Não é da Apple. Não é da Microsoft. Não é da Sun. Não é da Nintendo. É de um grupo de cientistas universitários. Faz todos os outros passarem vergonha.
Pois é, quase todos meus amigos geeks acharam absurda a idéia do computador do Minority Report, mas fora os exageros cosméticos, reconheci aquilo como uma ótima idéia. Cada dedo pode ter uma função autônoma, como ao tocar um instrumento musical. Com o mouse, trackpad ou tablet, o ponto de controle é único para a mão toda e não se pode fazer nada com a outra mão a não ser premer algumas teclas modificadoras. Mas note como o inventor da interface do vídeo não precisou de luvas especias giroscópicas ou outras tecnotraquitanas saídas de livros do Neal Stephenson. O sensor de toque é baseado unicamente em raios de luz refletidos internamente no painel de acrílico que recobre a tela - e nada mais. Simplicidade de gênio.
Vale lembrar que a Apple andou registrando uma porção de patentes de interface controlada por toque, especificando gestos - movimentos específicos para obter certos resultados. Isso já existe de forma muito incipiente nos Tablet PCs e no Ink da Apple, mas o potencial de evolução é grande.
É uma mistura de minority report com... MASTER CONTROL!!.
Sério agora, no minority report a única coisa criticável é que era muita firula, mas eu tb acredito que o esquema desktop + mouse será abandonado. Este link do multi-touch foi o mais próximo do que eu considero "muito" viável, vcs viram qdo aparece o teclado?
arnoud, eu não me preocuparia nem um pouco com o processamento. A Lei de Moore garante que é só questão de tempo para uma máquina fazer coisas cada vez mais sofisticadas e pesadas sem que nos preocupemos com a maneira como ela as faz. E o mais bacana: com cada vez mais eficiência. Dou um exemplo de como essas coisas se concatenam. Há poucos dias, como já comentei por aqui, a Novell disponibilizou o Xgl, que é uma nova infra-estrutura de exibição visual para a GUI do Linux e Unix. Ela pode ser enxertada no sistema já existente, substituindo parte do software original sem afetar as outras partes do sistema. Além de produzir efeitos visuais sofisticados, similares aos do Mac OS X, a implementação transfere da CPU para a placa de vídeo algumas funções básicas de desenho de janelas. Isso tornou-se possível porque na última década a capacidade das placas de vídeo evoluiu mais rapidamente que a das CPUs, colocando ao alcance do sistema uma nova fonte de processamento. No experimento do vídeo, as coisas se invertem. O que vemos ali é uma reimplementação da GUI utilizando recursos de vídeo potencialmente disponíveis nas placas de vídeo modernas. O belo efeito de reescalar uma imagem em tempo real, que vemos no programa de fotos, já existe em programas triviais como o Picasa e o iPhoto. Aquela mesa cheia de fotos livremente espalhadas existia num programa chamado Kai's Photo Soap, de 1998, e retornou trunfalmente no Aperture da Apple. Mapas com relevo da superfície em 3D? Google Earth. Lava lamp virtual? Existe como screensaver, do mesmo autor do programa interativo que aparece no vídeo. Os efeitos de zoom na GUI são do mesmo tipo previsto no Archy, mencionado num post anterior, princípio inventado já há muitos anos. Que mais? Janelas inclinadas são normais no Squeak (implementação moderna do Smalltalk); janelas distorcidas em 3D existem no projeto Looking Glass e, futuramente, no Windows Vista. Enfim, PCs razoavelmente comuns já executam isoladamente alguns pedaços das tecnologias de visualização mostradas no vídeo. A grande sacada na verdade foi reunir tudo isso e adicionar a interação com as pontas de todos os dedos. E mesmo ela tem uma implementação tecnicamente simples.
Último update: Posts de 2003: todo o mês de junho, que estava no Gardenal.org. Um post solitário de agosto: Contra burguês baixe MP3. E todo o mês de março.
Updates anteriores: Reconstituição de todos os posts perdidos dos anos de 2004 e 2005. Agora o blog está completo e ininterrupto a partir de 2004. "Remasterização" de fotos postadas em 2002, com o tamanho atualizado para o padrão atual do blog e cores melhores. Restaurados todos os posts de dezembro de 2002 e alguns favoritos do mesmo ano. Também voltaram alguns posts de ficção e poesia de 2003, que estavam num blog separado no Gardenal.org, chamado "Melhor que o Silêncio?".
O que falta: Quase tudo do blog pessoal entre março de 2001 e novembro de 2002 e quase todo o ano de 2003. Integrar os posts que estavam no extinto blog separado de tecnologia e no blog Zen.
O_O isso sim é uma interface com usuário, muitoo show!
ResponderExcluirQuase Minority Report ^^
Pois é, quase todos meus amigos geeks acharam absurda a idéia do computador do Minority Report, mas fora os exageros cosméticos, reconheci aquilo como uma ótima idéia. Cada dedo pode ter uma função autônoma, como ao tocar um instrumento musical. Com o mouse, trackpad ou tablet, o ponto de controle é único para a mão toda e não se pode fazer nada com a outra mão a não ser premer algumas teclas modificadoras. Mas note como o inventor da interface do vídeo não precisou de luvas especias giroscópicas ou outras tecnotraquitanas saídas de livros do Neal Stephenson. O sensor de toque é baseado unicamente em raios de luz refletidos internamente no painel de acrílico que recobre a tela - e nada mais. Simplicidade de gênio.
ResponderExcluirVale lembrar que a Apple andou registrando uma porção de patentes de interface controlada por toque, especificando gestos - movimentos específicos para obter certos resultados. Isso já existe de forma muito incipiente nos Tablet PCs e no Ink da Apple, mas o potencial de evolução é grande.
ResponderExcluirÉ uma mistura de minority report com... MASTER CONTROL!!.
ResponderExcluirSério agora, no minority report a única coisa criticável é que era muita firula, mas eu tb acredito que o esquema desktop + mouse será abandonado. Este link do multi-touch foi o mais próximo do que eu considero "muito" viável, vcs viram qdo aparece o teclado?
Ô Mario, muito interessante.
ResponderExcluirMas quanto de processamento é necessário apenas para criar a Interface?
Isso não é uma variável relevante?
Abraços!
arnoud, eu não me preocuparia nem um pouco com o processamento. A Lei de Moore garante que é só questão de tempo para uma máquina fazer coisas cada vez mais sofisticadas e pesadas sem que nos preocupemos com a maneira como ela as faz. E o mais bacana: com cada vez mais eficiência.
ResponderExcluirDou um exemplo de como essas coisas se concatenam.
Há poucos dias, como já comentei por aqui, a Novell disponibilizou o Xgl, que é uma nova infra-estrutura de exibição visual para a GUI do Linux e Unix. Ela pode ser enxertada no sistema já existente, substituindo parte do software original sem afetar as outras partes do sistema. Além de produzir efeitos visuais sofisticados, similares aos do Mac OS X, a implementação transfere da CPU para a placa de vídeo algumas funções básicas de desenho de janelas. Isso tornou-se possível porque na última década a capacidade das placas de vídeo evoluiu mais rapidamente que a das CPUs, colocando ao alcance do sistema uma nova fonte de processamento.
No experimento do vídeo, as coisas se invertem. O que vemos ali é uma reimplementação da GUI utilizando recursos de vídeo potencialmente disponíveis nas placas de vídeo modernas. O belo efeito de reescalar uma imagem em tempo real, que vemos no programa de fotos, já existe em programas triviais como o Picasa e o iPhoto. Aquela mesa cheia de fotos livremente espalhadas existia num programa chamado Kai's Photo Soap, de 1998, e retornou trunfalmente no Aperture da Apple. Mapas com relevo da superfície em 3D? Google Earth. Lava lamp virtual? Existe como screensaver, do mesmo autor do programa interativo que aparece no vídeo. Os efeitos de zoom na GUI são do mesmo tipo previsto no Archy, mencionado num post anterior, princípio inventado já há muitos anos. Que mais? Janelas inclinadas são normais no Squeak (implementação moderna do Smalltalk); janelas distorcidas em 3D existem no projeto Looking Glass e, futuramente, no Windows Vista.
Enfim, PCs razoavelmente comuns já executam isoladamente alguns pedaços das tecnologias de visualização mostradas no vídeo. A grande sacada na verdade foi reunir tudo isso e adicionar a interação com as pontas de todos os dedos. E mesmo ela tem uma implementação tecnicamente simples.
Crédito: a dica do vídeo me foi enviada por email pelo Said Tayar Segundo.
ResponderExcluirenfim, usar o computador vai ser fisicamente cansativo. ;-P
ResponderExcluirCaramba o cara Diagramando lembrou o pastup dos velhos tempos, só que digital. :P
ResponderExcluirO Aperture da Apple tem uma função para arranjar as fotos num álbum que lembra aquilo um pouco.
ResponderExcluirAh bom, hehehehe
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