. SUV é um conceito totalmente falso, além de ser inseguro, ambientalmente irresponsável e de mau gosto. Sempre achei isso, mas agora acabou qualquer receio de dizê-lo em voz alta. Se gostou do desenho, pode espalhá-lo como quiser. Em breve terei a oferecer produtos com essa e outras imagens fortes de contestação à mediocridade dominante.
Mario, bela ilustração, vai para o pedaleiro!
Agora, SUV é um conceito novo em uma carroceria velha: lembra das saudosas (e úteis) rurais? Aqui no PR ficou conhecida como carro de polaco, pois eles a usavam para transporte de produtos agrícolas. Polacada não se ofenda: sou um genuíno polaco ;-)
Adorei a charge. Os comentários identificam apenas os SUV como seu alvo, enquanto para mim são todos os carros. Uma forma de calcular a velocidade dos meios de transportes é dividir a distância total recorrida pelo tempo total gasto (na viagem, para ganhar o dinheiro para pagar carro, seguro, gasolina, etc., em reparos...) Um estudo americano de 1973 (por Ivan Illich) calculou uma média de 6 km/h para todos os motoristas americanos daquela época. O dinossauro enlatado da charge dão deve desviar muito disso.
A escolha desse SUV como alvo primário é questão de escala. Contestar a cultura dependente do carro na sua totalidade é tarefa grande demais. Vamos começar pelos veículos mais escrotos.
Enquanto houver a crença de que homem com carro maior consegue mais e mais belas mulheres, e de que família que tem SUV conseguiu seu espaço de sucesso na sociedade paulistana, acho difícil a situação mercadológica mudar muito.
Fico aqui imaginando o menino de 12 anos sentado no banco de trás da SUV vendo um clipe de gangsta-rap-padrão-MTV-americana mostrando o suposto cantor justamente mostrando SUVs e mulheres rebolando ao redor dele. Ou então sua mãe, que quando chega em casa assiste na novela o galã ou a mocinha fazendo merchandising do tal tipo de carro. É a cultura de massa que se engole pelo próprio rabo.
Mas não custa tentar, claro. Um dos motivos pelo quais troquei a Raposo Tavares pela Bela Vista foi o fato de não querer me tornar carrodependente, o que teria de acontecer de qualquer jeito caso eu me dispusesse a morar mais tempo na Zona Oeste.
@Mario desisti nao, to tentando juntar dinheiro primeiro ;D malz se o meu comentario ficou com um tom de 'rendido'.
Adorei!
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