2009-02-25

Imagine

Imagine que não exista Céu além do céu azul, nem Inferno abaixo de nós. É fácil imaginar as pessoas simplesmente vivendo o dia de hoje.

Imagine que não existam países, nem qualquer outro pretexto para matar ou morrer. Não é difícil imaginar todos vivendo em paz.

Imagine que não existam mais posses, cobiça nem fome. Será que você pode imaginar uma irmandade de todas as pessoas compartilhando o mundo?

Você pode me chamar de sonhador, mas não sou o único. Espero que você um dia se junte a nós e o mundo vire um só.

(Baseado numa famosa letra de John Lennon)

9 comentários:

Alcebiades Diniz disse...

Colocando de lado todos os belos e generosos ideais que movem essa ilustre canção, a sensação que tenho ao ouví-la é de pieguice. E de inverdade. Basta ver quantas revoluções sociais e espirituais terminaram em tenebrosos banhos de sangue para perceber que basta suspender ou extinguir uma miséria para que a Humanidade sempre criativa invente uma nova. Isso é o Mal, traço que os idealistas pelagianos tentam apagar de nossa aflitiva e torta evolução biológica – sempre sem muito sucesso.

Mario disse...

O meu post foi imaginado (com trocadilho) como um alívio contra a enxurrada (também com trocadilho) de más notícias que estamos recebendo nestes tempos. Voltei de uma viagem linda para ficar sabendo de um monte de coisas escrotas. Queria um alívio para o espírito.

Daí vem o seu alfinete tentar furar esta modesta bexiga de reflexão.

Qual é a sua motivação para comentar? Niilismo? A seu ver, a raça humana está irremediavelmente condenada a ser a merda que é?

Eu não compro essa sua tese. O progresso humano é uma realidade. O mal não é erradicável, mas é suportável e até evitável quando as pessoas individuais se mobilizam efetivamente para isso.

Ao contrário da sua interpretação, a música não prega "revolução" de nenhum tipo, somente uma mudança de consciência.

Mais digno de nota ainda é que a letra começa atacando frontalmente a religião, antes mesmo de mencionar o orgulho nacionalista, a miséria e o egoísmo, que são males contra os quais é muito mais fácil obter consenso.

Pense nisso.

MaGioZal disse...

I’ve never really wanted to know the truth about how dad was with me. There was some very negative stuff talked about me… like when he said I’d come out of a whiskey bottle on a Saturday night. Stuff like that. You think, where’s the love in that? Paul and I used to hang about quite a bit… more than Dad and I did. We had a great friendship going and there seems to be far more pictures of me and Paul playing together at that age than there are pictures of me and my dad.

Julian Lennon

Mario disse...

The point being...?
Marcelus, sabe aquele ditado que diz que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa?

Apenas mais um comentário com intenção de desautorizar ou deslocar o teor deste post, e irei trancar os comentários no blog.

Ridículo.

MaGioZal disse...

Calma, Mario! Não quis ofender ninguém aqui.

Anônimo disse...

uh,

give peace a chance?

sério. um pouco mais de tolerância com opiniões alheias, mesmo que contrárias a sua, serviriam para ilustrar com ações ao invés de palavras que você acredita no teor do seu post.

não?

abs
i

Mario disse...

Discordar não é errado em si mesmo. Sem isso não há debate que valha a pena. Os dois acima são meus amigos de vários anos e dá para ter um diálogo com eles em um nível mais complexo. Você não assinou o seu comentário, assumindo automaticamente um outro nível de comunicação. Anônimos não têm a mesma consideração aqui que os que se anunciam pelas suas ideias. E parafreaseando a Cora Rónai, isto não é uma democracia. Se você tem algo contra sonhos utópicos ou contra a personalidade de John Lennon, o tema deste post não era nenhum desses pontos. Caso mantenha seu interesse, escreva seu próprio manifesto sobre esses pontos e poste-os; dou meu apoio. A Web oferece espaço a todo mundo, independentemente do que cada um pensa, sabe, ou pensa que sabe.

kickstartmyheart disse...

Mano. Não é porque foi um pouquinho irônico que deixou de ser piegas. "Imagine" só existe pra gente não ficar tão triste assim do John Lennon ter morrido.

Mario disse...

@kisckstartmyheart: John Lennon não tem absolutamente nada com isto. O foco era no conteúdo da poesia. E eu a reescrevi como prosa exatamente por esse motivo, para ajudar a refrescar a leitura.

Você acaba de ser reprovado no teste de leitor, junto com tantas outras pessoas que bateram com a cara aqui.

O Alcebiades foi o único que trouxe discussão original, ainda que seja de um pessimismo atroz e negue a intenção da letra.

O anônimo escreveu exatamente no estilo pessoal do René de Paula (do Radinho e evangelista de software da Microsoft), que ironicamente é um dos últimos seres vivos a arrastarem-se sobre este planeta que poderiam advogar qualquer coisa em relação a tolerância de opiniões. A sua lista de discussão era uma autêntica polícia do pensamento.

Destarte, a conclusão prática é que pregações pela paz neste blog estão condenadas a fracassar. A explicação mais provável é que minha atitude pública habitual, que reconheço ser dura e implacável contra quem dá passos em falso com a mente, atrai preferencialmente um tipo de leitor cínico; nesse caso, a responsabilidade é minha.

Ou então, as pessoas pensantes simplesmente se divertem usando a Web como uma arena de paintball virtual de ideias. O que tampouco conduz a bem de qualquer tipo para nenhum dos envolvidos. Igualmente lamentável.

Este post está trancado para comentários.