2007-07-10

Clube do G3: iMacs!


(Imagem lamacenta de celular: cortesia Sony Ericsson)

Finalmente, dois iMacs entraram para o museu do Clube do G3, de uma vez só. O (looongo!) texto a seguir dá conta da sua origem; comenta as possibilidades de uso, seis a nove anos após fabricados; e comenta os princípios de design.

Lembra do iMac colorido? Já faz um bom tempo. Ele foi fabricado entre 1998 e 2002, mesma época da explosão da Web. Bons tempos, boas memórias. Com processador G3 e vídeo e memória limitados, é difícil ver hoje em dia algum desses iMacs em uso que não seja de um entusiasta. Graças à sua surpreendente popularidade no Brasil, ainda é fácil de achar no mercado de usados. Mas o preço que se costuma pedir, dependendo do modelo, pode ser exagerado por ele ser um item "cult".

Os iMacs do museu podem ser considerados itens "cult", dependendo da sua sensibilidade nerd. Mas também são úteis para o dia-a-dia. Apesar de velhinhos, suprem certas necessidades de computação distribuída. Traduzindo: na falta temporária de uma única máquina poderosa e com monitor bem grande, acabo usando os dois iMacs em atividades paralelas. Por exemplo, um iMac fica dedicado para Web e chat e o outro para tocar músicas no iTunes, enquanto o G3 azul debulha o Adobe CS2.


Tudo começou com ele


O primeiro iMac do meu museu é um Bondi Blue com clock de 233 MHz. Sim, o modelo original de agosto de 1998, da primeiríssima geração conhecida como Revision A. É um item de interesse histórico. Na sua época, custava US$ 1300. Ainda assim, não paguei um centavo por ele, e ainda por cima, foi rejeitado três vezes antes de assumir seu lugar de honra no museu.

Este exemplar foi a máquina pessoal de mesa da Adri até ela comprar um iMac G4 em 2003. Depois disso, ele passou um ano como objeto de decoração, sem que ninguém o usasse; mas ainda continha emails, imagens e outros itens pessoais. Fiz a transferência desses conteúdos para o iMac G4. O que fazer com o iMac velho? A Adri não o queria mais ocupando espaço em casa. O ideal seria repassá-lo a algum amigo que precisasse de uma máquina despretensiosa para acessar a Internet. Contribuí aumentando a memória de 64 MB para 256 MB, trocando o disco de 6 GB para 20 GB e colocando o Mac OS X 10.2 Jaguar (o sistema original era o 8.1).

O Bondi Blue foi para o Altemar, que nunca tinha mexido em Mac, mas tinha curiosidade. Porém, o iMac não se integrou ao esquema e novamente ficou parado. Tentei colocar nele uma versão do Ubuntu, mas não deu certo: o driver de vídeo não se entendeu com o chip de vídeo ATI.

Então, peguei o iMac, atualizei o sistema para o OS X 10.3 Panther e preparei-o para o Edu Guedes, que mora em Araraquara e também tinha vontade de brincar num Mac. Uma pessoa de confiança viria recolher o Mac de carro quando passasse em São Paulo. De fato veio, mas não conseguiu achar o endereço e voltou sem nada.

A pessoa seguinte que pegaria o iMac, se o Edu não pudesse, seria a Sandra Rocha. Na época ela tinha necessidade de alguma coisa que surfasse a Web em casa. Mas, para meu horror, percebi que o monitor começava a dar pau, piscando com fortes estalos e ameaçando queimar de repente. De fato, a maioria dos iMacs da primeira geração foi para a sucata ao cabo de quatro ou cinco anos de uso, devido ao desgaste do flyback - um transformador de alta tensão que participa da geração de imagens no monitor. Trocada essa peça, a máquina volta ao normal. Pois bem, o Bondi Blue começou a dar sintomas de falha iminente da tela; pela experiência, eu já sabia o que aquilo significava e aonde iria parar. Recolhi o Mac antes que pifasse de vez e ele passou mais um tempo parado, aguardando o conserto.

Então, meu amigo Alexandre Villares, diretor da VectorPro, contratou uma oficina eletrônica em São Paulo para consertar alguns monitores da escola. A mesma oficina também faz a troca do flyback do iMac, a um preço razoável. Você não vai querer investir muito num computador que vale pouco; já basta o alto custo das memórias SO-DIMM para ele. O irmão do Alexandre e eu levamos até a oficina o iMac e os monitores combalidos.

Quando o iMac voltou curado, ainda passou um mês esperando até eu conseguir arrumar um tempo para pegá-lo. O pai dele insistiu em me trazer de carona, com o iMac "sentado" no banco de trás do carro, a parte frontal virada para baixo - um tipo de viagem que ele já fizera repetidamente nas minhas sucessivas mudanças.

Finalmente, após todos os percalços e rejeições, o Bondi Blue está feliz do meu lado, contendo a discografia integral de David Bowie no seu HD.


Outros iMacs na minha vida

Cumpre lembrar que trabalhei na Macmania, onde desempenhava com freqüência a operação de desmontar e montar iMacs, tendo até fotografado e publicado o processo todo na revista. Aprendi a trocar um HD em poucos minutos - tarefa que exige desaparafusar a parte de baixo e remover um chassi de metal que contém a motherboard e os drives... uma gambiarra mecânica assustadora.

Nessa época, bastante gente usava o iMac como estação de trabalho profissional, com certa precariedade, pois ele não foi criado com essa finalidade nem é muito potente. Mas era o Mac mais barato de todos e quebrava um galho. Lembro em particular da Conrad Editora, quando ficava na casa amarela da rua Maracaí, em 2002. Todos os computadores eram iMacs de cores variadas. Depois das renovações no hardware, os últimos que restaram foram os dos donos da editora e o da recepcionista.

Entre 2000 e 2002, fui proprietário de um iMac de 266 MHz. Era um Strawberry de fim de estoque (provavelmente por ser a cor menos desejada), que comprei com um superdesconto. Na verdade, comprei dois: um para mim e outro para a Tuta. O meu foi útil para escrever o blog, fazer frilas com fotografias e acessar as inúmeras listas de email que eu assinava na época. Também usei muito o Strawberry (que rebatizei de Cherry-Lyptus) para jogar Unreal Tournament. Finalmente, vendi-o baratinho para a editora Bookmakers. O iMac gêmeo que estava com a Tuta ficou com a Julia em 2007, depois de uma atualização nos programas.


Detalhes técnicos do iMac Rev. A

Em desempenho, é um pouco inferior a um G3 bege. Com 256 MB de RAM, ele suporta bem o Mac OS X 10.3 Panther, mas ouve-se bastante o acesso ao HD enquanto o sistema pagina a memória. Não recomendo instalar o Mac OS X 10.4 Tiger, a não ser que se precise de algum programa que só roda nrle. Embora seja mais eficiente, o Tiger exige mais memória. O iMac original só tem espaço para 384 MB (256 + 128), que era bastante em 1998, mas hoje em dia mal dá para o troco. Além disso, o Tiger não é oficialmente suportado, exigindo uma gambiarra com o XPostFacto para ser instalado.

A agilidade na Web é bem aceitável, porém deficiente para tocar vídeos do YouTube. Por ter uma ventoinha interna, esse iMac faz um pouco de ruído, mesmo em modo de espera (sleep).

Conexão via Ethernet a outro computador mais moderno é importante, já que ele não tem interface FireWire para dispositivos externos (apenas USB 1.1) e não grava CD nem lê DVD. Como jukebox de iTunes é bom, mas os alto-falantes exigem equalização para melhorar o som. Caminho das pedras: diminua as freqüências de 500 até 4 kHz e aumente as de 64, 125, 250 e 16K. O iMac original tem dois jacks de fones de ouvido no painel frontal, além de uma saída de áudio lateral.

O HD pode ser bem maior do que o original: até 128 GB. O sistema operacional precisa estar dentro de uma primeira partição com um tamanho igual ou inferior a 8 GB. A formatação e o particionamento devem ser feitos pelo Mac OS clássico, não o OS X, senão não funciona.

Update (22 de julho) - Tive a tristeza de descobrir que o instalador do Adobe CS2 só aceita rodar se o Mac tiver 384 MB de RAM instalada. O Bondi Blue já está no máximo de 256 MB. O site Low End Mac informa que alguns exemplares desse modelo (mas não qualquer um) funcionam com um pente de 128 MB trocado por outro de 256 MB, atingindo os 384 MB. Como a memória SO-DIMM é cara e desmontar o iMac é muito chato, não vejo razão de tentar a experiência só pelo capricho de rodar os programas da Adobe com velocidade sofrível. O OS X Panther em si mesmo já não gosta muito de trabalhar apertado em 256 MB.

Falando em Adobe, o CS3 só funciona em Macs G4, G5 e Intel, o que deixa os G3 congelados na versão CS2. Francamente, já está de ótimo tamanho para uso geral em design. Se precisar dos recursos avançados do CS3, é meu dever profissional ter uma workstation configurada só para isso.



iMac 500 MHz Lime

O segundo iMac do meu museu foi fabricado entre fevereiro e julho de 2001. Apesar de ter pouca diferença de idade para o Bondi Blue, é bem mais contemporâneo nos recursos. Suporta memória comum DIMM, traz dois conectores FireWire, tem saída de vídeo para um segundo monitor (mirror) e suporta Wi-Fi através da placa AirPort (opcional). Apesar de ser um G3, fica bem à vontade com o Mac OS X. Muitos modelos têm gravadores de CD e DVD. Até os alto-falantes produzem um som melhor. Comparado ao iMac original, o gabinete é mais refinado e limpo, dispensa o cooler (silêncio total no modo sleep) e traz os slots de memória acessíveis sob uma tampa na "barriga". É bem mais leve e um pouco menor, mantendo o mesmo tamanho de tela de 15".

Enfim, quase todos os defeitos de design do iMac foram resolvidos a partir da geração do ano 2000. Se você quer um iMac clássico para enfeitar a sala de estar, este não sai tão caro e dá para brincar bem. Basta colocar 1 GB de RAM PC-100 ou PC-133, barata como bananas nos dias de hoje, e atualizar o sistema. O desempenho é ligeiramente superior ao do G3 azul e branco de 350 MHz; tem menos cache de processador, mas o clock é maior, e o vídeo AGP é mais esperto.

A cor Lime (verde clara) é a que gosto menos dentre as tantas que a Apple lançou. (Prefiro Ruby, Graphite e Blueberry.) Mas consultando o Google, parece que os iMacs da primeira geração nessa cor são muito mais abundantes que os da geração posterior à qual pertence meu exemplar.

O Bondi Blue já passou por tantas mudanças de endereço que me espanto de ainda estar em tão bom estado. Já o meu exemplar do iMac 500 não tem uma história tão complicada. Originalmente, ele era um dos computadores da VectorPro, o modelo de 2001 de 400 MHz. Já havia sido aberto e mexido antes, e alguma coisa dentro dele pifou definitivamente em 2006. Simplesmente não ligava mais. Peguei a máquina no começo do ano, a fim de buscar um conserto para ela. Então, troquei umas peças com as de outro iMac encostado, e o bicho ressuscitou. Acabou não tendo de ir para a oficina. Usei-o para gravar os vídeos das aulas de Photoshop em CD que estão saindo pela Digerati.

22 de julho - Descobri espantado que há trincas na parte superior da moldura plástica do monitor - não a casca externa canelada, mas a camada cinza opaca que fica por baixo. Não se resolve isso trocando o case, mas desmontando tudo e vedando a trinca com massa de epóxi, que já é mais ou menos da mesma cor. O iMac funciona perfeitamente, apesar desse detalhe estético.

Outra marca do envelhecimento é a dificuldade do drive slot-loading para ejetar discos. Alguns deles eu precisei puxar pela beirada com uma pinça. É um defeito comum. Melhora um tanto se você ejetar alguma coisa repetidamente para desemperrar o mecanismo.

Como este iMac ainda bate um bolão para internetar, coloquei um pente de RAM da Kingston do tipo PC-133-222, de 512 MB. Achei que ele poderia conviver em paz com um dos PC-100 de 256 MB que já estavam instalados. Mas a mistura não dá certo: o iMac sofre kernel panic após alguns minutos de uso. Fiz a cabeça para, assim que puder gastar dinheiro com iss, preencher o segundo slot com outra PC-133 igual e deixar a máquina no máximo de 1 GB.

O HD atual é um Maxtor IDE de 80 GB, a melhor relação custo/benefício do momento. Esse modelo, assim como os Seagate Barracuda IDE, tem a adorável qualidade de ser absolutamente silencioso. O iMac já não possui cooler, é resfriado por simples circulação de ar como se fosse um monitor comum. Assim, ele pode ficar baixando torrents noturnos no quarto de dormir sem incomodar. E os modelos slot-loading não têm aquela exigência chata da partição inicial de 8 GB para o sistema, presente na primeira geração.

Maio de 2009 - Há quase um ano, o Lime parou de funcionar subitamente. Defeito na placa-mãe, ao que parece. Os Kernel Panics que ocorriam com dois pentes de memória eram um prenúncio. Mais recentemente, o PowerBook G3 "Pismo", que não chegou a ter post próprio no blog, também deixou de funcionar, de maneira bem similar.

Ainda tem gente insistindo em usar esses equipamentos no dia-a-dia, com o argumento válido de que rodam o que é necessário, mas desconsiderando a questão do desgaste das peças.


Estilização e ilusão de óptica no design do iMac G3

Há semelhanças entre o iMac G3 e o New Beetle da Volkswagen. Os dois foram lançados no mesmo ano, 1998, e exibem formas curvas que desafiam a quadradice geral da indústria, lançaram moda, mas não deixaram influências definitivas.

Da mesma maneira que o New Beetle é um Golf reempacotado numa carroceria cujo atrativo é o puro apelo estético e emocional, o iMac colorido é um Mac G3 disfarçado numa embalagem "cool". Como no carro, o maior diferencial está no design exterior.

À diferença do Fusca, porém, não havia uma referência visual prévia para o iMac. Ele não lembra nenhum dos antecessores monobloco - o Mac de 1984, o Color Classic, a série 500, a série 5000. O iMac G3 inaugurou um estilo próprio, de cores fortes e formas elipsoidais, sem precedente em computadores. Influenciou uma moda passageira de produtos translúcidos e coloridos. Pessoas empolgadas com a experiência de uso na época ficavam bestas de saber que a tecnologia contida neles já existia há tempos, apenas não tinha tido marketing decente da Apple nem cobertura decente da mídia.

Assim como se reclama hoje do iPhone pelos recursos que faltam, o iMac G3 foi criticado por não ter disquete, porta serial, ADB e SCSI. Em retrospecto, ele estava totalmente certo ao aposentar essas tecnologias. Em seu lugar entraram o drive de CD e a porta USB. O CD deveria ter sido CD-R desde o princípio para substituir o disquete, mas isso não rolou na primeira geração, o que deu uma sobrevida ao Iomega Zip Drive. Steve Jobs até mencionou que a falta inicial de um gravador de disco foi a principal falha de design do primeiro iMac.

O gabinete de um PC monobloco tem a forma completamente determinada pelo monitor embutido. Isso vale para o atual iMac de LCD e mais ainda para o antigo de CRT. O tubo de imagem, uma peça volumosa e de formato complicado, foi sempre traduzido na forma exterior de um caixote perfurado sem a mínima graça. Isso também aconteceu nos Macs monobloco beges contendo CRTs. O iMac rompeu totalmente com esse consenso banal. Tudo nele visa transmitir leveza a um produto que não é nada leve. A carcaça é toda curva, com as partes estruturais semi-ocultas sob o plástico translúcido; não há furos de ventilação nas laterais; o pé frontal, que também serve para mudar o ângulo de visão da tela, é transparente e fino; a lateral é repartida em duas áreas de cores diferentes, criando uma ilusão visual de superfícies reduzidas; as paredes laterais convergem para a traseira. Todas essas características de design disfarçam o volume do CRT e foram repetidas nos monitores profissionais CRT que a Apple produziu logo após o iMac.

A parte mais datada do design é a frente canelada, que também cumpre a função de reduzir o volume visual. As mesmas estrias verticais apareceram no G3 e G4 e nos monitores avulsos, mas depois foram eliminadas de todo o hardware da Apple. Estrias horizontais nos menus e janelas eram proeminentes no primeiro Mac OS X, mas foram muito suavizadas nas versões posteriores.

A pior parte do hardware do iMac G3 são o teclado e o mouse. O teclado, embora macio e silencioso, é apertado e faltam algumas teclas. Somente em 2002 surgiu um teclado completo para os Macs domésticos. O mouse redondo é simplesmente um dos piores erros de design da história da informática; não preciso me aprofundar nele aqui. Parece criado de propósito para ajudar Logitech e Microsoft a venderem mais mouses USB.

As imitações estéticas do iMac devem ter motivado a Apple a quebrar o molde mais uma vez e buscar as formas austeras, lisas e retas dos produtos atuais. O eMac, último computador da Apple com monitor CRT (foto aqui), é uma reinterpretação definitiva do formato, empregando a atual linguagem visual lisa e de formas simples. Nele só há retas e arcos de círculos perfeitos, sem as elipses e parábolas esculturais, e a cor é branca opaca e lisa.

Depois de um breve surto de originalidade com o iMac "abajur", a Apple transformou o produto numa versão gigante do iPod. É elegante, mas não tão atraente como os modelos antigos, e já esgotou as possibilidades estéticas que possuía. Como será a próxima geração, que dizem que sairá em agosto? Os rumores falam num gabinete em alumínio anodizado como o do MacBook Pro e do iPod nano. E na extinção do modelo de 17 polegadas, deixando somente os de telas maiores. Eventualmente, o iMac parecerá somente um monitor, sem nenhuma dica visual de haver um processador dentro. Esse também era um truque do iMac original: fazer o seu conteúdo parecer invisível.

20 comentários:

  1. que lindo saber que vc ainda está com o meu macinho mais querido! além da discografia completa do david bowie, o macinho merece também outras coisas ainda mais bacanas, né? capriche nisso! :-D

    ResponderExcluir
  2. Ótimo texto Mário. Aliás, como sempre.

    Adoro quando vejo no Google Reader que você postou uma coisa nova.

    E quando é um post assim... tipo post/história eu gosto mais ainda :D

    ResponderExcluir
  3. Hmmm... Sempre acho que posso estar sendo chato com textos tão grandes. Desta vez tentei facilitar dividindo tudo em tópicos. Várias pessoas me mandam email com dúvidas técnicas sobre recondicionar Macs antigos, então tento adiantar esse serviço nos posts, sem perder o lado da história, que é o mais divertido.

    ResponderExcluir
  4. Luiz Carlos11/7/07 09:36

    Falta um Rubi. O mais potente e mais bonito.

    ResponderExcluir
  5. Exatamente! Em um trecho do texto que cortei na edição final, eu dizia que meu iMac mais desejado de todos era um Ruby. Além de ser uma cor bacana, o plástico colorido é completamente transparente, deixando ver todo o interior.

    Tem uma foto dele aqui: http://www.macobserver.com/article/2000/07/images/new_ruby_imac.jpg

    ResponderExcluir
  6. Mario, tambem faltou falar que os iMac DV (os que tem firewire) não possuem ventoinha, e são quase tão silenciosos quanto um Mac Plus.

    ResponderExcluir
  7. Falei sim, tá aqui:

    "...o gabinete é mais refinado e limpo, dispensa o cooler (silêncio total no modo sleep)..."

    Aguarde o próximo artigo sobre o museu, falando do 5215...

    ResponderExcluir
  8. Mario, outra coisa: quando eu tinha um PowerBook Wallstreet Series II (que saudades), eu descobri um jeito de deixar o MacOS X numa partição maior que 8gb. É assim: voce cria uma de uns 300mb pro MacOS 9. Instala o 9 e o XpostFacto. Ai voce fala pro Xpostfacto usar a segunda partição (a maiorzona) como "helper disk" pro MacOS X, tem a opção lá (não lembro ao certo).

    Só fazer isso que voce consegue instalar o MacOS X na partição gigante.

    Abraços

    Carlão
    PS: Coloque na lista ai o 6360 e o 5500 (se bem que esse é filhote do 6360 com o 5215)

    ResponderExcluir
  9. Não tem problema deixar o OS X na primeira partição. Ainda mais se ele ficar como único sistema. O espaço de 8 GB dá e sobra.
    Meus iMacs nem têm mais instalado o sistema clássico. Só o Panther. Se um dia voltar a precisar do OS 9 para rodar algum programa antigo, tenho o 6500.

    ResponderExcluir
  10. Ah, o 6360 não tenho, mas tenho o 6230. Não confundir os modelos... o 6230 é muito mais lento que o 6360. Mas o gabinete deles é idêntico.
    A Apple devia estar de sacanagem quando inventou esses números...

    ResponderExcluir
  11. Meu primeiro contato com a Apple foi com um iMac 266, quando eu tinha meus 14 anos (foi quando descobri seu blog).
    Você me inspira a ter um museu tb. Já tenho um iBook 700 Mhz (o primeiro Mac que comprei) e um MacBook.
    Estou a procura de um iMac 233, Rev A, pra ter aqui em casa, coisa de coleção mesmo :)

    ResponderExcluir
  12. Caramba Mário, iMac G3 tem valor sentimental mesmo!
    Acho que até me emocionei com a história hehehehe

    Aquilo que você falou sobre o flyback está acontecendo agora mesmo com o meu iMac, so que além de piscar a tela, o lado direito da tela está mais amarelado, e sempre que o Mac fica muito tempo desligado, demora um tempão pra ligar de novo...
    Você caiu do céu com essa informação de onde trocar o flyback! Duro que eu moro longe de São Paulo...
    Será que em qualquer oficina que conserte monitores dá pra fazer esse serviço? Ou conhece alguem aqui nos arredores de Campinas que faça esse serviço?

    Desculpe as perguntas chatas, mas iMac tem valor sentimental né? hehehehe

    ResponderExcluir
  13. Valeu, Micael. Ontem me mostraram duas ofertas do Bondi Blue no Mercado Livre, baratinhos mas muito detonados.

    Eu recomendo mesmo a Compumática. O iMac ficou impecável. Existem outros caras que fazem esse conserto, mas não sei exatamente quais têm o know-how e a peça específica para ele. Vou perguntar ao Miranda.

    É fácil montar o iMac errado ou estragar o gabinete por não saber lidar com ele, portanto, cuidado ao escolher com quem deixa seu "precioso".

    A Compumática fica mais ou menos perto da nova estação de metrô no Alto do Ipiranga. Se tiver coragem e força física, dá pra levar o iMac na mão...

    ResponderExcluir
  14. E ai galera, estou querendo fazer parte dessa tribo "IMAC G3", sou publicitário e sempre tive paixão pelo MAC dos outros, resolvir emcarar e comprei o meu tão sonhado G3, estou satisfeito até agora. Queria depois trocar idéias com a comunidade. um abraço

    ResponderExcluir
  15. Agora faço parte do clube G3, estou muito contente, sou publicitário, porem da velha guarda, gosto do que é bom. quero fazer parte dessa comunidade e trocar idéias.

    ResponderExcluir
  16. Oi Mário,
    Descobri seu blog e fiquei feliz de saber que há outros entusiastas pelos iMacs coloridos, como eu. Hoje vivo um dilema, quero trocar meu imac indigo por um mac book, apenas por falta de espaço mesmo. Para meu uso, basicamente internet, email, textos e músicas o indigo ainda vai bem. Sinceramente não sei o que fazer, sabe aquele apego que vc tem pela máquina? Não queria vendê-lo pra qualquer um, tem que ser pra alguém que dê valor...meio bobo, eu sei. é isso. se souber de alguém que se interesse pelo bichano, me avise.
    abç
    Geórgia
    moraesgeorgia@uol.com.br

    ResponderExcluir
  17. Aí, Mario,
    Achei seu blog muito interessante, pois já fui fã da maçã.
    Tenho um Performa 5215CD e tenho dó de jogar fora, prefiro doar.
    Moro no Rio, você sabe se alguém por aqui está interessado?
    Obrigado e parabéns
    Fred

    ResponderExcluir
  18. Esse lugar que você comprou os iMacs, ainda tem algum sobrando?

    ResponderExcluir
  19. Meus iMacs antigos não são comprados, são doados como quase todo o acervo do museu. Havia alguns à venda em Santa Efigênia, e ainda há no Mercado Livre, mas quase sempre com preços fantasiosos. Como já disse há dois anos, não atribuo valor comercial a computadores com processador G3.

    ResponderExcluir
  20. Conhece algum lugar que está doando Macs antigos?

    ResponderExcluir