2007-11-23

Concurso Helvetica NOW da Linotype

Aqui.
Tem brasileiro no meio... vote!

Marquei bobeira e não inscrevi um cartaz, mas fiz este em 2 minutos para quebrar um galho...

2007-11-21

Restaurar é reviver - Rodchenko



Clique na imagem para baixar uma versão restaurada em PDF deste magnífico poster de Alexander Rodchenko de 1924.
O anúncio é de uma promoção de venda de livros.
A moça na foto é Lilya Brik, o grande amor de Mayakovsky, poeta e parceiro de Rodchenko.
A foto sem recorte está exposta no museu de arte de Berkeley. De posse de um scan razoável, pude restaurar o restante do poster no Illustrator.
O uso é livre.

Crise = Perigo + Oportunidade



Página tirada deste extraordinário livro, que o Rainer me emprestou há três anos e ainda não pegou de volta.

2007-11-17

Blog sobre tipografia

Aqui.

Ferramentas online para tudo

Photoshop online está quase na bica. É um desenvolvimento importante. Em vez de um computador monstro para triturar imagens, basta uma conexão larga o suficiente para enviar e receber partes das suas imagens, conforme elas são processadas remotamente.

O futuro já chegou para quem substituiu algumas de suas aplicações residentes no HD por versões online. A primeira vítima por aqui foi meu programa de email. O Gmail resolve tudo. O Mail da Apple resiste apenas para arquivo morto offline. Não componho mais mensagens nele. Não poderia me importar menos com aqueles gabaritos de emails em HTML enfeitado que a Apple adora exibir na propaganda do Mail em seu site. Outlook, Entourage? Drogas, tô fora.
Outro exemplo. Para publicar meus trabalhos visuais, desencanei do trabalhoso código personalizado e passei a jogar tudo no prático e eficiente flickr. Não é apenas uma galeria de fotos; é um sistema avançado que inclui funções de administração e organização. E não tenho que saber uma linha de código.
Os mashups seguem por aí também. Entregam a promessa não cumprida de 10 anos atrás pelo OpenDoc, primeira tentativa comercial de software modular. Só que a concepção moderna tem a imensa vantagem de ser totalmente online. Não importa mais de qual PC você está acessando o serviço; basta que dê login.

Há algum tempo, escrevi sobre as várias iniciativas de programas de edição de imagem online para não-profissionais. Desde então, tem aparecido algumas boas surpresas. A maior sensação do ano de 2007 em manipulação de imagem foi o algoritmo capaz de remover pixels "automagicamente" - técnica denominada "seam carving". Pois você pode experimentar esse truque revolucionário online, sem necessidade de baixar e instalar um plug-in na sua máquina.
Se, porém, sua necessidade for de uma interpolação simples, e de onde você está acessando a rede não há Photoshop à mão, existem vários sites que fazem o serviço de graça. Experimente este.

Tenho produzido várias ilustrações que partem de uma vetorização de fotografia. A Camila me mandou este link de um traçador online para experimentar, criado na Universidade Stanford. O algoritmo é muito diferente do que vem nos programas tradicionais (Illustrator, FreeHand, Corel). Ele busca a máxima precisão em traçados de logos e fotografias, sem concessões. Não cria duas áreas com exatamente a mesma cor numa imagem, e os contornos das curvas têm uma aparência homogênea. O que ele faz com logos é praticamente milagroso ao adivinhar a real estrutura dos desenhos. Os resultados vêm na forma de arquivos SVG.

Voltando ao Photoshop, o desenvolvedor John Nack avisa em seu blog que o programa ainda precisa ganhar uma interface adequada à tarefa do momento, como já acontece no Lightroom, quase totalmente desprovido de controles modais e caixas de diálogo. Só depois de usar o Lightroom é que os usuários do Photoshop acordam plenamente para o fato de que seu programa predileto incorpora recursos futuristas sobre uma interface genérica, ineficiente e envelhecida, datada do começo dos anos 90. A falta de progresso se deve à dificuldade de mexer no código do programa. As paletas inteligentes do CS3 ainda não são a resposta final para a questão. A solução que o John Nack menciona no blog - workspaces melhor dirigidos à tarefa - já existem no CS3 e também representam pouco.
Algo mais radical se faz necessário. Se não dá para ser como o Lightroom, para começar a se inspirar é só olhar o Fireworks, que hoje também pertence à Adobe e tem um feedback visual refinado.

O que eu SEI desde já que a Adobe não vai fazer, e lamento profundamente, é aproveitar funcionalidades específicas do sistema operacional no qual ele está rodando, em vez de ter todas as suas funções aparafusadas sobre uma base de código universal. Por exemplo, imagine a versão Mac do Photoshop aplicando todos os filtros instantaneamente, em tela cheia e em tempo real... Isso seria possível hoje mesmo, no seu Mac não tão novo assim, usando a tecnologia Core Image que vem embutida no Mac OS X e é responsável pelas perfumarias visuais do Leopard. Na versão Windows, também haveria meios de fazer várias coisas fora do trivial. Mas não seriam exatamente as mesmas da versão Mac. Esse tipo de otimização dedicada, porém, não interessa à Adobe. Interessa que o PC e o Mac funcionem rigorosamente da mesma maneira. Inclusive nos bugs.

Controle de qualidade de software, para quê?

Saiu um update para o Photoshop CS3.
Entre as correções feitas no programa, está a inacreditável

Converting images to CMYK using certain profiles no longer results in black files.

Também saiu um update para o novo e ultra-hypado sistema da Apple, MacOS X 10.5 Leopard, incluindo a seguinte correção de uma falha igualmente incrível:

Addresses a potential data loss issue when moving files across partitions in the Finder.

São dois erros absolutamente crassos, estúpidos, intoleráveis. Mais ainda se se pensar que as porções envolvidas dos softwares são pedaços de código inventados, programados e consolidados já há muitos anos. Nos dois exemplos escolhidos, são funções críticas que jamais poderiam falhar num release dito final dos programas em questão. Me escapa ao raciocínio como funções desse tipo conseguem apodrecer de uma versão para outra, quando as novidades dos softwares estão em outras áreas.

Simplesmente assustador.

2007-11-13

Outro texto adotado

Do Mário Sérgio, que tem blog, mas postou este texto na lista de discussão Maçãs Selecionadas.
Achei que valia mostrá-lo a um público mais amplo. Abram alas...

Vou contar um causo real...
Certa vez o meu celular tocou, era o meu melhor amigo:

Máááário, onde você está?
Qualquer lugar, exceto minha casa?
Por que você não está perto de um computador toda vez que eu preciso de você?
Porque daqui a pouco é domingo e estou indo para a balada oras?
Lembra que estou nos EUA?
Sim, lembro.
Sabe aquela apresentação para segunda-feira aqui em Seattle?
Sim, sei.
Então, o cabeçudo quer que eu envie uma cópia esta noite para ele, mas o e-mail está voltando... Por quê?
Sei lá uai, o que diz no e-mail?
Sei lá uai!
Qual é o tamanho da apresentação?
16MB.
Então é isso?
É isso o quê?
Isso, oras.
Quer levar um soco na sua cara?
Você está em Seattle, esqueceu?
Mas quarta estou aí!
E?
É a mãe!
Eu adoro lhe ver desesperado?
Por quê?
Porque você é mau e eu gosto de fazer maldades com os maus, principalmente quando este mau é o meu amiguinho querido.
Máááááário, me ajuda, caralho!
Ajudar no quê?
A tua mãe passa bem?
Agora que não ajudo mesmo.
Eu te odeio.
Mas me ama, né?
Só quando você me ajuda, e sabe o que eu faço com as pessoas que amo, não sabe?
Sei sim, você não as leva para os EUA.
A mãe vai bem rapaz?
Uh-hun!
Uh-hun o quê? A APRESENTAÇÃO, CACETE!
Mas tem que ser agora?
Não, Mario Sergio, ONTEM!
Manda para mim, você tem sorte que ainda estou perto de casa.
Eu te amo moleque!
A minha mãe também.
Mas o que você vai fazer?
Eu tenho Macintosh, esqueceu?
E?
O seu e-mail volta porque a caixa postal do cabeçudo não aceita mensagens acima dos 10MB, mas não se preocupe, isso é padrão. Logo vou ter que diminuir o tamanho deste anexo.
Mas eu não posso perder nada com esta di-mi-nui-ção.
Posso terminar?
Uh-hun.
Vou exportar para o meu Keynote e reexportar o mesmo arquivo para você...
E?
E o quê?
E?
Uai, eu faço isso toda semana para você, oras. Não é?
É sim, mas não sabia que era assim que acontecia o milagre.
Sim, as suas apresentações têm sempre por volta de 20MB e quando voltam para você as cabeçudas não têm mais do que 5MB.
Tudo devido ao seu computador?
Claro que não, devido ao Steve.
Quem?
Tchau, manda logo a porcaria do arquivo que já estou aqui embaixo.
Eu te amo.
Mas nem pense em me comer, eu já vi o seu biriguim no clube e levei um susto.
Você deveria experimentar, tem gosto de morango com chocolate e eu sei que você não resiste chocolate!
A mãe passa bem?
Passa sim.
E a Sra. Sua Esposa?
Filho da puta!
Não esqueça dos meus Cookies daquela lojinha de NY. Tchau!

Tum tum tum tum tum tum...

Mario Sergio

Agora é o novo logo da Porto Seguro

Está pronto(a) para analisar mais um redesenho de marca corporativa? Vou comentando já o redesign, porque quero chegar logo à parte mais interessante, a sua apresentação.



Primeiro, a tipografia datada tinha mesmo que dançar. Acho, porém, que a fonte nova não tem uma personalidade suficientemente forte para apagar nossas lembranças da Avant Garde original. Chega a ser sintomático que você não possa determinar de golpe de vista se é Syntax, Ezzo, Locator, Praxis ou Aroma. (Dica: não é nenhuma dessas fontes.)

Hoje mesmo vi na rua um carro da empresa, já estampado com a nova marca, e todos os textos exceto o logo estavam em Myriad Italic e Myriad Bold Italic. Pensei: Por que não usar a mesma fonte do logo? Mau sinal.

A segunda coisa é que o barquinho foi substituído por uma única vela enfunada. Olhe o que acontece quando esse elemento é isolado. Qual deles é mais reconhecível?



Por esse ponto de vista, achei a eliminação do barco uma lástima. O que entrou no seu lugar é mais um dos milhões de desenhos semi-abstratos, baseados em simples arcos vetoriais, que literalmente infestam o design gráfico contemporâneo. Sem brincadeira, desenhei uma réplica suficientemente convincente da vela com um blend de 8 etapas dentro de um objeto de curvas com 6 nós, gastando nisso cerca de 4 minutos. E todo dia vejo por aí centenas de marcas que foram construídas exatamente dessa forma. Elipse aqui, parábola ali, logo pronto. Pergunta inconveniente: será que tudo o que restou no repertório do designer gráfico digital foi a curva Bézier? Realmente? Sério?


Apresentação é tudo... ou não?

No momento em que você carrega o novo site da Porto Seguro, aparece um popup obscurecendo a home page. Esse popup é a apresentação da nova marca. Mas ele funciona corretamente apenas no Internet Explorer. Aparentemente, não foi testado no Firefox nem no Safari. Se você for uma criatura sensata que usa um desses outros browsers, seja no Mac ou no PC, verá isto:



O menu visual da home page entra bem na frente do popup, destruindo o efeito. Você é obrigado a deslocar a janelinha com o mouse para poder ler. Como não é uma janela normal de sistema do Windows ou Mac OS, você pode nem descobrir que ela permite ser deslocada. A falha no código do site é uma bola fora do web design, para além do fato de popups serem péssimos em si mesmos, como conceito.

Pode ser só implicância minha, mas acho que, quando uma marca precisa ser explicada, é porque ela tem algum problema. No presente caso, o problema é a explicação em si mesma. Desculpe o rigor da crítica, pois redigir o texto da apresentação e aprová-lo entre múltiplos escalões de executivos cheios de pitacos - sim, trabalho no ramo e conheço essa via crucis - deve ter sido uma tarefa tortuosa e esquecível. Mas será que não dava pra evitar o festival de lugares-comuns? Senão, vejamos:

Redesenhar a marca de uma empresa reconhecida no mercado é sempre um grande desafio. A solução deve equilibrar o impacto visual da atualização da identidade com a preservação dos elementos estruturais de reconhecimento da marca com o seu público.


Até aqui, beleza. Mas conforme já vimos, o pobre navio foi afundado; ficou apenas uma vela, bem menos reconhecível.

Antes de desenhar a nova marca, foi também realizada uma pesquisa com a direção, clientes e corretores, detectando-se, assim, os valores intrínsecos que deveriam ser expressos: excelência, prestatividade, transparência e humanismo. O arredondamento das pontas do quadrado azul, assim como a definição de um símbolo mais dinâmico e construído a partir de curvas, busca comunicar esses conceitos.


Os cantos arredondados do quadrado, outra característica extremamente banal no universo das marcas - está aí o Itaú para me endossar - representariam prestatividade e humanismo...?! Ou essas seriam virtudes expressas da vela...?
Então tá: por esse critério, só para ficar nos valores-chavões que toda empresa adora exibir - o VW empilhado da Volkswagen significaria confiabilidade; o manuscrito da Coca-Cola, sensibilidade; o rosto estilizado da LG, permanência... Não, pare. Isso não é sério!
É essa conversa vaga, quando vem de profissionais do design, que tira uma lasca da integridade do ofício e faz parecer, aos olhos dum leigo ( = cliente) que, efetivamente, a essência da criação é facil e qualquer bobagem se justifica. O resultado são os tantos clientes chatos, mimados, palpiteiros: afinal, foi-lhes ensinado que nós, criativos, acreditamos que o arredondamento de uma parte de um símbolo exala transparência e excelência. Por favor...

O novo símbolo traduz essa idéia, uma vez que vários elementos se somam para criar um todo harmônico. Também preservou a referência à caravela da marca de origem, figurativa no início, depois, estilizada.


Concordo com o todo harmônico (se bem que o texto blocado na largura do quadrado ficaria mais bonito). Mas note bem: o barco original não era uma caravela. Era uma embarcação maior e mais moderna. E a referência não foi preservada, não: as velas do barco eram um conjunto de seis retângulos mais dois triângulos, enquanto a atual é uma construção Bézier. Pode parecer chatice, mas não há parentesco visual entre as duas concepções de velas.

O padrão cromático anterior foi mantido, preservando-se assim um importante elemento de reconhecimento do público.


Não foi, não. O azul ultramarino antigo e o ciano novo são muito diferentes, tanto em matiz como em tonalidade. Confundi-los é uma questão cultural, mais do que perceptual.

Opine...

2007-11-06

Título de mail da semana

Enviado hoje pelo Plaxo:

"Desconhecido adicionou você como contato profissional"


Abro o mail e o nome da pessoa está lá, certinho.

2007-11-05

Analistas de tecnologia erram horrivelmente...

...ao menos ao falar da Apple, e especialmente se tiverem um viés pessoal básico contra a companhia.

Versão longa e detalhada (Wired). Não deixe de ler os comentários.

Versão reduzida (Roughly Drafted).

Em breve, posto aqui uma tradução delas para atender aos preguiçosos práticos.

Não confunda...

Não confunda Joe Jackson com Jack Johnson.
Não confunda Kane com Keane.
Não confunda Orb com Orbital.
Não confunda Steve Reich com Steve Roach.
Não confunda David Gahan com David Gray.
Não confunda Yoko Kanno com Yoko Ono.
Não confunda Polyphonic Spree com Porcupine Tree.
Não confunda Steve Howe com Steve Vai.
Não confunda Ian Anderson com Jon Anderson.
Não confunda Johannes Schmölling com Thorsten Quäschning.
Não confunda Martin Gore com Al Gore.

Há dias

há dias de incerteza
ou será que?
não?

há dias após dias
dias sobre dias
seguidos de dias

dias de agitação
dores luz insônias
café repetido

dias de vontades
delírios fantasias
devaneios

dias de criação
reciclagem
destruição

e dias de inventar
porém não
materializar

há dias de querer
planejar
fazer listas

e dias de rever
conferir
o que não deu

há dias de completude
mas é ilusória
aspiração

há dias de peça faltando
falta uma roda
falta o eixo

há dias de uma lentidão
de começar algo
e não chegar a

2007-11-04

Não é texto meu, mas adoto

Sobretudo
19 Agosto 2007

Sempre achei a alegria coisa muito mais séria do que a tristeza. Meu pai já disse que se mata um tigre a cada dia pela alegria. Então, quando alguém me sorri, eu me pergunto o que aquele sorriso lhe custou de dor, de coragem,  se foi demorado, se caiu e se quebrou, se é sorriso que alguém viu, ou que se perdeu, eu me pergunto o quanto lhe custou de solidão, de não haver ninguém que lhe toque a testa para dizer pode chorar, chora, chora, chora, ou se o sorriso é fruta apanhada na hora, a mais doce, que dá formiga, se é de presente, de sal, se é sorriso que alguém mereça, ou é só uma forma de represar o choro e ficar simples, simples como um menino com sua bola, muito antes de ser jogado às feras. Quando alguém me sorri, eu me pergunto se seu tigre de cada dia já passou, ou se ainda virá. À esquerda do peito, batendo.

Por Juliana Brina

Boa semana, com mais sorrisos, para todo mundo.

2007-11-02

Logo Brasil 2014: Opine...

Falamos tanto da Varig... mas e este aqui?



Para iniciar o debate, quero dar uma perspectiva formal e histórica, relembrando os oito designs anteriores mais o próximo:



Vou colocar rapidamente o que pessoalmente gosto e não gosto nesses daí.
Argentina 78: limpeza extraordinária e um formato muito fácil de lembrar. Dos dez, é o único com cara de marca comercial séria. Mas é frio e não emociona.
Espanha 82: com esse efeito de estrias no rastro da bola, envelheceu mal. Mas também não agride a vista.
México 86: a letra em estilo Avant Garde já era datada há muitos anos, e o efeito de grisê no globo causa constantes problemas de moiré na reprodução.
Itália 90: é indesculpável que isso aí tenha vindo da terra de Prada, Pininfarina e Armani. Gratuito e extremamente datado nos seus efeitos de bola off-register e letras em 3D. Péssimo.
EUA 94: parece una variação da Diet Pepsi. Perfunctório. Felizmente, foi a última vez que insistiram na bola subindo em diagonal, que já tinha dado o que podia.
França 98: datado e preguiçoso, porém muito menos ofensivo que os dois anteriores.
Coréia/Japão 2002: tipografia bonita entra em choque com o símbolo Art Déco, interessante na forma, porém estragado pelos degradês vagabundésimos.
Alemanha 2006: alguém aí está servido de Elma Chips? Mais um símbolo com degradês baratos, além de desarmônico.
África do Sul 2010: mais desarmônico ainda, incrivelmente, e com uma tipografia simplesmente besta. Note que este símbolo e o de 2006 incorporam o de 2002, seguindo uma ideia da FIFA para criar consistência entre cada Copa e a seguinte. O Brasil 2014 não respeita isso.

Agora, vamos ao nosso logo para Brasil 2014. Foi apresentado em março, como "marca da candidatura", ou seja, em caráter provisório. Mas acabou de haver a homologação do país e não redesenharam logo nenhum. É para ficar preocupado?

Algumas das críticas a seguir são reais, outras são satíricas. Não vou distinguir entre umas e outras; aplique sua inteligência. ;-)
  • É um logo de espírito político, com um jeito pseudo-populista que é idêntico aos das campanhas de candidatos a eleições. Teve aquele avião lotado de governadores, presidente, ministros etc. que não me deixa mentir.
  • Por que privilegiar o ano e não o nome do país, como tinham feito os demais logos? Mais política.
  • A paleta de cores foi tirada da bandeira nacional, a exemplo dos logos anteriores. Exceto pela cor vermelha, intrusa obviamente associada ao atual governo do PT. Senão, por que motivo fazer essa salada de cores? Para parecer o Google? Ou seriam as duas coisas juntas?!
  • Uma bola vendada? E que bola seria essa, um futuro modelo da Adidas? Ou uma infiltração subliminar do símbolo da Fischer?
  • Os algarismos buscam parecer uma manuscrita de pincel, mas foram desenhados por alguém que não entende absolutamente nada de manuscritas. Confira as espessuras e angulações dos cantos. Totalmente chutadas. O letrista do supermercado aqui perto teria feito dez mil propostas mais bonitas. Não entende nada de caligrafia? Estude! Não se meta a fazer pessoalmente uma marca milionária sem um conhecimento básico de como funcionam as letras.
  • O nome Brasil está numa fonte triste e sem graça, originalmente criada para uso em placas de trânsito. Ficou um amplo espaço para tentar algo melhor.
  • A linha de base dos algarismos tem a mesma forma da onda da Coca-Cola. Não pode ser coincidência. (OK, esta é de brincadeira. Na verdade, a onda da Coca é ao contrário.)

    Para fechar, eis uma informação pertinente. Esse logo foi criado na agência MPM, não em um escritório de marca. Igual ao redesign da Varig. Coisa para se pensar e discutir. Está certo isso?

    Update - O Brainstorm#9 está aceitando sugestões de logos alternativos, para depois montar uma galeria com eles. Desenhe o seu e mande lá. Vamos ver se é verdade que "quem não sabe fazer critica". Não decepcione! :-)

    Update 2 - Por ocasião da copa de 2006 na Alemanha, um grupo de 11 designers alemães se rebelou e criou logos alternativos não-caretas para a competição. Similar à proposta do Merigo. Para mim, os melhores do conjunto são os de números 5, 9 e 11. Experimente criar seu logo depois de ver os alemães.
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