2007-08-06

Oops!



O redator nao sabia inicialmente qual era a lesão do jogador, colocou "casa do caralho" para marcar o lugar no texto, e quando foi trocar por "coxa esquerda" errou o local...

Como a notícia está no ar desde quinta-feira, imagino que o pessoal do Yahoo! deu uma risada e preferiu deixar como estava. Mesmo porque, depois de corrigida, a falha poderia continuar a ser apontada pelo Google.

Outro exemplo de acidente engraçado aconteceu hoje mesmo no OSviews, um agregador de notícias sobre sistemas operacionais. A sincronicidade de ver as duas falhas foi o que me deu o impulso de escrever este post. O erro no site já foi corrigido, mas deu tempo de fazer uma captura de tela...



Nas minhas revistas, além da ocasional capa falsa bem-humorada, era comum preencher o espaço de matérias inacabadas com textos provisórios engraçados, absurdos e até palavrões fora de contexto. Mas nunca vazou nenhum acidentalmente para a gráfica. Tive, sim, um texto desses publicado, mas foi de propósito. Foi na Revista Náutica, em 1992. Era uma página com teste de barco completamente absurdo, sacaneando o jargão do ramo. O dono da editora gostou tanto que mandou publicar aquilo como matéria falsa de primeiro de abril, mesmo não sendo aquela a edição do mês de abril.

O que me leva a outro assunto: as pegadinhas de abril. Anos atrás, num post que não está mais no ar, comentei sobre uma matéria da revista Nova Eletrônica que saiu em 1982. Essa revista era uma referência em tecnologia, mais do que as Info da vida dos dias atuais. Eles traduziam material licenciado da Audio, uma revista americana de ótimo nível, que sempre caprichou na matéria falsa do mês de abril. A Nova Eletrônica embarcou com gosto numa pegadinha elaborada, com direito a fotos e tabelas, apresentando um toca-discos "revolucionário" no qual o disco ficava parado no prato e o captador com a agulha ficava num carrinho que rodava em círculos sobre o disco e transmitia o som ao amplificador via rádio. Supermoderno! Leitores ficaram revoltados quando perceberam que os próprios editores da revista não se tocaram e levaram aquilo a sério...

3 comentários:

  1. Daniel Goulart6/8/07 20:07

    Isso me faz lembrar um folheto que circulou por um tempo na empresa onde trabalho. Tratava-se de uma nota de falecimento onde, abaixo da foto, esqueceram de mudar a legenda que dizia: "foto da véia".

    ResponderExcluir
  2. Ei, eu lembro dessa reportagem. Engraçado que, se a memória não me engana, o artigo original da Audio era bem anterior, de 78 ou 79. Mas a Nova Eletronica era mesmo muito boa. Não era versão de uma italiana ?

    ResponderExcluir
  3. A Nova Eletronica (escrito assim mesmo, sem acento) era boa, sim. Grande e cheia de informação. As outras tentavam se parecer com ela, ou talvez com a Elektuur (que teve versão nacional).

    Tive uma coleção dela e de várias revistas de áudio, mas doei tudo em 2003, não lembro para quem.

    Mas isso ficou no passado. A computação e os circuitos digitais mudaram o panorama do hobby para sempre. Circuitos analógicos são mais interessantes de mexer.

    ResponderExcluir