2000-11-30

Utopia ou Esquecimento

O primeiro pedaço da minha tradução de dois textos de Buckminster Fuller está no ar! Não sei se vou continuar, talvez só fazer um apanhado de pontos interessantes do restante do livro, pois há muita redundância entre os capítulos. Na Net existem lugares de onde baixar originais em inglês, de graça.

Tradução condensada de partes do livro "Utopia or Oblivion", coletânea de transcritos de palestras de Buckminster Fuller.


Um Cidadão do Século 21 Olha para Trás
1967

Em 1917 convenci-me de que, sem qualquer anúncio por autoridades, tomava forma uma transformação no curso da experiência da minha geração que seria muito maior que a que ocorrera, por exemplo, entre as sucessivas gerações de meus pais, avós, bisavós e trisavós.

Identifiquei uma tendência de aceleração da evolução técnica tecnológica-ambiental-regenerativa. Também notei uma tendência de efemerização, isto é, fazer mais com menos em termos de quantidade de recursos de tempo, massa e energia. Isso aumentou vastamente o padrão de vida de um número crescente de pessoas, mas apenas como efeito secundário da preocupação da ciência com o apoio à indústria armamentista e a novas técnicas de transformação das energias invisíveis do universo de seus padrões cósmicos para canais de aproveitamentos engendrados pelo intelecto humano.

Conforme foram passando os anos, os efeitos combinados da aceleração acelerada e da efemerização resultaram nos progressos técnicos e econômicos que agora assolam o homem, conspirando para torná-lo um sucesso, a despeito de sua velha convicção malthusiana de que a humanidade, a despeito de sua significância e destino como um todo, é fadada ao fracasso econômico individual, à guerra e à morte prematura.

Aos poucos constatei a invalidade dessa grande superstição. Descobri, por exemplo, que os metais de 80 por cento de todos os mecanismos e estruturas obsoletos já foram reciclados, contrariando a idéia popular do "esgotamento" da matéria-prima. Ao longo do século 20, a parcela de metais disponíveis por indivíduo diminuiu continuamente. Neste momento, o total acumulado de metais minerados e refinados ao longo da história é empregado em máquinas e estruturas que, operando no limite das suas capacidades projetadas, suportam apenas 44 por cento da humanidade. Mas a eficiência mecânica combinada de todos esses recursos é de apenas 4 por cento. Empregando-se a engenharia atual, é atingível a taxa de 20 por cento; ela eventualmente poderá atingir 80 por cento no futuro. Uma revolução da ciência do design pode resolver o problema.

Entre 1900 e 1965, o número de pessoas com sucesso econômico e físico graças à sua participação nos mais elevados padrões de vida do mundo industrializado aumentou de menos de um para mais de 40 por cento da humanidade. Esse nível de vida é superior ao de qualquer monarca que tenha vivido antes deste século. E isso apesar da permanente queda nos recursos materiais per capita. Paradoxalmente, essa revolução do fazer-mais-com-menos foi desencadeada quase exclusivamente pela corrida armamentista, cujo objetivo é a maior destruição possível, no menor tempo, com a maior precisão, à maior distância possível, com o mínimo esforço.

A evolução parece ter a intenção de transformar o ser humano em um sucesso, a despeito de suas fixações negativas. O sucesso econômico de 40 por cento da humanidade em apenas meio século não pode ser atribuído a nenhuma doutrina política: a tecnologia floresceu de igual forma sob regimes ideológicos opostos. Desapareça com os sistemas de energia, distribuição de bens e equipamento industrial dos países líderes do mundo, e em seis meses a humanidade terá perecido de fome. Suma com todos os políticos e ideologias dos mesmos países e não morrerá de fome mais gente que o normal - provavelmente ocorrerá até o contrário. A despeito do fato historicamente demonstrável de que a iniciativa pessoal de alguns inventores é capaz de causar as verdadeiras transformações e progressos no mundo, a sociedade insiste em buscar soluções exclusivamente na política e nas ideologias.

Vi que uma tecnologia que produzisse total sucesso econômico para a humanidade poderia eliminar a causa fundamental da guerra - "é você ou eu quem morre, em benefício de quem ficar vivo, porque não há bastante para ambos" - a crença aparentemente científica estabelecida por Malthus e ratificada pela "sobrevivência do mais apto" de Darwin.

Eu estabeleci a economia da minha estratégia tecnológica global em termos do meu conceito não-supersticioso de riqueza consistindo exclusivamente de intelecto e energia integrados. Como a Lei da Conservação da Energia diz que a energia não pode ser criada nem eliminada, e visto que a experiência intelectual sempre aumenta, a riqueza só pode aumentar.

Há duas fontes básicas de energia a serem desenvolvidas e exploradas. Uma é advinda do armazenamento; a outra, da captação. Há quantidades inconcebíveis de energia indefinidamente renovável nas marés, ventos e radiação solar. Mas os produtores dos combustíveis fósseis - o resultado da acumulação de energia pela natureza ao longo de milhões de anos - dizem que é mais barato explorá-los, queimando o que está armazenado. Isso é o mesmo que dizer que é mais fácil roubar um banco do que executar o trabalho que gera o dinheiro que está guardado nele. A questão é: quem fica com a conta? Nossos bisnetos, que não terão combustíveis fósseis para manter as máquinas funcionando? Acho que a aceitação ignorante pela sociedade mundial do expediente momentâneo e da falta de visão construtiva de longo prazo tornaria dúbio o potencial do nosso futuro se não pudéssemos enxergar possibilidades alternativas.

O único meio de converter o impulso do emprego negativo dos princípios físicos do universo em um impulso para fazer do homem um sucesso duradouro reside na revolução da ciência do design, em que cada um pode tomar parte individualmente, baseado em compreensão e integridade intelectual.

A recente popularidade de minhas idéias reflete o recente entusiasmo dos teóricos e cientistas pela minha definição do universo como o agregado cumulativo de todas as experiências não-simultâneas da humanidade, todas elas finitas e incluindo o físico ponderável e o metafísico imponderável, com a expansão desordenada e entrópica do universo sendo contrabalançada por uma ordem crescente do universo metafísico anti-entrópico. Os teóricos também comentaram favoravelmente a respeito de minhas observações filosóficas de que os princípios omni-interativos, sutis e generalizados que aparentemente governam o universo - descobertos através de experiências conduzidas pela ciência e intelecto humanos - revelam uma omni-integridade do universo, que é por natureza amorfa e intelectualmente concebível.

Por virtude dessa integridade, os princípios que governam as interações e transformações do universo nunca falham em prover um conjunto organizado de consequências para cada um dos eventos ou para nossos experimentos, acidentais ou arbitrários. Assim, somos confrontados com um universo em que o intelecto de um Einstein pode estimar a energia física total do universo, um valor posteriormente verificado experimentalmente pela fissão nuclear, o que demonstrou a abrangência do intelecto pela equação da energia física do universo, E=Mc2. Não houve, porém, evidência experimental ou sugestão intuitiva da reversibilidade dessas condições e resultados na qual a energia física trocasse de papel com o intelecto. Nenhum teórico publicou qualquer refutação de minha conclusão de que todas as experiências, gravadas na memória, ordenadas na mente e compreendidas, revelam uma infinitude de integridade intelectual a priori omni-antecipatória, abrangendo e permeando o universo, que seja maior que a demonstrável ou sugerida pela capacidade de um intelecto individual humano - nem mesmo da capacidade cumulativa e integrada de todos os intelectos humanos da história - controlar o universo total de forma a responder por todos os comportamentos evidentes, omni-integrados e complexos do universo.

Por conseguinte, a Integridade Intelectual Universal super-humana, não-antropomórfica, manifesta ao homem pelas descobertas da sua ciência experimental, pode ser referida como Deus, pois é esse o mais econômico termo até hoje intuitivamente formulado pela humanidade para identificar tal relação macro-micro, transcendente-à-capacidade-humana, antecipatória, abrangente e inspiradora.

Que intelecto inventou a totalidade de todos os princípios intelectualmente concebíveis, sutis e generalizados descobertos pela ciência enquanto omni-operativos e governantes de cada experimento físico? Enquanto não puder responder a essa questão, o homem terá que aceitar um intelecto a priori superior ao seu próprio.

Estou convicto de que nem eu nem menhum outro humano, do passado ou do presente, é ou foi um gênio. Estou convicto de que o que eu tenho qualquer criança fisicamente normal também possui no nascimento. Poderíamos, é claro, especular que todos os bebês nascem gênios e são paulatinamente "desgeniados". Uma série de circunstâncias ambientais, familiares e educacionais tende a "desligar" muitos dos seus "circuitos" de potencialidades. Tive sorte em evitar muitas "desconexões".



A Música da Nova Vida
1964

Ponderei muito sobre a palavra "criatividade" e não sou inclinado a usá-la em relação aos seres humanos, porque meu sentimento particular como explorador de eventos, comportamentos, matemáticas e fenômenos físicos em geral é o de que aquilo que é normalmente chamado de criatividade é na verdade uma combinação única e inédita de princípios descobertos pelo homem, porém preexistentes no universo. A palavra "criar" implica adicionar algo ao universo. E eu não acredito que o homem adicione nada ao universo.

O homem é uma parcela extraordinária do universo porque demonstra a capacidade única de descobrir e identificar os seus princípios operativos abstratos - os quais, embora utilizados inconscientemente por outras espécies biológicas, jamais foram por elas diferenciados, isolados e compreendidos.

Rejeitando a palavra "criatividade" para qualquer uso além da grande integridade intelectual progressivamente desvendada como concebendo compreensivelmente e antecipatoriamente as complexas entrepadronagens de liberdades recíprocas e transformadoras que aparentemente governam o universo, eu me guio pela filosofia de 5 mil anos do Bhagavad-Gita, que diz: "Ação é o produto das qualidades inerentes à natureza. É somente o homem ignorante que, iludido pelo egoísmo pessoal, diz: 'eu sou aquele que faz'".

Me impressionam sobretudo os mais antigos registros filosóficos de indivíduos desconhecidos da Índia e da China. Essas primeiras filosofias tornaram-se progressivamente comprometidas e complicadas através dos milênios que se seguiram. As máquinas provocaram a apreensão das pessoas em todo o mundo.

Em relação às máquinas, eu acho importante reconhecer que nós mesmos, fisicamente falando, somos máquinas. Nossos instrumentos são máquinas. Todo o universo é uma máquina - de fato, o universo é a mínima e única máquina de movimento perpétuo.

O que causa apreensão nas pessoas é a máquina desconhecida... Os cavalos de antigamente tinham medo dos carros. Quando seres humanos vêem uma misteriosa caixa preta com baterias, um botão vermelho e fios indo até embaixo de suas casas, elas ficam justificavelmente apreensivas. Acho que o homem tem uma preocupação justa com aquilo que não compreende. Eu não acho que a máquina em si é o que incomoda o homem, mas sim o fato de não entender qualquer coisa que seja. Quando um acidente expõe órgãos internos - familiares somente para os médicos - esses órgãos parecem alienígenas e assustadores. Estique a língua na frente do espelho. É um dispositivo estranho.

A palavra "generalização", usada no sentido literal, significa "muito vasto". Sugere uma tentativa de cobrir território demais - superficialmente demais - para ser útil. Os literatos dizem: "isso é muito genérico".

No contexto matemático, porém, o significado de generalização é bem diferente. O matemático e o físico procuram princípios que sejam persistentemente operantes na natureza e se mantenham coerentes em todos os casos especiais. Se você encontrou um princípio que se mantém de pé em qualquer caso especial, você tem o que os cientistas chamam de "princípio geral". A detecção consciente de princípios gerais e sua abstração de todos os casos especiais e experiências individuais pode ser uma capacidade exclusiva dos humanos.

Por abstração quero dizer uma afirmação idealizada, direta, de primeiro grau, generalizada, como por exemplo, "peguemos uma corda e a tensionemos". Isso se refere a qualquer corda e é uma generalização de primeiro grau. Em seguida digo, "tensão e compressão são necessariamente coexistentes" - quando você estica uma corda, suas fibras se contraem, isto é, comprimem. Essa é uma generalização de segundo grau.

Outra abstração minha: "côncavo e convexo somente coexistem". Não é possível ter a convexidade da superfície de uma bola de pingue-pongue sem a concavidade de seu interior. Não é possível ter a convexidade de um seixo independentemente do aspecto côncavo da mesma superfície vista por raio X. A soma dos ângulos da convexidade externa de um objeto é a mesma da concavidade interior. Também podemos afirmar que "as cargas eletromagnéticas positivas somente podem coexistir com cargas negativas".

Podemos dizer que os três casos do fenômeno da coexistência necessária dos fenômenos tensão/compressão, convexidade/concavidade e carga positiva/negativa são casos especiais do caso matemático geral de coexistência necessária de duas funções de um sistema. Esta última afirmação é uma generalização de terceiro grau, que generaliza generalizações.

Há quarenta anos, eu generalizei essa generalização ainda mais ao dizer que "a unidade é plural e pelo menos dois". Essa é uma generalização de quarto grau. A relatividade de Einstein e a "complementaridade fundamental" do universo segundo os físicos constituem generalizações de quinto grau, pois elas abstraem, condensam e reduzem as generalizações a palavras simples.

Vamos parar com a palhaçada, dona empresa?

Um link sério pra variar: Cluetrain. É um texto bem sacado que repete mil vezes que a Net é uma conversa global, formada essencialmente de pessoas conversando com pessoas - via email, chat, ICQ, news, listas, blogs...
Óbvio ululante, não é? Então, por que uma certa empresa de informática, cujo produto eu uso todo dia, só se comunica em mão única, naquela linguagem de isopor que se resume implicitamente a "Somos fodões, compre nosso produto, não faça perguntas"? Fico puto de ver como eles só produzem soluções fechadas que eles mesmos julgam melhores, ignorando nossas necessidades (e afirmando exatamente o oposto, que "milhares de testadores foram consultados" - isso cheira a "1984"...); fazem alterações gratuitas que zoam com features que funcionavam bem; empurram tudo - ciclos de upgrade, informação - de cima para baixo, paternalmente; e impõem preços absolutamente fora da realidade. E ainda nos enchem de deveres que só interessam a eles: "Não se esqueça de mandar o registro", "não se esqueça de procurar pelo update".
Ora, eu como usuário posso falar qualquer coisa boa ou ruim do produto deles, que não faz a menor diferença para a empresa - ou me desdenham ou nem sabem que existo. Mas olhe, fique esperto, entre eu e outros "meros consumidores", nossa opinião consensual faz diferença, e se propaga sem barreiras.
A prosseguir com tal atitude esnobe, esses carinhas estão destinados a ter uma má surpresa no futuro. É sobre isso que trata o manifesto: pare de ficar "se achando"; a máscara inevitavelmente cai; interaja honesta e efetivamente com as pessoas - é tão simples.
De que empresa vc acha que eu estava falando? Apple? Adobe? Microsoft? Macromedia?
Ou de todas elas...?

Obra inacabada

O meu colegão Sérgio Miranda tem na Web uma página em branco com o seguinte dizer:

Este site está em construção - Qualquer sugestão, mande um email para webmaster@saamiranda.com

Eu tenho uma sugestão. termine o site! (Hehehehe.) Sacanagem, nem foto do Henrique tem! Manda bala; ajoelhou...
Quando fui montar o meu amontoado informe de páginas, tratei de não deixar uma só que tivesse escrito "em construção". Não é legal deixar a pessoa clicar num link só pra descobrir que lá não tem nada. Quando comecei com essas frescuras de Web (1996), um em cada três sites tinha o infame GIF animado do operário cavocando.



Breeeeeega!

Alguém um dia tem que gritar bem alto que o Jô é um farsante

Achei um blogger que compartilha minha bronca contra Jô Soares - ah, vai, vc sabe, aquele imitador descarado de David Letterman, que senta um convidado numa poltrona e fala sozinho sem parar, a fim de "mostrar" como é mais inteligente que todo mundo, a começar pelo pobre "entrevistado"... E isso já faz não sei quantos anos - quanta insegurança! Ou malice pura!
O outro aborrecido com isso tudo é o carioca Daniel Sansão, um dos "reclamões" mais conscientes da área, um verdadeiro ombudsman da propaganda nacional.

Por falar em TV + tranqueira, o que logo conduz ao assunto da moda - censura. Tem muito carinha por aí doido pela volta da censura, achando ingenuamente que ela resolveria todos os seculares desvios morais do nosso povo. E não tem a menor noção das implicações negativas desse desejo inconsequente. Tome consciência lendo a coluna de 26 de novembro do João Ubaldo Ribeiro no Estadão. É um texto digno de enquadrar e pôr na parede - não, não: de plastificar e carregar no bolso pra esfregar na cara de uns carinhas por aí que vêm falar que "revista de computador com mulher na capa não pode".

Pensamento do dia: A vida começa aos 256k
(autor: eu mess)...

Junho de 2008 - Não escrevo mais críticas dessa forma, em absoluto. Mas continuo não gostando do Jô. Daniel Sansão não bloga mais, mas agora temos o Merigo.

2000-11-29

Esta é pro Bruno Godinho... uma citação de Millôr Fernandes:

Para aprender muito, é necessário começar extraordinariamente ignorante.

Mais uma:

O importante não é o relógio, são as horas.

Intervalo comercial. Se vc gosta de mangá e anime, veja o site da Julia Cleto, Otaku Cosplay. É um sucesso: ela virou uma verdadeira autoridade na obscura, bizarra e curiosa atividade de se fantasiar de personagens japoneses.

Junho de 2008 - O site Otaku Cosplay saiu do ar em 2002, por isso não tem mais o link.
Descobri que o Napster não baixava nada ontem porque o HD encheu.
7,4 GB de MP3! Ugh!

2000-11-27

O Renato Yada teve problemas com a legibilidade do meu logo [aquele feito só com triângulos], hahahahaha! Coloquei a tradução no título da página.
Pode me achar masoquista, mas quanto mais olho essas letras, mais gosto. Não é mole trabalhar com apenas dois triângulos de altura... Já tenho o alfabeto completo bolado, uma variação a caminho, e vou transformar isso em fontes - isto é uma ameaça ;)
Ô Renato, a Breinstorme [lista de discussão] é tão boa mesmo? Eu entrei e saí dela ainda no comecinho. Sei lá, rolavam colocações esdrúxulas do tipo "achei Paris boring" e pensei: "Argh!". Mas tenho certeza de que foi só a proverbial má primeira impressão de um caso não representativo.
Um monte de amigos meus ficou avisado do meu blog, vamos ver se também participo dessas "conversas de sites"... [You bet.]
AAARGH! Por que não consigo escrever de maneira mais concisa? Tou de saco cheio de ser um porra dum prolixo. Tou enjoado do meu próprio texto. Jean, Tom, socorro!

Scratch Disk "defragado"

Dei uma reestruturada na minha seção de textos online, que já existia desde antes do blog e tinha o nome de Scratch Disk. Claro que uma área com 100% de texto não é pra todo mundo, mas vá ver nem que seja de curioso.
Ah sim, e esta página está mais organizada - o índice das áreas não é mais empurrado pra baixo à medida que entram as notas do blog. Agora, se o banner pentelho do Terra não entrasse bem na frente do browser, seria tão bom... Que eles têm contra os velhos e bons frames?

O frame do Namezero (o serviço que arranjou de graça meu domínio pessoal, marioav.com) é correto, a (justa) propaganda está lá mas nem incomoda.
Em tempo: um abraço de gratidão ao grande quadrinista Lourenço Mutarelli, com cujo drive SyQuest emprestado eu pude resgatar dos cartuchos os meus mais antigos e preciosos trampos de Mac para incluir no portfólio.
Por falar no portfólio, a futura seção Pictogramas incluirá ícones de todos aqueles simpáticos desenhinhos das vinhetas que adornam a Macmania e seu site, mais alguns inéditos - em forma de ícones para Mac! Compatíveis com o OS X! Devem estar todos prontos uma semana antes do Natal. Promessa de campanha!

Update - Já posso me candidatar a vereador. Hoje é 20 de janeiro de 2001 e a bagaça não ficou pronta. Vamos ver se rola para o segundo CD da Macmania, ou ao menos, antes de o novo projeto gráfico da revista acabar com os ícones...

Update 2 - Não teve novo CD nem novo projeto gráfico, mas os ícones finalmente foram pro ar.

Update 3 - O novo projeto gráfico veio, dois anos depois, e matou os ícones de vez.

Junho de 2008 - Scratch Disk era o blog antes do blog, páginas estáticas no site pessoal contendo ensaios em texto. O post sobre flamewars é uma revisão de um desses textos.

2000-11-26

Flamewar é sempre culpa de um só

Gastei a melhor parte do meu domingo lendo uma montanha de digests acumulados da lista de fotografia Fototech, criada pelo amigo e capista da Macmania Clicio.
Desde quinta-feira, mais de 300 mensagens se acumularam de repente.
Por quê?
Um "aspirante a fotógrafo", com equipamento mas sem nenhum trabalho para mostrar, se meteu lá e afirmou que "fotografia não é arte" e "pintor frustrado fotografa" - na cara dos 337 fotógrafos que assinam a lista, muitos deles profissionais acima de qualquer suspeita.

A resposta coletiva foi inequivocamente hostil, porém cheia de argumentos importantes e válidos. Em vez de assumir a mancada, inicialmente o carinha rebateu-a tangencialmente, comparando Degas com Dalí e, para justificar seu desprezo pelo último (tudo a ver isso em uma lista de fotógrafos!) mencionou suas próprias viagens a museus ao redor do mundo. Pretensioso!

Quando alguém mencionou Man Ray, que há alguns dias teve uma foto sua vendida por 1 milhão de dolinhas, e o fato de Picasso também ter fotografado, o sujeito paradoxalmente revelou uma ignorância tão grande sobre eles quanto seus enciclopédicos comentários prévios sobre os pintores impressionistas e surrealistas. Com que base, então, conduzir a sua posição? Ignorante!

No meio da coisa, ainda disse que "sabe utilizar muito bem os recursos verbais" - quem deve dizer isso, quanto muito, são os outros! Se alguém precisa apresentar a si mesmo como "profissional respeitado"ou "eminente consultor", por que vou levá-lo a sério? Pedante!

Por fim, confrontado com a justa ira verbal dos fotógrafos, o cara entrou numa autodefesa neurótica, dizendo-se injustiçado, vítima de xingações e até mesmo "armação da panelinha que conduz a lista" (detalhe: a lista não tem moderador!), até o ponto em que conseguiu insultar e se indispor até mesmo com as sumidades da lista - caras que ganham a vida dando aulas de fotografia e não obstante enchem a lista de conhecimento precioso e gratuito todo dia. Paranóico!

Só o detalhe: pouco antes de abandonar a lista, com o anúncio da venda de todo seu equipamento (pois "desisti de ser um fotógrafo amador-avançado" - olha o pedantismo de novo), deixou escapar que já tinha sido expulso de uma lista antes por motivo de "polêmica". Teimoso!
Tudo isso soa familiar? Pois é, se você frequenta listas já deve ter testemunhado a ação de exatamente o mesmo tipo de mau-caráter, e a mesma sequência de acontecimentos.
Existem dois tipos de agitadores de listas de discussão: os que entram somente no momento decisivo, com apenas uma ou duas frases inteligentes, de grande concentração de perspicácia e senso de ironia, promovendo positivamente o debate; e os "advogados do Diabo", cujas colocações mal-formuladas ou intolerantes causam massivos flames, e em seguida se mantêm dedicadamente insuflando as chamas, no desespero de responder a todos para "provar" que têm razão em sua posição insustentável. O primeiro caso é o Clicio. O segundo é esse cara que não vale mencionar o nome. Qual deles sai "queimado" na comunidade? Qual deles não aproveita nada da livre troca de conhecimentos da comunidade, vive magoado e rancoroso e se auto-expulsa de lista em lista?

Eu mesmo acordei para a vida online graças a um desses desajustados virtuais. Era comecinho de 1997; eu já tinha email, mas não participava de nenhuma comunidade virtual. Tomei conhecimento de um babaca que estava "detonando" de graça a revista Macmania no fórum da finada MacBBS. Fui conferir. Bem que tentei ser o Clicio do grupo, mas o cara queria mesmo briga; até admitiu, inocentemente, que "adorava um bom arranca-rabo". Não deu outra: muito menos paciente do que hoje, eu ajustei meu teclado para "aniquilar" e comecei a humilhar o cara sistematicamente, e quando isso não bastou passei a provocá-lo com armadilhas que o faziam dizer besteiras que o tornavam mais antipático ainda, até despertar a ira dos demais contra ele. O processo de "fritura" durou uma semana, e quando outros membros do fórum já o atacavam em conjunto, o agressor começou a posar de vítima. Flamers sempre se fazem de agredidos, mas esse não tinha nem esse argumento para sustentá-lo. Por fim, saiu do grupo para sempre; no processo, ganhei uns 20 amigos virtuais, e com vários deles converso até hoje. Só o agitador saiu perdendo com o que ele mesmo causou.

Mais recentemente, houve o caso do carinha que montou um site anti-Macintosh, com suas armas apontadas diretamente para um artigo que ajudei a escrever na Macmania. Ridículo! Além de totalmente ignorado pela revista (queria publicidade gratuita, é?), ele tirou o site do ar após tomar mais de 400 flames, conforme averiguei. Em seguida, fiz meu próprio site analisando o fenômeno da intolerância de plataformas.

Por fim, peguei o vício (que já perdi, felizmente) de frequentar newsgroups de Mac, e neles frequentemente entra algum desses xiitas de Wintel, unicamente para descer o pau no Mac (êêê perda de tempo!). Sob pseudônimo, respondi (sempre com argumentos decentes) a esses caras, até perder a paciência e começar a detonar sistematicamente um certo flamer com grande conhecimento de PC, anti-Mac até a medula, tão hipócrita e pedante quanto possível, que tratava sempre de desqualificar qualquer outro no começo de suas longas respostas técnicas, convenientemente armadas para sempre "dar vantagem" ao PC... Enfim: um infeliz sem vida. Fiquei sabendo que o sujeito é um campeão de queixas no UOL, já afugentou um sem-número de pessoas bem-intencionadas, ensinou um caminhão de mentiras anti-Mac a uma infinidade de pessoas e tem tempo ilimitado para suas detestáveis práticas (desempregado? filhinho de papai?) - mas como ele jamais parte para o ataque direto (palavras de baixo calão, calúnia ou ameaça pessoal), nunca há provas para expulsá-lo de um grupo público. Enfim, é o mais sofisticado e odioso tipo de flamer existente na Net. E o puto tem platéia: gente que o apóia não por ter razão, mas só para poder se divertir lendo mais flames.

Os quatro carinhas têm algo em comum: eles até podem se "queimar" com uma comunidade inteira, mas seguem iludidos, se julgando vencedores, líderes ou seja o que for. Outra coisa é que todos são pretensiosos: não resistem a apontar seus supostos méritos intelectuais nas horas mais inapropriadas. E, o mais fatal de tudo: em vez de combaterem as idéias contrárias, confundem as coisas e combatem as pessoas. Resultado final: além de não terem o respeito que fantasiam ter dos outros, tão logo por alguma razão deixam de postar, são imediata e justamente esquecidos.

Grupos e listas são um ótimo meio de discussão, porque a resumem aos elementos dialéticos mais essenciais. O problema são sempre os "valentões", esses covardes na vida real que se transfiguram por trás de um modem e lutam para ter a palavra final custe o que custar. Se você não for articulado e tiver as idéias à mão, melhor nem tentar se meter num debate envolvendo um deles. Os flamers compulsivos são bons de dialética e sabem disso - e isso lhes sobe à cabeça. Contra provas não há argumentos. Mas, quando você apresenta a prova do seu erro, eles iniciam a gritaria.

Minha experiência resume os caminhos a assumir assim:
1. Ignore.
2. Se você tem todos os dados para fazer a refutação, vá fundo, mas aguente o chilique do flamer depois.
3. Mande tomar "lá" e deixe estar (no caso de mais pessoas já terem sido ofendidas pelo flamer).

Agora, alguém pode vir me dizer que eu não deveria dar conselhos, já que nas conversas ao vivo eu sou um flamer :)

Junho de 2008 - Desde 2000, uma das coisas nas quais sinto que a idade trouxe alguma evolução é a dialética. Não conseguiria hoje escrever outra peça como esta.
Todo autor de blog já deve ter pensado que é intelectualmente constrangedor que alguém encontre seus textos vários anos após escritos e pense que na época corrente o autor ainda se expressará toscamente, em que pese algumas de suas opiniões serem razoáveis...
Enfim, três ou quatro citações curtas de Schopenhauer resolveriam este assunto com muito mais profundidade.
Nem sei porque escrevi raivoso, já que não participei daquela discussão sobre fotografia.
O idiota anti-Mac que foi mencionado no post permanece ativo na Internet. Administra um fórum dedicado sobre Windows. Onde os usuários são proibidos de falar de outras plataformas. Mas o admin fala, e fala mal.

2000-11-25

Bug na mídia

Uma seção que quis fazer no meu site e desisti era uma coletânea das barbaridades que a imprensa leiga solta sobre informática. Desisti, mas esta aqui merece entrar no blog. Uma nota de duas semanas atrás no Hipertexto da Veja (sim, aquela revista que manda "Internet" com i minúsculo). Tá lá:

A Foveon (www.foveon.net) desenvolveu uma tecnologia capaz de dar às imagens digitais uma resolução de 16,8 milhões de pixels. Uma fotografia feita com filmes comuns tem cerca de 17 milhões desses microscópicos pontos que formam a imagem.

PIXELS em um FILME?
RESOLUÇÃO FIXA em um FILME?
Pois é! O texto, de responsabilidade (mas talvez não autoria) de Gustavo Poloni, não deixa a menor margem para dúvida.
Essa pérola da ignorância profissional, além de reproduzida em um milhão de cópias da edição de árvore morta, ainda está à espera de correção online (ou "on-line", como querem lá), neste endereço (só para quem assina o UOL, afinal estamos na Web, certo?).

Update - O que a Foveon efetivamente desenvolveu foi um tipo de sensor alternativo aos CCDs e CMOS comuns. Em vez ser uma matriz de pixels com filtros coloridos, cada pixel registra informação para os canais R, G e B. O resultado é uma nitidez superior. Mas os sensores comuns acabam vencendo a disputa na quantidade bruta de pixels. Os sensores Foveon equipam as câmeras Sigma.
Um scan de slide de 35 mm precisaria ter em torno de 25 megapixels para extrair toda a informação visual correspondente a cada grão de pigmento revelado. Na prática, porém, uma imagem nítida de 8 megapixels já é considerada equivalente ao cromo de 35mm em termos de detalhe visual.
Finalmente, a mudança final está quase pronta. Se vc visitou minha home page antes, notou que ela tinha um número de versão que "tendia a" 2.0 mas, quanto mais próximo chegava disso, mais lentamente avançava. É o seguinte: no dia 4 de dezembro, meu aniversário (o negrito é pra chamar a atenção mesmo :), a versão vai finalmente virar para 2.0, e a última coisa que falta após a implantação do blog é uma faxina em algumas seções do portfólio.

Update - Este post mostrando os sucessivos designs do meu website, através de capturas de telas. O visual atual, com a coluna esquerda larga e uma arte quadrada no topo, é essencialmente o mesmo desde o final de 2002.

2000-11-21

Ressuscitado o WebGrab. É uma captura de tela do computador onde estou trabalhando no momento, espécie de "Webcam do mero mortal" - que graça teria ver a minha cara tediosa iluminada por um monitor o dia inteiro? Captura da tela é mais interessante, e mais legal ainda quando é uma tela de uma bomba...
Muita gente pensa que a captura e publicação da tela é automática - para falar a verdade, até dá pra criar um script para isso, mas prefiro escolher um momento representativo, fazer e enviar o grab "na unha".

Update - O WebGrab tinha atualizações raras, quase ninguém ia ver e a imagem era muito pesada, mesmo se comprimida em JPEG lamacento. Tirei do ar em 2002.


Em breve aqui: um apanhado traduzido de algumas idéias de Buckminster Fuller, o supremo visionário tecnológico do século 20, pai intelectual da geração "Wired", personagem do comercial "Think Different".
Estou lendo uma coletânea de palestras dele, publicada em um livro de quase 30 anos. Nunca vi na história recente alguém, pensando sozinho, ter tantas sacadas diferentes e inteligentes - ainda menos no campo da tecnologia, repleto de farsantes doidos pra darem uma de "visionários" (só uma dica: "A Estrada do Futuro"... ;).
Quem foi B.F, afinal? Hmmm... vá para este site e veja. Os seguidores do homem falam em termos quase religiosos, grandiloquentes, iniciáticos, com uma ponta de frustração por ele não ser publicamente reconhecido ao lado de figuras como Einstein e Newton. Engraçado, isso tudo também se aplica aos macmaníacos em relação a Steve Jobs...

Foto digital saturada

Eu só lembro de botar algo aqui quando estou ocupado ou com sono demais, mas lá vai: estou trampando uma nova técnica de tratamento de cor no Photoshop, pra variar um pouco - caramba, não experimentava livremente no programa há anos, não tem cabinento! Photoshop não é só pra fazer colagens mutcholocas, serve como uma extensão dos truques do fotógrafo.
O truque em questão é uma maneira especial de hiper-saturar as cores (quase) sem estragar os detalhes de luminosidade. Aparecem MUITAS coisas que não daria para notar na imagem normal, e a cor finalmente passa a ter vida autônoma dentro da foto.






Junho de 2008 - O novo método foi utilizado nas trucagens das fotos que saíram numa matéria da Macmania número 80, de janeiro de 2001, chamada "Guia do iMac". O truque consiste em mudar a imagem para o modo Lab e então criar uma curva de contraste (em forma de S) nos canais de cor a e b. O centro da curva deve passar bem no meio do gráfico. Sim, eu não usava o Lab para efeitos especiais até o final de 2000. Slow learner?

Abril de 2009 - As fotos das quais falava no post nunca tinham sido postadas junto com o texto, até agora. E o post não tinha título, como os outros dessa primeira fase do blog.
O efeito que eu buscava em 2000 era exatamente o mesmo que hoje temos no Photoshop, Camera Raw e Lightroom, com o nome de Vibrance. Tecnicamente, é uma maneira de aumentar o contraste cromático local da imagem sem estourar a saturação das cores. Trabalhar no modo Lab sempre permitiu efeitos similares, de forma menos controlada. O Vibrance faz isso sem ser necessário converter as cores da imagem.
A última foto da série é do Clicio Barroso.

2000-11-13

Magnet

Caramba, indiquei meu blog para a Magnet e ainda não tem NADA postado aqui!
Bom, o estilo da página também não tem nada a ver. Deixodar um jeito nesse código...
UGH! Esse Dreamweaver faz uma lambança desgraçada com os tags "font"!

2008-2009 - Magnet era uma revista da editora Bookmakers, similar à Macmania, mas que abordava qualquer assunto de informática, tecnologia e cibercultura, tratando de assuntos sérios com bom humor.
O staff editorial incluía vários veteranos da implantação da Web no Brasil, como o editor Luciano Ramalho.
Um número zero da Magnet foi distribuído gratuitamente na Fenasoft de julho de 2008, coincidindo com o lançamento do Windows 98. Seis outras edições foram editadas até o final de 1999, quando a revista em papel deu lugar a um site que servia como agência de notas jornalísticas sobre tecnologia. O site fechou em 2004, mas a agência continuou em atividade até ser integrada ao site Geek em 2009.

Aqui estão preservadas em HTML cru as matérias da edição zero da Magnet.
Aqui está a mesma revista em PDF, repartida por matérias.

As capas das sete edições da Magnet de papel eram bem mais experimentais e ousadas que as da Macmania da mesma época.








2000-11-06

=bbbbbzzzPOP=
1-2-3-testandoooo...
SOM!
SOM!
fffffOM!
soPRRRRIZZZZZZRRRRCCHHHHH= = =
=POP!=
=TUMP=
=hmmmmmmmmm=
Blog inagurado!
=foouuuuooooooUUUUUUUU = PROp=

Junho de 2008
Este foi o meu primeiro post no Blogger, enviado da redação da Macmania na editora Bookmakers, onde eu era editor de arte.
Antes disso, eu já tinha escrito e postado alguns ensaios no meu site pessoal, feito com HTML à mão em um Apple Macintosh PowerBook 520c. Esse site pré-blog existia desde novembro de 1999 e atendia por marioav.com. Quando deixei o endereço expirar, ele adotado por um site de venda de calçados.
Em 2003 eu parei de usar o Blogger, que na época ainda dava muito pau e não tinha um sistema próprio para comentários nem classificação de posts por marcdores (tags). Passei um tempo usando o Movable Type, dentro do Gardenal.org. Na verdade, ali eu escrevia quatro blogs separados: um de ensaios, outro sobre informática, um de ficção em prosa e outro de poesia. Não tinham passado ainda três meses quando cansei de tanto trabalho e encerrei todos os blogs ao mesmo tempo.
Em 2005, resolvi voltar a publicar meu blog original pelo Blogger, agora incorporado ao Google. Em 2003, apaguei o meu conteúdo no Blogger; por isso, estou recolocando no ar os posts antigos, com as datas e horas de postagem originais.
Os posts anteriores a 2005 não são réplicas completas e idênticas dos originais. Não são completos porque os blogs do Gardenal perderam-se para sempre num pau de servidor. Perderam-se também os comentários postados no Blogger entre 2002 e 2003, que usavam sistemas à parte (Falou & Disse e Haloscan). Não são idênticos porque há numerosos anexos como este. Toda vez que eu conseguir informação adicional ou correções e esclarecimentos para um post antigo, ela será anexada no final como "Update" ou, quando no meio do texto, [entre colchetes].
Os posts restaurados aqui são apenas do blog de ensaios pessoais e não incluem os posts sobre informática, que ainda poderão ser reincorporados no futuro.
Vários posts antigos estão sendo enriquecidos com imagens novas referentes à época.