Eu pedalo habitualmente nas ruas de São Paulo desde 1992, quando havia muito menos trânsito e quase não havia ainda ciclistas renunciando voluntariamente ao automóvel para viver mais contentes. O povo gritava "tartaruga" ao me ver de longe, pois o capacete era uma raridade inusitada. Hoje, ciclistas equipados estão por toda parte, e onde há um é muito fácil ver outros.
Também diversificou-se o tipo de bike que circula pelas ruas e avenidas. Nos anos 90 houve uma explosão da mountain bike e imitações vagabundas de mountain bikes, as quais são quase exclusivamente o que ainda hoje se vende nos supermercados. Nas ruas atuais, a maioria ainda usa mountain bikes e imitações. Mas muita gente também usa compactas, dobráveis com rodas pequenas, cargueiras antigas restauradas, bikes de sexo trocado (bikes masculinas usadas por mulheres e bikes femininas usadas por homens), estradeiras levíssimas e de pneus finos, choppers artesanais, lowriders de butique. A fauna sobre duas rodas é muito mais ampla hoje.
E isso me traz ao assunto verdadeiro deste artigo. Quando comecei a pedalar, parecia haver só dois tipos de bikes para uso mais sério: a pseudo-mountain bike vendida no supermercado, e acima dela, a importada glamurosa. Atualmente, além da maior variedade de marcas, temos nacionais que preenchem um segmento intermédio. Quem começa a pedalar a sério logo nota que as bikes de supermercado servem para começar, pegar gosto, quebrar um galho, mas assim que você exigir só mais um pouquinho delas, começarão a quebrar constantemente, e então você perceberá que as bikes de grife que você achava injustificavelmente caras são as que simplesmente funcionam direito.
Se você se tornar um fanático pelas duas rodas - ou mesmo se não se tornar fanático, mas acumular muitos e muitos quilômetros de pedal -, vai começar a entender a intimidade do funcionamento da bike. Sacar a diferença entre uma suspensão hidropneumática e uma de elastômero. Discutir a diferença entre ter um pinhão de 34 dentes com uma coroa de 24 e ter um pinhão de 32 com uma coroa de 22. Isso vem naturalmente, com a experiência. E tem muito ciclista que não está nem aí com treinamento físico e alimentação, mas adora conversar sobre tecnicidades, peças, materiais. O pessoal dos meus primeiros tempos não conversava sobre cicloativismo, infiltração na mídia, massificação, controle social, ações de conscientização pública e tantos outros assuntos políticos e sociais, que hoje são constantes e prementes. Não havia esse tipo de auto-orientação coletiva. Todo mundo falava apenas sobre as maravilhosas bikes novas, as últimas inovações tecnológicas que eram anunciadas nas revistas gringas, e em quais lugares em Mairiporã ou na Serra do Japi seria legal testá-las.
O pessoal que vejo nos novos passeios urbanos - descontando os passeios patrocinados por lojas, dos quais não tenho participado - usa, preferencialmente, bikes urbanas. Com bagageiros. Cestas. Alforjes. Baús. Buzinas. Faróis. Pedestais. Refletores. Adesivos. São uma outra "tribo" que emergiu majoritariamente. Embora esteja no meio disso tudo, ainda me considero diferente. Além de ser mais velho, sou um remanescente do tradicional mountain biking. Penso muito antes de instalar o mínimo acessório numa bike minha. Para promover dois usos diferentes, tenho duas bikes modernas: uma mountain bike pura, e uma outra bike mais simples que recebe os tais acessórios.

O pessoal novo eminentemente urbano não entende porque eu apareço num passeio com a minha FSR XC, que só está verdadeiramente em casa nas trilhas no meio do mato. Resposta: porque me deu vontade, adoro pedalar ela em qualquer lugar. Mas é uma full suspension de cross-country, com freios a disco hidráulicos e despida de acessórios para uso na rua. Isso aparentemente destoa muito do gosto dos ciclourbanitas.
Eu não me importaria com nada disso, porque além de ser uma bela bike, ela tem uma história justa. Minha primeira mountain bike com tudo a que tinha direito foi uma Specialized Stumpjumper, que montei peça por peça em 1992. Daí veio a minha admiração por essa marca, que é como se fosse uma Apple das mountain bikes. Tive mais duas Specialized além dela, ambas passadas adiante. Consegui atingir a incrível marca de 14 anos pedalando a Stumpjumper, com pouquíssima manutenção. Só então cogitei de comprar outra bike mais moderna, pois a mecânica tinha mudado dramaticamente em 14 anos. Não investi meu dinheiro do FGTS num modelo milionário; apenas naquele que um norte-americano consideraria mediano, com peças que não chegam a ser profissionais para competição, mas sem comprometer demais o peso, batendo na marca decisiva das 30 libras de peso (13,6 quilos). Grupo Shimano Deore LX, para os mais entendedores. A escolha foi correta. A bike é gostosa, feliz, move-se com elegância, veste-me como uma luva, não dá trabalho.
Daí que estou num passeio urbano com umas 30 pessoas, quase todas do perfil urbano que descrevi. Descubro no meio do trajeto que a pastilha de freio dianteira está definitivamente gasta. Vou ter que guiar nas pontas dos dedos, pois por uma imprevidência minha, eu não trouxera um par de pastilhas de reposição para instalar ali mesmo. Chega então um ciclista que não conheço e proclama, com a aparente satisfação fútil e rasa de um invejoso: "É por isso que não abro mão do velho e confiável V-Brake".
Que existe um feudo entre defensores dos velhos V-Brakes e dos novos freios a disco é visível em qualquer fórum de mountain bike. Mas por mim é uma discussão passada, já que TODAS as mountain bikes gringas vêm com freios a disco. Hoje esses freios têm uma longa série de vantagens que só mesmo um zelote alucinado poderia ignorar. E não custam um absurdo para possuir e manter, pelo contrário. Eles dão zero manutenção. E mais: eu ignorei o ciclista do passeio, mas poderia ter respondido: "Está vendo o número no odômetro? Quanto diz ali, 4600? Esse é o número de quilômetros que esta bike rodou com um único e mesmo par de pastilhas de freio dianteiras, desde que veio da fábrica." Mas entrar nessa minúcia técnica seria entrar num jogo desigual, onde o outro lado está presente apenas para marcar posição e afirmar-se, não para atingir qualquer entendimento.
Esse incidente simples passaria totalmente batido, se não fosse apenas um dentre muitos outros, sempre semelhantes, repetitivos, pequeninos incômodos que se acumulam como picadas de minúsculos mosquitos verbais. Ora são as críticas sem fundamento para marcar posição, ora é simplesmente um tipo de ostracismo tácito, isolando o dono da "bike cara". Ah, sim, isso também acontece bastante.
Num dos passeios, alguém veio me insistir que a suspensão traseira roubava movimento oscilando. É um velho preconceito gerado pelo fato real de há suspensões traseiras que usam um projeto obsoleto e oscilam horrivelmente com a pedalada. Mas a FSR, ou qualquer outra suspensão atual e bem implementada, NÃO oscila se eu não pedalar como um macaco destreinado. Mais ainda: bastaria o crítico pedalar ao meu lado por alguns metros, observando o movimento vertical da roda, para comprovar o que digo, em vez de jogar a objeção no meio de uma conversa no pré-aquecimento. Qual é? Medo de descobrir que está perdendo algo muito bom? Porque de fato a suspensão é uma coisa de sonho, representa boa parcela do motivo de eu insistir em pedalar a minha bike vermelha quando não preciso dela. Experimente em vez de resistir por reflexo cultural; que tal?
Só quando comecei a me incomodar de verdade com tanto estranhamento bobo é que comecei a entendê-lo. Dentro desses grupos de neociclistas metropolitanos, há um emergente preconceito contra o que chamam de "elitistas". E o que seriam tais elitistas, na opinião deles? Alguém que anda com uma bike um pouco mais cara do que a média geral do grupo. Que, no seu julgamento precipitado e superficial, não "merece" pedalar nada mais sofisticado. Qualquer ciclista que aparece mais arrumadinho, na opinião deles, só pode ser um mauricinho que não pedala nada, trazendo a bike cara dentro do conforto do seu SUV para ostentar-se brevemente com ela na ciclovia do parque. Se ele vestir roupas específicas de ciclismo, então, será o insulto final: ficará irremediavelmente marcado como um "inimigo do povo".
Alguém me perguntou se eu tenho a bicicleta para mostrar em público como sou descolex e modernete, ou apenas porque ela foi o melhor que pude comprar em 2006, depois de 14 anos pedalando uma mesma bike antiga, sendo que ela poderia ter sido financiada pela economia advinda de eu nunca ter tido carro por opção voluntária, quando na verdade o dinheiro veio de uma rescisão de emprego e eu a usei para escapar da depressão? Alguém me perguntou se fiz questão de que fosse uma bike "gringa" porque ela é bonita, ou porque tem uma ergonomia séria, não deixa peças quebradas pelo caminho e o quadro tem garantia vitalícia para o dono original? Essas são as perguntas que não foram feitas antes que começassem com picuinhas que não mudam em nada minha opinião sobre as bicicletas, mas me afastam das pessoas, porque minha tolerância com essa gente é zero.
Eu gosto de todas as bicicletas do mundo. Adoraria ter uma bike de turismo da Peugeot dos anos 70 ou uma rara Moulton inglesa; acho a Barra Circular admiravelmente harmoniosa; roubaram-me na garagem do prédio uma Diamond Back de downhill antiga, que eu estava restaurando com componentes STX garimpados em oficinas; um dos meus melhores amigos tem em casa uma oficina de metalurgia, onde constrói bicicletas sob medida, com as próprias mãos. Levei a minha segunda bike, equipada com bagageiro, alforjes e barraca de camping, numa viagem pelo interior. Não creio que seja exatamente o currículo de um elitista.
E acho também que tudo o que disse agora a título de me justificar só interessa a mim mesmo, não preciso imprimir e levar na carteira.
Quer saber mais? Vou continuar a pedalar a minha bike vermelha "cara" quando eu quiser e onde quiser. Objeções não mais serão recebidas com complacência.
A tragédia da situação é que aparentemente as pessoas precisam conhecer a fundo as bicicletas para começarem a entender que todas elas têm uma magia especial, e com isso aprenderão a parar de tratá-las e a seus ocupantes com a mesma lógica socialmente viciada que chegou ao ponto extremo de tornar o simples ato de dirigir moralmente questionável em certas circunstâncias. A cultura de massa do automóvel alçou-o a símbolo de status supremo do consumismo sem noção e da escravidão à moda. Bicicleta, porém, se é para ser símbolo, há de ser de uma opção de vida saudável e feliz; de uma escolha individual inteligente e liberta da mentalidade estúpida de manada; de uma consciência social desenvolvida. E de mais nenhuma outra coisa.
Tom Ritchey foi um dos inventores da mountain bike, e a empresa com seu nome ainda hoje produz alguns dos componentes mais luxuosos do ramo. Mas o que está tomando o tempo de Tom Ritchey? Ações humanitárias na África. Projetar e fabricar uma bicicleta de transporte para ajudar as comunidades rurais pobres de Ruanda. Patrocinar uma corrida feita com bikes artesanais de madeira sem pedais. Para mim, a opinião de Tom Ritchey sobre o papel social da bicicleta tem muito mais consequência do que a de um morto-de-fome-espiritual preconceituoso que pedala pelas ruas de São Paulo.
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Meu pai tinha carro, mas andava de bike por onde ia. Foi a primeira pessoa que conheci a fazer a opção. Saudades dele e de sua bike. Essa postura me é algo tão familiar que acho difícil alguém se opor por ideologia. Agora, enfrentar o sedentarismo e a cômoda posição de transferir o ônus aos outros (ônus ambientais e sociai), esse é o passo significativo da coisa.
ResponderExcluirÉ sempre bom lembrar que ser pró-bike não significa ser anticarro. Alguns ativistas políticos e radicais fazem essa conexão. Eu não a apoio.
ResponderExcluirCriticar a cultura massificada e idiotizante do automóvel e denunciar os óbvios prejuízos que ela causa à sociedade não implica proibir ninguém de dirigir. Fica por conta de cada motorista decidir se está usando o carro por um motivo que se sustente moralmene, socialmente e economicamente. A cultura de massa do automóvel promove desperdício, insensibilidade social e egoísmo. Mas isso não quer dizer que cada pessoa atrás de um volante seja um vilão a ser combatido. Pelo contrário, o nosso objetivo deve ser a convivência em paz entre todos.
Este artigo surgiu para observar que a futilidade pode ganhar espaço até mesmo dentro de um grupo de pessoas totalmente comprometidas com o bem comum. Nos anos 90 eu ouvia gente de speed falar mal de mountain bikers e vice-versa, mas pelo menos essa bobagem perdeu força. Vamos fazer então o favor de não ressuscitá-la criando divisões entre "pobres" e "ricos" entre ciclistas. Uma bike cara ainda é mais barata que quase qualquer carro, e uma barata no longo prazo custa menos do que andar de ônibus.
Puxa, Mário, lavou-me a alma! Frequento alguns sites de cicloativistas e às vezes, fico me perguntando: o que estes caras fumam? Ou você concorda com eles (e com todas os seus problemas de baixa estima, ou está fora. Você colocou muito bem o problema e a solução também.
ResponderExcluirAbraço,
Renato
Que bom que gostou, eu achei meu texto muito grande e ruim de ler por conta do tamanho. Queria saber sintetizar melhor a mensagem. A razão de eu não participar diretamente nas discussões dos ativistas é exatamente essa: alguém sempre consegue achar uma discordância insignificante para começar uma briga ou pregar ideias bizarras. Enquanto o tal movimento não for realmente muito grande e englobar uma parcela representativa dos pedaladores casuais, a "lunatic fringe" fanática ainda terá muito espaço mental, em detrimento das pessoas que só querem uma vida feliz e coerente.
ResponderExcluirRealmente, a comodidade que a maioria de nós buscamos é prejudicial social e fisicamente. Ando de bike para o trabalho há dois anos e percebi uma melhora no condicionamento físico e na economia no final do mês. Não sou anticarro ou de qualquer dessas ideologias xiitas e de ecochatos, mas concordo com uma modificação dos hábitos urbanos, tanto de ricos quanto de pobres.O que não vale é transformar uma boa idéia em causa social/partidária que divide e ridiculariza as pessoas.
ResponderExcluirSeu texto transcende ao uso de uma bike boa. Quem quer que opte por qualidade como critério para suas escolhas hoje no Brasil é chamado de elitista, tamanha a mediocridade que assola este país, onde conhecimento virou sinônimo de ostentação, peleguismo e outros termos depreciativos.
ResponderExcluirExcelente artigo e posso dizer que ha tempos nao lia algo tao interessante e verdadeiro. Fui jornalista por 12 anos, hoje moro na Alemanha. A coisa mais maravilhosa aqui (alem do excelente clima, paisagens lindas e seguranca publica) e ver as pessoas pedalando para ir ao supermercado, visitar a familia ou ir ao trabalho. Em cidades como Berlim, Hamburg, Duesseldorf, Koeln e comum ver um funcionario de uma grande empresa ir ao trabalho de bike ou patinete. Aquilo e encantador. Por todo local ha algum pedalando e nao e um privilegio de jovens: pessoas idosas, na casa dos 80, criancas, adolescentes, enfim, indo a todo lugar sem ter de se preocupar com ninguem ou a opiniao alheia. Eu aderi a bike aqui, porque mesmo tendo carro (e muitos tem seus Mercedez Benz de 800 mil euros!) nao abrem mao da bike para ir ao padeiro. Isto se deve ao fato de que na verdade, preocupam-se muito com saude e bem-estar, e claro, com os gastos excessivos e desnecessarios com combustivel. Como gostaria de ver o Brasil assim. Talvez, um dia.... ate mais!
ResponderExcluirJá tentaram te assaltar e levar tua bike nova? Onde vc guarda a sua durante o trampo? Eu tenho uma Jeckyll absolutamente deliciosa mas tenho usado só pra trilhas. Eu tenho tanta vontade de ir trampar com ela (meu trampo é perto de casa), mas eu fico umas 13 horas no trampo e teria que deixar na garagem do predio que não tem segurança com os cadeados vagabundos. Já roubaram bike minha de dentro da garagem. Foda é que por ser lefty e linda linda ela chama atenção pra kcte. Fui num passeio e sofri um preconceito fudido, nunca mais entrei nestas merdas. Vc tem alguma sugestão/opinião?
ResponderExcluirMuito bem, pena que num país de mercenários como esse, se muitas pessoas aderirem à bicileta, logo aparecem as leis que exigem impostos e taxas.
ResponderExcluirUfa!! Amei a ousadia de postar sobre a vida dos AMADORES DE BIKE. Eu sou uma eterna amadora de bike e, infelizmente, já passei por diversos preconceitos. As pessoas acreditam que pedalar é sinônimo de econômia simplesmente, e não de lazer e divertimento como os nossos amigos franceses, que fazem constante circuitos com bike!! Estes indivíduos precisam se atualizar e buscar compreender a Anatomia do corpo humano e as vantagens do exercício físico para a Saúde. Sou aluna do curso de Fisioterapia e a cada dia me apaixono pela minha minha bike, ou seja, por minha vida, pois posso aprimorá-la com Qualidade e Criatividade.Cleidinha/Paulistinha
ResponderExcluirO fato tb é que certas pessoas querem te colocar um rotulo. assim fica mais facil (pra elas) se justificarem.
ResponderExcluirisso é foda... é preconceito.
abraços e o mais importante, boas pedalas.
Nossa, ainda bem que eu não convivo com pessoas fanáticas... É sempre muito chato ter que aguentar discursos radicais! Gosto de andar de bike simplesmente porque é prático, sem contar que faço exercícios, posso cortar caminhos, estaciono em qualquer lugar... e a lista continua. Na minha casa não há carros, só três bicicletas: uma minha, uma do meu pai e uma do meu irmão. Mas isso não significa que crucifiquemos quem os usa. É claro que uma bike não desgasta o meio ambiente como um carro o faz, mas para certas coisas é muito confortável ter um, inclusive no caso de emergências. Já pensamos várias vezes em comprar um, mas, além de tudo, ninguém aqui gosta de dirigir!...
ResponderExcluiraqui em floripa ja pratico,mais falta muita ciclovia,vamos tae para a praia ,tudo muito legal,anida nao temos um grupo muito grande,mais vai decolar a qualquer hora. força no pedal e saude total.
ResponderExcluirSalve, biker! Tive moto por três anos e graças a Deus consegui acordar pra vida a tempo. Há 3 meses vendi mnha moto após muitos estresses e não me arrependo nem um pouco. Conheci o pessoal da Bicicletada e hoje tenho uma vida mais saudável, mais alegre e consigo economizar R$ 500,00 por mês que eu gastava com a moto sem contar no n° de pessoas legais que conheci durante as pedaladas! Viva o ciclismo! Viva a Bicicletada!
ResponderExcluirUm grande abraço!
Eu sou tbm um ciclista e concordo com tudo que disse!
ResponderExcluirSó que vou de Speed!
Meu caro Mário , vc é uma dia a dia aguenta , fera ..um exemplo da responsabilidade socioambiental.
ResponderExcluirTenho uma T-Type da caloi, e no dia a dia aguenta, mas o V-brake não é bom mesmo...hehe
Me indicaria alguma Bike neste valor aproximado de R$900,00, com freio a disco?Existe?..hehe
Esqueci de falar..sou o do e-mail anterior , pedindo uma dica , já que tenho uma T-Type.
ResponderExcluirMeu e-mail: fdrumond.costa@gmail.com
Um abraÇO!
É natural que se a pessoa tem maior poder aquisitivo ela vai querer andar com um equipamento melhor. Ainda mais louvável o sujeito que junta a grana e investe numa bike ao invés de comprar um chevette 86. Nas duas situações o que deve ser visto em primeiro lugar é a atitude do indivíduo de escolher a magrela como meio de transporte. O esquema é convivermos todos numa boa e pedalando, sejam os pisteiros,os urbanos, os moutain-bikers, os dobráveis, os entregadores de água, e os fanáticos.
ResponderExcluirSou curitibano, e me locomovo de bike pela cidade (cerca de 20km por dia) fazem uns dois anos. O que noto aqui é que não há esse conceito de elitismo, na verdade, existe um conceito muito forte no trânsito, o cilcista é um desclassificado e ponto final. A cidade tem uma espécie de consentimento coletivo de que o ciclista anda de bike por não poder ter um carro, então não há diferenciação de uma cargueira para uma trek do lace armstrong. Já os ciclistas urbanos, bom, quase todos são tão desencanados que nem prestam atenção se alguém tá querendo se exibir por conta de seu equipamento, se existe esse conceito de elitismo, ele se restringe aos entendidos.
ResponderExcluirPedalo a mais de vinte anos e hoje com 61, continuo om o mesmo entusiasmo.Acho o ciclismo um dos melhores esportes que exite. Tenho um grupo de amigos que amam pedalar e que como eu começaram com com uma Caloi 10 (era muito bonita). Fico feliz em saber que mais e mais pessoas estão envolvidas com esse esporte em São Paulo e estão trocando o carro pela bicicleta. Achei um certo "preconceito" do articulista com relação ao que outros ciclista comentam à cerca da bicicleta importadda ou dos freios a disco. Cada um usa em sua bike o que acha mais conveniente. Tenho amigos que trocaram freio a disco por v-brakes porque não gostaram desses últimos, não vejo nada demais nisso. No fundo parece que o autor está mesmo tentando dizer : "minha bike é melhor que a sua e daí".
ResponderExcluirOlá.
ResponderExcluirMeu nome é Milton, tenho 24 anos, e pedalo desde os 11, optando por começar a competir com 13 anos. Na epoca em que comecei, tudo o que podia ter era uma Monark M Bike Plus... mas as coisas mudam.
Passei muitos anos andando de Speed, andei de Bikes de Cromoly( também conhecido como Cromo-Molibdênio), Aluminio em suas diversas formas(6061, 7005), ferro... e então,depois de quebrar 2 quadros caloi Strada, resolvi investir numa Mountain Bike.
Sempre tive o Sonho de ter uma GT Avalanche, e consegui realizá-lo. Porém, tive 2 destas roubadas já... mas não desisto, montei a terceira, que AMO de paixão.
A minha GT3( ah, trabalho com carros de corrida, daí a idéia do nome) é uma bike que se enquadra justamente no mesmo caso que sua FSR: Tudo bem, não uso discos (mas não tenho preconceito nenhum) nem Full (também nada contra, só mera questão de custo e por gostar de verdade do modelo Avalanche).
Mas não me sentiria nem um pouco bem com bagageiros, alforges, e os culhão da nona pendurados na minha humilde GT3.
Se eu quiser carregar algo, como meu caderno? ora, para que existem MOCHILAS???
Além do mais, buzina, para qualquer motorista ouvir, teria que ser aquelas maritimas.
Farol, só dá certo em trilha noturna.
Refletor ajuda a noite... agora, por que não utilizar ADESIVOS REFLETORES? São muito mais discretos, faça me o favor.
Resumindo: assino em baixo com tudo o que você disse. Acho que pelo fato de ter + de uma década de janela, não discordo de você... e as vezes penso se não sou eu que estou ficando velho...rsrsrsr
PS: mas o que tem de Ecochato bixogrilo tocando umas trambuzanas que dá medo por aí, ah tem...
Prezado Mário.
ResponderExcluirGostei muito do seu texto, aproveitei para repartir com meus amigos e lógico mencionando você como o autor.
Parabêns e bom pedal.
Rover
hey mario, queria saber o que você acha dos bicicletários no metrô, se você já não escreveu algum comentário a respeito.
ResponderExcluirOlá! gostei muito da boa notícia de que está aumentando o interesse por bicicleta. Moro em Taguatinga DF e como trabalho próximo de casa prefiro andar de bicicleta. Estou cada dia indo mais longe. Realmente agente vai se apaixonando cada vez mais pela baike.
ResponderExcluirFiz 33 anos hoje, e me presentiei-me com uma BMX Freestyle aro 20, só pra andar na quadra do condomínio aqui e "tentar" praticar o que eu praticava até os 18 anos rss. Freestyle.
ResponderExcluiragora lendo isso hoje no yahoo fiquei mais empolgado ainda.
Olá.
ResponderExcluirGostei do seu artigo.
Desde crainça que aprecio muito as Bikes.
Hoje tenho 31 anos. Acompanhei essa fase em que as Montain Bikes estavam chegando por aqui.
Hoje possuo uma que restaurei a partir de um quadro Monark Aluminio que estava jogada na casa do meu pai.
Foi montada no estilo "urbano", mas não abri mão de colocar, pelo menos, uma suspensão dianteira "basicona".
No último carnaval passei em Uberlândia com minha esposa e lá conhecemos uma galera legal pra pedalar, nós haviamos levado nossas Bikes "urbanas" mas, fomos convidados para fazer uma trilha leve.
O pessoal estava equipado com as verdadeiras Montain Bikes. Somente bike top.
Não me senti envergonhado e não fiquei pensando que eles estava esnobando.
Acredito que o deve ser levado em conta é o uso da Bike, o prazer em pedalar, em viver os momento em cima da "magrela".
O que realmente importa é aproveitar de todos os benfícios que o pedal nos trás.
Cada um tem a bike que pode ou que melhor lhe satisfaz. Não importa se a minha é urbana e sua uma "verdadeira montain" o que importa é pedalar.
Conheço pessoas que participam deste grupos de "urbanociclistas" e são pessoas muito integras e que não têm preconceito nenhum quanto ao tipo de Bike que você tem.
Eu compartilho com essas pessoas a idéia de que "o que importa é se sentir bem pedalando.
Eu sou ciclista, sou pedestre e sou motorista.
Vivemos numa sociedade "democrática" onde "há espaço para todos se expressarem".
Vamos nos respeitar mais.
Aqui em Porto Alegre tem ciclovia (mas é um trecho pequeno e só funciona em dias restritos). Em novembro, passei a morar em um bairro muito menos "agitado" e estou começando a trabalhar num local a 5 quadras de casa. POsso ir a pé, mas recuperei a bike do meu namorado por R$ 100,00. Com isso, vou fazer exercício, de graça, sem pegar trânsito algum. Pra mim hoje não tinha como ser melhor! abraços! Carolina
ResponderExcluirO negócio é pedalar, e pedalar muito!
ResponderExcluirO que me entristece é o número de bicicletas empoeiradas, com pneus muchos, nas garagens dos prédios de nossas cidades, sejam de "maurícinhos" ou "pobrecinhos". Deveriam isto sim, estar sendo usadas, vendidas para quem precisa a um baixo custo ou doadas para quem mais precisa ainda.
Tenho uma enorme admiração por aqueles que em SP conseguem usar a bicicleta como vc usa, dispensando o carro por opção. Gostaria muito de usar, mas honestamente não tenho coragem - precisa ter muuuuuuuuiiiiiiiito peito pra enfrentar o trânsito dessa cidade.
ResponderExcluirMário, obrigado pelo seu elucidativo, sincero e irreverente artigo. Dado sua seriedade longe da sisudez, permito-me pedir-lhe um conselho: há meios de pedalar em uma cidade como Belém do Pará, onde assaltos abundam, os motoristas trogloditas também, há muitos atropelamentos, bicicletas existem para os pobres que levam, acredite, a companheira sentada no ferro da "monark barra forte" segurando bebê em um braço e parasol no outro, ao lado de uma Toyota Hilux ou de um Pajero ou mesmo de meu pálio, pessoas que ainda são "burros sem rabo", ou seja, fazem carreto carregando a pé uma carroça, feito burros de carga, ou de outros que fazem o mesmo vendendo panelas e utensílios domésticos e frutas... bom, meu prezado, como posso pedalar, eu que me inquieto com este impedimento, por esta metrópole? Outro favor vem de ser orientação sobre onde posso comprar uma montainbike de boa qualidade, mesmo que importada. Em uma bicicletaria daqui, "montei" com a vendedora uma com os melhores materiais, segundo ela, e o preço foi cerca de 800 reais. Causou-me espécie o quadro, porquanto o mesmo parecia os das bicicletas de supermercado. Meu e-mail é cesarioaugusto@yahoo.com.br. Muito obrigado pela oportunidade, saúde, paz e água potável.
ResponderExcluirParabéns pelo texto! Eu adoro bicicleta, não sou contra carro, acho que deve haver um equilibrio, vou ao trabalho a 4 anos pedalando. A bicicleta me faz um bem danado, ela é a minha academia a minha namorada, o meu cachorro. hehehe
ResponderExcluirVou usar a frase do desenho Nemo, só q adaptado ao contesto, "continue a pedalar...continue a pedalar...continue a pedalar...a pedalar..a pedalar...", e aos invejosos from hell.
ResponderExcluirUso bike low custom feliz por tela e feliz por usar, a opinião dos outros neste caso não me importa, o q importa é q estou fazendo algum e certo, isso q importa!
bem, eu moro num pais onde bike e opcao saudavel, moda...e todo mundo tem pelo menos uma bike basta ver os estacionamentos de bikes nas estacoes de metro, pontos de onibus, ou estacionamentos centrais, na escola, ja bem pequenos as criancas tem aula pratica de transito na bike, dado pela policia de ransito local,e faz parte do corriculum um diploma de EU SEI ANDAR SEGURO DE BICICLETA...por isso...viva a bike...e..pra qdo nao da de bike, dirijo meu prius...carro eletrico da toyota..pelo meio ambiente., Cristal Noordhoek.Holland.
ResponderExcluirEu adoro uma bike,ando desde 5 anos de idade.Moro na Holanda a 7 anos,ainda não senti nescessidade de comprar carro,aqui as pessoas deixam carros na garagem para trabalhar de bike.Mesmo assim eles ainda acham q tem muitos carros circulando.Quando era jovem,ia pra balada de bike,meus amigos ficavam me gosando,mas eu não ligava,só pensava que,de bike chegaria sã e salva em casa a qualquer hora da madrugada.Valeu pelo artigo Mário,pena q no Brasil não tem tantas ciclovias e os demais veículos não respeitam os ciclistas.
ResponderExcluirGostei demais do seu texto!! Sou ciclista viciado desde os meus 4 anos de idade; hoje tenho 28.
ResponderExcluirConcordo c/ vc plenamente sobre elitismo e o modismo tb. Moro em Sydney (Aus), so me locomovo de bicicleta. Aqui a idea que se tem e um pouco diferente. Bicicleta e considerado meio de transporte assim como qualquer outro e respeitado da mesma forma.
Ressalto tambem a importancia do incentivo do uso desse meio de transporte nao so por parte da sociedade no geral como das autoridades publicas que levam a bicicleta em consideracao ao construir as vias publicas. Acredito que o nosso pais precisa de um pouco disso ou muito disso, na verdade. Coisa que pode e deve ser mudada, mas requer acao de todos nos. Parabens Mario por ja ter comecado a abrir as nossas cabecas para tal entendimento e nossos olhos para enxergar tal necessidade de mudanca.
Abracos
Matheus B. Guimaraes
Caro blogueiro,
ResponderExcluirComo você entende bem de bike, quero ver post sobre bikes eletricas (De fábrica é claro).
belo artigo.
Adorei seu artigo e me identifiquei porque, enquanto moradora de Curitiba, utilizava a bike com muita frequencia e fazia passeios esportivo-culturais com dois grandes grupos de ciclistas, onde tb existem os mortos-de-fome espirituais e preconceituosos. Morando agora em Porto Alegre utilizo-a sempre que posso e sou a mais feliz das pessoas quando isso acontece. Só quem pedala com prazer, por gosto, sabe como é a sensação desta felicidade específica, além de todos os benefícios para o meio-ambiente. Abraço, Ane Marie
ResponderExcluirBem, eu uso bicicleta como transporte a mais de 30 anos, levei meus 2 filhos na escola q até hj sentem saudade, mas nunca me preocupei em ter bicicletas de marca x ou y e sim em ter uma bicicleta em q tudo nela funcione, mas q não seja bonita e nem tenha esses acessórios maravilhosos, isso pq no dia a dia simplesmente não dá, ia ter q comprar uma bicicleta nova toda semana por causa dos assaltos, nesses anos todos só tive 2 bicicletas roubadas e as 2 pq dei mole portanto sempre prefiro comprar uma bike usada com aparencia bem feia e enferrujada, mas q as partes essenciais estejam em bom estado pra não me deixar na mão. A realidade aqui no Rio é essa, mas o mais importante é usar bicicleta, só tem vantagens em todos os sentidos!!
ResponderExcluirAdriano. São Paulo /SP
ResponderExcluirConcordo plenamente com o autor do blog .
Ando de bicicleta desde dos 4anos quando era aqulelas Bandeirante de pneu duro e rodinhas nas laterais
hoje ainda tenho a minha caloi Aspen extra que ainda conseidero inadequada pois não tenho muita força nas pernas, mas o que não me faz abandonar ela ? por que eu já fui a muitos lugares com ela , posso não ter viajado mas a sensação de ter aquele ventinho zuindo no seu ouvido a liberdade de passar pelos carros e motos parados no transito e de entrar em ruas estreitas, é indescrítivel , e inigualável ainda reclamo por ter que subir ladeiras mas é algo bom exercita o corpo a mente, quando tinha 15 ou 16 anos eu e meus amigos de rua fomos ao aeroporto de bicicleta foi o primeiro teste em uma via onde a velocidade dos carros é maior. Nunca vou esquecer aquele dia.
Enfim (para o autor) deixa as críticas e os filinhos de papai falarerm mal da sua bike o importante é que você se sente bem pedalando com ela e passe esse bom exemplo adiante.
O que importa é pedalar... elitismos, divisões, briga de classes, isso pra mim é politica...
ResponderExcluirE da mais chata que tem...
Muito boa a matéria. Diz tudo o que gostaria de dizer sobre bicicletas, full suspensions, discos, etc. para aqueles que se dizem entendidos mas são meros preconceituosos. Só falta dizer o quanto estou de saco cheio de ouvir que precisamos construir mais ciclovias quando a verdade é uma simples questão de respeito ao próximo e lugar de bike é na rua mesmo (além das trilhas e estradas). Parabéns também pelo bom portugues, tão raro na internet...
ResponderExcluirOi pessoal!
ResponderExcluirGostei muito dos comentários e me identifico com muita coisa que li. Também adoro bikes, pedalar e etc. Quando comecei, três fatores foram determinantes: O primeiro foi porque eu passei a residir no interior de SP e aqui a infra estrutura favorece. Segundo porque em determinada época fiquei desempregado e utilizei a bike para espantar o estresse e praticar alguma atividade física. E por fim, percebi que além de tudo, poderia aliar-me a econômia, com o uso constante dela. Possuo carro, utilizo ele, até porque trabalho em dois locais diferentes e, três vezes por semana, preciso dele para me lecomover, levar pastas, notebook e etc. A distância e a vestimenta "terno" não me permite andar por ai, a pé oui de bike, devido ao nosso clima tropical, a distãncia e os horários a cumprir. No mais, nos outros dias da semana em que me dedico a academia e etc., vou a pé ou de bike para o trabalho, para academia, mercado e mais o que aparecer e me sinto muito bem. Acredito que estou fazendo a minha parte, falta muito ainda, mas acredito que já é um começo. Gostaria de manifestar aqui também para que todos incentivem a sociedade a parar de usar sacolas plástica em detrimento das retornáveis. Pensem nisso, pois creio que ainda há tempo. Grande abraço a todos.
Olá pessoal.
ResponderExcluirSou de uma cidade do interior do Paraná, com um relevo plano o que facilita o uso das "magrelas". Não utilizo as famosas "bikes" e sim um antigo modêlo o "Barra Circular" da Monark. Moro a cerca de 5,5 km do trabalho e utilizo bicicleta há mais de 20 anos. Deixo o carro na garagem e pedalo com a maior satisfação, carro só dia de chuva, ou quando preciso levar alguém comigo.
Abraços à todos amantes do pedal.
Tive um TREK 830 com peças LX,XT e suspensão`Pro-shock ar. Vendi ela e depois de um tempo percebi a besteira pois além de ir trabalhar com ela, todos os dias a noite e finais de semana andava.. Então comperi uma schwinn com kit deore, freio a disco e suspensão rock-shock judi TT.. Ótima bicicleta, mas um belo dia um cara virou sem dar seta e bati na lateral dianteira dele, passei o capo e cai de cara no chão. Fiquei 5 dias internado tive de fazer 2 cirurgias.. Fiz uma viagem para o exterior e acabei vendendo ela. Mais uma vez fiz besteira.. Agora estou cotando um Giant e depois da lição não vendo mais!!!
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirInteressante essa questão sobre bicicletas em São Paulo, acompanho de forma alternativa, moro nos Jardins e vejo os ciclistas reuinirem-se na Paulista x Consolação e algumas vezes, descerem, de forma tresloucada a Rua Haddock Lobo, pelo pouco que vi e os ultimos acontecimentos acho que a opção de trocar o carro pela bicicleta um tanto prematura, não há segurança suficiente, educação e respeito suficientes entre todos, digo isso porque tive a grata oportunidade explorar a cidade de Edimburgo e a coisa por lá assusta, no bom sentido, o nível de educação de trânsito.
Por aqui vejo os ciclistas mais preocupados em empunhar uma bandeira contra os carros e onibus, o que, tristemente, levou a morte de uma ciclista em plena Avenida Paulista. Acho importante pensarmos na bicicleta em São Paulo, mas não com olhos de motoristas de carro, pois, ciclistas, na Paulista, pra mim soa muito mais como um ciclista pensando como um motorista de carro. Qual o sentido de criar uma ciclovia em plena Paulista, faixas de ciclistas na Rebouças? Acredito que há vias que não são tão utilizadas e podem perfeitamente serem utilizadas pelos ciclistas, com sinalização e educação, coisa que podia ser mapeada pelos próprios ciclistas, criando um roteiro alternativo de vias, acho isso viável, até porque qual o sentido de conduzir a bicicleta preocupado com um monte de onibus e carros? não seria mais interessante pedalar por dentro dos bairros, com mais segurança e conforto? É de se pensar.....tento imaginar o que se passava na cabeça da ciclista, em plena chuva, numa luta inglória entre carros e onibus.....e penso no motorista de onibus, na hora do rush, em plena Avenida Paulista, que com seu oficio, matou uma moça que andava de bicicleta....é de se pensar
Abraço a todos
Marcos
Adorei a materia, acredito ser algo muito bom para investirmos. Eu particularmente adoro andar de bicicleta, só lamento que nossas cidades não tenham, a grande maioria, ciclovias para que andemos com mais segurança.
ResponderExcluirOlá! Como o Jaime, também sou de Floripa e sinto falta de mais ciclovias e da continuidade destas. Comecei a pedalar no Japão, no trajeto casa-trabalho-casa, o que é muito comum por lá. Aliás, os japoneses são incentivados a pedalar desde criança, já que, conforme a distância da escola, estes só podem ir a pé e de bicicleta para os que moram mais próximos e de trem, ônibus ou outros transporte público, para os que moram mais afastados. Em volta das estações de trem/metrô e terminais de ônibus é comum encontrar enormes estacionamentos para as bikes. Disso sinto saudades do país nipônico. Gde. abs. e pedaladas!!!
ResponderExcluir@Jonas: muito bonito o seu avatar!
ResponderExcluir@johnny_pod: já tive speed, amo, voltarei a ter.
@fdrumond.costa: Acho que a Caloi Elite não traz nenhum dos problemas da T-Type (relação entre peso e resistência, quadro em tamanho único pequeno, falta de furação para montar o freio a disco traseiro, curso da suspensão limitado). Mas como você estava temendo, aí já vai uma graninha maior. Ainda assim, recomendo experimentar e quem sabe investir. Só não caia na tentação comum de upgradear todas as peças da sua bike aos poucos... Isso pode ser divertido de fazer, mas acaba custando muito mais caro do que comprar uma bike nova bem configurada.
@curitibano: Adoro sua cidade, tenho amigos nela, e por coincidência ou não, um deles me dizia ontem que comprou uma bike. Eu disse: não pedale na canaleta de ônibus! Ele: mas todo mundo faz isso! Repondi: todos os curitibanos que conheço pedalam dizem que os motoristas são uns animais e que até os pedestres arranjam treta com as bikes por motivo nenhum. Pedalar na canaleta, entre outras coisas, além de perigoso alimenta esse ressentimento geral que os outros têm contra as bikes. Cuidado! Quanto ao preconceito de achar que ciclista é pobre que não tem dinheiro para ter carro, isso é um pensamento tosco, provinciano e interiorano, que em SP não chega a ser tão evidente. Pode demorar uma geração inteira para diminuir o preconceito, mas não vamos deixar de tentar mudá-lo. Muitas coisas estão melhorando mais depressa do que pensávamos.
É uma ótima opção,essa de trocar o automóvel pela bike....Tem 3lados possitivos muito bons...
ResponderExcluir1º é saudável; é uma das préticas de exercício+baratas e práticas.
2º é ecológico: não polui o meio ambiente, de forma alguma...
3º é muito mais econômica, além de não ser necessário enfrentar o trânsito horrível....
E ai blz,sou um ciclsita de 47 anos já fui muito fanatico pois se não pedala-se todos os dias fica meio louco,hj to mais ssusse e frequentemente vou trabalhar de bike,e a ainada a tarde busco meu filho na escola de bike,nos divertimos muito no caminho de volta até meu trabalho ele cna garupa e eu no guidão e com todo ocuidado que ,o transito e pesado não ha respeito mais devagar vamos comquistando os nossos espaços, e preconceito existe por até aqueles que pedalam sem equipamemtos pois quando nos veem com uma bike um pouco mais bacana e com roupas apropriadas querem correr e se mostrar pra ver qual é tipo o fusca contra a ferrari tem carro mias a bike é meu dia dia muito mais rapida e menos estressantes e minha paixão e tanta que tenho 6 bikes exibicionismo ,não e pura paixão por um veiculo que te da a mior auto estima abração
ResponderExcluir@anônimo (61 anos): O meu artigo resume a maneira como as bikes e equipamentos preenchem as minhas necessidades, de uma maneira racional, sem uma gota de desconsideração contra outras soluções. Eu sou alto, peso 94 quilos; piloto as bikes de forma muito agressiva, especialmente em descidas e curvas. Pedalo muito na chuva, querendo ou não. Sempre usei bons freios de cantilever e V-Brake decentes, como Dia-Compe e Ritchey. Mas a verdade não pode ser oculta: freios de aro sempre ficaram aquém do que eu precisava nas condições que descrevi. Mas os freios a disco satisfazem completamente. É uma observação simples. E acho que eles podem ser a solução para muito mais gente, basta despir-se do preconceito e experimentar. Não é só por marketing que todas as marcas gringas de MTB fecharam em torno dos discos. Sou contra gente que desdenha as opções técnicas sem fazer a análise honesta do que é melhor para ela. Estando isso tão claro para todo mundo, se você ainda consegue resumir minha opinião a, nas suas palavras, "minha bike é melhor que a sua e daí", lamento pela sua incapacidade de interpretação, insistindo na "divisão de classe" contra a qual estou pregando. Fala sério.
ResponderExcluir@#Milton#: Você entendeu o espírito da coisa... na FSR não cola nenhum acessório, gosto mesmo dela "pura" e para pedalar na cidade tenho que pendurar uma luz de segurança da minha mochila. A Hardrock é um caso diferente: aproveitando a furação que veio no quadro, botei um bagageiro, a namorada me trouxe um belo jogo de alforjes da Araraúna, e a bike ficou fantástica para viajar. Eu não aprovo mais usar buzina em bike, mas campainhas sim, porque o som delas é alegre. Em vez de refletores, lanternas e faróis de LED, sempre.
@marcelo: Eu estacionei a bike em dois lugares patrocinados pela Porto Seguro, a Estapar do Conjunto Nacional e o bicicletário da estação Liberdade do Metrô. Ótimo atendimento, segurança e respeito. Foi uma das melhores coisas que aconteceram para a bike em São Paulo.
@BMX Freestyle: Eu tive aro 20, mas nunca uma Freestyle! Se tivesse tido, saberia manobrar muito melhor com as bikes de aro 26 hoje!
Parabens amigo ciclista.
ResponderExcluirSeu post é muito bem escrito sim e expressa de maneira muito clara e direta a real ignorância da maioria das pessoas bitoladas e dimensionadas pela mídia do comsumismo mostrado nas programações do nosso fraco sistema televisivo, as pessoas poderia deixar de ficarem tantas horas na frente da tv e interagir com outras pessoas, conversarem como ser feliz e saudável ao invés de falarem sobre qualquer assunto politico ou estético o qual a maioria de desgastam e se atritam. Pedalar é bom demais por a vida é boa de mais para eu ficar a assistindo passar. Vamos resgatar o que é bom e parar de avaliar coisas e pessoas pelas sua aparência ou pelo que usa, vamos nos avaliar por nossas atitudes pois isto é o que realmente vale apena.
Pedalo minha bike com prazer e adoro a liberdade que ela me proporciona em todos os sentidos.
Abrações e parabens pelo seu blog.
Cirleno.
Eu moro em Palmas, Tocantins. Uma cidade absolutamente plana e com avenidas largas. Utilizo bicicleta para tudo e me sinto muito feliz. Resolvi vários problemas com isto. Minha saúde e disposição melhoram, minha mente ficou mais fresca. Enfim, só vejo benefícios. O fato de você incentivar esta atitude é muito nobre.
ResponderExcluir@CesárioAugusto: Não entendi bem onde você quis chegar comentando as pessoas que usam as bikes de maneira utilitária. Eu nunca seria contra. Os problemas de estrutura viária e respeito humano nada têm a ver com isso. Já pensei seriamente em comprar uma Barra Circular antiga, restaurar, fazer algumas modificações espertas e andar na rua com ela.
ResponderExcluirAs bikes de supermercado são baseadas nas mountain bikes dos anos 90, e por isso a semelhança não é coincidência. Mas quando você olha de perto, vê muita diferença no conjunto mecânico. As peças são tão diferentes que às vezes não dá nem para fazer upgrades. Essas bikes até funcionam, todo mundo tem ou teve uma, mas eu ainda sou da opinião que lugar de comprar bike é a bicicletaria, e supermercado é para comprar macarrão e molho de tomate.
A principal coisa para escolher a bike é a ergonomia. Bicicleta é como roupa, existe um tamanho de quadro certo para você. Esse é um aspecto essencial. Todo o resto deriva dele.
@Adriana: A coragem vem da prática, e nada é melhor para isso do que dispor de um "anjo", um ciclista mais experiente que pedale junto e ensine as manhas. Aliás, essa é uma das razões de as bikes promoverem a amizade: pedalar em grupo é mais legal.
Muito bom, veio bater aqui em São José dos Campos. Bom, também tenho uma bike vermelha "cara". http://capimcompoeira.blogspot.com/2006/03/objeto-do-desejo.html
ResponderExcluirPor culpa do meu filho, que ganhou um sorteio em uma loja de bike gringa, compartilho com você algumas experiências.
Ia falar um monte de filosofia aqui, rs, mas vou dar uma pegadinha no seu pé. Hard tail rules! ;) E o meu amigo que tem uma epic balança na vertical, tudo bem o cara é um macaco gordo mesmo, hehehe
Abraços, gostei muuuuito do texto!
OLÁ,
ResponderExcluirAinda não ando de bicicleta pela cidade,estou recuperando uma bike antiga e muito simples para começar , porque decidi e escolhi fazer esta experiencia.
Adorei seu artigo, apesar de longo,como disse.
Acho que ainda estamos no mimetismo e os grupos acabam caindo no "feudo" competitivo pelo status vulgar.
Se houver outra oportunidade , te conto como foi a experiencia bicicleteira..
Claudia Turzi, SJCampos - SP
@Cristal, @Rena: Na Holanda eu sei que não se precisa de bikes com marchas nem suspensão. Agora os norte-americanos acordaram para o estilo europeu e oferecem bikes inspiradas nas clássicas holandesas. No Brasil, inventaram um híbrido entre mountain bike e bike urbana europeia, que é meio desajeitado, mas honesto. A partir daí, a preocupação mais urgente dos nossos fabricantes deveria ser em reduzir o peso; não basta colocar marchas reduzidas para subir ladeiras. Em vez disso, enchem as bikes de acessórios de pouca importância. Quem pedala um pouco sabe que aqueles selins gigantes não são mais confortáveis que os de tamanho "normal".
ResponderExcluirAlguém comentou sobre os refletores serem incômodos. Na verdade, eles estão lá porque a lei manda, não por preocupação das fábricas. Eu acho que a lei também deveria mandar todo ciclista usar capacete.
@PC: Concordando com suas palavras: Bike é feita para pedalar, não para fazer política.
@Marcos: você acha que as Bicicletadas são uma solução prematura porque não há segurança suficiente. Você não percebe que isso é um dilema do tipo "ovo ou galinha"? Nada acontece se não se criarem as condições para que aconteça. Se um número significativo de pessoas não optassem pela bike agora, as ruas da cidade continuariam condenadas à ditadura total dos carros para sempre. As bikes estão começando a quebrar esse falso paradigma dos carros. Andar de bike é a melhor propaganda que se pode fazer da liberdade de andar de bike. Além disso, quem sai na rua de bike hoje precisa fazer isso hoje, não amanhã nem no ano que vem. Compreendido?
@Marcos: Você inverteu completamente os fatos. Ciclistas que empunham a bandeira contra os carros não levaram à morte da Márcia. A morte aconteceu porque esse é o estado natural das coisas no nosso trânsito até agora. Os caras que empunham a bandeira têm razões legítimas e as sucessivas mortes só lhes darão razão. E, reforçando o que o pessoal de bike está rouco de repetir: o que precisamos agora não é de ciclovias, é de convivência respeitosa e pacífica no trânsito. Ciclovias são caras, demoradas, não contam com real vontade do governo e não têm como ser implantadas em muitos locais. E se a população não for educada quanto ao seu uso, os acidentes continuarão. Sugestões de que a solução é segregar as bicicletas em ciclovias para "não atrapalhar os carros" são EXATAMENTE o que estou pregando CONTRA aqui.
@Capim com Poeira: Eu já conhecia seu ótimo blog... E a Pimentinha, sem poupar palavras, é uma das coisas mais bonitas que há! (A parte da frente dela é igual à da minha bike, pois é do mesmo ano.)
ResponderExcluirPor muito tempo eu "paquerei" outra Stumpjumper igual a essa, na loja da Trilha na rua Tabapuã. Era branca. Fiquei fantasiando de comprar um jogo de rodas brancas da Azonic e todas as demais peças brancas que pudesse achar. Por razões compreen$ívei$ fiquei só na fantasia, mas quem sabe um dia. Em SP, bikes urbanas completamente pretas são as preferidas... chamo esse esquema de cores de "camuflagem urbana".
Não se engane, adoro HT também. E me desculpe, mas a Epic é feita para caras que competem em provas cross-country, NÃO é uma bike confortável para passeios. Também não serve para amadores gordinhos, nem pessoas que não sabem regular a válvula de plataforma da suspensão ou que pedalam "quadrado".
Aproveitando um gancho do seu blog, eu também acho que ciclovia é assunto das secretarias de transporte público e não das de lazer e meio ambiente. Aliás, em São Paulo as bikes só podem entrar no Metrô e trens em horários de lazer, o que demonstra uma incompreensão fundamental dos caras que criaram o programa. Bike na cidade é transporte, não é brinquedo.
Oi Mário
ResponderExcluirSeria muito legal se você pudesse escrever com o mesmo carinho sobre maneiras de guardar/estacionar a bike em São Paulo. É bem egoísta esse pedido, mas conectado com uma questão que considero de cunho social. Quando voltei a pedalar como opção de transporte, comprei uma GT 3.0 sem saber do que se tratava. Nem me lembro o ano e modelo exatos. A verdade é que quando era moleque, nunca tive chance de ter uma bike como aquela. E as poucas semanas que com ela estive, foi uma delícia de pedalar. Mas o fato é que ela foi roubada por uma inexperiência minha. Coisa de iniciante mesmo. Deixei-a presa no poste no centro de São Paulo. E hoje, um dos maiores entraves pra usar mais a nova (velha) bike que comprei, é o fato de não ter lugares seguros pra parar. Eu até tentei um tempo usar o serviço da Porto seguro. Relatei o caso no meu blog. http://www.diariodeolinda.com/publico-e-privado-um-eterno-problema-brasileiro/
Enfim, seria legal saber como os ciclistas em geral lidam com esse entrave, que não é pequeno. Sobretudo quando se tem uma bike "cara".
Aliás, depois que roubaram a minha, passei a fazer parte dos que caíram na "tentação comum de upgradear todas as peças da sua bike aos poucos". Por enquanto não está muito custoso, e acho que estou aprendendo mais assim.
Anyway.
Muito legal o texto.
Abraço
Artigo não apenas excelente, mas GENIAL! Casualmente, descreve com incrível semelhança minha própria evolução no ciclismo (com a diferença que fui menos afortunado, começando com uma GT de cromo em 96, hehe). Estou na mesma atualmente, circulando em meio a passeios noturnos, cicloativistas, listas. Tenho os amigos trilheiros hardcore, mas o contexto hoje é bem diferente dos anos 90, já que não há clássicos e o consumismo DEFINITIVAMENTE se infiltrou nas bikes top de XC (bem como todo o resto, acho). Já quanto a essas discussões, compartilho da tua analogia quanto a dezenas de pequenas picadas de mosquito verbais, mas creio que elas não nos incomodam, e sim NÓS é que nos incomodamos. Creio que a dialética e a empatia contribuem muito para a reformulação tanto de nós mesmos quanto dos mortos-de-fome espirituais. Ao menos a discussão e a visível mudança que vem ocorrendo/tem ocorrido (será mudança de fato ou nós é que estamos ficando mais velhos?) indicam claramente que a bicicleta, o ciclismo, e a consciência estão em evolução, em crescimento, a marcam solidamente sua presença em meio à sociedade. E que continue assim, bem como teu blog (que já está nos meus feeds). Até!
ResponderExcluir@Fabrício: hoje mesmo a minha FSR passou seis horas estacionada em segurança no bicicietário da Porto Seguro no subsolo do Conjunto Nacional, na Av. Paulista. A cidade de São Paulo já dispõe de uma boa rede desses estacionamentos e não é mais preciso pagar como no início do programa.
ResponderExcluir@Helton: Obrigado pelos elogios, me arrisco a dizer que eu falei em nome de vários "veteranos" da bike aqui. Alguns amigos da mesma geração acabaram se especializando em algum nicho ou modalidade. Sem abandonar a raiz da mountain bike, fiz o caminho contrário. Mas isso sou eu apenas. Também acho que o consumismo está tão forte que a sensação de valor das coisas se perdeu. Mas a mudança é para melhor em muitos outros pontos! Nunca se pedalou tanto na cidade. Com iniciativas como a Bicicletada e a rede de bicicletários, muitas bikes deixaram de pegar poeira nos estacionamentos de condomínios de classe média, e cada pessoa que opta pela bike acaba apresentando esse novo mundo a algum parente ou amigo. A expansão é visível e gratificante. Vamos ajudar passando adiante a experiência.
Muito interessante a visão. No Brasil, deveriamos investir mais em ciclovias, facilitar a compra de bicicletas baixando seus impostos (ou até mesmo zerando).
ResponderExcluirExcelente! Falta a esse tipo de "ativista" a visão e noção de que independente da marca e valor é uma bicicleta que está ali, ao lado deles e que é exatamente por este propósito que estão todos ali, juntos.
ResponderExcluirDas poucas vezes em que participei da Bicicletada aqui em BH não tive problema algum em rodar com um equipamento mais caro no meio de barras circulares e de "supermercado".
A minha única discordância do post é que, na minha opinião, a Apple (e o Steve Jobs) das bikes tem outro nome: Gary Fisher! ;-)
É, concordo quanto ao Gary Fisher, mas ele não esta sozinho. Teria que colocar junto, no mínimo, Tom Ritchey, Paul Turner, Horst Leitner e mais uma dúzia de inovadores. Dessa maneira, o mundo das bicicletas é abençoado por ter várias "Apples" em vez de somente uma.
ResponderExcluirMario, este seu post ficará devidamente guardado na minha memória e no meu HD, para que possa dele fazer uso em várias ocasiões que sei que podem surgir neste mundo - ainda tão - intolerante em que vivemos.
ResponderExcluirFantásticas palavras. Obrigado por tomar seu tempo para compartilhá-las.
Excelente....
ResponderExcluirIdéias e fatos reais...
E eu vou montar a minha Low Rider... rsrs A mesma não será de "boutique", até pq será para andar com a mesma. rsrs
ABS
Excelente..
ResponderExcluirsem grana para comprar as poderosas...só quero pedalar!
...ainda vou dar umas voltas na Paulista na minha Low Rider...rsrs
Anderson Sutherland
Para quem quer defender o meio de transporte bicicleta, vc no mínimo se expressou mal ao colocar o termo de bikes paralelas e de baixo custo de "imitações vagabundas de mountain bikes". Eu amo bike e há cerca de 7 anos me abneguei de andar devido à violência. Infelizmente, no caso do DF, só colocando um car-bike e indo pro parque da cidade onde há alguma relativa segurança onde é um pouco menos provável que um vagabundo te aponte uma arma e te leve sua bicicleta, isto se de repente ele não resolver te matar. Talvez uma saída seja optar por uma "imitação vagabunda de mountain bike". Eu mesmo estou pensando que após 7 anos sem esse maravilhoso meio de transporte que diga-se de passagem é utilizado bastante em países de primeiro mundo (Japão é um bom exemplo), haja vista a violência que tira nossa liberdade de possuir uma boa bicicleta e com ela transitar livremente pelas ruas praticando esporte, aumentando a saúde, a disposição para trabalhar e produzir mais, desafogando esse trânsito que só piora a cada dia, deixando de poluir o meio ambiente e outras diversas vantagens que a bicicleta possui, estou pensando em comprar duas, uma para mim e outra para minha esposa. Fico extremamente chateado mas vou sair de bicicleta mesmo assim. Sou um excelente profissional e estou pronto para morrer nas ruas andando de bicicleta, exercendo minha cidadania e meu direito de ir e vir garantidos pela Constituição, praticando saúde, deixando de poluir, desafogando o trânsito, etc... Como bom brasileiro, estou pronto para morrer andando de bicicleta pois não temos ciclovias, segurança, liberdade... É uma pena que em um país emergente de tal "importância" no mundo, inclusive pleiteando uma "cadeira" permanente no Conselho de Segurança da ONU, não consiga promover um simples meio de trasporte em sua própria capital. É lamentável.
ResponderExcluirIsrael Araújo Farias Martins
martinsisrael12@gmail.com
Taguatinga - DF
Não entendi. Você quer me convencer de coisas com as quais concordo.
ResponderExcluirA quantidade de bicicletas especificamente feitas para andar na rua está aumentando muito. De qualquer forma, o que meu artigo questiona é por que alguém deveria ofender ou ser ofendido por causa do tipo de bicicleta que usa. A questão deveria ser apenas de adequação do produto ao uso: esta bike serve ou não para esta finalidade. Fazer a associação disso com status social é o problema.
Por fim, cuiidado para não termos nossa vida paralisada pela simples ideia da violência. É válido desafiar as opiniões convencionais. Eu cresci num bairro de classe média-baixa em Guarulhos, onde todas as casas tinham quintais floridos. As mesmas casas hoje são caixotes gradeados. Em vez de tomarem iniciativas coletivas para melhorar a segurança pública e evitar a degradação urbana, os moradores encerraram-se em prisões particulares, um a um, por vontade própria. Isso me ensinou a não agir igual. Violência existe, mas não pode nos engessar em casa. Hoje moro numa cidade - SP - onde passar na hora errada pelo local errado é garantia de arranjar problema, e nunca dá para ter certeza onde ou quando é "errado" estar. Nem por isso deixei de adicionar à minha vida centenas de quilômetros de pedal feliz e saudável.
Ninguém da turma que conheço da Bicicletada desistiu de pedalar após sofrer furto ou roubo. Aliás, uma coisa que todos eles têm claramente em mente é: Sair à rua pensando em problemas atrai problemas.
Concordo em parte. Essas grades aí são pra proteção porque a sociedade tolera a vagabundagem e a culpa é do povo que vota mal e depois fica criticando. Enquanto o brasileiro votar por interesse próprio, vai continuar sofrendo com a violência. No caso do ciclismo, onde estão as ciclovias. Tem outra, se encher de ciclovias nas cidades, sabe o que vai acontecer? Os motociclistas irão tomar de conta na hora do rush. Infelizmente esse país nosso tá cheio de gente ignorante, mal educada, metida a besta e por isso nós estamos como estamos. Aqui ninguém consegue discutir no âmbito das idéias. Só das ofensas e da roubalheira. Um povo ladrão só pode eleger representantes ladrões também. Tranquilo, tá todo mundo com cem anos de perdão, os que roubam na política, os que roubam o Estado e os que roubam uns aos outros diretamente. Isso é a raiz de todos os males, inclusive os que enfrentamos nos meios de transporte. Quando o Brasil for mais civilizado e as pessoas forem mais instruídas e educadas, até para se expressarem umas com as outras, nesse tempo, as bicicletas, a saúde, o meio ambiente, a ética e a educação irão imperar.
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