2007-01-09

Impressionante

O novo iPhone da Apple pode fazer no mercado de celulares o que o iPod fez no mercado dos tocadores de música portáteis: esmagá-lo impiedosamente sob o peso de sua própria superioridade.

Lev Grossman - Time Magazine

O que me impressionou é o nível de refinamento de um produto que ainda está no estágio preliminar. Dá para perceber que estava sendo desenvolvido há anos. As fotos não dão uma idéia clara, é preciso ver o aparelho em funcionamento nos vídeos.

Ele faz o meu Pocket PC com Windows Mobile parecer um abridor de latas enferrujado. E o Zune, um pé de cabra.

Uma reação invejosa já começou. Acusaram o golpe...

2007-01-07

Resoluções para 2007

O Slonik me convidou para blogar sobre este tópico. Participo porque é uma brincadeira legal que não incomoda finguém. Se fosse via mail (spam) eu não participaria.

Agora, vou dar uma de chato. Senta aí que vem sermão.

MEME não é o mesmo que CORRENTE, beleza?

Corrente é uma mensagem inútil que tende a se perpetuar mediante exploração da superstição geral das pessoas que recebem. Ou uma mensagem inútil que se propaga explorando sentimentos vagos de compaixão. Ou um simples trote que explora a credulidade. Em princípio, não existe corrente útil. Tanto que o número de "causas humanitárias" e "abaixo-assinados" deu uma bela diminuída. O povo está percebendo que as mensagens entopem a rede sem levar a nenhuma ação prática, ou podem ser simples pegadinhas.

Meme é uma coisa muito mais abrangente que um spam ou post de blog. Meme é uma idéia que as pessoas propagam espontaneamente. As regras gerais da propagação do meme têm paralelo com o processo evolutivo conforme descrito por Darwin. Assim, em essência, a cultura de uma comunidade é uma coleção de memes selecionados.

Mais aqui para aprender sobre o assunto e parar de fazer confusão.

Essa iniciativa de escrever cinco resoluções de ano novo é uma corrente. Faço porque me convidaram. Um meme seria, por exemplo, deixar de escrever no blog e dar uma enganada colocando vídeos do YouTube.

Voltando ao assunto resoluções para 2007. Eis minhas cinco, deliberadamente fora de ordem:

3. Fazer muitas viagens de bike, a baixo custo, quando quiser, auto-suficiente e livre.

4. Terminar de entrar em forma. Faltam uns 6 quilos para acabar de vez com a pança. Mas os últimos quilos são os mais difíceis.

2. Arranjar um emprego fixo que me dê estabilidade financeira, não demande muita responsabilidade e ao mesmo tempo permita continuar com meus frilas bacanas. Raríssimas vezes fui capaz de conciliar as duas coisas. Ou o emprego me absorve totalmente ou os frilas são insuficientes para me sustentar. Portanto, façam suas ofertas de trampo. Mas tem uma coisa: NADA de emprego varando noites seguidas para cumprir prazos desumanos; agüentando chefes incompetentes, delirantes, inconstantes e arrogantes, com os quais é impossível dialogar; sofrendo intrigas de funcionários traíras; padecendo falta de estrutura técnica; me matando para criar um valor do qual nada resta dali a um mês. Tenho idade e experiência suficientes para merecer mais consideração e ambicionar produzir coisas de maior valor e permanência.

5. Recuperar minha inspiração para desenhar e, quem sabe, voltar a trabalhar com ilustração.

1. Restaurar a vida...

Bikes, Parte 28: Trajetos de bike no Google Earth

Algumas pedaladas passadas de 2006 e futuras de 2007 no Google Earth.



Abril de 2009: As coisas progrediram deste então. Aqui está o mesmo mapa em 2009, sem as rotas fora da Grande São Paulo.

2007-01-01

Bikes, Parte 27: Minha vida sobre duas rodas em fotos

Faltava neste site uma galeria de fotos de época para a série de textos contando a minha história sobre rodas, além de um índice para todos os textos.
O material a seguir foi o subproduto divertido de um projeto pessoal de restauração de fotografias.


1970
É evidente o que o bebê está pensando neste momento:
"A bola é legal, mas as rodas são mais legais ainda!"


1972
O triciclo Bandeirante vermelho ainda é o mesmo.


1974
Meu pai sempre contava a história dessa foto. Ele se posicionou para me enquadrar no centro (um joelho dele aparece no canto inferior direito), mas eu não quis saber e saí pedalando. A foto foi clicada um instante antes de eu sumir de vista com um sorriso safado.


1978
Aprendi a pedalar na Monareta aro 16 sem rodinhas de apoio dentro da sala de estar em casa. Só depois saí para a rua, que era de terra. Meu primeiro gostinho de trilha? Textos sobre essa época aqui e aqui.


1979
Minha mãe ganhou uma Caloi Berlineta aro 20 usada (ela e a bike aparecem na foto). Logo tomei posse da bike maior e mais potente. Minha mãe não se importou. A nossa rua agora está asfaltada. Não tenho nenhuma foto com bike do período da aborrescência, mas tenho textos: aqui e aqui.


1993
A bike azul é uma Caloi Cruiser que usei durante o ano de 1992 e repintei sozinho com tinta spray. Infelizmente, o quadro quebrou poucos dias depois de feita a foto. No fundo aparece a Caloi Italia ainda nova e sem alterações. Texto sobre esse período aqui.


1993
A Caloi Italia era cor-de-rosa, mas ninguém se importava com a cor. Esperei a pintura estragar e mandei repintar o quadro em vermelho metálico. Ficou ótimo. Mas por falta de apenas uma peça, nunca montei a bike de volta. Acabei doando o quadro em estado de novo, oito anos depois. O meu primeiro capacete foi esse Manfra de fibra de vidro, quente e pesado demais para usar em MTB. Textos sobre essa época aqui, aqui e aqui.


1993
O mau gosto nas roupas imperava. As confecções supunham que a única coisa que interessava aos ciclistas eram cores fluorescentes. Se você quisesse algo mais discreto, simplesmente não conseguia achar. Foi certamente por causa das roupas e não da aparência da bike que um assaltante de rua me escolheu na época para tentar roubar. (Não conseguiu.) Texto sobre os modismos relacionados a bike aqui.


1993
Foto curiosa por ter sido feita junto com um Macintosh, no primeiro emprego onde usei esse computador (Revista Náutica). Em 2001 comprei outro exemplar do mesmo modelo, já então uma peça de museu. Texto sobre minha primeira e única competição de cross-country (na mesma época desta foto) aqui.


1993
Agora, com a Stumpjumper montada e roupas um pouco mais razoáveis. Eu não tinha programa de treino de nenhum tipo, mas estava em ótima forma. Analisando a foto, porém, não era tão magrinho como lembrava ser. Essa foi minha melhor época de bike, com trilhas de fim de semana e passeios noturnos em SP com a turma do Luiz da Trilha, Casca, Carlos Hellmeister, Márcio Minei, Yukito Sonohara, Marco Padovani e outros amigos que gostaria de saber onde estão hoje. Minha longa história com a Stumpjumper começa aqui.


1993
Comprei a MTB importada mais barata da época, uma Nishiki Manitoba, e adicionei pneus lisos finos, um guidão de road bike e uma suspensão simples para testar minha idéia de bike adaptada para uso urbano. Ia trabalhar com ela na Folha de S. Paulo e a deixava presa por uma corrente na entrada do edifício. Nunca ninguém mexeu nela nem reclamou. Textos sobre o uso da bicicleta na cidade aqui , aqui, aqui, aqui e aqui.


1994
Desfiz a mudança e vendi a Nishiki pouco tempo depois para adquirir a Rockhopper verde que foi minha principal montaria urbana nos nove anos seguintes. A Stumpjumper ficou para uso exclusivo em trilhas. Mas por volta de 1995 os meus passeios em trilhas estavam acabando.


2001
Entre 1996 e 2003 eu praticamente não cuidei das bikes e deixei que se estragassem muito. Na foto, a Stumpjumper ainda está com várias peças velhas que foram removidas na recente restauração. Texto sobre upgrades de peças em bikes aqui.


2005
Primeiro dia da Caloi Strada, que agora estou passando adiante para abrir espaço na garagem para outra mountain bike. A história dela é contada aqui.


2006
Na falta de uma foto minha junto com a Rockhopper, eis uma foto de despedida dela, com a mecânica já modernizada, pouco antes de mudar de dono.


2006
Experimentando a FSRxc zero-bala numa rua tranqüila do Morumbi, usada para prática de auto-escolas. Nessa foto estou 15 quilos mais gordo do que hoje. Tive até que mudar a calibração das suspensões. Textos sobre suspensão total aqui, aqui e aqui.


2006
FSRxc no bar Assim Assado, em Moema.