2008-09-09

Adeus

Amanhã começa a funcionar o LHC.
Vim me despedir e dizer que foi muito bom compartilhar este planeta com você.
Confira o resultado da experiência aqui.

2008-09-05

A revolta dos browsers

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Desisti novamente de usar o Firefox no Mac. A versão 3.0.2 no Mac OS X 10.5.4 apresenta um bug horrível: ao pedir para baixar uma imagem de um site, o computador inteiro fica semiparalisado durante vários minutos, até que penosamente consigo dar Force Quit no programa. É completamente inaceitável uma coisa dessas acontecer no ano de 2008.

2008-09-04

Google Chrome. Você foi assimilado

Três dias depois do lançamento do Chrome, a resposta do público testador ao absurdo contrato de licença de uso foi tão barulhenta que a empresa teve que declarar publicamente que "houve um engano". Analistas correram a observar que obviamente não há o mínimo nexo num suposto plano do mal de uma empresa se basear num software open source para sequestrar a informação privada ou o direito de autoria sobre materiais postados na Web pelos usuários.

O desmentido e a retificação poderiam ser aceitos com naturalidade. Qualificaríamos a controvérsia como mera tempestade em tampinha de garrafa e então seguiríamos nossa vida como antes, felizes com o novo produto.

O problema é que controvérsias sobre contratos abusivos de produtos de Internet importantes são um fenômeno constante. Acontecem tão repetidamente que ficou difícil confiar nas empresas, mesmo quando é cochilo delas.

Por exemplo, talvez ninguém lembre mais, mas o orkut e o Blogger, que são duas divisões do Google, já estiveram envolvidos no passado em polêmicas sobre contratos de uso pelos quais a empresa passava a ser dona de tudo que você fizesse com esses serviços.

Então, o caso do Chrome não é a primeira nem a segunda vez, já é pelo menos a terceira da qual fico sabendo em primeira mão por ser público alvo e utilizador desses serviços.

Recentemente, o Yahoo começou uma ação de marketing no seu site de fotos Flickr, do qual sou um membro pago, e recusei-me a participar porque as condições expressas por eles implicavam que as minhas fotografias produzidas para essa ação eram automaticamente propriedade da empresa. Sinto muito, Yahoo: se alguém quiser uma foto minha para fins de marketing, tem que pagar pelo material, como meus clientes normais fazem. Nada de brodagem. Pelo contrário.

É tempestade em tampinha de garrafa, mas a sua recorrência a faz parecer uma tormenta.

2008-09-02

Google Chrome, naturalmente

Hmmm... tem alguns comentários em listas que simplesmente não consigo entender. Será que sou geek demais? Por que é difícil enxergarem coisas que me parecem óbvias?

O Google Chrome não é só mais um browser bonitinho. Contém mudanças técnicas importantes e úteis que precisam ser adotadas o quanto antes pelos outros browsers, como cada página rodar como se fosse um aplicativo independente.



Estou testando o browser no meu Vista (que aparece na figura confinado dentro do Remote Desktop num Mac) e achando, sinceramente, que já começa excelente, mesmo com apenas algumas horas de uso. O consumo inicial de memória é maior, mas na atual realidade de muitas coisas abertas a qualquer momento, ter as páginas confinadas em espaços de execução independentes é muito vantajoso. Um JavaScript que executa dez vezes mais rápido também não é nada mau. Um browser que não faz o computador inteiro virar uma lesma por causa de um único site com código defeituoso? Quero mais!

Enquanto eu estava preparando a captura acima, meu Firefox 3 no Mac monopolizou o processador por causa de alguma página com problema de download. Tive de fechá-lo à força. Normalmente, ele fecha sozinho quando não estou na frente do computador, como se fosse vivo mas tivesse impulsos suicidas. Pedir para carregar ou salvar um arquivo do disco, como por exemplo puxar um anexo para o Gmail, é motivo inexplicável para ele congelar o computador inteiro por meio minuto e depois voltar ao normal sozinho. Esse recente comportamento psicótico do programa tem me deixado com ódio.

Ironicamente, eu tinha abandonado o Safari porque ele estava ficando pesado demais no Mac. Começou a virar uma lama com apenas uns 10 tabs abertos, quando antes do último update podia abrir 60 sem sentir nada.

Algumas coisas da interface do Chrome, como a página inicial automática com miniaturas das coisas mais visitadas, são tão boas que precisam urgentemente virar padrão no irmão Mozilla e quem sabe também no Safari, que emprestou parte da sua infra-estrutura para o Chrome. Esses três juntos, se houver um marketing decente, podem começar a enterrar de vez a unanimidade burra em torno do Internet Explorer. Se bem que a vítima inicial é o Firefox mesmo, já que o apelo inicial do Chrome é para geeks, que meio que no geral já fecharam opção em torno do Firefox.

E finalmente, não há como um geek não amar um software cujo ícone parece o Genius. Golpe de mestre.

Vença a preguiça e leia o gibi explicativo. Mesmo que não seja uma pessoa técnica, por ali dá para pegar o espírito da coisa.

Update - Confira no Flickr as fotos do lançamento do Chrome no escritório do Google em São Paulo.