A pequena editora Eletromania fazia revistas sobre eletrodomésticos.
O sucesso da primeira publicação, "Washing World", sobre máquinas de lavar e secadoras, estimulou os donos a ampliar a equipe e iniciar outras revistas, como "TV Tips", sobre televisores e programação de TV, e "Mix It", sobre batedeiras e estúdios de gravação.
A equipe da redação era divertida e animada, e talvez seu único defeito fosse não ter ambição profissional, já que cada um era pago para fazer o que mais gostava - lavar e secar roupas, bater massas de tortas e bolos e assistir à TV sem parar.
Cada qual desejava alcançar o prestigioso posto de editor-chefe; porém, uma vez no cargo, eles pasavam a viver infelizes devido ao excesso de pressões, prazos e tarefas. Não sobraria mais um minuto de tempo para lavar uma cueca sequer. O cargo de editor era estruturado de tal maneira que era impossível alguém sobreviver a ele com a mente sadia. Era necessário abdicar da vida privada, deixar de lado a esposa, abandonar os filhos e se encastelar na redação para enfrentar constantes fechamentos madrugada adentro.
Seria possível estruturar e organizar o trabalho para evitar a praga dos fechamentos, mas, pela própria natureza da atividade, ninguém na redação levava o processo a sério o bastante para consertá-lo. Se a situação chegasse aos ouvidos do dono, era fácil para ele encontrar um culpado e fazer uma "reestruturação", que consistia numa troca de cadeiras básica e uma ou outra medida linha-dura, como controle de borderô ou de horários, para dar uma impressão falsa de progresso.
Ninguém aprendeu nada com a experiência.
O sucesso da primeira publicação, "Washing World", sobre máquinas de lavar e secadoras, estimulou os donos a ampliar a equipe e iniciar outras revistas, como "TV Tips", sobre televisores e programação de TV, e "Mix It", sobre batedeiras e estúdios de gravação.
A equipe da redação era divertida e animada, e talvez seu único defeito fosse não ter ambição profissional, já que cada um era pago para fazer o que mais gostava - lavar e secar roupas, bater massas de tortas e bolos e assistir à TV sem parar.
Cada qual desejava alcançar o prestigioso posto de editor-chefe; porém, uma vez no cargo, eles pasavam a viver infelizes devido ao excesso de pressões, prazos e tarefas. Não sobraria mais um minuto de tempo para lavar uma cueca sequer. O cargo de editor era estruturado de tal maneira que era impossível alguém sobreviver a ele com a mente sadia. Era necessário abdicar da vida privada, deixar de lado a esposa, abandonar os filhos e se encastelar na redação para enfrentar constantes fechamentos madrugada adentro.
Seria possível estruturar e organizar o trabalho para evitar a praga dos fechamentos, mas, pela própria natureza da atividade, ninguém na redação levava o processo a sério o bastante para consertá-lo. Se a situação chegasse aos ouvidos do dono, era fácil para ele encontrar um culpado e fazer uma "reestruturação", que consistia numa troca de cadeiras básica e uma ou outra medida linha-dura, como controle de borderô ou de horários, para dar uma impressão falsa de progresso.
Ninguém aprendeu nada com a experiência.


"qualquer semelhança com a realidade será uma mera coincidência"
ResponderExcluir