2009-01-15

Protesto dos ciclistas na Paulista

Dia maldito numa cidade maldita

"São Paulo é mesmo uma cidade maldita." Eram os meus sentimentos desolados ao deixar a sede da editora Digerati, na Haddock Lobo, onde estava fazendo um frila, para reunir-me aos ciclistas que fariam o protesto e ato de memória pela morte da ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, integrante do grupo ativista Bicicletada, atropelada de maneira estúpida e covarde por um ônibus na Avenida Paulista. Saí em meio a uma absurdamente intensa tempestade de verão, como se uma força maligna viesse tentar destruir qualquer esperança de expressão da raiva e luto dos colegas ciclistas. Minhas esperanças de que o ato fosse significativo desabavam junto com a torrente, pois achava que a chuva dispersaria o pessoal. Mas felizmente estava enganado. Em torno de 60 pessoas persistentes simplesmente não se importaram com o clima e fizeram uma ciclopasseata a partir da Praça do Ciclista, ponto de reunião da Bicicletada nas tardes de sexta-feira, que fica no penúltimo quarteirão da própria Av. Paulista. O grupo foi pedalando (e eu a pé) até o local da morte, na altura da ruína da mansão Matarazzo. Fecharam duas das três faixas da avenida e promoveram uma mistura de cerimônia e protesto. O clima, além de pesar, era de intensa raiva. A PM apareceu com motos, escopetas e palavras brutas, mas fez um acordo com os ciclistas. A polícia sabia que não era hora de iniciar ali uma guerra. Pois se fosse o caso, haveria quem lutasse; ciclistas já estão acostumados à ideia da desvantagem física em qualquer tipo de confronto urbano. Poderíamos ter chutado os veículos, nos deitado na avenida, sido presos. Em vez disso, trazíamos flores nas mãos. Uma pessoa de carro até tentou avançar nos manifestantes que ofereciam as flores aos motoristas que passavam pelo quase-bloqueio. Faltou muito pouco para não acontecer um incidente violento nesse instante. Mas houve paz e nada mais de ruim aconteceu. Velas foram acesas e colocadas num círculo de pétalas de rosas brancas e vermelhas no local do acidente, que quando chegamos já estava completamente lavado e isento de vestígios de sangue. O grupo fez uma roda, com elegias e orações. A chuva, mais fraca, insistia em não parar completamente. Depois de todos irem embora, dois cavaletes de madeira ficaram protegendo o monte de flores e velas no asfalto úmido. Guarda-chuva numa mão e câmera emprestada na outra, registrei o que vi.





















O que aconteceu

O motorista que matou a Márcia fez, segundo testemunhas, uma clássica manobra ilegal de ônibus, que todo mundo já viu. Ele ultrapassou a ciclista, que vinha pedalando na faixa da direita. Antes que houvesse aberto espaço suficiente, o ônibus começou a retornar para a faixa, espremendo a ciclista contra o meio-fio, até derrubá-la por contato direto da lateral do veículo com o guidão da bike. Caída no piso, as rodas traseiras do ônibus passaram por cima da sua cabeça, causando morte instantânea.

Para adicionar um gigantesco insulto à injúria fatal, o corpo de Márcia ficou exposto no asfalto durante QUATRO HORAS no local mais importante da cidade.

O motorista do ônibus disse à imprensa que tem a consciência tranquila e não sente nenhuma culpa, que foi uma fatalidade. Errado. O Código de Trânsito estabelece distância lateral obrigatória mínima de 1,5 metro entre veículos e bicicletas. Com base na lei, ele é um criminoso. Cometeu homicídio culposo. Será processado por isso. Mas e o que se fará com os milhares de outros bárbaros que praticam a tal manobra impunemente todos os dias? De que maneira faremos que mudem seu pensamento e o seu comportamento, numa cidade onde a educação e a fiscalização são tão ineficazes? Todo ciclista urbano pode contar pelo menos uma história de agressão por ônibus, além das dezenas de pequenas más educações de cidadãos motorizados de todo tipo que testemunhamos, a cada saída nossa para a rua.

Veja que tudo o que se disse sobre a péssima relação entre motorizados e bikes é aplicável a pedestres, também. No mesmo dia, na mesma avenida, dois pedestres foram atropelados. Um deles morreu ali mesmo na rua. Portanto, enfie na cabeça: o problema é de todos. Não é problema de um grupo de ativistas. É problema de toda a cidade. É um problema social e cultural, acima de tudo. Simplesmente com respeito humano, mesmo com as ruas inadequadas que temos, crueldades gratuitas já não aconteceriam. Seriam evitáveis com um pouco a mais de civilização.

Falo de civilização sem chutar, com propriedade. Eu estive na Suíça. Em qualquer lugar da rua em Berna, onde eu fizesse apenas menção de botar o pé para fora da calçada, os carros paravam e esperavam tranquilos. Não precisava nem ser na faixa de travessia: isso valia em qualquer ponto da rua. Ouço dizerem que em cidades no Sul do Brasil os motoristas chegam a dar passagem a pedestres na faixa independentemente do semáforo, o que nem é algo especial, é simplesmente obedecer a lei. Por que nunca deu para cultivar um comportamento não-agressivo em São Paulo? Aqui há uma loucura coletiva e generalizada para queimar semáforos. E se você inventar de atravessar a pé, mesmo que na faixa e até com o semáforo a seu favor, o motorista cretino, que já chega a toda velocidade - porque estudou o trajeto de forma a saber onde há radar e onde ele pode abusar do acelerador - apenas buzina para que você fuja correndo da frente dele. É um desvio de comportamento público, uma falha de caráter geral do povo, que precisa ser resolvida na escola, na família e na mídia. É simples educação básica. Não estou pedindo nada impossível.

Ou isso, ou vamos ter cada vez mais proponentes de um estado policial, onde tudo só se resolve na base da multa, da coerção, da ameaça, da vigilância, da desconfiança.

Falta a simples aplicação do que diz o Código de Trânsito que está em vigor: os veículos maiores tem obrigação de proteger os menores. Os veículos menores têm prioridade, e os não-motorizados têm prioridade total. Sem discussão. Sem exceções. Cumpra-se a lei. Em vez disso, os maiores estão massacrando os menores, várias vezes por dia. O trânsito mata mais gente todo dia do que as principais doenças. É uma guerra. Quando escrevi numa lista de discussão contra os SUVs, teve gente que achou ruim. Mas uma causa primária de escolher um SUV para dirigir nas ruas congestionadas de São Paulo é exatamente intimidar os outros no trânsito e ocupar todos os espaços. Enquanto essa mentalidade brutalizada e prepotente persistir em ascensão, cada vez mais gente vai morrer inutilmente na rua.


Argumentos contra idiotas

Já vi em fóruns na Internet uma variedade de imbecis virem com argumentos para desencorajar o uso da bicicleta como transporte de rua. É o seguinte: a partir de agora, não praticarei mais a diplomacia. O sujeito que não quer que eu pedale na rua e não me respeita é meu inimigo. E será tratado como tal. Na minha opinião, os seus argumentos são imbecis, egoístas e desinformados. E não podem prevalecer. Devem ser combatidos e extintos.

Andar de bike é coisa de mauricinho - A realidade é exatamente ao contrário: o custo de acesso da bicicleta é baixíssimo. Tem bike para vender na entrada de todo supermercado. E todas as bikes, independentemente do modelo, têm o mesmo princípio de operação. O que a pessoa pedala é totalmente irrelevante no trânsito. O respeito deve ser igual para todos.

A rua não foi feita para acomodar bicicletas - É óbvio, caro mentecapto, que a rua não foi feita para acomodar bicicletas. A rua foi, sim, estabelecida para ser usada somente por veículos motorizados. Só que isso é um erro. Deve ser corrigido. Transportes alternativos precisam ser promovidos. O que temos na prática? A nova ponte estaiada em São Paulo, que alguns exibem como cartão-postal da cidade, não tem calçadas. A entrada de bicicletas nela está proibida. O projeto dela é exclusivamente para os carros particulares. Ônibus e caminhões também não podem usar a ponte. Mas tem uma coisa: a lei manda que exista acesso de todas as vias não subterrâneas a pedestres e ciclistas. A ponte foi construída contra a lei, na cara-dura. É preciso que isso nunca mais aconteça daqui em diante.

As bikes devem ficar fora da rua para dar espaço aos carros - É o mais comum e mais idiota dos argumentos dos energúmenos e trogloditas do volante. Minha resposta: o seu carro é caro, poluente, ineficiente e ocupa um espaço muito maior. Mesmo assim, eu não acho que você não tenha direito de trafegar. Não quero banir o seu carro da rua. Estou apenas demandando o uso socialmente responsável do veículo. A rua é para todos andarem nela, com o veículo que quiserem. Bicicleta é um tipo de veículo. Reconhecido e com normas próprias no Código de Trânsito. Estando isso esclarecido, faça o favor de calar a boca.

É preciso que façam mais ciclovias - Sim, este argumento foi contabilizado entre os idiotas. Antes que você se ofenda, fique claro um detalhe: não sou contra as ciclovias em si. Acontece que em São Paulo ciclovia ainda é um delírio, piada de mau gosto, promessinha de político demagogo e discurso vazio de pseudo-urbanista. E todo tipo de desinformados repete que o que os ciclistas querem é ciclovias. NÃO. Os ciclistas querem respeito. Separá-los em vias próprias não é pré-requisito. A nossa rede viária monstruosa, o volume de tráfego descontrolado, a topografia ingrata e os custos de construção impedem que se monte uma rede de ciclovias razoável em curto tempo. O problema mais básico não é estrutural. Repito: é um problema de atitude, de humanidade. Se eu precisar andar de bicicleta na rua, vou querer fazer isso agora, independentemente das obras viárias. Esperar que um dia passe uma ciclovia na porta de casa seria tão irreal quanto um motociclista esperar que se pintassem faixas exclusivas para motos. E, igualmente importante, não vou usar um carro por medo ou pressão social. O número de pessoas de cabeça aberta está aumentando, apesar do desestímulo da sociedade automobilítica ao uso da bicicleta como algo além de brinquedo de parque. Em países mais civilizados existe a ciclofaixa ou faixa compartilhada, que funciona porque as pessoas não tentam assassinar umas às outras usando seus veículos como armas.

É preciso ser maluco para pedalar em São Paulo - Estou completamente farto desta frase, que só sai da boca de pessoas ignorantes e acomodadas, que nunca pedalam, que demonstram incapacidade para pensar no assunto de maneira minimamente diferente do consenso burro do rebanho que entope as ruas. A cidade é uma porcaria para pedalar exatamente por causa dessa mentalidade de manada. A situação não está boa para ninguém, nem mesmo para os carros, que mal conseguem avançar com os congestionamentos cada vez maiores. Contudo, apesar dos obstáculos e ameaças contra as pessoas sem motor, 300 mil ciclistas em SP demonstram que viver pedalando é, sim, possível. A monocultura do automóvel individual, numa cidade como a minha, é um equívoco. Precisa mudar. E rápido. Quem sabe dentro de alguns anos, maluco seja considerado quem insiste em desperdiçar gasolina em engarrafamentos, enquanto as bicicletas passam por eles livres.

Artigo de capa do

164 comentários:

  1. Oi Mário, nunca pensei em morar em São Paulo. Esse sábado estou me mudando praí.

    Sou do Rio e aqui o uso bicicleta como transporte é bem tranquilo e corriqueiro, pelo menos pra mim, moro em Copacabana e posso visitar praticamente qq ponto da Zona Sul e Centro de bicicleta sem grandes perrengues.

    Tentei levantar a questão com pessoas de São Paulo durante a minha prospecção de apartamentos, mas citar bicicleta como meio de transporte fez invariavelmente TODOS eles caírem na gargalhada, a ponto de virar piada por dias...
    Quando passavamos por alguem de bicicleta sempre vinha gracinhas tipo "aih, o pessoal que anda de bicicleta em são paulo" e indefectivelmente eram pessoas de baixissima renda, pedreiros, entregadores locais e afins com suas barra-forte caindo aos pedaços que se locomoviam de bicicleta pq realmente não tinham outro meio de transporte, nenhuma delas se parecia com as pessoas das suas fotos.

    Você que sempre falou do assunto talvez seja agora a pessoa mais proxima a mim que tenha uma resposta sobre o tema são paulo e bicicleta. :)

    Há alguma luz, é possível ou o que eles disseram é verdade? onde posso ter mais informações?

    Bicicleta em São Paulo é uma panelinha restrita à 50-100 pessoas que se juntam de vez em quando pra dar uma volta recreativa e se achar anti-stablishment?

    Morarei em Santana, o que deve ser uma informação relevante. Conheço pouco, mas acho que a geografia do bairro talvez seja um pouco desfavorável.

    Grato

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  2. Mário,

    Obrigado pela homenagem, a nossa amiga.

    Seria bom tb lembrar o Manifesto dos Invisíveis, que a Márcia assina:
    (...) Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.
    (...)

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  3. Talita Noguchi15/1/09 15:34

    Olá, concordo com a sua indignação e muitos dos seus argumentos, o que passamos todos os dias nessa cidade ao apenas tentarmos existir é completamente aviltante.
    Apesar de concordar com vc não acho que uma postura agressiva nos discursos seja uma boa solução, pois acabamos saindo do âmbito de uma discussão civilizada, mesmo que os outros não queiram manter conosco essa civilidade, acho que não devemos abandonar os nossos esforços e por mais difícil que seja não nos deixarmos levar por esse sentimento forte de indignação que nos leva a falar alguns impropérios.

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  4. parabéns por esse post. Quero comprar uma bike e entrar nessa causa tb. Estou totalmente de acordo.

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  5. @rodrigot: O transporte em São Paulo por bike é totalmente dependente do percurso. Varia do excelente (Alto da Lapa, Campo Belo) até o infernal (Brás, Av. Ipiranga, Rebouças). Quase sempre dá para evitar as vias congestionadas usando paralelas com menos trânsito, mas depende de conhecer bem o lugar e ter um mapa na cabeça.
    Bicicleta em SP não é restrito a panelinha. Veja que um dos meus argumentos contra idiotas refere-se exatamente a isso, um preconceito perigoso. O modelo da bike não é importante. E achar ruim que as pessoas usem capacetes, luvas, sinalização e roupas adequadas é absurdo.
    Eu morei na Zona Norte durante 20 anos. Santana é legal, apesar de a topografia ser um pouco difícil. Treinei muito na Dr. Zuquim, Imirim, Nova Cantareira... Tem duas "prainhas": a Luiz D. Villares e a Braz Leme. As duas são reduto de motoristas perigosos. A praça Campos de Bagatelle definitivamente não é para andar de bike. O Anhembi é bom para treino. Que mais? A Cruzeiro do Sul é nojenta. Em resumo, é isso.

    @Talita: eu também discordo, radicalmente, de usar uma postura agressiva. Não se deve culpar o motorista a priori. Os maus são minoria, não maioria. E nenhum é responsável individual pela cultura abusiva do automóvel. Muitas das pessoas que estão se interessando por bikes são motoristas com cabeça aberta; nada mais injusto do que fazer deles cobranças morais por usarem carro. Eu não virei membro da Bicicletada exatamente por esse motivo. Dentro do grupo há gente favorável a ações agressivas ou espetaculosas. Sou frontalmente contra. Oferecer flores a pessoas que nem sabiam o que tinha acontecido foi a melhor parte do ato de ontem.

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  6. Difícil dizer algo que não um monte de palavrão, porque causa indignação a atitude do motorista. Motoristas de ônibus precisam ser acompanhados mais de perto por orgãos públicos, eles ganham mal, são estressados e fodidos. Se não houver pressão por parte do poder público para que as condições de trabalho sejam melhores, filhos da puta com este assassino continuarão soltos por aí.

    Porra, é esse o meu medo de usar bike como meio de transporte. Se com o carro já tenho que desviar muito imbecil no trânsito, ouvir buzinada quando saio um pouco da faixa para não passar muito perto de pedestre e ciclista, imagina estar sobre duas rodas. Foda cara, mas bike como meio de transporte nas cidades brasileiras é perigoso DEMAIS.

    Desejo conforto pra família, se é que é possível aliviar uma dor dessas. Enfim, espero que as coisas mudem pra melhor.

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  7. Nao sou ciclista apesar de possuir uma bicicleta de nao sei quantas marchas . A coitada esta toda coberta de poeira e ferrugem no estacionamento .
    Dirigo uma Hilux cabine dupla e vou de carro para qualquer lugar que seja mais de 3 minutos do meu apartamento. Pronto , exemplo perfeito de inimigo de ciclistas certo ? Errado .
    Aqui no Japao pessoas como eu sao minoria . E mesmo eu nunca me atreveria a cortar , nao abrir passagem , passar ha menos de um metro de distancia de uma bike .
    A cultura e a lei do pais e toda a favor do veiculo mais fraco e de menor porte . Nao interessa o que aconteca o ciclista esta sempre com a razao . Pode parecer idiota ,mas isso faz com todo o motorista tome o maior cuidado ao ver uma bike na sua frente ou no retrovisor .
    Se o motorista do onibus que matou a garota pegasse 30 anos de cadeia e tivesse que pagar uma indenizacao vitalicia para a familia da vitima como se faz aqui . Tenho certeza que muita gente tomaria mais cuidado .
    Meus sentimentos a familia da vitima .

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  8. Oi Mário
    Vale lembrar também que a Paulista foi fechada por alguns minutos, nas quatro faixas. O que considero absolutamente plausível dada a comoção pelo que aconteceu e a presença política dos ciclistas ali.
    Não sou cicloativista, mas fiz exatamente o mesmo percurso que a Márcia dias antes e não é exagero dizer que me sinto morrendo um pouco ao saber quem se foi numa situação ridícula como essa. Texto muito sincero e esclarecedor o seu.

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  9. Tristeza, Mário. É só isto o que fica. O motorista, em sua ignorância, acha que o que fez é normal. A lei nada fará contra ele e, tenho certeza, ele já deve estar dirigindo outro ônibus.

    Como a vida, neste país não vale mais nada!

    Renato

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  10. Ana Paula Hiromi15/1/09 17:42

    Parabéns pelo post!

    Sou de São Paulo mas agora estou morando no Japão, acho incrível como aqui as bicicletas convivem mto bem com os carros, existe ciclovia/faixa compartilhada em toda e qualquer rua, mas mais do que isso, existe respeito entre motoristas e ciclistas.

    Mas o pior mesmo é que eu não deveria ficar admirada né?

    Bicicleta é o meu meio de transporte aqui, é comum ver até idosos pedalando no dia a dia, mas sei que esse respeito e educação que vejo aqui ainda vai demorar mto pra existir em São Paulo e sinto mto por isso. Como vc disse, "é um problema de atitude, de respeito, de humanidade".

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  11. ;_;
    Meu mais sincero pesar pelo ocorrido, é realmente muito triste ver isso acontecer em São Paulo.
    Onde eu moro, Fortaleza, Ceará, acredito que a situação de desrespeito ao ciclista também não é muito diferente. Eu gostaria muito de poder ir para a faculdade ou trabalho pedalando mas devido a imensa distância e perigos no percusso isso seria impraticável para mim.
    Vamos trabalhar para que um dia, não muito distante, essa situação mude no Brasil.

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  12. @Rafa Slonik: Não acho que o motorista em SP ganhe tão mal, não. O problema de stress, porém, é realidade, pois eles precisam cumprir tabelas de horários e os congestionamentos não deixam. Tem até congestionamento de ônibus no ponto de embarque, nas horas de pico (espetáculo diário na Rebouças x Faria Lima, que é o pior ponto da cidade).
    Existe maneira segura de pedalar na cidade. A escolha da trajetória tem muito a ver com isso. Infelizmente, em vias como a Av. Paulista não há escolha. Ou vira sombra dos ônibus ou corre junto com as motos. É ruim de qualquer jeito.

    @Elvis: o Código de Trânsito que está em rigor no Brasil exige que os veículos maiores pretejam os menores, e estes os não-motorizados. Isso é efetivo em muitos lugares do mundo. Repito que o problema é cultural, de educação. Também defendo fiscalização e repressão mais efetiva. Embora filosoficamente discorde, não tem como continuar como está. Os maus motoristas desta cidade podem ser estúpidos em sociedade, mas tornam-se admiravelmente espertos na hora de aprender onde não há guardas nem radares para dirigirem da maneira porca que eles gostam sem serem multados. Quantas vezes me segurei para não alcançar um desses e tirar satisfações pessoais com ele? Todas até agora. Mas a coisa está piorando, o desrespeito cresceu muito, ruas que eram pacíficas viraram campos de batalha, e humanamente falando, paciência tem limite.

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  13. ATOS HOJE E AMANHÃ

    Hoje, quinta-feira, 15, a partir das 18h, acontecerá uma homenagem à Márcia na Praça do Ciclista, simbolicamente localizada na mesma avenida onde ela foi assassinada. O ato contará com a presença de sua família, amigos e participantes da bicicletada.

    Amanhã, sexta-feira, 16, os/as ciclistas farão uma bicicletada extra, partindo da mesma Praça do Ciclista, com concentração às 18h e saída às 20h.

    A Praça do Ciclista fica perto da esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação.

    A bicicletada, conhecida fora do Brasil como "massa crítica", é uma manifestação de ciclistas que defendem o uso da bicicleta nas cidades, contra a sociedade do automóvel.

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  14. Quem é contra a bicicleta deve ter um QI no máximo "médio".

    Estes dias estive em Seattle e arredores, entre as cidades existem ciclovias (claro que isoladas das estradas), dentro das cidades existe nas ruas as faixas EXCLUSIVAS das bicicletas. E todos respeitam.

    É uma questão de educação.

    []'s

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  15. Fiquei muito indignado ao ver essa notícia, esse post me emocionou bastante, e como o Silveira falou, aqui em Fortaleza não é diferente, eu até poderia vir ao trabalho pedalando, mas não arrisco por conta do desrespeito. Enfim, um ponto a ser tocado é: O quanto é rigorosa a fiscalização e a legislação para pôr um sujeito desses conduzindo um veículo perigoso como um ônibus? A sensação que eu tenho as vezes dirigindo por aqui é que ou o sujeito não conhece a lei e é extremamente despreparado para o trabalho, ou a impunidade faz com que eles desrespeitem bastante as leis de trânsito.

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  16. Mário, fantástico seu texto, parabéns.

    @Rodrigot, desculpe lhe dizer, mas essas pessoas com quem você conversou são preconceituosos que não enxergam além da sua própria sacada do condomínio de classe média, sentindo-se superiores quando na verdade não são nada demais ou de menos. Acho que você precisa procurar amigos mais sensatos.

    Andar de bicicleta não é coisa só de pedreiro e nem de 100 pessoas malucas (antes diziam meia dúzia, estamos melhorando). Mesmo que fosse "coisa de pedreiro", a vida deles vale tanto quanto a de qualquer um, não é um carro que muda isso. Se o cara quer ou precisa andar de bicicleta, ele deve ter esse direito.

    Respondendo sua pergunta sobre usar a bicicleta como "volta recreativa" e "se achar anti-stablishment", tem quem faça as duas coisas. Tem quem use por necessidade, tem quem use porque pensou no assunto e considerou essa a melhor opção. Tem até gente, como eu, que vendeu o carro para fazer tudo de bicicleta, e não foi por necessidade econômica: foi por bom senso.

    Conheço muita gente que usa a bicicleta para tudo, gente que usa por esporte, gente que usa por necessidade financeira, mas não conheço ninguém que faz isso para parecer "cool". Quem quer parecer "cool" compra um carro de vinte mil e gasta cinco mil reais em som.

    Toda última sexta-feira do mês acontece, na mesma Avenida Paulista, a chamada "Bicicletada", em que aparecem sempre pelo menos uns 200 ciclistas, quase todos pessoas que usam a bicicleta POR OPÇÃO e que fazem isso por considerá-la uma ótima alternativa de locomoção, não para parecer moderninho. Considere que quem vai nesse evento é apenas uma parcela das pessoas que pensam assim e vai perceber que seus números estão errados. Faça uma pesquisa e descubra que há 350 mil viagens diárias de bicicleta em São Paulo, seja de trabalhadores pobres ou de gente que poderia ter carro e não quer, e verá que a bicicleta é muito mais do que seus amigos míopes conseguem enxergar.

    Não seja quem seus amigos acham bonito ser, seja quem você é.

    Vá à próxima Bicicletada, converse com as pessoas por lá e você entenderá o que pensam essas pessoas. Entenderá porque fazem o que fazem e porque gostam de fazê-lo. E poderá obter com eles várias dicas de como pedalar na cidade, trajetos, etc.

    Veja aqui algumas dicas para pedalar nas ruas de uma cidade entupida de carros como São Paulo:
    http://tinyurl.com/6gqwvt
    http://tinyurl.com/6ktodm
    http://tinyurl.com/8caesw
    http://tinyurl.com/5xedpg

    E aqui, alguns motivos para fazê-lo:
    http://tinyurl.com/4s7bad
    http://tinyurl.com/8uybxu
    http://tinyurl.com/6rs3uw

    Abraço,

    Willian Cruz

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  17. Adorei o texto.
    E concordo com tudo o que vc escreveu.

    Eu acho que se cada um que acha que não dá mais para usar o carro todo-santo-dia, fizesse algo que contribuisse para acabar com esse pensamentinho xexelento anti-bike (vide caso do Rodrigo dos comentários acima),mais e mais pessoas começariam a optar por bicicleta como meio de chegar ao local de destino..
    e no nosso caso, quanto mais pessoas aderirem, melhor!
    Mais ciclistas, menos carros... e assim, lentamente, as vias seriam um lugar mais prazeroso e mais seguro para se andar.

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  18. @M: eu sei que o exemplo que o Rodrigo deu é real. As pessoas por fora do assunto riem mesmo, chamam os ciclistas de malucos. Desde criança são doutrinados pela mídia, pelos amigos, e em particular pela família, para pensar que um carro é essencial à vida e que a rua é lugar para carros. Pensando nessa maioria, escrevi mais um argumento contra idiotas contemplando "É preciso ser maluco para pedalar em São Paulo". Porque eu pessoalmente perdi a conta de quantas pessoas inteligentes e até bem informadas em outros assuntos recaíram em repetir essa frase preconceituosa e desrespeitosa.

    Hoje no Twitter, um amigo de longa data, que não é um tosco, é jornalista numa grande agência, soltou um comentário agressivo que se resumia ao velho "as bikes atrapalham os carros e deviam sair do caminho". Respondi dizendo que tinha sido ofensivo a mim, aos outros ciclistas e à falecida.
    Paz e amor são lindos, mas quando o outro lado é assumidamente insensível, chega-se a situação em que a única coisa efetiva será um soco na cara.

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  19. http://plantao190.com.br/2009/01/15/veiculo-atropela-ciclista-e-foge-em-almirante-tamandare/

    =o(

    mais uma vitima.

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  20. Caro Mario, parabéns pelo post.

    E que fique registrado que aqui em Curitiba, cidade ecológica, de 1o mundo, e blablabla, a coisa não é muito diferente. As ciclovias são restritas aos bairros nobres, que circundam parques, e por isso mesmo as bicicletas são vistas pela massa como "corretas só se for para fins recreativos".

    E o grosso que usa a bike para trabalhar e estudar, ou para atividades rotineiras, como eu, azar! Que se espremam nas calçadas! Sim, nas calçadas, senão os motoristas te atropelam de propósito. Dependendo do local, eu não ando mais na rua, de medo.

    Certo dia, eu estava pedalando na Av. Mal. Floriano, na pista da direita, junto ao meio-fio, seguindo o fluxo da rua, exatamente como o código de trânsito prevê e me respalda. Vejo pouca gente fazendo isso, já que a maioria prefere as canaletas de ônibus - o que é bem mais perigoso.

    De repente o motorista de um Fiat veio de longe buzinando e me jogou na calçada de propósito. De propósito, pois a rua tem mais pistas e ele era o único na rua naquele momento, com pouquíssimo trânsito. Sorte que foram só escoriações, guidão entortado e roda amassada. O capacete ajudou.

    Levantei sozinha, como todo mundo só olhando e ainda tive que ouvir um "também, né moça, rua não é lugar de bicicleta".

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  21. Os ciclistas de BH também estão chocados com mais esta violência.

    "Estou com a Consciência Tranquila". "A ciclista foi imprudente". Imprudência é a covardia, e nesta hora a vontade é de praticar a covardia contra o agressor.

    Nós somos o alvo. Os pedestres são o alvo. A vida é o alvo.

    Viva a sociedade do automóvel, da desigualdade e da guerra.

    Vinícius (www.mountainbikebh.com.br)

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  22. Obrigado pelo texto. Obrigado mesmo.

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  23. O artigo 201 do CTB obriga os veículos a guardarem uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassarem uma bicicleta (infração média).

    O que ocorre é que os motoristas de ônibus (que são mais largos e grandes) resolvem não guardar essa distância de segurança arriscando a vida dos ciclistas para não invadirem a faixa do lado esquerdo e causar uma possível colisão com outro carro.

    Para os motoristas é preferível arriscar a vida dos ciclistas do que ter um prejuízo com conserto de outro automóvel.

    Isso deve ser encarado como homicídio doloso, com dolo eventual, pois o motorista pensa, "o ciclista pode se "ferrar" (se ele cair entre o ônibus e o meio-fio a chance dele morrer é grande), mas eu não estou nem aí, não quero é pagar prejuízo de outro carro."

    Devia ter uma campanha de conscientização NACIONAL quanto a isso, ocorre todos os dias.

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  24. Morei em São Paulo dois anos. Fiquei abalado quando de frente ao Extra da Brigadeiro, vi uma senhora em torno dos setenta anos ser brutalmente atropelada. O motorista fugiu, porém, ele foi muito azarado: a placa de seu carro ficou estancada no corpo da vítima. Pena que isso tenha acontecido!

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  25. É isso aí, essa triste realidade de desrespeito no trânsito lamentavelmente não é uma exclusividade paulistana.
    É uma realidade brasileira e com tons bastantes mineiros também. Aqui em Belo Horizonte também desrespeito é a regra. E eu posso falar com propriedade que já fui prensado por ônibus perua e só não parei no asfalto por muita perícia. Houve uns dois casos em que soquei a lataria do veículo e os motoristas pararam pra me enfrentar, e só não me encararam porque eu mostrei maior disposição para brigar que eles e citei regras de distância do CBT.
    O meu lamento pela Márcia que se tornou não uma número nessa estatística brutal do trânsito, mas sim uma verdadeira heróina ao derramar seu próprio sangue no asfalto para que nosso grito fosse ouvido.

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  26. Olá fiquei muito triste com essa noticia, alguns anos atrás precisei ir trabalhar de bike por falta de grana mesmo foram 2 anos com chuva , frio e toda a ignorância dos motoristas de ônibus estou bem ainda pedalo moro no centro de sp e não mudou nada.
    Mas esperemos acima de tudo justiça pelas pessoas que acreditam em uma SP melhor!

    Andrea França( )

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  27. Acho interessante a manifestação e prol do respeito no trânsito, seja de pedestre, ciclistas, motoristas e motociclistas. Contudo, esse discurso agressivo, adjetivista (negativo)vai de encontro com o intuito da manifestação: respeito ao próximo. A violência e intolerância deve ser combatida com o seu oposto: paz, tolerância e respeito. A opinião alheia, se diversa do receptor, pode ser contrariada, e sempre compreendida e respeitada. O inconformismo em face às barbaridades perpetradas aos ciclistas não pode dar espaço à violência física ou verbal.
    Por fim, deixo consignado que o motorista do ônibus pode ser processado por crime de homicídio DOLOSO, na espécie "eventual", posto que, apesar não ter o intuito de matar, assumiu o risco de o fazê-lo, manobrando de forma agressiva.
    "Derramai sobre meu coração tudo o que eu desejar ao meu inimigo".
    Ricardo N. Azevedo

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  28. Não tenho bicicleta, mas tenho vários amigos que praticam essa modalidade de esporte e diversão, inclusive conheço um engenheiro aí de São Paulo que deve fazer parte dessa turma que perdeu a colega Marcia. Moro em Londrina e mesmo assim acho um absurdo como os motoristas de ônibus dirigem irregularmente contra o código de trânsito. Seu texto foi ótimo e acho que a população deveria se unir para exigir ciclovias, pois todos estão falando em meio ambiente e nada melhor doque se todos se movimentassem de bicicleta ou transporte publico que prestasse.

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  29. Gostaria, ainda, de manifestar minha opinião favorável ao transporte ciclistico nas ruas e avenidas e CONTRA o uso da calçada para tais meio de transporte.

    Ricardo N.

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  30. Belo texto! Sou integrante da bicicletada mas antes disso já pedalava de casa para o trabalho diáriamente, para nosso companheiro que vai morar em Santana é totalmente plausível ir de bike por qualquer via da região, tomando cuidado nas pontes da marginal, saio do Limão até o Arouche demoro 30min. de onibus chgo a demorar 1h30 contando espera do onibus e caminhada da rio branco para meu trabalho. As bikes estão ai, a bicicletada é uma ferramenta para mostrar isso e para quem precisar de conselhos e ajuda pode recorrer ao site www.bicicletada.org se cadastrando na lista ou nos outros meios de comunicação sempre terá um outro ciclista que poderá ajudar. Saudades da Márcia e que não seja somente mais um número nas estatísticas. Aos que não apoiam e criticam as bikes, só pesar, pois foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Parabéns mais uma vez pelo texto. Um abraço Tokinho.

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  31. Parabéns pelo texto.
    Concordo com voce: nessa questão, não exite muro para ficar-se em cima. Quem, no trânsito, não é meu amigo, é meu inimigo. E deve ser tratado como total.
    Aqui, em Curitiba, até pouco tempo atrás, era possível rodar de bicicleta com tranquilidade. Mas, aqui, como em aí, cresceu muito a manada de idiotas motorizados. Imbecilóides que acreditam que moram na cidade do primeiro mundo e, na concepção da manada, numa autêntica cidade do primeiro mundo não pode haver espaço para um meio de transporte tão primitivo e rudimentar que, pasmem!, utiliza a força animal para ser impulsionado.
    Mas, apesar da manada idiotizada (e que é a grande maioria dos que transitam por esta cidade...) continuo pedalando...
    É isso.
    Abraços.
    Airton Brisolla

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  32. Tive moto por três anos e cheguei a conclusão de que ter qualquer veículo automotor é atraso de vida. Há um mês vendi minha moto e voltei para a bicicleta e não me arrependo nem um pouco de fazer isso. Realmente nós ciclistas não temos o mínimo de respeito no trânsito caótico dos grandes centros. Fiz um texto sobre isso um tempo atrás que pode ser visto no meu blog. Quem quiser pode entrar em http://www.chegadesensacionalismo.blogspot.com/ para ver o como os automóveis são uma enorme máfia no Brasil da qual as pessoas fazem parte dela muita vezes sem saberem. Ter automóvel hoje em dia não serve apenas para lhe levar do ponto A ao ponto B mas sim para que você possa ter um certo status e "prestígio social"

    Meus pêsames aos familiares da vítima.

    Abraços, Jonas.

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  33. Fico chateado com o ocorrido... mas acho que respeito é adquirido... não só com palavras mas com atitudes... isso não é defeito só do motorista... é defeito do ser humano... enquanto vcs faziam a homenagem de vcs... eu estava no trabalho... minha esposa também... a empregada da minha casa ligou falando que minha filha estava com 39º Graus de febre... e vomitando... minha esposa foi para casa... e ao chegar a "suas homenagens" uma mulher entrou na frente do carro falando para ela parar... minha esposa pediu para ela sair da frente... estava com o pisca alerta ligado... e pedindo mesmo a liberação do caminho... e a mulher... junto com mais dois que entraram na frente... começaram a dar socos e chutes no carro... minha esposa teve que chamar um policial para poder seguir o seu caminho.. o prejuízo do carro... tem preço... mas a dor e o desespero do chegar tarde... a angustia de ser ofendido... o desespero de se ver em apuros... e a ofensa pessoal não.... como vcs dizem... não só pela Lei de Transito... mas pela LEI DA VIDA... fica aí o comentário...
    .
    P.S. - Meus sentimentos para a família da ciclista... e que Deus acalme o coração deles.

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  34. acabei de ver esse produto aqui, acho que por enquanto é só um projeto. idéia genial:

    http://swissmiss.typepad.com/weblog/2009/01/a-bike-lane-that-travels-with-you.html

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  35. Olá a todos... Meu nome é Cássio e utilizo bicicleta como meio de transporte para o local de trabalho. A situação é cáotica, sem chance pro ciclista uilizar as ruas... sempre que saio às ruas sei da minha responsabilidade com a extrema imprudência dos veiculos em geral. Não há espaço para as bicicletas nas vias públicas de São Paulo, um fato horrendo para uma cidade infernal. Abaixo o prefeito e a assembléia legislativa com seus mandatos corruptos!!!!

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  36. Flávia Facchin16/1/09 11:44

    Excelente texto!!!!
    Obrigada por vcs estarem unidos e terem coragem de fazer esse protesto em meio ao caos de São Paulo, parando uma das principais avenidas da cidade.

    Sou totalmente a favor do uso de bicicletas e um dia quem sabe terei a coragem de montar em cima de uma e seguir ao meu destino sem medos de assalto, atropelamento... Por enquanto ainda me julgo covarde...

    Vocês são campeões e sinto orgulho por ter brasileiros assim como vocês!!!!
    Parabéns e pesames....

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  37. Vi seu comentário sobre a Suiça, onde vc fazia menção de colocar o pé na rua e os carros paravam. Eu estive em NY no ano passado que é uma cidade com um trÂnsito pior que o de São Paulo - e eu nunca acreditei encontrar pior -onde motoristas não respeitam outros motoristas MAS quando a faixa de pedestres está com o verde intermitente (o que significa que no momento o semáforo aberto não é o principal da via mas sim o de conversões) MESMO COM TODA A PRESSA DOS NOVA-IORQUINOS ELES ESPERAM. Acho totalmente válida a idéia de EDUCAR pedestres e motoristas a respeitarem-se mutuamente, o que não acontece, assim todos saímos ganhando.

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  38. Acho que está chegando a hora do " ou vai ou racha" para as bicicletas em SP. Exigir respeito entre automoveis, pessoalmente, considero ingenuidade demais, pois num acidentes em que realmente não haja culpados–uma simples fatalidade–a parte fragil sempre será o ciclista. Do mesmo modo que um ciclista na calçada PODE oferecer risco aos pedestres.

    Manifestações até servem para ganhar apoio popular, mas em relação à adequação da cidade aos ciclistas, creio que seria o caso de entrar em contato com vereadores (eles não estão aí pra isso?). A vereadora Mara Gabrilli é responsável por diversos projetos de acessibilidade e adequação das vias urbanas de SP para deficientes. Por mais que a área dela seja pro-deficiente, ela cuida da questão da acessibilidade. Não seria o caso de entrar em contato com pessoas como ela?

    Desculpem por ter postado como anônimo, mas não tive paciência de criar uma conta para postar. Fabio

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  39. wagner soalheiro16/1/09 11:59

    fiquei bastante emocionado com o texto, e repito o q mtos disseram infelizmente: aki em BH a coisa nao é diferente.essa manobra maldita do onibus tambem é mto usada aki.um fato lamentavel ocorreu com um amigo ano passado.nos treinamos com o pelotão na orla da lagoa da pampulha.um carro invadiu a contra-mao e atropelou meu amigo q hj infelizmente esta numa cadeira de rodas.oa missao e dificil, mas temos q concientisar os motoristas nao podemos nos acomodar nem ter medo!um abraço a todos e meus sentimentos para a familia da ciclista

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  40. Estou longe no corpo, mas proximo no coração!

    sinto muita dor...

    ass. gatti

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  41. Oi Mario,

    O brasileiro e realmente muito mal educado no transito. Tanto quanto ou pior que os europeus.

    So uma comparacao. Nos EUA, se vc chegar na esquina de uma rua que nao tem semaforo, os motoristas param pra vc passar. No Brasil, tem sempre um pessoal que quer sair do estacionamento de re. E dane-se quem estiver atras. Parar pro pedestre passar, hahahaha, nem nos Jardins.

    Ao meu ver e um problema cultural. O pessoal associa carro a status. O que e uma burrice, porque rico de verdade em Sao Paulo usa helicoptero.

    Outra coisa. Em muitas cidades da Europa e dos Estados Unidos, como Berlin e Chicago a bicicleta e muito comum. Em Berlin ha faixas indicando o espaco das bicicletas. Algumas vezes na rua, outras na calcada. Seria uma solucao pra Sao Paulo.

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  42. Olá! Sou ciclista há exatos 10 anos, sendo, cinco ai na capital, 4 em São Carlos e um em Sorocaba.
    Digo que esse tipo de manobra assassina é feito em todos os lugares que já pedalei.
    Lamentável que mais uma vida se perdeu na guerra contra os motorizados.

    Meus sentimentos aos amigos e familiares da vítima.

    Parabéns pelo blog!
    Fabiano de Oliveira Santos

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  43. Pedalo aqui em Brasília todo fim de semana. Contamos com certa tranquilidade e respeito para pedalar por aqui. O respeito cresceu muito, pena que tenha sido por diversos acidentes que tivemos, mas melhorou.
    Grande abraço.

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  44. Que barbarie... eu sofro e corro risco toda sexta-feira quando vou jogar futebol e meu transporte é a bike, uma vez que se fosse de carro correria o risco de não chegar, de quebra economizo e contribuo para desafogar o metrô no horário de hush. Apoio a causa e na próxima manifestação estarei presente, me avisem por favor. Abraços e cuidado amigos ciclistas!

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  45. Caro Mario,

    o seu texto me chamou a atenção. Tenho muitas opiniões sobre o assunto!

    Primeiramente, devemos observar que a teoria é excelente: o mais fraco tem preferência. Entretanto, sabemos que a prática é tão absurdamente contrária que poucas vezes vemos a justiça prevalecer no trânsito brasileiro. Não só existe uma cultura coletiva de desrespeito e superioridade às leis, em que observamos, como bem dito nos comentários, os motoristas espertalhões, que se acham acima do bem e do mal, como há também uma espantosa impunidade daqueles que são reconhecidamente culpados. Pessoalmente, tenho muita dificuldade em aceitar tantos tapas na cara diários. Sou pedestre em São Paulo, abandonei o carro por motivos diversos. Vou e volto a pé pro trabalho e uso ônibus e metrô para distâncias mais longas. Diariamente, posso contabilizar na média 3 ou 4 atentados à minha segurança. O mais comum é o desrespeito à faixa de pedestres, inclusive com o sinal vermelho. Impressionante a atenção que eu devo dispender ao trânsito sendo eu a primeira na "cadeia alimentar". A que ponto chegamos na inversão dos valores??

    Há dois anos e meio, quando morava no Itaim Bibi, voltava para casa com meus pais, por volta da meia-noite. Meu pai parou o carro na rua e fomos andando até a portaria do prédio. Neste momento, um motorista alcoolizado, que estava disputando um racha a 80 km/h invadiu a calçada onde estávamos. Ele atropelou a mim e a minha mãe. Eu quebrei o pé, mas minha mãe ficou hospitalizada por 3 semanas, na UTI do Clínicas. Sofreu 37 fraturas e teve um edema cerebral grave. Deus foi misericordioso e salvou a vida da minha mãe, devolvendo à ela parte da vida que desfrutava antes. Mesmo voltando a se locomover, minha mãe ainda sofre com inúmeras consequências decorrentes dessa brutalidade. Ela agora é epilética, tem labirintite, uma clavícula que continua fraturada e depende de diversos remédios diariamente para evitar outras crises cerebrais. O motorista? Está livre, dirigindo o quando pode, depois de ter pago apenas uma cesta básica como punição.

    Nos anos que morei na Alemanha, sempre me locomovi de bike. Fazia tudo, todas as horas do dia e da noite. ônibus era um luxo reservado às chuvas torrenciais e gelo na pista. Logico que estou falando num país que tem inúmeras ciclovias. Mas mesmo onde não havia, sempre pude desfrutar de preferência nas ruas. Uma vez, a caminho da escola, um carro bateu em mim. Nada grave, nem cheguei a cair da bicileta, só bati no guidão. A motorista desceu do carro quase chorando. Se eu quisesse, poderia tê-la processado. Não quis. Ela pediu milhares de desculpas, perguntou se eu precisava ir ao hospital... Eu agradeci a cortesia pois estava bem. Na minha cabeça, fiquei com medo de que ela tivesse descido do carro pra ver se eu tinha estragado o capô. Quando vi, a minha mentalidade brasileira, de supervalorização do automóvel, batia mais forte. Que pena.

    Eu não ando de bike em São Paulo porque tenho medo, admito. Leio muitos casos de acidentes a respeito e já tenho um trauma pessoal quanto a atropelamentos. Eu apoio o quanto posso essas iniciativas. Pra mim, ver um ciclista em SP é motivo de orgulho. Admiro-os e sinto um pinguinho de inveja por não ser tão corajosa. Espero que a luta não se apague como as velas na Av. Paulista, mas que seja de todos os dias, de todos os paulistanos.

    Um beijo!

    PS: a foto que mostra um PM empunhando uma espingarda, metralhadora, que seja, me chocou demais. É realmente impactante e significativa, diante de uma manifestação pacífica. Acho bastante ilustrativa. Parabéns!

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  46. Mario em seu texto vc faz o seguinte comentario:¨ Ouço dizerem que em cidades no Sul do Brasil os motoristas chegam a dar passagem a pedestres na faixa independentemente do semáforo, o que nem é algo especial, é simplesmente obedecer a lei.¨ Gostaria de saber quais são as cidades do sul que os motoristas tem tal comportamento. Pois o transito de Curitiba é violento, os motoristas não respeitam faixas de pedestres, não respeitam motoqueiros e muito menos ciclista. com certeza Curitiba não faz parte das cidades que os motoristas tem tal comportamento. Morar aqui é barra. ninguem te respeita no transito.

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  47. Muito bem colocados, todos os argumentos!
    Eu adoraria poder andar de bicicleta em São Paulo, mas tenho um pouco de medo...
    Parabéns pela coragem e pelas palavras verdadeiras!
    PS: As fotos estão maravilhosas.

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  48. eu ando de bicicleta em são paulo faz 2 anos e sempre passo perigo, mas respeito os pedestres e carros. não tenho pressa com a bike, pq sei que ainda assim vou chegar rápido no meu destino.

    vou continuar andando e incentivando meus amigos a cuidarem da saúde, diminuir o transito e poluir menos o ar.

    Fernando Coelho

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  49. É muito triste o que aconteceu. Realmente o transporte no Rio (onde moro) e em São Paulo é de extrema falta de respeito não só ás leis de trânsito como as de boa convivência social. O transporte público não é fiscalizado pois fazem barbaridades. Mas infelizmente também vejo desrespeito dos ciclitas com os pedestres. Aqui no Rio quase já fui atropelada 2 vezes por bicletas na contra-mão e que não respeitam o sinal de trânsito. Ultrapassam mesmo que esteja livre para o pedestre. Várias vezes andam nas calçadas e sem dar preferência aos pedestyres. Acho sim, que parte disto é problema da má política social e urbana das grandes cidades sem as devidas ciclovias,mas não dá para isentar os ciclistas de sua parte na culpa por estes atos.Eu sou a favor do uso da bicicleta como transporte público sim, mas é preciso que tanto os motoristas dos veículos auto-motores, os motoristas de ônibus e os próprios ciclistas passem a respeitas as regras de convivência nas ruas.

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  50. Rodolfo Sanches16/1/09 12:19

    Olá Mario, é realmente um absurdo o que aconteceu, sempre morei na regiao do Grande ABC, mas diariamente enfrentava as ruas de SP, fosse para trabalhar ou para encontrar com os amigos.
    Atualmente moro na Alemanha, por aqui os ciclistas e os motorista convivem pacificamente, um lugar onde as pessoas dao valor a vida, onde existe respeito mutuo.
    A ideia inicial era de apenas fazer alguns treinamentos pela empresa que trabalho, eu nao via a hora de voltar ao Brasil... Ah! a bela SP, um lugar de muitas facilidades, uma cidade que me proporciona qualquer coisa que eu queira fazer... próximo ao litoral... eu nao poderia me imaginar morando em um lugar onde parte do ano fica tudo coberto por neve, onde as temperaturas chegam a -25, logo eu que amo praia! ...mas aproveitando as oportunidades de crescimento profissional, por aqui fui ficando... e me acostumando com a cultura local.
    Enfim chegaram minhas férias, vou para o Brasil!!! nao via a hora... que saudades!!! e lá fui eu... chegando em SP, ja na saída do aeroporto levei uma fechada de um taxi, entrei na marginal e aqueles motoboys infernais surgindo nem sei de onde... logo pensei: eu sabia q o transito em sampa era pessimo, mas nunca havia me atentado para a falta de amor à vida que as pessoas praticam, à vida do próximo e à propria vida. Motoristas de onibus, taxi e particulares, fazendo todo o tipo de atrocidades, mas nao só isso, pedestres e ciclistas também, e pensei: caramba! eu também era assim! e é aí que eu queria chegar.
    Sexta-feira dia 09/01, estava eu trafegando pela Av. dos Estados, quando ví um ciclista na terceira faixa... e pensei: acho que tem algo errado... no sábado 10/01 foi pior, como eu nao tenho mais carro no Brasil, estava com o do meu irmao, e ao passar por um cruzamento, onde o sinal estava verde para mim, um outro ciclista cruzava no vermelho, tive que frear bruscamente, até cantou os pneus, mas conseguí poupar a vida daquele infeliz, que nao satisfeito em arriscar a própria vida me xingou e deu um soco no capuz do carro do meu irmao, deixando um pequeno amassado. No mesmo instante me veio a ideia de ir atraz do indivíduo e tirar satizfacoes, quem sabe até faze-lo pagar pelo dano, mas num acesso de lucidez decidi por nao responder à uma burrice com outra burrice. Entaum arquei com o prejuízo, ressarcindo financeiramente meu irmao, que etrá que ficar sem seu carro durante os dias de concerto, claro que isto nao justifica em nada o acidente da Marcia, mas ilustra que o problema nao está apenas em um dos lados e com isso tiro a conclusao:

    O problema nao está nos motoristas, mas sim na falta de educacao e amor próprio, bem como a falta de respeito com o próximo, em todos os níveis e classes da sociedade brasileira, desde o pai que ensina o filho a revidar as agressoes dos amiguinhos na escola, até o sujeito que se aproveita da falta de carater de autoridades corruptas, que aceitam qualquer esmola para fazer vista grossa ao cumprimento da lei, e decidí que morar na Alemanha é a melhor escolha para poder criar minha filha em seguranca e com dignidade.

    Abraco

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  51. Olá, pessoal do Bem!
    Estou em Pernambuco + precisamente nas redondezas da Praia de Maria Farinha, Praia Conceição do Ó ,Pau-Amarelo, Praia do Janga(onde tenho residência).Lamentavel a morte prematura da nossa querida ciclista
    justamente na Av. Paulista.Já morei nesta bela cidade de São Paulo (na Teodoro Sampaio,na Peixoto Gomide,Rua Augusta) e tenho(ufa!) boas recordações mas tb retornei p/ minha terra natal devido a esse CAOS . Hoje estou num paraíso sem fim pedalo sempre só, mas as vezes tb em grupos.Aqui no paraíso há riscos tb, mas acredito ser a atenção e o bom preparo fisico ingredientes essenciais p/uma boa pedalada sem strress!!! è preciso entender o sufoco deles(motoristas de onibus,motoristas de carros particulares-eles dependem dos automoveis p/ sobreviverem, nós não , Pedalamos pelo simples prazer de se sentir bem!!!!
    exercitamos nossos músculos, nossas mentes , somos sadios!!!Bem,Pessoal, convido-os a participarem numa corrida Recife-Olinda-Paulista-Itamaracá-Maria Farinha-Olinda-Recife será uma ida e volta depois comentem o resultado, garanto: voces jamais serão os mesmos!!!
    Saudações, forte abraço a todos

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  52. Débora Souza16/1/09 12:29

    Mário,
    moro em Belo Horizonte e a realidade aqui não é diferente daí de São Paulo. Concordo que todo o problema é cultural e também de quem se omite em andar de bicicleta pelas ruas, e assim deixam de exigir mais respeito por falta das autoridades. As pessoas não se revoltam mais, não buscam seus direitos, aceitam as novas avenidas sem ciclovias, acham bonitas, pensam q irá resolver o problema do trânsito e custam a aceitar que qualquer obra é passageira. Há um outro fato importante também que é a falta de divulgação da mídia desses fatos. Atropelamentos precisam ser divulgados e não mascarados pelas prefeituras, pq eu acredito q existe sim uma pressão das prefeituras, principalmente as maiores, em ocultar os fatos problemáticos e assim parecerem melhores... O atropelamento da Márcia nem sequer foi comentado em BH num jornal, o motorista será compreendido pelos outros motoristas comodistas e será assim por td o sempre enquanto houverem idiotas nos volantes brasileiros.
    Parabens a tds vcs que fizeram o protesto com paz em meio a AV. Paulista. Deram uma lição de respeito muito maior do que se esperava.
    abraços.

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  53. Olá Mario!!!
    Meu nome é Carolina e meu namorado é ciclista também. Sempre fiquei muito preocupada com o uso da bike nesta cidade de loucos que vivemos... Mas, ele AMA e eu respeito!!! Lendo sua homenagem a sua amiga, primeiro gostaria de manifestar meu carinho a vc e a ela, e minha admiração por sua coragem e desempenho em lutar contra as impunidades deste país!!! E, em segundo lugar, ASSUMO o compromisso de me juntar ao movimento dos ciclistas e lutar por um espaço justo e de direito de todos que andam de bike!!! Maior que meu medo de pedalar nas ruas da cidade, é o medo de ninguém fazer nada!!! Conte comigo!!! Abraços

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  54. Prezados!
    Moramos no Brasil (Uma federação falida que não tem respeito ao povo) onde a lei é só pra Inglês ver. A Constituição tb é uma farsa.
    Se a População não se rebelar contra a injustiça e fizer uma revulução politica, cultural e social, isso vai continuar!Já fui ciclista e andava 10 km por dia em SP, parei de andar de bike e moto em sp por causa do desrespeito à lei! A Impunidade ainda vai gerar a anarquia, descrença nas autoridades e uma enorme crise social e comportamental em SP.

    " todos sabem o que é uma acção desonesta, mas honestidade, isso ninguém sabe o que é"

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  55. Obrigado pelo texto concordo plenamente. Pena que a maioria dos Brasileiros tem essa mentalidade atrasada sobre bikes, e eu sinto na pele a ma educacao dos motoristas todos os dias, seja pedalando (uso muito a Paulista) ou como pedestres. Kassab, deputados, onde estao voces que nao veem isso? Provavelmente nas limosines blindadas!

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  56. Carlos Henrique16/1/09 12:36

    Mario sinto muito pela colega de vocês, sou de Londrina_PR e aqui tenho a mesma dificuldade, a "briga" pelo espaço de direito no trânsito está cada vez mais dura. Tem que ter calma e ser persistente. Obrigado pelas palavras e como você espero que logo tenhamos um convívio harmonioso no trânsito.

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  57. Olá, é a primeira vez que visitei esse blog e já de cara vi essa matéria importantíssima. O maior desrespeito está NO PRÓPRIO cidadão que comete o ato preconceituoso com o ciclista, pois ele peca contra si mesmo e esquece que o seu PRIMEIRO veículo foi uma bicicleta! E concordo que o comodismo e a vergonha tomou conta desse infeliz cidadão, que pra deslocar-se até o próximo quarteirão de sua casa ele precisa ir motorizado somente pra alimentar seu maldito orgulho! As pessoas precisam de mais concientização e eliminar a ganância pelo consumismo dos poluentes ou será que todos só irão sair da zona de conforto quando não existir mais praias, florestas e rios? NEM TUDO É CIDADE! Todos nós precisamos de nossos carros, mas não pra todas as tarefas do nosso dia-a-dia! Se o coração de todos batesse forte pra buscar respeito e melhor qualidade de vida com certeza o mundo seria bem melhor, pena que esse pensamento ainda é um previlégio de poucos!

    Parabéns pelo blog! Abraço!

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  58. devemos nós ciclistas usar roupas com mensagens de amor ao proximo.

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  59. Márcio, parabéns pelo texto.

    Uma informação, as ruas estão sendo tomadas pelos carros mas foram criadas inicialmente para pessoas, depois para carroças e carruagens e então bicicletas, sim desde 1800 usam-se bicicletas, e o carro veio um século depois.

    É Absurda a falta de respeito dos guerrilheiros em suas armaduras de quatro rodas para "quaisquer outro" inclusive para com outros sobre quatro rodas.

    Coloquei um post no blog sobre as estatísticas de mortes no transito em sampa.

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  60. Aqui em Brasília-DF não está diferente: http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL921813-10039,00-PROTESTO+CONTRA+MORTES+DE+CICLISTAS.html

    Necessária punição a esses motoristas irresponsáveis que brincam com a vida alheia e confiam na impunidade das penas mínimas que são aplicadas aos crimes culposos. Porque mesmo com DOLO EVENTUAL os advogados sempre conseguem desclassificar para crime culposo (penas de prestação de serviço à comunidade ou pagamento de cesta-básica)!!!

    Isso é a "JUSTIÇA" no BRASIL do LULA.

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  61. Na cidade que moro em Minas Gerais não há semáforo (Viçosa-MG) e os motoristas respeitam muito os ciclistas e pedestres. Geralmente quando acontece algum acidente é de alguem de fora da cidade.

    Estou morando na Espanha temporariamente pra terminar meu Doutorado e aqui há campanhas para se usar bicicleta. A universidade aluga bicicletas a 100 euros por ano (além da bicicleta vai capacete e colete reflexivo, se no final do ano você devolver a bicicleta em plenas condições, eles devolvem o dinheiro....

    Bem, sinto muito pelo acontecido a ciclista e a luta pelo uso de bicicletas nào pode acabar.

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  62. Vocês notaram que eu falo do assunto em termos de cultura e sociedade, não de infraestrutura? Até mesmo a chamada do Yahoo para cá pergunta sobre as ciclovias, mas eu digo aqui que ciclovias não são o que mais precisamos agora. O que precisamos agora é de respeito humano e regras reais de convivência entre todos.

    A outra coisa que precisamos é quebrar a mentalidade dependente do carro. Ensinar que a rua, por lei e princípio, é mais lugar de bike e pedestre do que dos motorizados. E, sim, devemos contrapor firmemente os idiotas que promovem o caos atual; não basta vivermos repetindo um discurso fofinho que eles não entendem. Vamos ter que endurecer as palavras para sermos ouvidos. Concordo com o Fabio: está chegando a hora do "vai ou racha" para as bicicletas em SP. A pressão só vai aumentar.

    Alguém aqui chamou a bicicleta de modalidade de esporte e diversão. Tá, mas a maioria usa bike como transporte. Eis outro vício cultural para ser combatido.

    @Bia Kunze, Airton, isabela: vocês de Curitiba estão reclamando em voz mais alta e em maior número do que os meus amigos de outras cidades. Suspeito que há algo especialmente perverso na cultura de trânsito daí. Uma pessoa de Fortaleza me deu descrições que fazem crer que a situação lá seja igual ou pior. Um amigo do ABC afirma que os motoristas de lá - cidades vizinhas a São Paulo - são verdadeiros animais, e tem várias cicatrizes no corpo para provar. E tem os de Belo Horizonte e do Rio também. Todas as grandes cidades, aparentemente.

    @Ricardo N., ciclista não deve andar na calçada. Nunca. Nem na contramão. Simplesmente não é necessário, além de ser perigoso e ilegal.

    Mas houve uma vez em que uma amiga me disse que pedalava na contramão de propósito. O motivo: evitar motoristas estúpidos que mexiam com ela, gritavam, tiravam finas para dar palmadas no traseiro. Chocado, não tive o que responder.

    Sobre atropelamento por moto, a minha amiga Cora Rónai, jornalista de O Globo, foi atingida por um motoboy no Rio e passou meses em casa recuperando o joelho. Ninguém numa cidade grande deixa de ter alguém próximo ou conhecido que se feriu no trânsito.

    Carlos Daniel: Eu estive no ato, fotografei, pode conferir pelas fotos que acompanhei tudo de perto. É o seguinte: o bloqueio nunca foi total. Uma faixa de trânsito foi mantida aberta o tempo todo, a pedido da PM. Não vi ninguém bloquear nenhum carro com socos ou qualquer outra violência física. Os manifestantes ofereciam flores. Tampouco vi motorista algum pedir ajuda à polícia (que se colocou atrás e à frente do grupo de pessoas, não no meio delas). É a sua palavra contra a minha e as das pessoas que estavam no ato.

    Jogar a culpa só nos ciclistas é tão errado quanto jogar só nos motoristas. Há pessoas de bike que abusam, obviamente, e a esses eu chamo de bicicleteiros. Não me misturo a eles. Mas dizer que estava errada a pessoa que foi parar embaixo das rodas de um ônibus é um raciocínio falso. O veículo menor sempre deve ter preferência, por lei. A Márcia estava trafegando corretamente na borda da pista.

    Bloody Mary: O despeseito ao sinal vermelho é uma das nossas maiores desgraças, porque quem não o respeita é minoria, mas uma minoria volumosa, que incomoda muito e inspira a atitude de desrespeito em outros. Ninguém chega em casa mais cedo enfiando o carro sobre a faixa e arrancando quando o sinal da transversal muda para amarelo. Vai ficar preso no semáforo seguinte com todos os demais. Mas acho que para convencer esse tipo de motorista argumentos racionais não bastam.

    Quanto à impunidade, os que agridem bicicletas com veículos a motor contam com a facilidade de fugir do local antes que possamos anotar a sua placa.

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  63. No Brasil parece que ser pobre eh status e justificativa suficiente para todo tipo de argumento. Nao. Mesmo que soh mauricinhos andassem de bicicleta, o que eh evidentemente uma estupidez alguem defender, eles teriam o direito de andar de bicicleta, oras.

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  64. Olá,
    Olha acabo de acessar essa noticia no yahoo.Bom eu sou acreana moro aqui no Acre e aqui o transito é bem maluco tem sempre um inresposável no volante.Comprei uma bike maravilhosa uma T-Type da Caloi e quase nunca eu a tiro do meu quarto para pedalar,vou te explicar o motivo os motoristas de carros,onibus eles não respeitam mesmo.daí temos aqui um parque onde podemos pedalar tranquilo o único problema é que sempre acontece assaltos levam bikes e ameaçam com facas se gritar,é um saco.Então pedalamos sempre juntos é muito chato isso...Mas não desisto sempre que tenho companhia pego minha bike e me mando pelo parque.Nossa que horror a morte da moça e que horror a declaração do motorista do ônibus.Vi as fotografias do protesto e quero ser solidária a vocês...Temos que fazer valer as nossas leis.aqui no parque a policia ta direto fazendo ronda de moto para nos proteger dos assaltantes,mas no transito as leis não são cumpridas.
    um forte abraço
    val fernandes

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  65. Caro Mário.

    Achei seu blog agora, no momento em que terminava de me cadastrar em um grupo de ciclistas que organiza pedaladas em Recife e na Região Metropolitana.

    Aqui em Recife, não nos cansamos de repetir, também os usuários de transportes menores sofrem por serem escanteados graças a essa cultura do carro tão presente no Brasil.

    Por estas bandas, existem grupos de cicloativistas que estão começando a se organizar e propor, junto ao Poder Público mais atenção na hora de organizar o Sistema de Trânsito Metropolitano no Recife. Umas das medidas quase que unânimes é dar vez ao ciclista nas campanhas educativas existentes em Pernambuco.

    Certa vez, arrumando os papeis no fim do ano passado, achei folhetos de uma campanha antiga do DETRAN daqui que falava sobre direitos e deveres dos cilistas. Mas faz tempo [mais ou menos 12 anos]. De lá pra cá mmuita coisa mudou, e relegaram o ciclista novamente a último plano.

    Vou divulgar esta nota e utiliza-la para ver se mortes absurdas como essa, que a desvalorização da vida, por parte de motoristas com visão distorcida do mundo, diminuam até sumir. Que a paz que falta nos outros parta de nós.

    Meus pesares pelo ocorrido pela Marcia. Muita paz para a família e todos nós

    Lucio Flausino Dias Junior

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  66. Todo dia eu vejo motorista de ônibus ou taxista comentendo infrações no trânsito, e quando vc reclama, ouve sempre a mesma coisa: "Ah, eu estou trabalhando". E por aí vai....a polícia mata uma família inteira pq confundiu um Ford preto com um GM cinza: "Ah, estou trabalhando". O caminhão de lixo faz a maior anarquia na rua: "Ah, estou trabalhando". Esse é o Brasil.
    Ando de moto 1600cc que pesa 500 kg, ou seja, não sou motoboy "vida loka", e todo dia é uma história que eu tenho pra contar, um susto que eu tomo por causa de falta de educação e respeito no trânsito (ainda mais no Brasil, onde comprar uma carta é quase o mesmo preço de se tirar uma pelas vias normais). Eu sou o babaca que pára no farol vermelho antes da faixa de pedestres, eu sou o babaca que dá seta pra mudar de faixa, eu sou o babaca que não pára em fila dupla pra pegar o(a) príncipe(esa) no colégio, eu sou o babaca que não estaciona em vaga de deficiene físico pq "só vou levar 10 minutinhos". Porque quem tem alguma noção de cidadania hoje é considerado babaca.
    Estive em Amsterdam uma vez na vida, e a ciclovia é realmente uma coisa que funciona. Lá! Aqui é Brasil, nada que existe lá fora funciona aqui (por exemplo, a Lei Seca, que já me disseram que na Dinamarca é assim. Mas o Brasil não é a Dinamarca, o brasileiro não é o dinamarquês, e a polícia brasileira não é a dinamarquesa). O problema aqui é instrínseco: brasileiro elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; paga 40% de sua renda em tributos e ainda dá esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceita que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade... não protesta cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito (seu eu queimar o meu, eu durmo no chão). Brasileiro faz piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia (é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada). Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo. O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Além de "Deus ser brasileiro"....

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  67. Muito Bom!!!

    Bike na veia, meu transporte, meu hobby!!

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  68. o mais engraçado, é que o governo diminuiu os imposto pra se comprar carros, mas nunca falou "comprem bicicletas, já que economizaremos com hospitais sendo que os carros poluem provocando crises de asma e atropelam pessoas...."
    -sabe quanto custa uma intervenção sirúrgica de um atropelado?
    Mas não.... o negócio foi acabar com a malha ferroviária do país pra que se introduzisse a maravilha chamada carro e assim geraremos impostos desde os salários de quem monta carros, até da importação e comercialização da gasolina.

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  69. lugar de bicicleta e no campo,e nao junto com os carros,bicicleta nao paga seguro,ipva,o motorista esta mais do que certo

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  70. O post tá show, sou de teresina no piauí e aqui nós temos um grupo de bikers, as terças e quintas fazemos um pedal noturno pela cidade, onde se reunem muitas das equipes de ciclistas de teresina, convivemos com o mesmo problema que o pessoal de são paulo, perdemos alguns amigos em acidentes parecidos com o da marcia, mas devagarinho estamos conquistando o nosso espaço e o respeito de muitos por aqui quando nos reunimos para pedalar, espero que em um futuro proximo, as autoridades compreendam as nossas nescessidades, abraço.

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  71. bom mario cresci no interior de sao paulo onde e natural andar de bicicleta,na minha juventude morei em sao paulo e vi a loucura que e a cidade,hoje moro em amsterdam e logicamente a cidade da bike aqui a ciclovia por todo o pais e nao so as bikes sao respeitadas mas o ciclistas tb minha filha com 8 anos no proximo ano de escola entra a materia ciclismo com aulas de bike sinalicacao(ja q aqui temos todos os direitos de um automoveis isso tb conta sinalizacao setas e multas p bikes e pedestres) e isso e vale ponto no boletim e desde de pqnos eles sabem o respeito q devem haver com o proximo.amo sao paulo e gostaria muito poder sonhar que um dia ela chegaria a ser ao menos a metade do que encontramos fora p que um dia nao tenhamos tanta vergonha de uma cidade que apesar de ser umas das grandes metropoles nao sabe dar uma vida razoavel ao seus habitantes

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  72. Marlon Curitiba16/1/09 13:57

    Indignação é o que sinto com essa notícia. O que falta é punição e fiscalização. Até quando vamos tolerar esse tipo de comportamento? Onde estão os juízes para aplicar a lei? Creio que aqueles que passam a mão nas cabeças de bandidos são responsáveis por suas atitudes! Tolerancia zero! Ah... no sul do país, pelo menos onde vivo ou conheço, Curitiba e Florianópolis, nunca vi nenhum carro parar para pedestre, pelo contrário, atitude comum aqui em Curitiba, é os carros acelerarem ainda mais quando o sinal está no laraja, colocando em risco a vida de pedestres, ciclistas e dos próprios motoristas. Fico triste em morar em um país onde a vida vale tão pouco! Se houve respeito, cumprimento `a lei, ciclovias, com certeza seria um adepto das bikes... por enquanto, estou nas estatísticas daqueles que poluem e congestionam as vias públicas. O que fazer? Valeu!

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  73. Moro em Sampa,sou engenheiro, e utilizo como meio de transporte o onibus e o metrô. O carro fica na garagem para o final de semana, quando preciso. Gostaria de ir trabalhar de bicicleta. Fico observando no trageto para o trabalho, os ciclistas na Av. Ibirapuera e Av. Vereador José Diniz e pelo que observo, não é jogo fácil andar todos os dia de bicicleta nestes corredores feitos para os carros e ônibus. Deus proteja os ciclistas e dê juizo aos políticos demagogos.
    Abraços,
    Hélio C.

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  74. É isso aí, concordo plenamente com os ciclistas.
    Acho que deveria existir política pública de incentivo aos ciclistas. Se, por exemplo, uma faixa de pista fosse destinada aos ciclistas, muito mais pessoas usariam as magrelas e, consequentemente, com o espaço reduzido, haveria mais congestionamento e mais incentivo ao uso das magrelas. Só com radicalismo se muda um hábito.

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  75. Mario: Infelizmente, não posso te obrigar a acreditar em mim... apesar de vc querer que eu acredite em vc que a culpa foi do motorista e não da ciclista na hora do acidente... mas cada um com o seu pensamento... mas esclarecendo o que vc disse.. ora nenhuma falei que pararam minha esposa desse jeito... falei que quando a minha esposa chamou o policial... e ele pediu liberação do caminho... a mulher que estava na frente do carro... e mais dois que se juntaram a ela... deram socos e chutes na lateral do carro quando o mesmo começou a se movimentar.... E como não poderia deixar de ser... pela covardia... do lado oposto em que o policial estava.... mas é isso aí... a vida continua... que vc e seu grupo tenham sorte em suas solicitações... e que Deus ilumine o caminho de vcs..... meus sentimentos.

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  76. T. Madeira16/1/09 14:19

    é o que essa cidade faz com as pessoas:transformam-nas em seres insensíveis, autômatos que só conhecem duas rotas:a de ida ao trabalho e a de volta pra casa, que acham que um carro é a solução de todos os problemas existenciais;no meio disso, um imenso vazio... é a atitude de pessoas que, ao invés de trabalhar pra viver, vivem pra trabalhar, esquecendo-se que existem semelhantes. Lembrei-me de uma frase de Tom Jobim, que, ainda nos anos 60, diagnosticou essa doença terrível dos que possuem carros: "Hoje o pessoal virou centauro; metade gente metade carro; um dia fui no mato piar um inhambu e o que saiu foi um automóvel...", e, respondendo ao argumento terrivelmente preconceituoso do gil1oli, morei na Inglaterra durante seis anos e vi ministros e membros do Parlamento se dirigirem ao trabalho de bicicleta - lembro-me principalmente do ministro da defesa do Gabinete de James Callahan (antecessor de Maggie Tatcher), Michael Heseltine,chegar no ministério de bicicleta, sem o menor constrangimento...essa truculência de tráfego é coisa bem rastaqüeramente nossa...Caro gil1oli, cresça e viaje um pouqunho fora daqui, e enriqueça seu pensamento, pois tens assaz a aprender...

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  77. Pobrezinho desse "gil1oli" é aquele imbecil perfeitamente descrito nos comentários irrepreensíveis do autor da matéria.
    Está na contramão da história e, assim como os dinossauros, seu fim será a extinção.
    Não tem experiência pessoal, não tem cultura, não sabe do mundo, não tem sensibilidade, é mal educado, não respeita a vida ... é um idiota que se esconde atrás da sensação do anonimato virtual.

    Meus parabéns ao autor da matéria. Perfeito.

    Meus pêsames aos colegas e familiares da moça sacrificada.

    Petrus.
    Fortaleza - CE
    (cidadão/ciclista)

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  78. Honestamente, concordo com muito do que foi dito, mas patético esse tratamento que vcs deram à morte da ciclista, como se fosse um mártir.

    Foi uma fatalidade sim, como várias outras comuns à vida na cidade. Processar o motorista é uma covardia.

    E bicicleta é considerada "de mauricinho" pq raríssimas pessoas moram bem o sufuciente para poderem ir trabalhar ou viver suas rotinas de bicicleta.

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  79. "O motorista está mais do que certo" até o dia em que acontecer com vc, ou alguém da sua família. Mas na nossa vez é diferente, né?

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  80. Parabéns por sua opnião, mas ela deve ter um objetivo maior. O objetivo maior é amenizar o mal que o homem causou e causa a natureza. Andar de bicicleta deveria ser lei, pelo menos em pequenas distâncias. Em longas distâncias somente veículos com biocombustíveis (álcool) ou elétricos (deve chegar em breve no Brasil, mas infelizmente deve ser bem caro...)Com menos carros circulando aumentariam o número de bicicletas, sem haver necessidade de ciclovias, Cabe ao Governo reformar essa política urbana. Não é só em São Paulo, o caos urbano está presente em todas as grandes capitais.Eu não ando de bicicleta já há algum tempo, mas concordo que além de não estar poluindo o ambiente, você vai estar fazendo exercício físico, o que é muito bom para manter a saúde.

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  81. Comecei esta semana a ir ao trabalho de bike por estar cansado de enfrentar engarrafamentos, me estressar e poluir o ar.

    Meus colegas de trabalho riem de mim e me chamam de louco por essa tentativa de fazer a minha parte para uma cidade e uma vida mais saudável, mais harmoniosa, mais humana.

    Sinto pela transição da amiga de vcs e espero que a manifestação realizada tenha mudado alguma coisa na mente das pessoas que por lá passaram.

    Eu assino o Manifesto dos Invisíveis!

    Roberto Piani

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  82. Sempre achei interessante usar a bike para locomoção... mas tenho uma moto. Sabe pq? A distancia das coisas.

    Eu moro em sapopemba, trabalho na mooca e estudo na cidade universitaria... são 60km por dia. Fazer 30 km em duas horas (trampo-facul), com a cidade plana que é SP... hahahah meu, é piada.
    São milhoes na mesma situação que eu, e obvio que não vamos andar de bike. Esse é um dos pqs de andar de bike em sp é piada.

    Se a minha vida estivesse num raio de 10km de distancia, com chuveiros no fim de cada ponto, seria otimo.

    Lógico que isso nada tem a ver com desrespeito aos bikers.... os caras sofrem na rua e vejo isso todos os dias. Eu respeito eles, ando atras deles no corredor, sem fazer pressão, mas isso é uma atitude muito rara por parte dos motolokos.

    Para o carioca que postou: Vc pode ter certeza que andar ak no transito de sp é bem melhor que no rio. Fiquei uma semana em copa e andei mto de onibus, mto mesmo. É uma cidade sem lei. Os motoristas de onibus são selvagens, cortando colegas, carros, motos, qualquer coisa que estiver no caminho. Carros encima da calçada, motos nem se fala.

    Serio, dps do vi considero o transito de sp maravilhoso, no quesito "selvageria"

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  83. Moro na cidade de Ipatinga-MG e me comovi com a luta pelos direitos de se usar a bike em meio aos meios de transportes motorizados. Sou ciclita de fim de semana por falta de opção de usá-la durante a semana pois graças a Deus o transporte na cidade onde moro é de boa qualidade e os engarrafamentos não ocorrem por aqui, mas sou ciclista desde 1992 quando comprei minha primeira mountain bike para trilhas e nunca mais fiquei sem uma magrela. Fico triste em ler matérias onde ainda há desrespeito a vida, onde um ser humano não consegue olhar o outro com o devido respeito. Novas ciclovias seriam apenas medidas paleativas, o que deve acontecer é a lei ser mais rigorosa, o poder legislativo fazer com que a mesma funcione, daí sim a vida será respeitada. Como uma amiga acima disse o que acontecerá será apenas do motorista pagar algumas cestas básicas e mais nada. Esquecem que uma família foi despedaçada, que uma vida foi ceifada e que alguém vai sentir falta da Márcia saindo e chegando em casa, que o salário dela fará falta no fim do mês. Se as leis fossem cobradas dentro do Brasil, a vida seria respeitada em qualquer lugar, seja no transito ou em outro lugar onde já não se existe respeito. Antes de postar seu comentário observe-o se ele fará bem a família da Márcia, pois eles virão aqui ler e comentários contra o que ela amava fazer não farão bem a eles.

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  84. gil1oli 16/1/09 13:49: velho, ok nao que bike nao paga seguro, mas dizer que o motora do onibus tá certo ao atropelar o cara da bike é um pouco demais nao?

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  85. Pensei que todo mundo tinha direito... então é melhor que os pedestres fiquem em casa, já que nã pagam IPVA... que coisa mais estúpida, todo mundo - honesto, pelo menos - paga seus impostos e vive como cidadão, o que lhe garante direito de ir e vir, como quiser, respeitando os direitos dos outros e tendo os seus próprios. Quer dizer que a pessoa só trafega se for de carro e porque paga IPVA?? Patético. Já que eu pago IPVA - e eu pago mesmo, viu, não deixo atrasar nem nada, como muitos motoristas - estou me sentindo no direito de pegar meu carrinho e ir lá na rua, passar por cima de algumas pessoas, estejam elas de bike ou não. Oh, por favor, pelo menos tenha um argumento melhor. Eu pago meus impostos, viu?? Tenho direito a não ver idiotices como essa - ou seria eu obrigada a te aguentar, porque vc tem tanto direito como eu??


    Silvia Araújo - não tive paciencia de criar conta...

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  86. Olá Mário, fiquei inconformada e emocionada ao mesmo tempo, pois o seu post é muito bom e verdadeiro. É uma problemática que poucos percebem, que é a falta de respeito ao próximo, se existisse o respeito, ciclovias e lugares para pedestres seria o de menos.. E sobre o terrível incidente, muitos olham com desdém e chegam a fazer comentários absurdos diante de uma situação dessas como: " também, o que uma ciclista está fazendo na avenida Paulista?", oras.. tenho certeza de que assim como muitos outros ciclistas, ela não estava lá esperando um monstro, sem nenhum tipo de respeito ir lá atingí-la a ponto de matá-la, a bicicleta é um veículo, que deveria ser visto com bons olhos pelo fato de não agredir o ambiente.
    Existem sim, imprudentes sejam eles pedestres, ciclitas ou motoristas... mas aí é que todos deveriam se conscientizar que independente do veículo de transporte que cada um escolhe pra se locomover, TODOS tem direitos e deveres no trânsito. e a palavra RESPEITO cabe em qualquer lugar...

    Parabéns pelo post..

    Abraços!

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  87. se eu pudesse me mudaria hoje, mas vou ficar aqui só pra encher seu saco, cretino idiota!!!!!!!!!!!!

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  88. NA VERDADE CAROS COLEGAS, ESTAMOS VIVENDO UM COLAPSO GERAL PRINCIPALMENTE NOS GRANDES CENTROS. JÁ NÃO HÁ MAIS RESPEITO A VIDA, NINGUÉM RESPEITA MAIS NADA. INFELIZMENTE A TENDÊNCIA É PIORAR E RÁPIDO, JÁ QUE NÃO TEMOS ESPAÇO FÍSICO SUFICIENTE PARA TANTAS PESSOAS. A PARANÓIA TOMOU CONTA DE TODOS, TEMOS O PROBLEMA DA VIOLÊNCIA DESENFREADA ETC. ETC... ETC... PRECISAMOS URGENTEMENTE FAZER UMA PROFUNDA REFLEXÃO SOBRE ESSE TEMA QUE ESTÁ AFENTANDO TODA A HUMANIDADE. ABRAÇOS!

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  89. um dia vou me mudar pro interior, mas por enquanto vou ficar enchendo voce, seu mauricinho fresco babaca!!!!!

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  90. saopaulocorreria.blogspot.com

    estamos juntos no MOVIMENTO: UM MOTOR POR UMA VIDA!

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  91. aqui é a cidade dos idiotas motorizados.......

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  92. É revoltante ler um comentário como o seu postado acima... isso demonstra o tamanho da ignorância que somos obrigados a conviver. Não seria tb. o lugar das pessoas "o campo", já que não pagamos o IPVA, ou o seguro? Quer dizer que só quem tem carro é que tem direito a usar as vias da cidade. Para não te chamar de outra coisa, espero que reflita sobre esse absurdo que vc. acaba de escrever e tenha um pingo de respeito pela morte de nossa colega.

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  93. Eu não ando de bicicleta, eu só sou pedestre e concordo que vcs ciclistas têm direito a seu espaço, mas também é importante que bicicletas e carros respeitem o espaços de nós (pedestres), ja escapei muitas vezes de que uma bici o carro não me batesse quando estou na calçada. Definitivamente é problema de cultura, de respeito.

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  94. Pedalo em SP desde 1988.

    Belo post, belas fotos, triste dia.

    [ ]s

    ig

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  95. bom,moro no estado do parana,mas esse triste episodio na vida deste ciclista que perdeu sua vida,por conta da irresponsabilidade das autoridades e da falta de educação,de carater de um filha da puta de um motorista.
    e esta certo o protestoi feito pelos ciclistas em prol a uma ciclovia,pois ja que motos e carros tem seus espaços as bicicletas tambem tem o direito de ter esse mesmo direito.


    APÓIO OS CICLISTAS DE TODO O BRASIL QUE LUTA PELO DIREITO A UMA "CICLOVIA"

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  96. sem comentarios pro amigo de cima ne? cada imbecil q aparece...
    belo post! força na sua luta, força para os parentes e amigos!

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  97. Eu tenho 37 anos e faz apenas 6 meses que voltei a me encantar por pedalar novamente. Digo voltei, porque por muitos anos eu tinha a bicicleta como modelo de vida. Eu saía de Guarulhos e ia no pedalar até a pista de competição da Caloi, na Av. Ibirapuera...lá eu competia e voltava pra casa, muitas vezes carregando troféus. Depois que a cidade de sampa foi completamente "engolida" pelos carros, perdi a paixão e fui covarde, encostando minha magrela aro 16 que tenho até hoje, num canto da casa. Mas estou orgulhoso em estar de volta, porém em tão pouco tempo já coleciono algumas fechadas de carros. Hoje pedalo em São Caetano do Sul com o meu irmão André, e lá os motoristas de ônibus respeitam a gente....é maravilhoso ter a sensação de fazer amigos tão rápido e pedalar em turma. Sinto muito pela "nossa" amiga que pagou com a vida para chamar a atenção das autoridades. A homenagem que vcs fizeram foi linda!Acredito que podemos precisar de muitos anos, ainda pedalando velhinhos, mas iremos mudar isso. Chega de gente morrer! Basta....Um forte abraço de Cacá, André e Binho, que tb pedala todos os dias para o trabalho, do Ipiranga até a Av. Estados Unidos. Deus nos proteja!

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  98. É O PENSAMENTO INFELIZ E COVARDE COMO O SEU GIL, QUE FAZ COM QUE OS NÚMEROS DE VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO SEJAM CADA VEZ MAIORES NO PAÍS. O SEGURO DE SEU CARRO (ASSIM COMO O DO MEU) O IPVA, E OUTROS IMPOSTOS SOBRE VEÍCULOS AUTOMOTORES SÓ EXISTEM PORQUE O ESTADO PRECISA ARCAR COM U$5 BILHÕES POR ANO COM OS CUSTOS DOS IDIOTAS QUE INSISTEM EM TRANSFORMAR AS RUAS E AVENIDAS EM PRAÇAS ROMANAS DE ESPETÁCULOS MACÁBROS. VC SABIA DISSO? ACHO LEGAL VOCÊ PROCURAR SE INFORMAR. TRABALHO COM QUANTIFICAÇÃO E ESPACIALIZAÇÃO DE ACIDENTES DE TRÂNSITO (SABE O Q É ISSO?) POIS É, TODOS OS DIAS ME DEPARO COM BOLETINS DE OCORRÊNCIA QUE RETRATAM A CRUELDADE DAS RUAS. JÁ IMAGINOU VOCÊ, EM SEU CARRO, SENDO ATROPELADO POR UMA CARRETA DE 40 TONELADAS. É O MESMO QUE ACONTECEU COM NOSSA COLEGA. VOCÊ TEM FILHO? FAMÍLIA? NÃO MEU CARO, LUGAR DE BICICLETA É NAS RUAS, NOS PARQUES, PRAÇAS, BOSQUE, INCLUSIVE NOS CAMPOS QUE VOCÊ SITOU! BICICLETA MEU CARO, É O PRIMEIRO PASSO PARA A INDEPENDÊNCIA DE QUALQUER CRIANÇA. É O GRANDE SONHO DE CONSUMO DE TODAS AS CRIANÇAS. CONFIRA ISSO NO PRÓXIMO NATAL. DÊ UM PULO ATÉ UMA AGÊNCIA DOS CORREIOS E PEGUE UMA CARTINHA PARA O PAPAI NOEL, AQUELAS QUE AS CRIANÇAS CARENTES MANDAM E QUE PESSOAS GENEROSAS, HUMANAS, SOLIDÁRIAS PEGAM E REALIZAM O SONHO DOS QUE FORAM ESQUECIDOS PELA BOA SORTE. OUTRA COISA, DÚVIDO TAMBÉM QUE VOCÊ NUNCA TENHA ESCRITO AQUELA CARTINHA DIZENDO:
    " - PAPAI, NÃO ESQUEÇA A MINHA CALOI!"
    SAUDAÇÕES CICLOATIVISTAS E MINHAS SINCERAS CONDOLÊNCIAS.

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  99. daqui a alguns anos irei de volta pra minha terra no interior de SP, por enquanto vou ficar enchendo seu saco, idiota aí em cima.....

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  100. Esta é a falta de respeito que o ser humano tem contra o próprio ser humano.
    Não se pode esperar 1 minuto para uma bicicleta passar e respeitar a vida do outro, e mais, para respeitar a liberdade de viver que é de todos.
    A morte tornou-se algo banal e o que me deixa mais indignada é que a vida tornou-se irrelevante.

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  101. Fernando Romano16/1/09 15:38

    Parece que o "Anônimo indignado" e o gil1oli estão tão ou mais preconceituosos quanto os próprios motoristas... esse é outro problema que, como o Mário disse, está inserido na (falta de) educação e atitude geral: a capacidade de se colocar na pele do outro. Julgar estando de fora, é facílimo. Difícil é ir ver a real situação do "vagabundo" que recebe assistência social, do pessoal da Bicicletada, dos ciclistas em geral, etc., e se por na situação 'daquele', não é mesmo? E o governo do Estado daqui de SP, que não tinha dinheiro para aumentar o salário dos policiais civis, mas doou 4 bi pras montadoras de carros?... Mesmo assim, culpado sempre serão os ciclistas, né. Ah, a intolerância grassa hoje com uma velocidade quase tão grande quanto a dos motoristas de ônibus assassinos.

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  102. o que é bikes??????
    o uso de bicicletas deve ser incentivado e os ciclistas respeitados

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  103. Este ser... gil1oli disse...

    lugar de bicicleta e no campo,e nao junto com os carros,bicicleta nao paga seguro,ipva,o motorista esta mais do que certo...

    Peça a Deus ou qquer graça divina que nunca algum parente seu tenha este triste fato nao por bicicleta mas dentro de algum carro, aviao ( pelo sobrenome deve ser um bosta, um merda mesmo) ou na rua mesmo pois quem comenta isto eh que nao precisa viver

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  104. Boa Tarde Mario. Meu nome é Francisco. Sou paulistano de coração, mas moro aqui em Brasilia. Sou ciclista também aqui no Distrito Federal. Concordo com vc 100% em tudo o que disse. O que falta ao povo brasileiro é educação no transito. Não se trata de somente aumentar o valor da multas, mas se trata principalmente de educar as pessoas. Infelizmente a Marcia Regina foi vítima de um cara totalmente estúpido, pois tirou a vida dessa pessoa e nem com a consciencia pesada ficou, conforme relatado. Esse motorista (se é que podemos chama-lo assim), não pensa que a filha dele, ou filho,ou neto, ou neta, poderia também andar de bicicleta na rua. E se acontecesse com alguem da familia dele? Será que ficaria tão compreensivo dessa forma? Fica aqui minha indignação e meus sentimentos para a familia da Marcia Regina.

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  105. Face ao enorme número de comentários (que até gerou alguns insultos pesados contra aquele que defendeu os carros porque eles pagam imposto), vou reforçar um ponto crucial. O inimigo não é a pessoa com quem você compartilha a rua. O inimigo não é o motorista oculto pelo Insul-Film preto, nem o motociclista camuflado pelo capacete, nem o motorista de ônibus do alto de 10 toneladas móveis. O inimigo é a ignorância. E as pessoas que expressam ignorância devem ser esclarecidas, e em caso de insistência, rebatidas com argumentos e firmeza, como alguns aqui já fizeram tão bem. Xingar, porém, não funciona como argumento. Todos são seres humanos, com falhas e qualidades.

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  106. Mario, parabens pelos seus comentarios, vc foi brilhante.
    Me chamo Marlene Monteiro, moro nos Estados Unidos e cada vez mais vejo o Brasil como uma terra de ninguem, um "cada um por si" e que Deus ajude. Nao ha justica, policia, consciencia do povo. Nunca mais que voltar a viver ai.

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  107. Rafael Costa16/1/09 15:50

    Lamentável o comentário do "gl1 alguma coisa", é uma pena q nçao tenha coragem de mostrar a cara pra fazer esse tipo de coisa, acredito q quem planta, colhe o q merece... esse cidadão plantou e vai colher...ah! se vai ...
    Meus sentimentos a família da cilista e estou com todos no movimento!
    Sou ciclista, por culpa do meu trabalho não posso usar a bike como gostaria, mas assim q puder retorno as pedaladas!

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  108. Marlene, eu ainda acredito que os que ficaram para trás têm condição de mudar as coisas. O país em geral é claramente melhor do que era na minha adolescência. Os problemas têm soluções possíveis. O que nos frustra é que as mudanças são graduais e lentas e a gente parece que não vai tirar benefício delas na nossa própria vida.

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  109. se as pessoas usassem mais a bike o mundo nao taria tao poluido...nao haveria tanto congestionamento...
    acho q se as pessoas preferem bike ...bom pra elas e isso deve ser respeitado!!!!

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  110. Mário,

    Já não basta sacrificar os animais, infelizmente alguém também tem que ser sacrificado para que a voz da paz e da solidariedade seja ouvida. Tudo o que você fala é realmente o retrato do ciclista no "Brasil": impedimento para se locomover. Caso teime, será penalizado, ou com insultos ou com a própria vida. Sei que não é hora, mas gostaria de parabenizá-lo pela causa, afinal a maioria do ciclista não tem nem força para reclamar seus direitos. Aqui em Fortaleza/CE já tem um grupo (tímido) organizado para o uso da bicicleta. Creio que sua fala possa alcançar o bom senso de todos para que tenhamos um espaço público acessível a todos os atores do trânsito.

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  111. Olá Mário!!!

    Concordo com tudo o que você escreveu!!! Fiquei emocionada com as fotos!
    Amo São Paulo!!! Não moro mais aí, e estando longe a gente dá mais valor à cidade!
    Infelizmente parte da populacão e também o governo, tornam a vida do paulistano mais dura... mas a cidade não deixa de ser acolhedora, versátil e viva!!!
    Aproveite São Paulo e continue lutando pelo que você acredita!!!

    Um grande abraco de Haugesund para você e os ciclistas de Sampa!!!

    Mayra :)

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  112. Bom texto.. tô na causa também.

    Não imagino o que seja morar em São Paulo, é um lugar que quero distância. Moro em São Leopoldo, uma cidade de 250 mil habitantes perto de Porto Alegre.. mesmo com o transito sendo razoavelmente tranquilo, me encomodo as vezes com motoristas.. é em todo lugar o desrespeito.

    Mas é isso aí. Enquanto houver resistência, haverá esperança.

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  113. Mario ótimo texto uma pena que ele surgiu de um momento tão triste. Já repassei ele a minha lista de contatos divulgando o blog. É e suma importância atitudes como a sua. Já tinha ouvido falar da bicicletada e do movimento. Recentemente comprei a minha bike mas só ando em vias de bairro e lendo os comentários, acessando links que foram postados me dei conta da dimensão do assunto. Quero muito participar do movimento, é uma causa importante e não adianta nada ficar aqui sem fazer nada é necessário agir.

    Agradeço ao Willian Cruz pelos links.

    Saudações a tod@s.

    Joy Ribeiro

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  114. Outro dia contei quantos veículos passaram (e não pararam) enquanto eu esperava para atravessar na faixa de pedestres a rua lateral do North Shopping, em Fortaleza: 12, ou melhor: TODOS. Quando não vinha mais nenhum, consegui atravessar, já meio exausta com o peso do meu filho de 1 ano e 8 meses e das sacolas do supermercado. Não tenho coragem de pedalar nessa cidade de brutos, o lugar por excelência dos cretinos motorizados. Outro dia, quando eu atravessava com os meus dois filhos pequenos, um imbecil quase nos atropelou, com o semáforo vermelho e nós na faixa de pedestres. E um grande amigo meu morreu atropelado ao atravessar a Washington Soares, a rodovia assassina. Morei em SP muito tempo, e posso garantir que é "menos ruim" do que aqui. Parabéns pelo excelente artigo!!! Achei linda a sua homenagem, as fotos me levaram às lágrimas.

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  115. Cara, moro em Fortaleza... bem menor que Sampa. Aqui ocorre o mesmo tipo de Frenesi. ninguém respeita ninguém. As motos passam feito loucas entre os carros, e muitas vezes arrancando os espelhos.
    Passo todos os dias pela manhã, numa avenida muito movimentada e digo com sinceridade, quase todos os dias vejo um ciclista morto, ou no mínimo em estado muito grave. as pessoas perderam a noçaõ do respeito, da educação, da cidadania. Em Gramado presenciei o que você comentou sobre pararem para eu atravessar (erradamente fora da faixa). isso não existe aqui. As pessoas estão se deixando levar pela loucura desenfreada da violência cada vez maior e mais horrenda. esquecem o valor de uma vida, esquecem a importância de um ato respeitoso. E isso não significa somente respeitar as leis de trânsito, dando 1,2,3 100 metros de distância do ciclista. O respeito ao DIREITO de TODOS OS MEIOS DE TRANSPORTE usarem as vias. independente de ciclovia ou não... SOMOS SERES HUMANOS E NÃO BARATAS... o valor da vida perdeu-se com essa violência escancaradamente e irresponsavelmente tratada de forma banal! Falta punição severa dos culpados, falta ações dos governos, faltam vias... falta mesmo é RESPEITO A VIDA! CIDADANIA, EDUCAÇÃO.
    Mais um caso bárbaro infelizmente, mas que não ficará esquecido na mente de quem realmente respeita e quer ser respeitado.
    P.S. Não trate-os como inimigos. Não desça. Traga-os.

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  116. CARO GIL, OU ANÔNIMO.
    FICA AQUI UMA PEQUENA LISTA DE SUGESTÕES DE LITERATURA ESPECÍFICA PARA ENRIQUECER SEUS ARGUMENTOS DURANTE UM DEBATE. AAHHH, POR FAVOR, NÃO VOLTE PRO INTERIOR NÃO OK. ESTÁ TÃO BOM AQUI!
    ANDRADE, S.M.; MELLO JORGE, M.H.P. Acidentes de transportes terrestres em cidade da região sul do Brasil: avaliação da cobertura e qualidade dos dados. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 17(6):1449-1456, nov-dez, 2001.
    AZEVEDO, H.P.L. Estudo do desempenho dos espaços públicos para o pedestre: um estudo de caso no centro de Taguatinga. 1992. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília, Brasília.
    BACCHIERI, G. Determinantes e padrões de utilização da bicicleta e acidentes de trânsito sofridos por ciclistas trabalhadores da cidade de Pelotas. 2004. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Medicina. Departamento de Medicina Social. Universidade Federal de Pelotas
    BACCHIERI, G.; GIGANTE, D.P.; ASSUNÇÃO, M.C. Determinantes e padrões de utilização da bicicleta e acidentes de trânsito sofridos por ciclistas trabalhadores da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 21(5): 1499-1508, set-out, 2005.
    BARROS, A.J.D.; AMARAL, R.L.; OLIVEIRA, M.S.B.; LIMA, S.C.; GONÇALVES, E.V. Acidentes com vítimas: sub-registro, caracterização e letalidade. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(4): 979-986, jul-ago, 2003.
    BERNARDINO, A.R. Espacialização dos acidentes de trânsito em Uberlândia (MG): técnicas de geoprocessamento como instrumento de análise – 2000 a 2004. 2007. Tese (Doutorado). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Geografia. Universidade de São Paulo. São Paulo.
    BORN, L. (2004) O dia da cidade sem carro. Disponível em http://www.comciencia.br/200404/reportagens/17.shtml (acessado em 16 novembro de 2006).
    _________. “Devolvam minha parte”. In: Vida Simples. Vá de bicicleta. Faz bem para a saúde, para o trânsito e para o meio ambiente. Editora Abril, São Paulo: 26-27, 2008
    BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Disponível em http://www.senado.gov.br/web/codigos/transito/httoc.htm (acessado em 06 de outubro de 2008).
    CASTRO, F. (2005) Contra caos urbano, bicicletas ganham espaço nas ruas e nas políticas públicas. Agência Repórter Social. Disponível em http://www.reportersocial.com.br/noticias_print.asp?id=1009&ed=Economia (acessado em 21 de outubro de 2008).
    COMISSÃO EUROPÉIA. Cidades para bicicletas. Cidades de futuro. (2000)
    FWHA. Measures to overcome impediments to bicycling and walking. National Bicycling and Walking Study – Case Study Nº4 – Federal Highway Administration – US Department of Transportation, 1993.
    GEIPOT. Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes. Planejamento Cicloviário. Diagnóstico Nacional. Ministério dos Transportes: Brasília, 2001.
    GOLD, P.A. Segurança de trânsito – aplicações de engenharia para reduzir acidentes. Washington: Banco Interamericano de Desenvolvimento, 1998.
    GONÇALVES, R.M.; PETROIANU, A.; JÚNIOR, J.R.F. Characteristics of people involved in accidents with two-wheels-vehicles. Epidemiologic Note. Journal of Public Health. 31(4): 436-437, 1997.
    GRECCO, A.P. Mountain bike e meio ambiente. O ecoturismo esportivo como forma de conservação da paisagem. 1999. Monografia. Instituto de Biociências. Universidade estadual Paulista. Rio Claro.
    LAVE, L.B.; LAVE, C.A.; FRIEDLAND, M.L.; DUNN, W.N. Institucional reconstruction of the accident. In: ROTHE, J.P. Challenging the old order: Towards news directions in traffic safety theory. New Brunswick, New Jersey, USA and London, UK: Transaction Publishes, 1990. p.77-130.
    MANTOVANI, V.R.E. Proposta de um sistema integrado de gestão em segurança de tráfego – SIG SET. 2004. Dissertação (Mestrado). Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia. Departamento de Engenharia Civil. Universidade Federal de São Carlos.
    MINISTÉRIO DAS CIDADES. Cadernos de referência para a elaboração do Plano de Mobilidade por Bicicleta nas Cidades. Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana. Brasília: SeMob, 1ª edição, 2006.
    MIRANDA, A. C. (2004) Plataforma Catarinense de Mobilidade Sustentável. Disponível em http://www.deinfra.sc.gov.br/pcms/ (acessado em 01 de fevereiro de 2007)
    PETZHOLD, M.F. Uma proposta para a municipalização da gestão do trânsito. In: CONATRAN – Congresso Nacional de Trânsito. Anais. Instituto Nacional de Segurança no Trânsito, 2000.
    PEZZUTO, C. C. Fatores que influenciam o uso da bicicleta. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de São Carlos, 2002.
    PIRES, A.B.; VASCONCELOS, E.A.; SILVA, A.C. (coordenadores) Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP – Transporte Humano. Cidades com qualidade de vida. São Paulo: ANTP, 1997.
    RODGERS, G.B. Bicyclist deaths and fatality risk patterns. Accident Analysis & Prevention [ACCID.ANAL.PREV.]. Vol.27, no 2, 215-223, 1995.
    SOUZA, M.L. Uma crise e o seu “day after”: a situação dos movimentos sociais urbanos. In: SOUZA, M.L. O desafio metropolitano: um estudo sobre a problemática sócio-espacial nas metrópoles brasileiras. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
    VASCONCELOS, E.A. A cidade, o transporte e o trânsito. São Paulo: Prolivros, 2005.

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  117. Fernanda Carolina16/1/09 16:13

    Sinto muito mesmo pelo ocorrido. Dirijo em São Paulo, numa região em que muitos ciclistas circulam. Acredite, sou uma das poucas que ainda "divide" a faixa na intenção de não causar acidente e também com a idéia de proteger os ciclistas.

    Mas também acredito que uma tentativa de mudança cultural é dar murro em ponta de faca.
    Um dos muitos problemas de são paulo está ligado a diversidade cultural da cidade. Uma cidade mais homogenia tem mais chances de uma campanha cultural voltada à aquilo dar certo. Agora como atingir motoristas que veem com mentes de diferentes cidades, estados e países?

    Lembrando também, que os ônibus paulistas não respeitam ciclistas, pedestres e carros. O mesmo ocorrido com a ciclista já ocorreu comigo, de carro. Óbvio que a proporção do estrago foi menor, mas algo grave poderia ter ocorrido.

    Agora fica um protesto real também a alguns ciclistas. Outro dia, no meio da Marginal Pinheiros havia um ciclista andando no meio das faixas, e pior, atravessando na frete dos carros. Na bandeirantes um ciclista atravessou todas as faixas, sobre a bicicleta. Na minha rua, os ciclistas apostam corrida as 17 h entre os carros. Muitos, andam sem nenhuma sinalização que os indetifique o que dificulta (e eu sei como) a visualização durante a noite.

    Essas atitudes são como atravessar a rebouças em frente ao shopping eldorado a pé debaixo da passarela, além de causar acidentes acabam por queimar o filme dos ciclistas conscientes, o que não é bom para nenhum dos lados

    Respeito a todos, talvez esse seja o grande passo que temos que dar.

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  118. não conhecia a marcia, mas estou triste, muito triste e chocada...tbém sou ciclista urbana dessa cidade cada vez mais insana, cada vez menos vontade de continuar aqui vendo e vivendo nessa falta de respeito, de educação e CIDADANIA. motoristas egoístas, apressados, violentos, arrogantes numa guerra com pedestres e ciclistas - essa minoria que tenta frágilmente e sem nenhum apoio tornar a cidade, o planeta um lugar possível de viver.
    VIVA A BICICLETADA !!!!
    paula

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  119. Mário,
    Parabéns pelo texto e pelas imagens. Fiquei emocionado com o seu registro fotográfico.
    Pedalo diariamente há quase 10 anos. Atualmente, moro em Brasília, a capital dos automóveis. A capital federal é um retrato do país. A riqueza e o aspecto imponente da Esplanada dos Ministérios e do Plano Piloto contrastam com a pobreza e o abandono dos arredores. Mesmo na ilha da fantasia (região central), a realidade cotidiana é totalmente diferente do que está na Constituição ou nas diversas leis federais e distritais. Problemas graves em diversas áreas: educação, saúde, habitação e meio ambiente. Só um (mau) exemplo: o lixo produzido em Brasília vai para um lixão (o lixão da Estrutural), onde homens, mulheres e crianças disputam o lixo e convivem com a sujeira e com moscas, ratos e urubus, numa cena parecida às cenas exibidas no documentário Ilha das Flores.
    Quanto ao trânsito, o respeito à faixa de pedestre, que já foi orgulho da cidade, já não é o mesmo. O limite de velocidade em diversas vias é bem alto e só é respeitado nos trechos em que há radar (pardal). O “Pedala-DF”, que promete 600 km de ciclovias, e o “Brasília Integrada” ainda parecem coisas de filme de ficção científica. Os carros estão por todo lado: estacionados nas calçadas, em fila dupla, nas faixas de pedestre e em locais proibidos.
    Morei em Sampa muitos anos e conheço a realidade daí. Morava perto do local em que a Márcia foi morta e pedalei muito pela Paulista, Dr. Arnaldo, Teodoro Sampaio, locais com grande movimento de carros, ônibus e motos. Felizmente, sobrevivi. Apesar das dificuldades e da comoção provocada por mais essa tragédia, não desisto da bicicleta – a minha é carinhosamente chamada de magrela. Para mim, a bicicleta é o oposto do que a sociedade consumista atual prega: consuma muito, ganhe muito dinheiro, seja rápido e competitivo. Pra que toda essa pressa? Pra que um automóvel numa grande cidade em que a velocidade média não passa dos 40 km/h? Pra que poluir tanto e causar tantos riscos aos demais cidadãos?
    Eu era um automóvel-dependente, desde que ganhei um carro de meu pai ao atingir a maioridade. Após alguns anos de estresse, caí na real. Vendi meu carro, para surpresa e indignação de amigos, e passei a usar a bicicleta. O ganho na saúde e no meu humor foi enorme! Desde então, minha ideologia gira em torno de uma cidade mais humana, em que as pessoas se respeitam.
    Acho que cada um pode fazer, da sua forma, um pouco pelo bem da coletividade. Além de não emitir poluente nem produzir barulho, nos meus deslocamentos diários, consigo observar a beleza e os problemas da cidade. Às vezes, paro para conversar com alguém que anda pela rua. Meu bebê de 10 meses já anda na bicicleta comigo. Ele não vai crescer como eu cresci, achando que o carro é a única opção de transporte da classe média, e também não vai ficar ansioso em ganhar um automóvel de presente quando completar os 18 anos, pois não será isso que eu lhe darei de aniversário em 2026.
    Recentemente, passei a usar uma bicicleta dobrável, que me fez passar a ser ainda mais louco pelas magrelas. Ontem, ao sair de um restaurante, tive a seguinte conversa com um garçom (G):
    (G) - Nossa, que legal sua bicicleta!
    - Ela é dobrável, um modelo compacto.
    (G) – Poxa, que bom, dá para dobrar e colocar no carro.
    - Mas a vantagem é pedalar em qualquer lugar e levá-la no ônibus ou no metrô, se for necessário.

    Saí do restaurante e fiquei pensando naquele comentário. Acho que resume bem a mentalidade de nossa sociedade automotiva.
    Eu cansei de ouvir comentários do tipo “você é louco”, “pra que pedalar tanto? Compra um carro”. Tento conversar e explicar os benefícios de uma vida mais simples e saudável. Com a minha companheira magrela, acredito ser mais feliz.
    Nessas horas, lembro-me dos versos da Balada do Louco:
    “Dizem que sou louco por pensar assim
    Se eu sou muito louco por eu ser feliz
    Mas louco é quem me diz
    E não é feliz, não é feliz”
    Sou feliz e acredito que a Márcia – infelizmente, eu não tive o prazer de conhecê-la –, também era feliz nas pedaladas cotidianas. Espero que a família dela supere bem essa barra.
    Espero que muitos optem não só pela bicicleta, mas por uma vida menos apegada ao dinheiro e mais preocupada com as pessoas e com a simplicidade. Quem sabe, assim, teremos cidades civilizadas.
    Desculpem-me pelo comentário gigantesco, mas minha mente ficou a mil com esse ocorrido.
    Abraço,
    Uirá Lourenço

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  120. Hoje saiu na Folha de S. Paulo um texto muito interessante para a reflexão de todo mundo:

    Entrevista: Carro e bicicleta são inconciliáveis, afirma sociólogo
    MARIO CESAR CARVALHO
    DA REPORTAGEM LOCAL

    É moralista a ideia de que bastaria ao motorista ser mais educado e cortês para reduzir o número de mortes de ciclistas e motociclistas em São Paulo. A opinião é do sociólogo Eduardo Biavati, que dirigiu por 13 anos o programa de prevenção de acidentes da rede Sarah, famosa no tratamento de traumas.
    O que falta, na opinião de Biavati, são estruturas viárias adequadas para a circulação de bicicletas e motos. "Não dá para misturar bicicleta e carro na mesma rua. O resultado são as mortes por esmagamento", afirma. A solução, segundo ele, é criar ciclovias e faixas para moto. Autor do livro "Rota de Colisão" em parceria com Heloisa Martins, Biavati diz na entrevista a seguir que é irresponsabilidade incentivar o uso de bicicleta em cidades como São Paulo.

    FOLHA - Em 2003, morreram 22 ciclistas em São Paulo. Em 2007, foram 84 mortes. Por que aumentaram tanto essas mortes?
    EDUARDO BIAVATI - As cidades brasileiras não foram feitas para bicicletas e motos. Tudo foi pensado para carros.

    FOLHA - O que é possível fazer para reduzir essas mortes?
    BIAVATI - Não dá para misturar bicicleta e carro na mesma rua. Quando ocorrem misturas díspares, de massas muito diferentes, você aumenta demais o risco para o mais frágil. É muito bonita essa ideia de bicicletas e carros na mesma via, mas isso é impossível em São Paulo.

    FOLHA - Por quê?
    BIAVATI - Porque você não consegue oferecer o mesmo grau de segurança para todos. Não dá para colocar caminhão, carro, moto e bicicleta no mesmo saco. Tem de ter ciclovia e faixa para moto.

    FOLHA - Especialistas criticaram a criação de faixa exclusiva para moto porque seria um incentivo para um veículo individualista e poluidor. Faz sentido essa crítica?
    BIAVATI - Não. Se nada for feito, em dois, três anos as mortes de motociclistas vão ultrapassar as de pedestres. Moto é um dos veículos que mais mata.

    FOLHA - São Paulo tem 33,8 quilômetros de ciclovias. O que poderia ser feito para aumentar a segurança dos ciclistas?
    BIAVATI - A cidade precisaria construir mais 300 quilômetros de ciclovias, o que não vai ocorrer de uma hora para outra. A prefeitura poderia ter uma política de caminhos alternativos, pela qual os ciclistas usariam as vias menos congestionadas para evitar os choques com carros. É irresponsável incentivar o uso de bicicleta sem estrutura viária adequada e sem alertar os usuários para os riscos.

    FOLHA - Há quem diga que não haveria tantas mortes se os motoristas fossem mais educados.
    BIAVATI - Essa visão é moralista. As pessoas morrem não por falta de educação, mas por causa da estrutura viária. Você pode ser gentilíssimo e, num piscar de olhos, atropelar um ciclista porque não o enxergou. Os pedestres morrem não porque são ignorantes. É porque não dá para andar nas calçadas. Se todo mundo fosse mais gentil, isso não mudaria muito. É preciso mudar a filosofia das ruas, separar carros de motos e bicicletas. Nessa redistribuição, acho que os carros devem perder espaço.

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  121. Olá, Solidariedade com a família da vítima do assassinato. Faço tudo o que posso de bicicleta em Florianópolis, mas nada na cidade me facilita a vida. O inferno dos automóveis é aqui pior do que em SP, por duas razões: a concentração deles neste espaço exíguo cresceu exponencialmente em poucos anos, e a cultura local é a de que trânsito bom é trânsito rápido e só para combustores fósseis potentes e brilhosos. Mas queria ressaltar um aspecto do post: nós ciclistas cotidianos não precisamos de ciclovias. Pois todas as ruas já são nossas de direito. Ponto. Ciclovias, aliás, aqui nesta cidade pobre de espírito, são sinônimo de área para desporto. Desconfio de que ainda por cima gerem o péssimo resultado de acentuar o sentimento de posse exclusiva das ruas sem ciclovias por parte do motorista de combustores fósseis. Abraço!

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  122. Meu comentário sobre a entrevista: os dados que Biavati apresenta estão todos corretos, o diagnóstico dele também está certíssimo. Mas discordo da conclusão. Se não se incentivasse ao uso (consciente) da bicicleta na rua, a situação que está aí não começaria a mudar nunca. Como ele disse, ciclovia é uma solução, mas demanda um investimento que claramente não está sendo feito. A mudança é uma questão cultural. E não é moralista: é simplesmente ética, racional e prática.

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  123. Faço meu o seu desabafo..
    É exatamente o que sinto também nas ruas da minha cidade, Brasília.

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  124. Isso é uma verdade, as cidades não se adaptaram à realidade do momento atual. Carro é que manda na cidade, motorista só pensa nele quando ele está sentado atras do volante, só que ele esquece que ele também é pedestre, mesmo que não seja um ciclista, um dia sobra pra ele também. Ad prefeituras resolvem o problema dos taxis e onibus, mas não promovem as bicicletas, que são veículos sadios em todos os sentidos, não poluem o meio ambiente, e além do mais o usuário delas faz seu exercicio físico. Acho que as prefeituras precisam rever o conceito de cidade. Eu estive na Suiça, no Japão e em muitos lugares, inclusive em Florianópolis e interior de SC, e lá há um respeito pelo pedestre. Em SP os onibus e taxis so pensam neles, "trabalham o dia todo atrás do volante", é o que eles dizem, e daí? Os empresários não tem que cobrar nada dos motoristas de onibus e estes por sua vez tem de respeitar o pedestre e os ciclistas. Pior ainda são os motociclistas distos profissionais, que não respeitam ninguem, sem eles mesmo se respeitam.
    O meu lema é: 'As cidades precisam rever o conceito de cidade'. Não esperar para amanhã, é hoje. O investimento é alto? Sim, agora é, mas no futuro não será.
    Espero que esta discussão não fique no BLOG e sim vá além das cadeiras do poder público.
    Abraços

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  125. Não moro em São Paulo ainda , mas pretendo um dia me mudar para cá onde sempre passo bastante tempo, o suficiente para perceber que motorista de ônibus tem que seguir uma rota. Já ouvi eles dizerem q todo mundo - sempre converso com eles - quer passar na mesma rua ao mesmo tempo, aí fica difícil. Eles dizem que os motoristas de carro em São Paulo não sabem usar as vias paralelas. Isto é sério, como todos vão usar apenas a mesma rua quando há tantas outras para serem usadas? O negócio é evitar o caminho dos onibus. É assim que faço na cidade onde resido, na pacata Campo Grande-MS, mas onde os motoristas de coletivos tem rotas e tempo para chegar, cumprir suas tarefas. Evidente que sou contra a forma como eles dirigem, mas eles não tem alternativas. Nós, ciclistas, temos inúmeras outras alternativas. Não seria o caso de utilizar mais ativamente as vias paralelas? Constumo não ir aos lugares onde há fortes possibilidades de bala perdida. Fiquei muito chateda com o que aconteceu com a massagista Márcia. Vamos utilizar mais as vias paralelas e desviar das rotas dos ônibus. Não vejo outra medida neste momento. Quem quer continuar pedalando...não pode esperar ciclovia, não pode esperar conscientização da população motorizada, tem que tomar atitude responsável. Pedalar na Paulista não é a opção mais indicada. Não, neste momento.

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  126. É... Aqui em Fortaleza é do mesmo jeito: Motoristas não respeitam nada ném ninguém!! O festival de buzinas é constante... Preferem fazer barulho a deixar pessoas atravessarem as ruas!! Eu sou pedestre, mas tb sou motorista e como motorista, sempre deixo pedestres terem a preferência!!!!!

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  127. Mario, faço de suas palavras meus sentimentos pelo fato acontecido, é muito triste em saber que ainda existe tantas pessoas ignorantes,aqui na cidade onde moro Limeira no interior de São Paulo não é diferente o descaso com os cilcistas eu tenho carro, moto e bicicleta e com certeza nunca deixarei de ser intimidado por pessoas ignorantes e com certeza já passei por diversas cituações com minha bike, ando todos os dias de bike em média 30km e não vou parae, abraço

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  128. Fernanda Carolina16/1/09 16:30

    Não sei se seria melhor, mas se todas as grandes vias tivessem o corredor de ônibus na esquerda? diminuir em 25 cm 3 faixas já conseguiria-se criar uma bela ciclovia em ruas como paulista, rebouças. Além disso o que foi postado na entrevista é óbvio. São Paulo foi montada para o que acreditava-se ser desenvolvido em 1900.

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  129. Belo texto. Principalmente no que se refere ao uso da palavra mentecapto.
    Pedalo em SP faz mais de 20 anos, já fui atropelado por mentecaptos desse tipo um par de vezes. Dei sorte, sobrevivi até agora. Passei o ano passado na Califórnia e, quando voltei, minha maior paranóia era não esquecer que aqui é diferente e morrer de bobeira. Passo medo todo dia, esperando minha mulher, também ciclista, voltar para casa. SP me ensinou a ser um ciclista agressivo, andava com o dedo médio sempre a postos - teve época em que eu andava com a corrente e o cadeado pendurados no pescoço para ser capaz de reagir aos mentecaptos. Na Califórnia, aprendi que o que precisa é de paz.
    Fico pensando: a cidade tem um baita exército de gente fiscalizando carros por infração ao rodízio ou sinal vermelho. Mas você conhece alguém que já foi multado por avançar sobre a faixa ou por não deixar um pedestre atravessar na faixa onde não tem sinal? Também não quero viver numa sociedade policial, mas punir os mentecaptos em nome da vida é o mínimo.

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  130. Parabens pelo post!

    Sinto pela Marcia. Sou mais uma que tentou pedalar nessa cidade de louco e acabei desistindo.

    Não há respeito algum no transito. Hoje, deixo a bike para passeios informais pelo bairro pois morria de medo quando os onibus passavam por mim "a milhão". Saio com meu carro, um daqueles modelos populares pequenos. Se você para na rua a fim de deixar um carro entrar em alguma rua paralela ou um pedestre atravessar as chances de ouvir um xingo ou buzinada são gigantes. Mas mesmo dentro de um carro pequeno ninguem fica livre de possiveis acidentes. São onibus quase te esmagando, utilitários esportivos com rodas da altura do seu carro querendo passar por cima de você...

    Você disse tudo. A cidade apenas precisa de respeito. Respeito de todos. Dos pedestres, dos ciclistas, dos motoristas de pequenos Unos até os motoristas das gigantes SantaFe, dos motoristas de onibus e caminhões. Respeito é a chave.

    Parabens e tenha um excelente final de semana!!!

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  131. Boa tarde amigos leitores e autor. Creio que já há muita coisa comentada a respeito deste "trágico acidente". Não vou comentar da imprudência da grande maioria dos motoristas, a começar por aqueles que conduzem veículos de grande porte. Gostaria de dizer o seguinte. Sou Paulistano nascido e criado na capital. Há 4 anos me mudei para Santa Catarina e aqui aprendi o real significado da palavra respeito. Como já comentado no blog, é impressionante o respeito que se tem ao pedestre e a qualquer meio de transporte de pequeno porte. É claro que em todo lugar sempre há um "espírito de porco" que acaba estragando, mas com certeza, se olharmos a fundo ele não é da cidade. Enfim, há 1 ano me juntei a uma turma de ciclistas e aprendi a amar um esporte que eu achava ser apenas para atletas do gênero. Aqui é possível ir ao supermercado, escolas, ir ao trabalho ou apenas passear. Achei um verdadeiro absurdo quando vi crianças e mais crianças de bicicletas indo voltando sozinhas pelas ruas e rodovias estaduais. Absurdo porque infelizmente isso nunca seria possível numa cidade como São Paulo. Hoje, com uma filha de 2 anos, vejo que NUNCA trocaria um lugar como SC por duas SP sem dar a ela o direito de pedalar nas ruas sem se preocupar com o trânsito ou ser assaltada em uma esquina qualquer. Quero deixar claro que AMO SÃO PAULO, mas infelizmente é difícil aceitar que pessoas se transformem em verdadeiros animais atrás de um circulo emborrachado chamado volante.
    Meus sentimentos aos familiares de todos aqueles que perderam um ente querido nestas circunstâncias.

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  132. Nada mais importante e benéfico do que usar caminhos alternativos. Mesmo o trânsito engarrafado é muito perigoso. Sempre há paralelas próximas para explorar, com a única exceção da Av. Giovanni Gronchi entre o estádio e a Vila Andrade - um dos maiores equívocos viários da cidade.

    Para quem só está conseguindo ver as coisas horríveis da cidade, a região do Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Vila Ipojuca, Bairro Siciliano, Vila Ida são meus atuais locais favoritos de pedal. Zero disputas com carros e ruas lindas para passear.

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  133. me desculpem minha gente pelo que falei,quem nao tiver pecado que atire a primeira pedra

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  134. Mais uma vítima, agora no Rio:
    http://br.noticias.yahoo.com/s/16012009/25/manchetes-ciclista-13-anos-morre-atropelado.html

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  135. Moro no extremo sul da Zona Sul, especificamente no Jd. Ângela. Toda semana de tempo estável eu e mais três colegas, (à saber; eu membro de uma ONG local, um taxísta, um analista de crédito desempregado, e outro um funcionário do setor construção civil),pegamos nossas bikes depois de um dia de trabalho, no intuito de relaxar e ter uma melhor qualidade de vida, como qualquer cidadão brasileiro possuidores de direitos e deveres conforme carta magna de 88(constituição federal).

    Mas me parece que os direitos são bens privados de uma pequena parcela da população, e os deveres para a maioria dela.

    Partimos lá pelas 20hs. pela Estr. do M' Boi Mirim (número 1 em atropelamentos na cidade de São Paulo, dados do CET o mesmo orgão que se omite em campanhas educativas para pedestres e condutores de automóveis nesta via), sentido região central para junto com outro grupo de ciclistas tentar utilizar as vias públicas ( bem comum a todos cidadãos brasileiros) com segurança, através da grande massa de ciclistas que toma uma das faixas.

    É bem difícil controlar a impaciência de certos condutores de automóveis, mesmo em um grupo de cerca de 60 ciclista. Imagine então 4 ciclistas em uma das vias que mais mata.

    Carros e principalmente micro-ônibus freiam e buzinam pedindo a liberação de uma das faixas sentido contrário no horário do rush.

    Sugestão;

    Aquele grupinho de 55 pessoas e seu chefe maior, escolhidos por voto direto para exercer os interesses do povo (Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos), devem ficar à par dos ocorridos na cidade que se propuseram a auxiliar, para intervir na forma de leis, em favor do povo. (http://sac.prodam.sp.gov.br/)

    O fato é, queremos ou temos poder para precionar tais sujeitos...

    Quer formar a correte???

    henriqueabreumacedo@yahoo.com.br
    cpcmbm.blogspot.com

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  136. PARABENS PELA MATERIA, SOU CICLISTA MORO NO RIO DE JANEIRO, AQUI TAMBEM NAO E MUITO DIFERENTE, OS MOTORISTAS NAO TEM RESPEITO COM CICLISTAS.

    DIFICIL ESTA VIDA DE CICLISTA.

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  137. olá. gostei do seu comentário. sou de santa catarina, mas morei em sampa muitos anos. conheço bem o problema do trãnsito ai.a oito anos vivo em portugal e por ser marinheiro viajo muito e pra vários paises. quanto a baike lembro da holanda e bélgica onde usa-se muito, e uma das imagens que tenho na memória e de uma mãe na baike com um carrinho acoplado e dois bebes na parte de trás a curtir a viagem. cena normal onde a população tem uma cultura diferente da nossa.e preciso concientizar mesmo. força ai. abraço. ari barreto

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  138. Mario, moro em Philadelphia ja fazem 3 anos, e aqui so ando de bike, as ciclovias sao muito fodassas, como aqui nao tem altos nem baixo, fica facinho de pedalar pra onde vc for, no inverno fica um pouco doido, acabei de pedalar do trampo, 20min de casa e lah fora estava -8, enfim e qdo nao tem ciclovia os carros assim como os onibus e caminhoes te respeitam. Bom, te respeitam por dois motivos, primeiro pq a lei aqui funciona e segundo assim como aih no Brasa tem as gangues dos motoboys, aqui tem a "gangue" dos Bikers messengers http://en.wikipedia.org/wiki/Bicycle_messenger que sao tipo motoboys (sinceramente os daqui sao de tirar o folego) mas nao motorizados. E se algum dos camaradas eh atropelado e nao socorrido, ah meu amigo abre os olhos e peh na tabua pq senao vc tah fudido. Eles fazem justica com a propria bike, por assim dizer, e se eu tiver por perto to dentro!

    E tem mais, alem de ser um meio q nao polui o ambiente, 100% green, nao ocupa parking nas ruas, sabe qdo vc procura procura e procura uma vaguinha e nada, pois eh bike facilita a vida em todos os aspectos inclusive no bebado, mas lembre-se de levar o capacete.

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  139. Mário,

    há aproximadamente 1 ano e meio, eu estava atravessando a Avenida Washington Luis, bem próximo ao cruzamento com a Vicente Rao.
    Eu estava de mãos dadas com meu filho, que então tinha 5 anos. Eu estava na faixa.
    Um sujeito, num automóvel Fiat Tempra, simplesmente acelerou tudo que pôde pra cima de nós dois. Agarrei meu filho, corri, e escapamos ilesos por pouco.
    Chinguei o sujeito, aos berros. Ele ainda deu um jeito para parar o carro no meio da avenida e me chamar pra porrada. Juntou gente me defendendo.
    Decidi ir embora de São Paulo nesse dia. Hoje moro em São Roque, e trabalho em São Paulo. Foi o modo que encontrei para ter paz.
    Eu não creio que o motorista quisesse nos atropelar. Ele estava é com raiva de mim, porque eu pisei na faixa no momento em que ELE ia passar. ELE estava com pressa. ELE teve um dia ruim. Quem eu pensava que era.
    Esse é o problema com São Paulo. Todo mundo tem problemas, todo mundo está estressado, e isso é justificativa pra tudo.

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  140. http://wellmedicated.com/wp-content/uploads/2008/10/death_race_2000.jpg

    Poster profético.

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  141. Em Porto Alegre, infelizmente, não é diferente:

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2370479.xml&template=3898.dwt&edition=11511&section=1003

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  142. Olá Mario e colegas ciclistas

    Me chamo Arthur e sempre fui fanático por bicicletas, uma paixão em incondicional, mas em 2003, no dia 18 de maio, as 7:30 da manhã fui atropelado na faixa da direita da avenida 23 de maio, segundo o motorista ele não me viu, foi ultrapassar um outro motorista, pela direita, a 80km/h. Hoje estou bem, mas fiquei um ótimo tempo sem andar com minha magrela, além dos seis meses sem poder tomar Sol ou praticar esportes. Não processei o motorista, só quis que pagasse a minha bike, embora devesse ter feito pois depois não quis pagar ela como deveria. Mas bem, depois de um longo tempo voltei a pedalar por essa cidade sem leis, morava na estação conceição, trabalhava no ipiranga e na consolação e estudava na Vila Mariana, tinha moto, mas usava a bicicleta, sempre passava por onde a Marcia infelizmente foi atingida e sei como é complicado. Hoje estou na Holanda, não pois sou um mauricinho de bicicleta, estou como au-pair, vim trabalhar e estudar. Quando fui andar de bicicleta aqui, acostumado a andar em Sampa, dava passagem para os carros, mesmo eles parando, mas hoje aprendi que aqui, bike tem razão, não importa o que aconteça. Gostaria que São Paulo também fosse assim, sinceramente não gostaria de voltar para essa loucura que é a cidade, mas se voltar, nunca deixarei de andar de bike e continuarei a incentivar as pessoas a andarem aí, como fazia enquanto ai residia.

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  143. Parabéns pelo post!

    Especialmente pela sensibilidade!

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  144. Olá caro, a noite passada vi a passeata e não entendi nada, descobri o que ocorreu agora a pouco lendo um e-mail infelizmente sobre a morte da ciclistas e com citação do seu blog... tudo isto é realmente um horror e concordo plenamente com todas suas palavras.
    Aprendi andar de bicicleta cedo, mas bastou meu pai ser atropelado e ficar com traumas (hoje já falecido) para que eu nunca mais quissesse uma bike nem mesmo para andar em parques.
    Mas junto a vocês, minha solidariedade, o que precisarem contem comigo...
    Sinto muito pela colega de vocês, infelizmente ela não volta mais, isto é o mais duro de saber, mas as leis precisam mudar, as pessoas terem mais educação, para que isto não aconteça novamente.
    Rê Solon

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  145. Mario.

    Muito bom o seu texto. Parabens.
    Vi o seu comentario sobre a Suica.
    Olha, moro em Genebra ha 14 anos. Eh verdade que aqui na Suica os pedestres e ciclistas sao muito mais respeitados. Porem nem tudo aqui é maravilha. Quando se mora aqui é que se sabe das coisas. De vez em quando leio nos jornais pedestres que foram esmagados por automobilistas na faixa. Eu mesma quase já fui atropelada quando atravessava na faixa pedestre. Isso ocorre aqui em Genebra e em outras cidades tambem. Mas sobretudo nas cidades da Suica alemã.
    Claro que felizmente nao ocorre com tanta frequencia como no Brasil. Mas só para mostrar que malucos e irresponsaveis existem em qualquer parte do mundo.

    Meus sinceros pesames para a familia e amigos da Marcia.

    Fiquem com Deus.

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  146. Acho engraçado essas pessoas que dizem que bike é coisa de mauricinho, então andar de onibus carrissimo e metro é coisa de mauricinho tb, é só fazer as contas, vamos supor que eu tivesse que pegar 1 onibus e 1 metro todos os dias para ir trabalhar e fizesse o mesmo para ir pra casa da minha namorada ou outro lugar qualquer aos finais de semana, seria mais ou menos isso: 3,65 x 2 = 7,30 por dia x 30 = 219 por mes x 12 = 2628 por ano!!! nossa quanto dinheiro, então quem faz isso é milhonário!!! Eu paguei 1.400,00 na minha bike atual, que veio depois da minha primeira que é daquelas de supermercado, foi onde começou o meu amor pela bike, mas ela sempre apresentava problemas corriqueiros, então juntei a grana pra comprar uma mais forte que aguentasse mais o tranco sem precisar de muitas visitas a bicicletaria, estou com ela a quase 1 ano e apenas troquei as pastilhas, mas pensem ae 2628 x 1400, quem é mauricinho?

    []s

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  147. Excelente post!!!
    Dal Marcondes

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  148. Olá caro amigo, também me sinto revoltado, não só com o incidente (crime) que aconteceu, mas porque realmente respeito não há no trânsito de nossa cidade, nem com os pedestres, nem com os ciclista, motoqueiros, e entre os próprios motoristas de automóveis.
    Também costumava dar minhas pedaladas, mas há cerca de um ano eu quase morri numa fechada que levei de uma motorista estúpida que ao sair de sua garagem ocupou as duas faixas da rua, numa certa velocidade. O pior só não aconteceu porque eu joguei a bicicleta na calçada, por sorte não haviam pedestres. Daquele dia em diante não me atrevo pedalar em vias "públicas". Mas espero que algum dia possamos viver numa sociedade em que a bicicleta seja "verdadeiramente" considerada um meio de locomoção....
    abraço a todos.

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  149. Acabei de chegar de Sampa. Fiquei justamente na Paulista. Só que cheguei na sexta e não soube do crime. Como ciclista fico revoltado, é lógico. Mas o que mais me apavora é saber que esse fato assombroso está tendo tal repercurssão porque ocorreu numa das avenidas mais famosas da América Latina. Certamente outros imbecis devem ter posto em risco a vida de centenas de ciclistas em locais mais obscuros em todo o Brasil de quinta até agora.
    De qualquer forma a manisfestação serviu para que tal monstruosidade não passasse em branco.
    E quanto a vc, parabéns pelo post
    abração

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  150. Nossa, quanto drama. O post começa ao som de violinos e termina com heavy metal.

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  151. @Newman: Isto é o que eu pergunto aos casca-grossa que acham o caso exagerado: Precisará a morte de algum amigo ou parente seu, ou da sua própria mutilação ao sair à rua, para se convencer de que não se trata de "drama"?

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  152. Mário, belo texto..
    Ando de bike em SP há pelo menos dez anos e aconteceu comigo ontem... Eu trafegava pela Ricardo Jafet (18:00 hs) quando dois imbecis tiraram uma fina de mim... Sabe o que fiz? Exatamento como vou fazer daqui em diante: vou atrás e do carro e tiro satisfação...Será que vai ser preciso morrer mais gente para que vc aprenda e ficar distante de mim (1,5 metros). E mais: vou te copiar(se me permitir, é claro)... Esses caras, a partir de hoje são meus inimigos e serão tratados como tal..
    Abração Mario

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  153. Mário, belo texto..
    Ando de bike em SP há pelo menos dez anos e aconteceu comigo ontem... Eu trafegava pela Ricardo Jafet (18:00 hs) quando dois imbecis tiraram uma fina de mim... Sabe o que fiz? Exatamento como vou fazer daqui em diante: vou atrás e do carro e tiro satisfação...Será que vai ser preciso morrer mais gente para que vc aprenda e ficar distante de mim (1,5 metros). E mais: vou te copiar(se me permitir, é claro)... Esses caras, a partir de hoje são meus inimigos e serão tratados como tal..
    Abração Mario

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  154. Parabéns pelo post, já fazem dois anos que troquei o carro pela bike para ir ao trabalho e concordo com cada vírgula escrita.
    Com certeza qualquer ciclista que pedala em SP tem uma experiência com os criminosos que estão dirigindo os ônibus em nossa cidade.
    A maioria desses criminosos tenta passar por cima de nós todos os dias, e alguns conseguem infelizmente.
    Esse infeliz que atropelou a Marcia deve ter chegado na garagem contando vantagem aos colegas que sempre tentam e não conseguem atropelar um ciclista.
    Vamos continuar pedalando cada vez mais para mostrar à toda cidade que exigimos respeito e que temos todos os direitos que qualquer veículo possui e muitos mais.
    Saudações a todos os ciclistas urbanos (guerreiros de SP)
    Abs.
    Ricardo

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  155. Pedalar é trabalho, com resultado da utilização da própria energia. É simplismente FODA e revolucionário. Perdemos cerca de duas 2horas no transito para chegar ao trabalho e ter a senssassão de que somos gratos à tecnologia de transporte. TEM QUE MUDAR MESMO! E é cultura! Como não poder ir pelando para o trabalho?!!!? há algo mais absurdo que isso?

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  156. impropérios é o caralho! A menina morreu por improdência de todos, por essa cultura, e a verdade dos argumentos são escondidos através de discusos de autoridade baseados na lei e no formalismo como é o caso desses agrumentadores imbecís! VÁ TOMAR TODO MUNDO NO OLHO DO CU enquanto eu não puder colocar o meu encima do celin e ir pedalar pensando no que eu possa porduzir já que produzo a própria energia que me movimenta pelos espaços da civilização!

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  157. Seu comentário foi salvo e será exibido após a aprovação do proprietário do blog. ISSO AQUI é Péssimo hien! tira isso daqui!

    Verificação de palavras

    isso também

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  158. vou voltar aqui pra ver se meus comentários foram publicados

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  159. A moderação dos comentários só serve na prática para evitar spam. Não esqueça que eu estou do seu lado, no que concerne a opiniões, portanto pode baixar a bola e ficar sossegado.

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  160. é galera...
    Acho que esse motorista do Ônibus deveria ser pego pra Cristo! Deve ser aplicada nele uma Pena Exemplar ! QAlgo bizzarro mesmo e que isso seja bem divulgado, pra ver se essa corja despreparada que dirije as frotas de Ônibus, passa a respeitar o transito. Se não respeitam por educação respeitaram pelo medo de se fu..... .
    e acho que companhia de ônibus deve ser acionada e exemplarmente processada, pra que a corja preparada de donos de empresas de ônibus comecem a treinar a corja despreparada de motoristas. Constantemente!!! Queria ver se a ciclista fosse filha de um FDP dono de cia de Ônibus.
    Deus a tenha, e vamos pedalar!!!!
    PAZ!

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  161. Mais um caso, em Sorriso-MT, motorista alcoolizado atropelou um ciclista jogando o corpo a 100 metros do local da colisão. Postei o video no youtube, para que todos saibam o nome do criminoso que até onde fiquei sabendo ainda estava preso depois de ter confessado ter ingerido alcool porem recusado a fazer o teste de alcoolimia.
    http://br.youtube.com/watch?v=O5R6usGyV9Q
    link do youtube

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  162. Apenas para registro: aqui no Nordeste, em Natal/RN, a faixa é respeitada. Não com o mesmo entusiasmo de Brasília, mas se houver sinalização com a mão, é raro o pessoal não parar.

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