[Texto original]
A Microsoft sobe ao palco. Bill Gates está no programa de TV The Daily Show. É hora de mostrar o Vista!
Mas é uma dureza de assistir. Um Bill desajeitado, desarticulado e defensivo.
As tendências que se revelam são maciçamente desconcertantes para a diretoria da Microsoft, sem falar nos acionistas. Uma úmida e pegajosa inveja da Apple, escorrendo desde os primeiros escalões. Incredulidade ante a falta de compreensão do público quanto à grandeza do Vista.
Esses não são sinais de uma companhia, uma cultura, uma administração dando certo. Eles estão fracassando. Fracassando em entender os consumidores. Fracassando em captar o tom do mercado. Fracassando em gerar a mensagem necessária para deixar as pessoas empolgadas com seus produtos. E, sim, fracassando na transição para a Era do Consumidor na Computação, assunto do qual escrevi há seis semanas.
E tenho que dizer que esse último capítulo na guerra entre Microsoft e Apple tem uma espantosa similaridade com o duelo (apesar de ser difícil chamar de duelo quando um dos dois contendores já morreu) entre a Sony e a Nintendo na guerra PlayStation 3 x Wii.
Estou certo de que veremos mais disso nos próximos meses: produtos mais simples, mais amigáveis, mais bem pensados para o consumidor, derrotando os titãs de outrora. É só o começo, e a primeira grande vítima poderá ser a Sony, seguida pela Microsoft...
A figura pública de Bill Gates não está ajudando em nada. Ele não tem ajudado na promoção do Vista ou da Microsoft. Compare-o com o seu alter-ego, Steve Jobs, que mesmo durante um escândalo envolvendo as ações da Apple, sobe ao palco e encanta seus funcionários, seus consumidores e a comunidade de tecnologia em geral. Bill parece que esteve morando embaixo de uma pedra. Vejamos a sua entrevista com Steven Levy da Newsweek:
NEWSWEEK: Se um dos nossos leitores achasse você numa loja e perguntasse "Bill, por que devo mudar para o Vista?", qual seria seu papo de vendedor?
Bill Gates: A coisa mais efetiva seria eu sentar com ele e mostrar o visual novo por alguns minutos, mostrar o Sidebar, mostrar como a busca encontra montes de coisas, incluindo montes de fotos. Criar um controle parental. Então, editar um movie de alta definição e criar um DVDzinho de fotos. Enquanto isso, ele pensa: "puxa, será que isso é algo que eu usaria, faria uma diferença para mim?"
Você falaria também da segurança maior no Vista.
Sim, se bem que segurança é um conceito complicado. Você está se referindo ao fato de já haver updates de segurança para o Vista. É assim mesmo que deve ser. Quando alguém nos procura após achar uma vulnerabilidade, fazemos o remendo antes que apareça um exploit. Isso está totalmente de acordo com o plano e é assim que funciona todo o esquema do Windows Update. O número de violações vai ser menor, porque fizemos algumas coisas dramáticas para aumentar a segurança na base de código. A Apple não fez nada disso.
Você se incomodou com o comercial de TV da Apple em que o personagem que representa o PC faz uma cirurgia para poder instalar o Vista?
Nunca vi esse anúncio. Eu não acho que os 90 por cento da população que usam PCs com Windows se acham burros ou o tipo de toscos que andam tentando dizer que eles são.
Mas e essa implicação de que você precisa de cirurgia para o upgrade?
Bem, certamente nós fizemos um trabalho melhor ao deixar você upgradear o hardware, ao contrário dos nossos concorrentes. Você pode escolher entre comprar uma máquina nova ou fazer um upgrade. Não sei porque a Apple age como se fosse superior. Simplesmente não entendo. O que é que eles querem dizer? A honestidade vale algo nesses assuntos, ou se você é mesmo bacana, pode mentir quando quiser? Não tem um pingo de verdade naquilo.
É o tema geral da campanha que irrita você, que o Mac é o cara legal e o PC...
Isso fica para os meus consumidores decidirem.
Você está me tirando? Ele soou como a Glenn Close em Atração Fatal, prestes a botar na panela o coelho de Steve Jobs. Primeiro de tudo, Bill, já que você gastou no lançamento do Vista mais dinheiro que o PIB de vários países - US$ 500 milhões - você não acha que poderia ter treinado um pouquinho só o seu discurso de vendas? Desculpa aí, Bill, você não vai conseguir o aporte de capital que tanto desejava. Sua resposta sobre segurança: pobre. Sua paranóia e irritação com a campanha bem-sucedida da Apple? Nauseante. Você é o cara mais rico do mundo. Faz montes de coisas legais com seu dinheiro. Você é um homem brilhante. A ameaça da Apple e um mundo em mudança estão deixando você desestabilizado. Faça alguma coisa. Pelo bem dos seus acionistas. Por favor.
E para completar, desta vez os velhos amigos na mídia do tio Bill estão pegando pesado com ele. Por toda parte. Por alguma razão, ele não tem mais o apoio que tinha antigamente.
O cheiro do medo está no ar. O que acontece quando você junta arrogância, uma montanha de dinheiro e uma cultura de software corporativo e competição feroz? Microsoft. As pessoas (o que são as empresas, senão conjuntos de pessoas?) reagem ao medo de formas diversas. Algumas se fecham e se agarram ao que sentem ser confortável para elas. Outras desafiam o conforto, reconhecendo que algo mudou e é hora de mudanças decisivas. A Microsoft, infelizmente, é do primeiro tipo. Mas, por que, quando o desafio se torna maior, a resposta da empresa é arrogância?
Há um fato recente que não tem relação direta com o Vista, mas demonstra a profunda falha na cultura da empresa. Foi noticiado numa nota recente no Gizmodo que a Microsoft criou para o sudeste asiático um site chamado "o que há de errado com você" (whatswrongwithu.com) perguntando qual é o "problema" dos consumidores do Xbox 360. Afinal, eles deveriam estar pulando de empolgação com o console. E não é que o site existe de verdade?
Como é que é? A empresa dando chamada de atenção nos clientes? É isso que eles chamam de moderno e bacana? Ou melhor seria dizer: estúpido e mal concebido? Cabeças tinham de rolar em Redmond! O lançamento do Zune já tinha sido um desastre ilimitado. O do Vista foi abaixo do espetacular, a não ser pelo orçamento de marketing. Agora, eles resolvem queimar o último produto legal que ainda têm? Não entendo...
Mas se você quiser fazer o Bill pirar de verdade, mostre para ele este blog, que pinta um cenário futuro no qual a Apple - isso mesmo, Apple - atinge um faturamento maior que o da Microsoft dentro de cinco anos. E para falar a verdade, quando você olha os números, não parece nada impossível, não. A Apple tem crescido num ritmo muito maior que o da Microsoft.
Estamos assistindo a uma mudança de guarda histórica, que acontece de tempos em tempos. Lembra a IBM? Ela era invencível. Como foi derrotada? Por um par de geeks numa república de faculdade: surgia a Microsoft. Então, um outro rapaz universitário com uma boa idéia dá certo no mercado de hardware: surgia a Dell. Os concorrentes dela espremeram suas margens de lucro baseadas em eficiência até se evaporarem. A Apple voou como uma fênix, caiu e reergueu-se baseada em inovação e no foco no consumidor. Agora temos o Google, garoto-propaganda da democratização da Internet.
Dentro desse contexto, a Microsoft parece grande, lerda e velha, presa a 30 anos de feudos internos de cultura e organização que parecem inexpugnáveis. E o Vista - incluindo-se aí o produto, as relações públicas e a abordagem de marketing - é o resultado de uma organização desse tipo. Às vezes brilhante, porém muito pesado, complicado e caro. Não é um produto para os dias de hoje. É um produto para a época em que o desktop reinava soberano. E essa era acabou faz muito tempo.
Mas é uma dureza de assistir. Um Bill desajeitado, desarticulado e defensivo.
As tendências que se revelam são maciçamente desconcertantes para a diretoria da Microsoft, sem falar nos acionistas. Uma úmida e pegajosa inveja da Apple, escorrendo desde os primeiros escalões. Incredulidade ante a falta de compreensão do público quanto à grandeza do Vista.
Esses não são sinais de uma companhia, uma cultura, uma administração dando certo. Eles estão fracassando. Fracassando em entender os consumidores. Fracassando em captar o tom do mercado. Fracassando em gerar a mensagem necessária para deixar as pessoas empolgadas com seus produtos. E, sim, fracassando na transição para a Era do Consumidor na Computação, assunto do qual escrevi há seis semanas.
E tenho que dizer que esse último capítulo na guerra entre Microsoft e Apple tem uma espantosa similaridade com o duelo (apesar de ser difícil chamar de duelo quando um dos dois contendores já morreu) entre a Sony e a Nintendo na guerra PlayStation 3 x Wii.
Estou certo de que veremos mais disso nos próximos meses: produtos mais simples, mais amigáveis, mais bem pensados para o consumidor, derrotando os titãs de outrora. É só o começo, e a primeira grande vítima poderá ser a Sony, seguida pela Microsoft...
A figura pública de Bill Gates não está ajudando em nada. Ele não tem ajudado na promoção do Vista ou da Microsoft. Compare-o com o seu alter-ego, Steve Jobs, que mesmo durante um escândalo envolvendo as ações da Apple, sobe ao palco e encanta seus funcionários, seus consumidores e a comunidade de tecnologia em geral. Bill parece que esteve morando embaixo de uma pedra. Vejamos a sua entrevista com Steven Levy da Newsweek:
NEWSWEEK: Se um dos nossos leitores achasse você numa loja e perguntasse "Bill, por que devo mudar para o Vista?", qual seria seu papo de vendedor?
Bill Gates: A coisa mais efetiva seria eu sentar com ele e mostrar o visual novo por alguns minutos, mostrar o Sidebar, mostrar como a busca encontra montes de coisas, incluindo montes de fotos. Criar um controle parental. Então, editar um movie de alta definição e criar um DVDzinho de fotos. Enquanto isso, ele pensa: "puxa, será que isso é algo que eu usaria, faria uma diferença para mim?"
Você falaria também da segurança maior no Vista.
Sim, se bem que segurança é um conceito complicado. Você está se referindo ao fato de já haver updates de segurança para o Vista. É assim mesmo que deve ser. Quando alguém nos procura após achar uma vulnerabilidade, fazemos o remendo antes que apareça um exploit. Isso está totalmente de acordo com o plano e é assim que funciona todo o esquema do Windows Update. O número de violações vai ser menor, porque fizemos algumas coisas dramáticas para aumentar a segurança na base de código. A Apple não fez nada disso.
Você se incomodou com o comercial de TV da Apple em que o personagem que representa o PC faz uma cirurgia para poder instalar o Vista?
Nunca vi esse anúncio. Eu não acho que os 90 por cento da população que usam PCs com Windows se acham burros ou o tipo de toscos que andam tentando dizer que eles são.
Mas e essa implicação de que você precisa de cirurgia para o upgrade?
Bem, certamente nós fizemos um trabalho melhor ao deixar você upgradear o hardware, ao contrário dos nossos concorrentes. Você pode escolher entre comprar uma máquina nova ou fazer um upgrade. Não sei porque a Apple age como se fosse superior. Simplesmente não entendo. O que é que eles querem dizer? A honestidade vale algo nesses assuntos, ou se você é mesmo bacana, pode mentir quando quiser? Não tem um pingo de verdade naquilo.
É o tema geral da campanha que irrita você, que o Mac é o cara legal e o PC...
Isso fica para os meus consumidores decidirem.
Você está me tirando? Ele soou como a Glenn Close em Atração Fatal, prestes a botar na panela o coelho de Steve Jobs. Primeiro de tudo, Bill, já que você gastou no lançamento do Vista mais dinheiro que o PIB de vários países - US$ 500 milhões - você não acha que poderia ter treinado um pouquinho só o seu discurso de vendas? Desculpa aí, Bill, você não vai conseguir o aporte de capital que tanto desejava. Sua resposta sobre segurança: pobre. Sua paranóia e irritação com a campanha bem-sucedida da Apple? Nauseante. Você é o cara mais rico do mundo. Faz montes de coisas legais com seu dinheiro. Você é um homem brilhante. A ameaça da Apple e um mundo em mudança estão deixando você desestabilizado. Faça alguma coisa. Pelo bem dos seus acionistas. Por favor.
E para completar, desta vez os velhos amigos na mídia do tio Bill estão pegando pesado com ele. Por toda parte. Por alguma razão, ele não tem mais o apoio que tinha antigamente.
O cheiro do medo está no ar. O que acontece quando você junta arrogância, uma montanha de dinheiro e uma cultura de software corporativo e competição feroz? Microsoft. As pessoas (o que são as empresas, senão conjuntos de pessoas?) reagem ao medo de formas diversas. Algumas se fecham e se agarram ao que sentem ser confortável para elas. Outras desafiam o conforto, reconhecendo que algo mudou e é hora de mudanças decisivas. A Microsoft, infelizmente, é do primeiro tipo. Mas, por que, quando o desafio se torna maior, a resposta da empresa é arrogância?
Há um fato recente que não tem relação direta com o Vista, mas demonstra a profunda falha na cultura da empresa. Foi noticiado numa nota recente no Gizmodo que a Microsoft criou para o sudeste asiático um site chamado "o que há de errado com você" (whatswrongwithu.com) perguntando qual é o "problema" dos consumidores do Xbox 360. Afinal, eles deveriam estar pulando de empolgação com o console. E não é que o site existe de verdade?
Como é que é? A empresa dando chamada de atenção nos clientes? É isso que eles chamam de moderno e bacana? Ou melhor seria dizer: estúpido e mal concebido? Cabeças tinham de rolar em Redmond! O lançamento do Zune já tinha sido um desastre ilimitado. O do Vista foi abaixo do espetacular, a não ser pelo orçamento de marketing. Agora, eles resolvem queimar o último produto legal que ainda têm? Não entendo...
Mas se você quiser fazer o Bill pirar de verdade, mostre para ele este blog, que pinta um cenário futuro no qual a Apple - isso mesmo, Apple - atinge um faturamento maior que o da Microsoft dentro de cinco anos. E para falar a verdade, quando você olha os números, não parece nada impossível, não. A Apple tem crescido num ritmo muito maior que o da Microsoft.
Estamos assistindo a uma mudança de guarda histórica, que acontece de tempos em tempos. Lembra a IBM? Ela era invencível. Como foi derrotada? Por um par de geeks numa república de faculdade: surgia a Microsoft. Então, um outro rapaz universitário com uma boa idéia dá certo no mercado de hardware: surgia a Dell. Os concorrentes dela espremeram suas margens de lucro baseadas em eficiência até se evaporarem. A Apple voou como uma fênix, caiu e reergueu-se baseada em inovação e no foco no consumidor. Agora temos o Google, garoto-propaganda da democratização da Internet.
Dentro desse contexto, a Microsoft parece grande, lerda e velha, presa a 30 anos de feudos internos de cultura e organização que parecem inexpugnáveis. E o Vista - incluindo-se aí o produto, as relações públicas e a abordagem de marketing - é o resultado de uma organização desse tipo. Às vezes brilhante, porém muito pesado, complicado e caro. Não é um produto para os dias de hoje. É um produto para a época em que o desktop reinava soberano. E essa era acabou faz muito tempo.


3 comentários:
"Não sei porque a Apple e os macmaniacos agem como se fossem superiores."
muito interessante o texto, gostei de alguns pontos onde se traduziu meu pensamento mas também teve alguns pontos que não concordei.
veja bem, não vi esse tal comercial da cirurgia para se colocar o vista, mas pense comigo, vc é LIVRE para fazer um upgrade em seu PC, com uma enorme variedade de produtos, preços e qualidades. a apple não tem isso, é somente aquilo e vc compra ou não. concorda? acho que a apple não pode tocar nessa questão já que ela restringe todo o sistema dela (hardware e software). não sei como é esses MacOSX novos, se são pesados mas me passa uma sensação que levissimo não é, pois todas as máquinas que vejo rodam com pelo menos 1gb ram e se vc pensar pelo lado que as coisas da apple são bem mais caras, sei lá, tirei uma conclusão que pode estar errada.
eu usei o vista, não achei nada de tão maravilhoso, pra falar a verdade achei um saco. o ubuntu me empolgou muito mais que o vista, apesar de já não ser mais usuario do ubuntu. enquanto isso, fico no meu velho xp que pra mim ainda é o melhor sistema hj, levando em consideração facilidade, mobilidade, custo/beneficio (em relação a um mac hj) e desempenho.
[]s
A Apple, como qualquer empresa, está no negócio para ganhar dinheiro, e tanto pode fazer bonito como pode fazer besteira. Tem feito das duas coisas.
Está coincidindo que a Apple tem feito mais bonito e a Microsoft mais besteira. Então fica fácil para os colunistas de informática escreverem textos como esse que traduzi, onde até parece que eles estão descontando os anos de chumbo dominados pela MS.
Sobre os macmaníacos que se acham, é confusão na cabeça deles, porque o produto que alguém usa não prova nada por si mesmo. Concordaria comigo o motorista do Jaguar que ficou preso junto com os ônibus no último congestionamento monstro em São Paulo.
A propaganda de TV da Apple que foi mencionada é uma das que estão neste endereço:
http://www.apple.com/getamac/
Aproveite e veja todas, são bem engraçadas. Não acho que ofendem ninguém, não. Só um cara sem um pingo de senso de humor. Em tempo: como o Bill Gates poderia achar ofensivo o anúncio, se ele diz que não viu? Ops. Se entregou.
A variedade de produtos só compatíveis com PC/Windows contém uma dose de ilusão, porque esconde uma porcentagem muito grande de tranqueiras. Isso é um fato a que nos acostumamos desde sempre.
Cuidado para o desconhecimento de um produto não dar origem a uma opinião falsa. Você é livre para fazer um upgrade em seu PC, mas em Macs também pode, sim. Um Mac Pro aceita até 8 (oito) terabytes (milhares de gigabytes) de HD, 16 (dezesseis) gigas de RAM e 4 (quatro) slots PCI Express.
Outra coisa a considerar é que as máquinas vêm de série com coisas que no mundo PC ainda são consideradas opcionais ou upgrades, como câmera embutida (no iMac e laptops) e Wi-Fi (todos os modelos).
Em tempo, 1 GB de RAM é trivial em um computador moderno, por três motivos: 1) a memória RAM barateou dramaticamente; 2) os softwares estão processando volumes de dados cada vez maiores, ficando mais complexos por dentro enquanto mantêm uma aparência exterior de simplicidade; 3) sistemas atuais como Mac OS X, Vista e Linux, exigem mais memória por questão de arquitetura interna.
O custo/benefício do XP só pode ser considerado o melhor de todos se estivermos falando de uma cópia pirata. Opa!
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