Texto simplificado de chat
Internet_slang (na Wikipédia, em inglês)
Internetês (na Wikipédia)
No século 19, antes do uso generalizado de gravadores de voz e máquinas de escrever, popularizou-se a taquigrafia, também chamada de estenografia, que é um sistema de escrita baseado em sinais gráficos simplificados que representam as palavras foneticamente, permitindo escrever muito mais depressa do que com o sistema alfabético. De fato, com a estenografia é possível registrar um falante à mesma velocidade da sua fala.
Antes do surgimento da imprensa tipográfica no século 15, os livros eram copiados manualmente em folhas de pergaminho. O trabalho do copista e o suporte do texto eram onerosos. Assim, o texto pré-renascentista empregava vários estratagemas gráficos para registrar as palavras de forma rápida e compacta. O texto desse período é cheio de abreviaturas. Algo disso sobreviveu até hoje, em particular os caracteres @, & e o nosso ~ (til), que surgiu originalmente para abreviar as numerosas palavras latinas terminadas em sons nasais.
Nos textos transmitidos pelo telefone, via telex e telegrama, os caracteres acentuados eram inexistentes. O costume era indicar o acento adicionando um H após a vogal. Essa prática migrou para os chats modernos, somando-se a ele o "...um" para representar o til:
naum
soh
tah
soh
tah
Algum novo método de abreviatura também teve de aparecer para acelerar os chats. O resultado foi o surgimento espontâneo de um léxico de uso geral, contendo palavras abreviadas por consenso entre muitos internautas:
akela
aki
axo
d
kbca
kd
ke
ksa
mto
ngm
qdo
rs
vc
tc
tb
tdo
aki
axo
d
kbca
kd
ke
ksa
mto
ngm
qdo
rs
vc
tc
tb
tdo
Todas essas convencionalidades gráficas acabaram sendo naturalmente transportadas para o SMS, onde a economia de caracteres digitados é ainda mais importante do que nos chats.
A abreviatura das palavras frequentes é uma das características específicas da escrita online em tempo real, mas pode ser entendida como erro pelas pessoas puristas e inexperientes nos meios eletrônicos. Claro que é natural que alguns erros genuínos de português possam surgir no meio dos textos, como nos exemplos reais a seguir, que apresento sem tentativa de julgamento:
MTU BOA KRA
UhuLLLLLLL arazo \o/
Pow som muito manero ok vlw
Adorei msm!!
Me cadastrei no site soh pra baixar!! huahuahua
mulheres vms trnsar!!!!!!!!!!!!
num tem criatividade naum? intaum dexa em branco...
bem tbm tc de onde?
Pronto ta add..
Um dia na facul
Vemm aki nao conta pra ngm
Dai qdo fika dificil explicar ,
ng da minha família sabe
tu kurti bob esponja!!!caralhoooouuu,bizarro!
akeli bagulho moh nada a verr meuuu
kkkkk zuera!
fla seriooo
Odeio quem add e ñ deixa scrap!
naum consigo mano como fasoo?/
UhuLLLLLLL arazo \o/
Pow som muito manero ok vlw
Adorei msm!!
Me cadastrei no site soh pra baixar!! huahuahua
mulheres vms trnsar!!!!!!!!!!!!
num tem criatividade naum? intaum dexa em branco...
bem tbm tc de onde?
Pronto ta add..
Um dia na facul
Vemm aki nao conta pra ngm
Dai qdo fika dificil explicar ,
ng da minha família sabe
tu kurti bob esponja!!!caralhoooouuu,bizarro!
akeli bagulho moh nada a verr meuuu
kkkkk zuera!
fla seriooo
Odeio quem add e ñ deixa scrap!
naum consigo mano como fasoo?/
Leet
Leet (na Wikipédia, em inglês)
Leet (na Desciclopédia)
Leet, ou mais formalmente 1337 (derivado da palavra "elite", referindo-se originalmente à "elite dos hackers"), é uma forma de escrever que usa caracteres intencionalmente trocados. O estilo surgiu para conferir um visual original e diferenciado aos textos e pode ser considerado como um socioleto, isto é, uma característica tribal ou identificadora de grupo cultural. No caso, o grupo seria a comunidade de auto-intitulados hackers e geeks. Hoje em dia, o excesso de uso fez o Leet ser pejorativamente associado aos n00b5 ("noobs", de "newbies", novatos), desestimulando o seu uso.
Existem variedades específicas de 1337. Uma das mais antigas é o "KrAzY KaPs" ou "alternante", que usa caixa alta e baixa alternadas dentro das palavras. Embora tenha a aparência de algo trabalhoso, pode ser produzida sobre um texto comum de forma automática, usando um algoritmo scriptável.
QuEm TeIm BoCa FaLa O kE KeR MaIs So NaUm PoDe SeR MaNé
CoRaCaUm De 'VaGaBuNdO' BaTe Na SoLa Do Pé
CoRaCaUm De 'VaGaBuNdO' BaTe Na SoLa Do Pé
Outro estilo básico simplesmente substitui as letras por outros caracteres disponíveis que tenham a aparência suficientemente similar, tecnicamente chamados "homógrafos" ou "homóglifos":
1337 15 n07 4 c0mm0n 1n73rn37 5p34k 4m0n9 r34l h4x0r
(Leet is not a common Internet speak among real hackers)
(Leet is not a common Internet speak among real hackers)
Baseado nesse estilo, em 2005 eu criei uma fonte tipográfica para simular o 1337 em qualquer texto, sem necessidade de trocar letras manualmente nem com scripts. Batizada experimentalmente como "Helvetica h4©K3®" (de "hacker"), foi construída sobre os caracteres da fonte Helvetica fornecida por default no Mac OS clássico. Ela contém alguns homóglifos hilariantemente impossíveis de digitar em ASCII ou Unicode, em particular os algarismos e arroba absurdamente acentuados que substituem as vogais A, E, I e O. Isso torna a fonte impossível de simular apenas com algoritmos de troca de caracteres.

Um terceiro, mais sofisticado e mais trabalhoso estilo de 1337 constrói vários caracteres usando sinais gráficos externos ao conjunto alfanumérico. Pode ser produzido usando scripts:
\/0<3 7/241(_) 0 (V)0\/1(V)3/\/70 (_1/\/6(_)1571<0, \/310!
(Você traiu o movimento linguístico, véio!)
(Você traiu o movimento linguístico, véio!)
1337 de Unicode
Os browsers de Internet recentes representam corretamente textos escritos em múltiplos idiomas e sistemas de escrita usando Unicode, e os sistemas operacionais modernos vêm com as fontes necessárias. Isso abriu o acesso a milhares de novos glifos (desenhos de caracteres) usados em idiomas estrangeiros. Logo surgiu um modismo no orkut, Messenger e Fotolog que aproveita essa paleta de glifos estendida.
A variante mais sofisticada do 1337 pode ser vista nos nomes de usuários e comunidades do orkut:
εïз♥Loly♥εïз
*♥*Paula*♥*
ЯΘŠдЙĠĔŁд
☆_ツ THaH ☆_ツ
<♥•♥Rafah♥•♥>
Ŧєłiρρє
╠╣єяìKa ઇઉ
™Ғєŗиǻиďă™
ŁęøňäЯďŏ
♂SÅмîllÅ
@ ¢σмu σяigiиαl
© þяσƒILє σяIGIиคL ®
*♥*Paula*♥*
ЯΘŠдЙĠĔŁд
☆_ツ THaH ☆_ツ
<♥•♥Rafah♥•♥>
Ŧєłiρρє
╠╣єяìKa ઇઉ
™Ғєŗиǻиďă™
ŁęøňäЯďŏ
♂SÅмîllÅ
@ ¢σмu σяigiиαl
© þяσƒILє σяIGIиคL ®
Os símbolos usados como ornamentos "barrocos" ao redor de muitos dos nomes podem ser interpretados como uma influência do miguxês.
Os n00b5 encontram esses textos com glifos alterados e perguntam como fazer para "escrever com letras diferentes" e produzir "scraps decorados". A resposta é simples: emprega-se uma variedade de scripts escritos pelos próprios usuários para automatizar as trocas de caracteres. Eis um exemplo de script de domínio público, que se executa colando-o sobre a janela de URL do browser com o texto a modificar selecionado dentro do campo de formulário do scrap, perfil etc.:
javascript:var txt=document.getElementsByTagName('textarea')[0];
txt.value=txt.value.replace(/l/gi,"l");
txt.value=txt.value.replace(/A/gi,"α");
txt.value=txt.value.replace(/B/gi,"в");
txt.value=txt.value.replace(/d/gi,"∂");
txt.value=txt.value.replace(/j/gi,"ﻝ");
txt.value=txt.value.replace(/k/gi,"κ");
txt.value=txt.value.replace(/l/gi,"ℓ");
txt.value=txt.value.replace(/n/gi,"η");
txt.value=txt.value.replace(/p/gi,"ρ");
txt.value=txt.value.replace(/m/gi,"м");
txt.value=txt.value.replace(/E/gi,"є");
txt.value=txt.value.replace(/h/gi,"н");
txt.value=txt.value.replace(/i/gi,"i");
txt.value=txt.value.replace(/s/gi,"s");
txt.value=txt.value.replace(/o/gi,"σ");
txt.value=txt.value.replace(/t/gi,"т");
txt.value=txt.value.replace(/w/gi,"ω");
txt.value=txt.value.replace(/r/gi,"я");
void(0);
txt.value=txt.value.replace(/l/gi,"l");
txt.value=txt.value.replace(/A/gi,"α");
txt.value=txt.value.replace(/B/gi,"в");
txt.value=txt.value.replace(/d/gi,"∂");
txt.value=txt.value.replace(/j/gi,"ﻝ");
txt.value=txt.value.replace(/k/gi,"κ");
txt.value=txt.value.replace(/l/gi,"ℓ");
txt.value=txt.value.replace(/n/gi,"η");
txt.value=txt.value.replace(/p/gi,"ρ");
txt.value=txt.value.replace(/m/gi,"м");
txt.value=txt.value.replace(/E/gi,"є");
txt.value=txt.value.replace(/h/gi,"н");
txt.value=txt.value.replace(/i/gi,"i");
txt.value=txt.value.replace(/s/gi,"s");
txt.value=txt.value.replace(/o/gi,"σ");
txt.value=txt.value.replace(/t/gi,"т");
txt.value=txt.value.replace(/w/gi,"ω");
txt.value=txt.value.replace(/r/gi,"я");
void(0);
Eis as trocas de glifos produzidas por esse script:
Aα Bв d∂ jﻝ kκ lℓ nη pρ mм
Eє hн ii ss oσ tт wω rя
Eє hн ii ss oσ tт wω rя
Para criar novas variantes estéticas, basta assinalar glifos diferentes nos campos de troca do script. Pesquisando a fundo as tabelas Unicode é possível inventar trocas ainda mais exóticas. As possibilidades abrangem um repertório estético mais amplo do que o que seria possível através da mera troca da fonte. Veja algumas outras trocas de letras populares:
aค aα bß dđ fҒ fƒ nи sร uυ uµ v√
Miguxês
Miguxês (na Wikipédia)
Miguxês (na Desciclopédia)
Miguxeitor - Conversor de texto para miguxês
Depois de um período em que chegou perigosamente perto de monopolizar os chats e websites jovens, o miguxês (nome derivado de "miguxa", amiga) entrou em marcado declínio. O pessoal que o usava freneticamente nos anos recentes cresceu em idade e em cultura e adotou uma escrita mais próxima do português convencional. Enquanto isso, os novos usuários que poderiam se interessar pelo socioleto enfrentam uma crescente resistência que se expressa por esta frase depreciativa, repetida em inúmeros websites:
Miguxês é dialeto de EMO!
O Miguxeitor é um script online que usa detectores de sequências específicas de caracteres, a fim de converter qualquer texto em miguxês de maneira convincente, refletindo os seus vícios estéticos mais típicos: "fofices" fonéticas, trocas e redundâncias de caracteres por critério puramente ornamental, abusos de términos estendidos nas palavras e emprego abundante de letras repetidas e da letra X.
Um aspecto pouco compreendido sobre o miguxês é o de ele ser muito diferente de uma tentativa de simplificar a escrita. Tampouc é uma simples prova de ignorância de quem escreve. O miguxês é, em primeiro lugar, um construto estético que parte do português escrito comum. É claramente mais complexo para escrever e exige um raciocínio extra. A melhor teoria que tenho para explicar o sucesso temporário dessa forma de escrita é a sua utilidade prática de camuflar das pessoas "de fora" o conteúdo de textos a respeito de temas privados em emails, blogs, chats, scraps e torpedos.
A drástica queda na legibilidade é proporcionada pela mistura entre múltiplos métodos: os floreios típicos do miguxês, os truques estenográficos descritos no início do artigo, trocas de caracteres no estilo 1337 e o emprego de gírias correntes. Fica muito mais difícil para um adulto desinformado sobre a cultura jovem decifrar o texto de um adolescente quando ele combina todo o repertório de elementos construtivos a uma só vez.
Exemplos reais:
Eu aDolu faLa kI nEm CriAnxiNha... hehe... QuE bOm xaBê ki oS HomEns goStaM!!
~* Meeo pensaa numa meninaa FODAA é essaa pakita aiii! meeoo porquêee é sóo mee faaz rii sóo mee faaz choraaa mee faaz fazee ass coisaas maais lokaaas faaz eeu fikaa dancando PSY ee FUNK no meiooo da salaaa a unicáa ee mee faaz eu viveer. c num teeem nocaoooo duu tentoo que EUTEAMO meeo c é tudoo páa miim minhaaa melhoor sempree ♥ é noiiiz sempreee meeo. maninhaaaas gemeeiaa deesse meniinooo aii eeem baixoooo SACAAS ? See é amoor eu sintoo pra valee, maais poor vooc eu dou a caara praa batee =•)
Tiopês
Tiopês (na Wikipédia)
Tiopês (na Desciclopédia)
Tiopês (principal comunidade no orkut, com cerca de 8 mil pessoas)
Conversor automático
O nome vem de "tiop", maneira de digitar "tipo" com dois caracteres trocados. Aparente resultado de dislexia ou de um digitador apressado ou desleixado, tornou-se uma variante estética autônoma, com regras próprias.
O tiopês, a despeito de ser considerado a última moda na Internet e até ter sido já proclamado como o legítimo sucessor do miguxês, tem uma origem muito mais antiga: os hackers - aqui tomados no sentido original autêntico de "geeks especialistas" e incluindo os programadores que ajudaram a criar a Internet - sempre usaram trocas de letras de maneira bem-humorada, ora ingênua, ora sarcástica, para pontuar o discurso. Essas trocas inicialmente referenciavam os comuns erros acidentais cometidos no teclado. Alguns exemplos da primeira leva, mostrados no Jargon File, ironizam o próprio conteúdo que comunicam:
this sentence no verb
too repetetetive
bad speling
incorrectspa cing
too repetetetive
bad speling
incorrectspa cing
As trocas acabaram sendo adotadas como detalhe expressivo e encontraram uso tanto nos websites quanto nos chats, fóruns e SMS. Com o tempo e o uso, alguns dos erros viraram "gags" consensuais entre os internautas, figurando proeminentemente também entre as gírias do dialeto 1337:
pwned (owned)
pr0n (porn)
pr0n (porn)
O mecanismo deturpador da ordem das letras no tiopês pode ser de três tipos: posicional dentro da palavra, entre caracteres foneticamente próximos ou entre letras próximas entre si no teclado QWERTY que podem ser digitadas por engano na pressa.
Como variante dessa brincadeira, ou intermediária entre o tiopês e o miguxês, podemos considerar a língua dos Lolcats, fotos de gatos com legendas humorísticas escritas num dialeto pseudoinfantil, que explodiram como "meme" em 2006:
u is my favrite flavur
moar littul kittehs!
am i doin it rite or rong?
u cud haz at least shard ur cheezburger wif me.
srsly... halp!
moar littul kittehs!
am i doin it rite or rong?
u cud haz at least shard ur cheezburger wif me.
srsly... halp!
Algumas das palavras acabaram transpondo o ambiente das fotos gracinhas e ganhando uso generalizado:
O RLY ?
MOAR
MOAR
A frase mais famosa do tiopês brasileiro, célebre no orkut e também no Twitter, reúne impressionantes singeleza e poder de síntese:
como fas/
Com o declínio da popularidade do miguxês, o tiopês virou alvo de um surto de criatividade ao longo de 2008. Eis alguns exemplos reais:
tiop asim, coom fas////
iso mudol minia vida
faalr tdo oa conratrio
vose fas o meu stilo
q peiot boniots
mesheu com vose mesheu comigo
qqseasha
secso
meninë
menian
estol apaishonada
vol si joga
gzuz
fikdik
nenli;
pofavo
vosse tadi brinks
iso naom he cerio
iso mudol minia vida
faalr tdo oa conratrio
vose fas o meu stilo
q peiot boniots
mesheu com vose mesheu comigo
qqseasha
secso
meninë
menian
estol apaishonada
vol si joga
gzuz
fikdik
nenli;
pofavo
vosse tadi brinks
iso naom he cerio
Mais uma vez, o que pode escapar aos puristas do idioma é o caráter intensamente sarcástico e satírico dessas frases. Há nessa linguagem uma crítica explícita contra o analfabetismo funcional dos (sempre eles) n00b5 da Internet, e num fenômeno autorreferente, também uma crítica contra a maneira como esses maneirismos acabam sendo imitados cegamente pelos n00b5. É fácil distinguir alguém que domina o português e escreve em tiopês deliberado de outra pessoa que genuinamente se perde com as palavras, como é o caso das que criaram os erros de português listados neste meu post anterior.
Aos que, a despeito de todos os esclarecimentos, deixaram de compreender o sentido dessa brincadeira linguística, resta-me tolerar a sua raiva exasperada e redirecioná-los para um site que esteja de acordo com as suas ideias sobre como o idioma deve ser tratado: Eu Sei Escrever. Note, porém, que a campanha está paralisada; o último post desse site já tem três anos e meio.
Nota: Este artigo de 16 mil toques é um lipograma; foi inteiramente escrito sem nenhum emprego das letras ç, ã e õ. Aguarde mais sobre este assunto em posts futuros.
Bônus:eis aqui uma prova experimental de que a linguagem dos Lolcats fica arruinada quando transposta para tiopês vernacular. O conceito linguístico dos Lolcats inclui dois elementos a mais: linguagem infantil em vez de meros "erros" de grafia e um texto genuinamente cômico, que se sustente como piada por conta própria em vez de apenas comentar a foto. Quem fará autênticos Lolcats em português?


16 comentários:
"Nota: Este artigo de 16 mil toques é um lipograma; foi inteiramente escrito sem nenhum emprego das letras ç, ã e õ."
Meninë, comofas///
Stol pasado!
Mário, EXCELENTE artigo!
Parabéns pela publicação, e O B R I G A D O pela excepcional resenha que fez de meu livro! Muito agradecido,
Clic¡o
Fazendo lipogramas assim você até poderia entrar para a escola de literatura diferencial...
Eu faço coro com os que defendem que a língua é dinâmica, viva. Adoro gírias, adoro palavras novas para coisas velhas e detesto mesóclise. Acho um fenômeno interessante este que vc descreveu, simultâneo a mais uma mudança ortográfica no português. Vai ser divertido me tornar uma "analfabeta" e escrever com "erros" que farão com que as pessoas um dia leiam o que eu escrevo com a mesma arrogância infantil que eu uso quando leio algo que meus pais escreveram no português "antigo".
Até onde eu sei, o 1337 surgiu porque os chats, IRCs, e sabe deus o quê as pessoas usavam pra se comunicar na época da internet movida a lenha, bloqueavam palavras de baixo calão, e usavam a escrita 1337 para escrever sem serem censurados.
Além do "comofas/" tem também o "corrão". Mas eu não sabia que o nome disso era tiopês.
Ah sim: transformaram o Lula num Lolcat, mas infelizmente o blog não é atualizado tem tempos (image macro é o que há!): lulalol.blogspot.com
Vi um 'ideia' sem acento ali (não que eu tenha feito uma revisão, notei sem querer mesmo): adotoua reforma ou foi descuido?
O chato se apresenta: há ao menos um exemplar de cada letra citada (excluindo-se a própria nota), para resumir, um quase lipograma perfeito (Murphy's Law é implacável...)... Entretanto, o artigo é impecável em sua abordagem rápida sobre os "dialetos" internéticos (dá pra escrever um livro sobre o assunto)... Parabéns Mario.
Fabiane, o 1337 serviu efetivamente para camuflar termos banidos em fóruns, mas, como dá para perceber pelo Jargon File, esses maneirismos têm uma origem antiga. Teve casos até de redescoberta ou reciclagem, como nas abreviaturas de telex usadas no SMS.
O meu uso do português, fora alguma escorregada eventual, já está dentro da norma do Acordo Ortográfico. Sempre admirei a "ideia", o "voo" e o "heroi" sem acento de Portugal. Já alguns portugueses naturalmente devem temer a possibilidade de os nossos "registro" e "eletrônica" invadirem os textos deles, pois o Acordo permite isso. Mais sobre o assunto no futuro post.
Sergio, duas letras indesejadas foram acrescentadas na última revisada do texto e outra estava dentro de um dos exemplos. Todas imperceptivelmente removidas. E para agradar mais, escrevi este comentário seguindo o mesmo critério e também sem o verbo "ser", nova meta para meu próximo texto ficcional.
Muito interessante o negócio do lipograma. Quer dizer que você escreveu tudo sem nenhum "não" :P.
Agora, a moda do tiopês que eu mais não consigo entender é escreverassimtudojuntoeporumaletraquenãotemnadaavernofinalq. Isso sim é agressivo aos olhos.
Meu caro, o seu blog é sem dúvidas muito atual e dinâmico. Tenho um blog de tendências , o newronio.espm.br e diga-se de passagem, o melhor blog em matéria de conteúdo Beta2.0twiitertendênciascenáriojoveminternetês que eu já visitei. Ah, e uma palavra em Tiopês que eu me viciei é o meldels hehe.
abs
nuss, eu ia dizer alguma coisa, mas vc disse isso e algo mais docaraleo
[]s
Wlad
Chamem-me de radical, malvada, qq coisa; mas bem que uma bomba podia cair em cima dessas gentes que escrevem em miguxês. Ô cosa irritante. Darwin aprovaria.
Esse é o texto mais completo que já li sobre o assunto. Bacana.
A língua portuguesa está comprometida!!!!
#CORRÃO!
OMG! O lipograma foi d+
SOh naum vi vc comentar q o 1337 tb foi usado p/ evitar censura, jah q os mecanismos automáticos naum bloqueavam essas p4l4vr4s :D
Artigo phodástico!
Ficou faltando isso mesmo, vou acrescentar ao texto assim que der um tempinho vago aqui.
Ganhou meu agregador de feeds ;)
Texto muito interessante mesmo, fiquei intrigado com essas experiências com o português ai =p
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